Três horas da tarde. Um calor escaldante. Céu limpo e ar quase puro.

Essa é minha definição de Swintz.

Procurei por um hotel precisava urgentemente de um banho.

Alvo do dia: senador Lauro Verona

Recompensa: 30 mil

Diferente do embaixador, eu sabia o motivo de ter que mata-lo.

Ele tinha se tornado um estorvo para o governador. E estorvo precisa ser eliminado.

Não tive como falar com o Shin, deixei um recado na caixa postal. Ele devia estar resolvendo algum problema da King.

Coloquei meu macacão.

Peguei minha automática e sai.

O sol já tinha desaparecido. As poucas horas de sono que tive me revigoraram.

O senador deveria estar á essa altura no seu gabinete.

Entrei no carro que por ventura tinha alugado com documentos falsos.

Pisei fundo no acelerador. Queria saber o quanto essa belezinha era veloz.

Dirigi por quase meia hora. Ele bem que podia trabalhar um pouco mais perto.

O Senado parecia meio deserto, com certeza obra da King.

Entrei. O gabinete de Lauro Verona fica na ala sul, quarto corredor, 2º porta á esquerda.

Apurei os ouvidos enquanto avançava. Passos no corredor.

Me escondi numa coluna. Dois velhos passaram á poucos centímetros de mim.

Esperei uns minutos. Depois continuei rumo ao gabinete do senador.

Como sempre girei a maçaneta levemente.

Presumi que iria encontrar o velho senhor careca e rechonchudo. Mais no lugar dele encontrei outro homem que tinha um cabelo loiro, curto, liso com alguns fios que caiam por sua testa, olhos cinza-azulados, pele branca, tinha um físico mediano, parecia ser alto. Notei sua tatuagem tribal no pescoço.

Usava um casaco preto, um macacão preto.

Estava sentado de forma displicente. Uma perna estava sob um dos braços da cadeira, segurava uma bengala bastante sofisticada.

Ele não era qualquer um, seu olhar emanava poder, confiança, superioridade. Talvez achasse que estava no controle da situação.Convencido.

-Boa noite, sra. Hale — ele me cumprimentou numa voz de veludo.

Me controlei para não mostrar surpresa. Pelo visto eu estava em desvantagem.

-Poderia retribuir, mais a situação não permite — disse formal

Ele sorriu sem humor.

-Serio? — indagou ele — Imaginei que a situação permitisse.

Dei de ombros.

-Onde está o senador? — perguntei seria

-Tirando um longo cochilo — respondeu ele sarcástico.

Então ele o tinha matado, tinha feito o meu trabalho. Ganhado o meu dinheiro. Que azar.

Apontei minha automática pra ele.

Regra 25: Se houver testemunha, elimine.

-Desculpe, mas sou obrigada — disse

Ele sorriu e se levantou.

Ele não tinha medo, tinha confiança.

Isso era péssimo pra mim.

-Hale você não vai fazer isso — disse ele autoritário

-Já fiz — disse apertando o gatilho

A bala o acertou em cheio no peito.

Ele se desequilibrou pra trás mais não caiu.

Macacão de proteção liquido.

-Isso doí sabia? — indagou ele

Não hesitei. Tentei desferir um soco. Mais ele segurou minha mão.

Girei meu braço para envolver seu pescoço.

Mais ele segurou meu antebraço e projetou meu corpo pra frente. Levei minha mão ao chão, coloquei a cabeça dele presa entre minhas pernas.

O lancei ao chão.

Senti algo bater em minha nuca. A bengala.

Cambaleei. O homem me colocou de contra a parede. A luz da lua iluminou mais o gabinete. Ele não passava de um jovem de no maximo 19 anos!

Não podia admitir levar á pior de alguém que tivesse á minha idade.

Tentei chuta-lo, mais ele prendeu minhas pernas e braços.

Seu corpo praticamente estava colado ao meu. Vendo o seu rosto, me deparei com uma nova beleza.

Me distanciei da admiração. Eu tinha que mata-lo.

Bati minha cabeça de contra á sua.

Ele se afastou.

Eu iria ter uma baita dor de cabeça depois.

O chutei na altura do rosto.

Ele caiu. Minha chance.

Tentei encontrar minha automatica. Nesses segundos recebi uma rasteira.

Ele ficou em cima de mim, me segurando.

-Muito bem, sra. Hale — disse ele meio ofegante — Agora deu.

-Me largue — ordenei

-Vou te largar quando concordarmos em dar uma trégua á nossa conversa

O olhei intrigada.

-A policia vai tá aqui em 10 minutos — disse ele

-Tudo bem — concordei.

Ele me soltou. Me entregou minha automática.

Logo nos separamos.

Notas finais
E então?
Preciso esclarecer uma coisa.
A onda do macacão de proteção liquido realmente existe, e foi inventado se me lembro pelos americanos( quem mais iria querer uma coisas dessas)
Enfim é isso, ouvi sobre esse macacão pela primeira vez lendo O Enigma de Compostela. Que recomendo.
Amanhã, temos dois cap.!
Rotina e Trabalho.
Bjs e até amanhã.