A Vida Dupla de Claer

18 XVI- Baixaria


-Se está procurando o seu garoto – disse ele ao meu ouvido, parecia que lia pensamentos – Acho que não vai querer encontrá-lo.

-Por qual motivo? – perguntei interessada

Onde aquele imbecil estava?

Minha resposta veio em forma de um grito. Um alto e sonoro grito.

O que estava rolando?

Ele me puxou para o centro da pista onde pudi ver que duas garotas estavam descabeladas, se xingavam e eram seguradas por Marcus e Emmett.

-Sua assanhada, cachorra, traira – xingou á que estava sendo segurada por Emmett.

-É você! – exclamou á outra – Sua bandida, como ousa roubar o meu namorado?

Arregalei os olhos. Marcus era namorado daquela garota?

-A garota que Marcus está segurando é namorada dele, seu nome é Andréa, e a outra chama-se Martha e é a outra namorada dele. – contou ele ao meu lado – Deveria você como membro da King se informar com quem fica antes de tudo.

O olhei surpresa. Como é que ele sabia que eu era da King?

-Me larga garoto! – gritou á tal de Martha – Me deixa acabar com a raça dessa garota, dessa vadia!

-Piranha! Sua fura-olho duma merda. Falsa – retribuiu Andréa também

Todos que estavam ao redor sorriam e as atiçavam.

Queriam ver sangue.

Humanos são terríveis.

Mais onde estavam os seguranças?

-O que você fez com os seguranças? – perguntei o olhando

-Estão em seu lugares e com os bolsos bem recheados – respondeu ele sarcástico

-Por que fez isso? – perguntei ríspida

-É ótimo brincar com as pessoas. Além do mais é o certo.

Trinquei os dentes e me afastei dele.

Não iria me envolver naquela confusão, aquelas garotas se matariam, Marcus agora pra mim era passado.

Coloquei minha mão no ombro de Emmett.

-Solte-a – disse solene

Emmett me olhou, em seguida os outros me olharam.

-Deixe que o trio resolva isso, não se envolva – disse seria.

Emmett assentiu e a soltou, mas ela não avançou para cima de Andréa.

Martha me olhou como se soubesse quem eu era e estivesse me medindo.

-Vamos indo – sussurrou Erick ao meu ouvido

Assente me voltando para ir embora não antes de olhá-la.

Saí acompanhada da galera que comentava o barraco.

Não dei bola, procurava por Ele mais como se fosse um espectro não o vi mais.

Que noite. Que saco.