Vesti meu macacão preto.

Meu colete de proteção liquido.

O macacão era meu seguro de vida.

O liquido que o revestia endurecia quando algo tentava atravessa-lo, ou seja, nem bala ou corte de faca me mataria, á não ser que me acertasse na cabeça. A única exceção.

A viagem para os Estados Liberais durou cerca de duas horas. Tempo que utilizei para olhar a planta da embaixada, onde o embaixada, onde o embaixador estaria.

A segurança não parecia ser rigida e mesmo que fosse não seria um empecilho pra mim.

Minha ação seria rapida e sem vestigios da minha presença.

Não sabia o que embaixador tinha feito para que alguém o quisesse morto.

E nem me interessava saber.

Olhei para meu relogio de pulso. Faltava 15 minutos para ás nove da noite.

Queria terminar com esse caso logo. Estava com vontade de voltar para minha vidinha de adolescente comum.

Senti meu celular vibrar. Shelle.

Pessima hora para ligar.

Me afastei da embaixada um pouco, atendi.

-Oi, Shelle — disse

-Claer, tá fazendo o que?

-No momento eu tô indo comprar um leite.

Mentira tosca.Mais esperava que funcionasse.

-Leite? — sibilou ela — Enfim eu tô indo te fazer uma visita chego aí daqui á pouco. Beijo. — Ela desligou.

Realmente, eu merecia isso.

Disquei rapidamente o numero de Camyla.

Quando atendeu pudi ouvir altas e sonoras risadas.

-Oi Claer — disse ela com um riso na voz

-Hei Camy — disse- Shelle está indo pra casa.

-Serio? — indagou ela surpresa — Caramba!

-Camyla, escute — disse — Diga que eu ainda não voltei de comprar o leite. Leve-a para algum lugar, só quero que a tire de casa.

-Tá, entendi — disse ela tensa — Só tem um pequeninho problema.

-Qual? — perguntei receosa.

-Eu não tô em casa, e nem o Shin — respondeu ela

-Agora tudo ficou uma beleza — disse irônica.

-Mais eu vou com o Lins — disse ela dengosa

-Me poupe — disse ácida — Bem, estou deixando a Shelle para você.

Desliguei.

Massagiei minhas tempôras.

Olhei para o meu relogio. Nove e vinte.

Por conta desse empecilho, perdi minutos preciosos. Agora talvez contasse com uns vinte minutos.

Entrei na embaixada por uma porta de segurança. Como eu esperava a segurança era pouca naquela area.

Mais alguns corredores. Ao que parece eles não estavam nem aí para o embaixador, ou então estavam facilitando o meu trabalho.

A sala de Philippe Marks ficava em um corredor ao norte e seu nome estava bem destacado na placa de prata cravada na porta de madeira vernizada.

Entrei com minha pistola já em mão.

Philippe era um homem de meia-idade e postura meio altiva, estava debruçado sobre uns papéis.

Seu olhat voou para mim no instante que entrei na sala.

-Quem é você? — perguntou ele com o medo brotando em seu rosto.

Engatilhei minha pistola enquanto caminhava até ele.

-O Drew que te mandou? — indagou ele

-Não sou paga para responder, não sou paga para perguntar, sou paga apenas para — apontei para ele — matar.

Apertei o gatilho.

Um tiro certeiro no peito. Trabalho terminado.

Sai. Sem vestigios e precisa.

Já estava longe da Embaixada quando liguei para Kellan.

-Trabalho feito — disse desligando em seguida.

Era hora de voltar para a adolescência.

Notas finais
Proximos cap. Namoros e Concurso.