A Vida Maluca De Semideus

3 Dinheiro a tilintar vassouras a voar lá vamos nós


POV. Samantha Hellthorne

Eu acordei cedo hoje, que é? Eu vou a uma feira de coisa bruxa e não posso ficar animada? Enfim, vesti uma camiseta preta e uma blusa xadrez desabotoada, calças jeans e All-Star de cano longo vermelho para combinar com o visual, deixei meus cabelos ruivos(N/A: Cabeça de fogo ambulante)(N/Sammy: cale a sua boca autora) soltos. Sai do chalé de Ares e corri em disparada para o chalé três, senti um cheiro mareado ao bater na porta e um garoto com uma expressão de zombie veio atender, por instinto dei-lhe um soco que o fez desmaiar.

_Merda! — exclamei ao perceber que o garoto devia ser irmão de Carol. — Carol sai logo dai! — gritei.

Ela saiu usando uma camisa azul, jeans surrado e jaqueta, em seu dedo tinha um anel, provavelmente do mesmo tipo que meu colar, seus cabelos estavam soltos também, e usava os maravilhosos all-stars.

_Foi você? — perguntou ela cutucando Percy.

_Err, mais ou menos... — olhei para o chão. — Ms eu achei que fosse um zombie! — acrescentei.

_Finalmente! — ela sorriu de orelha a orelha — Ele me irrita muito, é meu irmão.

_Tá, né... — puxei-a pelo pulso e a levei para a Colina Meio-Sangue, Quíron nos esperava ali, eu havia aprendido uma coisa. — Quíron! Olha para aquele lado? — apontei para a esquerda e ele olhou. — Agora para aquele. — apontei, agora para a direita e, novamente, ele olhou. — Te tapeei mentalmente. — sorri. Carol e eu rimos novamente como debiloides.

Palavra legal, né? DE-BI-LOI-DE, só não sei o que significa mas é bom falar: debiloide debiloide debiloide.

_Savanna e Carlota adeus e não precisam voltar nunca mais! — sorriu o velho gordo.

_Samantha! — eu gritei

_Carol! — Carol fez o mesmo, porém acabamos gargalhando.

_Gente, eu pensei, não podemos dirigir quero dizer, legalmente, é claro, mas eu não dependo da lei se querem que eu dirija fiquem a vontade! — disse.

_Não, Argos levará vocês. — Quíron relinchou, oh! Ponêi está com ravinha!

Argos é sinistro! Ele é tipo construído de olhos, eu não consegui desviar o olhar dele, e espera ele estava levando a gente para um aeroporto, Carol estava ficando fria. Ele parou em frente ao aeroporto internacional sei lá o nome.

_Não, eu não vou sair daqui, eu posso desistir de ser bruxa, eu não vou entrar ai! — tive que arrastá-la para fora.

_É o seguinte, Quíron não disse que vamos andar de avião, Argos me deu um bilhete falando que a cavalaria está na lateral, deve ter pégasos lá.

_Espera um minutinho? — ela correu até onde queimavam plástico e jogou duas balinhas de menta no fogo.

Eu, por outro lado, fui para a lateral do aeroporto, não havia nada lá a não ser...DOIS PÉGASOS!

Já disse como a Carol é ninja? Ela simplesmente chegou ao meu lado já subindo em um deles. Subi, com uma certa dificuldade, no outro e eles começaram a voar.

_Meus deuses eu vou morrer! — gritei.

Carol me olhou surpresa.

_Que é? Tenho medo de altura! — me agarrei ao pescoço de meu pegaso, insegura.

Seguimos uma viagem quase calma já que a Carol quase surtou quando chegamos a Europa e tivemos que subir para o céu, ela gritou que nem louca.

Acabou, eu acho que nós duas beijamos o chão, ai meus deuses eu quase morri! Pronto, me recompus. Nós duas não sabíamos ler mapas eu fiquei virando várias vezes, até que me irritei e rasguei o mapa, para minha sorte eu vi o que procurávamos: Caldeirão Furado.

_Pronta? — perguntei insegura.

_Sim. — respondeu no mesmo tom de voz. Agarramos a mão uma da outra e entramos no pequeno bar, era um lugar rústico e empoeirado cheio de vel, ops, idosos tomando algo.

Eu e a cara de concha andamos lentamente até o balcão, Carol tomou a dianteira.

_Olá, onde é o Beco Diagonal? — acho que ela perguntou alto demais, pois todos presentes se viraram para nós.

_Por ali. — o homem atrás do balcão apontou para uma porta nos fundos do bar.

_Obrigada.

Eu e Carol fomos juntas para lá conduzidas por um outro idoso, ele pegou a varinha e bateu nos tijolos, os mesmos começaram a se transformar em uma porta.

O lugar era incrível, lojas e mais lojas de gente bruxa estavam lotadas de crianças e adolescentes que lutavam pelos materiais, as ruas pavimentadas eram lindas, e, no fim, havia um banco.

Eu esbarrei em um garoto, era loiro, tinha os cabelos quase brancos.

_Olha por onde anda sangue-ruim. — exclamou ele limpando as vestes.

_Sangue-Ruim? Sangue-Ruim é sua mãe, mortal ridículo. — olhei indignada.

_Como disse? — ele girou os calcanhares e virou-se para mim, dei-lhe um soco e o mesmo caiu no chão, Carol me olhou, assustada, porém logo se virou para encarar o banco a nossa frente.

_Vamos? — perguntei a ela.

_Claro.

Seguimos, agora para o banco, sentada as escadas, a nossa espera, estava uma mulher com logos cabelos negros e um vestido roxo.

_Finalmente! — exclamou ela ao nos ver.

_Desculpe a falta de educação, mas quem é você?

_Hécate, deusa da magia.

_Maneiro! — exclamamos juntas.

_Vamos, temos muito o que comprar.

Hécate nos levou para o Gringotes, era muito sinistro, após conversarmos com um tiozinho mau-humorado conseguimos entrar no túnel e ir para o meu banco. Cofre 395, Cofre dos Hellthorne. Entrei, um pouco receosa, já esperava ver uma conta vazia.

Pelo contrário, meu cofre estava transbordando de moedas, segundo Hécate eram chamadas de Galeões, Sicles e Nuques.

_As moedas de ouro são galeões, dezessete sicles de prata fazem um galeão e vinte e nove nuques, fazem um sicle. É bem simples. — instrui a deusa.

Fomos para o cofre da Carol, tinha muito mais ouro que o meu. Todos ficamos boquiabertos, menos Hécate que logo instruiu Carol como fez comigo.

_Pronto, podem comprar seus materiais, meninas. Adeus. — ela nos deixou sozinha.

Compramos nossas vestes na "Madame Malkin — Roupas para todas as ocasiões", de lá fomos para o " Olivaras", hesitei em entrar, porém Carol me puxou para dentro, era...Incrível! Caixas e mais caixas amontoadas em todo lugar. Um velho chamou Carol até o balcão, eu fiquei apreciando as varinhas enquanto a filha de Poseidon ganhava uma nova.

_Sua vez. — ela sussurrou em meu ouvido.

Fui até o balcão, o velho sorriu.

_Como se chama? — perguntou ele.

_Samantha Hellthorne.

_Uma Hellthorne! É um prazer recebê-la. Teste essa. — ele voltou para dentro da loja e trouxe uma caixa com uma varinha marrom e simples — Diga, alto e claro: Aquamenti.

_Aquamenti. — murmurei insegura. As flores para qual eu apontava secaram.

_Não é essa. — disse ele voltando do interior com uma outra. — 22cm, Bétula, Fio de Cabelo de Veela, boa para feitiços ofensivos. — peguei a varinha e a sacudi, ela esquentou em minha mão, uma luz veio de sua ponta e viajou pela loja derrubando algumas caixas, um vento era emanado empurrando meus cabelos para trás. — Sim.

_O que? — perguntei.

_Essa é a sua varinha, adeus.

Eu e Carol compramos o resto dos materiais, eu já estava ficando de saco cheio daquele inferno cheio de bruxos! Após acabarmos de comprar o material Hécate se materializou através de uma névoa roxa e preta e nos levou para o Acampamento ajudando com as compras.

_Essas são as passagens de vocês, dia primeiro de setembro as levarei para a estação, não se atrasem passarei no chalé das duas. — ela nos entregou as passagens e nós duas, cada uma fomos para o nosso chalé, apenas uma semana para o dia primeiro.