A Vida Depois Da Guerra
17 De volta ao Serviço
Notas iniciais
Harry acordou com o despertador tocando e olhou para Gina ao seu lado, eles tinham que voltar a trabalhar, ele se levantou tomou um banho e foi até a cama beijando-a lentamente, ela resmungou:
– Me deixa dormir mais um pouco, amor.
– Não mesmo! Desculpa Gina, você tem que trabalhar.
Com a palavra trabalhar ela saltou da cama:
– Me esqueci!
Ela o beijou e foi para o banheiro, ele desceu e foi para a cozinha, chamou monstro e os dois prepararam o café, ela desceu e eles tomaram o café, Harry e Gina saíram aparatando logo em seguida, Harry chegou no ministério, faziam dois meses que ele não ia ali, ele entrou na sua sala e viu uma pasta em cima da mesa, provavelmente um trabalho para ele, ele se sentou e abriu o documento se impressionando com o que estava escrito, um ataque a família Malfoy, uma Morte, Lucio Malfoy estava morto, e ele tinha que investigar, o primeiro passo seria ir falar com os Malfoys, mas ele não podia ir sozinho, John entrou na sala falando:
– Sr. Potter, o primeiro Ministro mandou você investigar o caso dos Malfoys, mas ele mandou eu ir junto, pois sabe da antipatia sua com o Malfoy e lamenta ter que te mandar, mas não havia mais nenhum auror responsável que pudesse fazer o serviço.
– Claro John, vamos até a mansão Malfoy.
Eles aparataram em frente aos portões da mansão e se lembrou da ultima vez que esteve ali quando Voldemort ainda estava vivo, mas tentou afastar as lembranças da cabeça e foi até os portões apertando em uma espécie de campainha, logo em seguida apareceu Narcisa, ele se lembrava muito bem dela apesar de ela ter uma aparecia um tanto mais velha e cansada, ele sorriu para ela e falou:
– Nós somos aurores do ministério, dona Narcisa, e viemos investigar o caso da morte do seu marido.
– Entrem – disse ela sorrindo fraco
Eles entraram, Harry estava receoso, mas seguiu em frente, quando entrou na sala acompanhado de Narcisa, viu Draco e Astória sentados abraçados, Harry buscou toda a formalidade possível e falou:
– Nós estamos aqui a mando do Ministério para investigar a morte de Lucio Malfoy, acredito que possam me dizer alguma coisa?
Draco riu amargurado e falou:
– Acredito que sim, mas de que vai adiantar?
– Eu acredito que você queira que quem matou seu pai seja preso, não? – disse John vendo a cara de Harry
– É claro que eu quero, mas vocês não vão conseguir.
– Acha que algum de nós, Sr. Malfoy, não temos capacidade de prendê-lo? – disse Harry tremendo de raiva
– Eu não falei isso Potter e você sabe muito bem.
– Foi... – disse Narcisa gaguejando – não sabemos bem... um dos amigos de Draco... Ele estrava brabo... algo sobre termos denunciado os amigos dele.
Harry parou olhou para Draco e falou:
–Isso tem alguma coisa a ver com Pansy Parkinson e Gregório Goyle que eu e Ronald Weasley prendemos.
– Tem sim, mas eu não sei o nome do cara, ele era da sonserina, um ano mais novo que eu, mas eu não sei o nome dele, não sei por que vocês se importam com quem matou meu pai, ele não era um Comensal? o que vocês querem aqui?
– Francamente Draco, — disse Harry irritado – se for pela nossa “Amizade” eu não estaria aqui, mas como me mandaram e eu acho que devo minha vida a sua mãe, espero que me deixe fazer meu trabalho e prender o idiota que matou seu pai, mas se você não quiser, mande uma carta ao primeiro ministro falando que não quer mais que investiguem o caso, ou que não me quer no caso e tudo se resolve.
Draco baixou a cabeça e Harry virou a cabeça para Narcisa:
– A senhora tem como descrevê-lo.
Draco descreveu para eles o rapaz e Harry agradeceu e se despediu, saindo com John pela porta e aparatando, ele entrou no ministério e se jogou na sua cadeira, ele se lembrava de um garoto assim, mas nunca ninguém falava o seu nome, era incrível, ele riu amargurado, John se aproximou dele e falou:
– Sr. Potter, acho que se o senhor quiser podemos nos retirar desse caso.
Harry levantou a cabeça para John e falou:
– Sabe a mãe do Malfoy, a Narcisa, apesar de tudo, ela é uma mulher boa, na guerra ela se importou apenas com o filho e nesse ato desesperado de salvar o filho ela acabou me salvando também, devo minha vida a ela.
– Certo , se precisar de mim estarei na minha sala.
– Obrigado John.
Harry ficou até o fim do expediente e voltou para casa, quando entrou tudo estava vazio, ele se jogou no sofá, ainda tentando descobrir o nome, mas sem sucesso, fechou os olhos e ouviu a porta abrir, Gina entrou na casa e foi até a sala, viu Harry de olhos fechados em cima do sofá, ela foi até ele:
– Amor?
– Oi amor – disse ele sorrindo fraco – Como foi seu dia?
– O meu foi bom, mas o que aconteceu Harry?
– Nada.
– Eu te conheço, me conta o que aconteceu se quiser é claro.
Harry contou tudo o que houve e falou:
– Eu não sei Gina, não queria pegar esse caso, mas com o Rony de férias, eu sou o único auror com capacidade suficiente para fazer, mas eu não quero.
Ela se sentou ao lado dele e puxou a cabeça dele para seu colo, e começou a acariciar os cabelos rebeldes do moreno, ele riu e falou:
– E afinal, quando vamos nos casar?
Ele percebeu que um brilho cruzou no olhar dela, ela beijou-o e falou:
– Quando você quiser meu amor.
– Acho que depois que eu terminar esse caso, você escolhe a data e eu tiro o meu ultimo mês de férias para que possamos ficar juntos.
– Combinado.
Ele beijou-a e ela riu, ele se sentiu fraco, sabia que andava assim, pois não conseguia dormir direito, ela percebeu o corpo dele afrouxando e falou:
– Harry? Você está bem?
– Só estou cansado.
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