A Vida De Yura
30 Um Presente... Pra Mim?
Na manhã seguinte, acordei e me arrumei como de costume. Cheguei na escola, coloquei minha mochila sobre minha mesa e me sentei. Estava entediada e esquecera meu livro em casa (pela primeira vez. NÃO! Isso não pode acontecer de novo. Sem meus livros, o que eu sou?). Por conta desse imprevisto, fiquei olhando a paisagem pela parede.
Me virei e vi o Hiroshi-san chegando, e então, saí de meu lugar (o sinal ainda não batera, e a professora ainda não chegara) e fui na direção dele. Ele estava na porta, parado (talvez porque me viu indo até si). Logo que cheguei perto dele, vi o Yuki-kun (AAH, por que estou chamando o peste com o kun?) chegando, ao final do corredor. Ele estava chegando mais perto e, antes que viesse a falar comigo, falei ao Hiroshi-san (assim o peste não viria):
- Hiroshi-san...
- Sim? — ele sorria irresistivelmente
- Ontem eu o vi junto do Syo, meu meio-irmão.
- Sim. E o que isso tem de mais?
- É que eu queria saber de onde vocês se conheciam. Eu tentei conversar com ele ontem, mas ele desconversou.
- Ah sim. Bom, acho que não compensa mais esconder isso de você né?
- Esconder o que? — eu fiquei um tanto apreensiva
- É que eu soube que ele era seu meio-irmão, então, como hoje é seu aniversário, queria saber o que você gostava.
- Ah sim... E o que ele te respondeu?
- Que você passa a maior parte do tempo lendo.
- Ah, isso é verdade.
- Então, aqui está o seu presente — ele me entregou um embrulho e foi se sentar.
Eu me sentei também. Alguns segundinhos depois, a professora entrou. Até que a aula desta vez estava legal, mas eu estava mais curiosa era pra abrir aquele embrulho. Quando o abri, era um livro, que falava do mundo humano. Nossa, pra que eu quero esse tema? Mas como foi o Príncipe que me deu, eu vou aceitá-lo com carinho.
Na hora do intervalo, eu pretendia ler o livro, mas infelizmente não me foi permitido. Haviam muitos alunos da escola, incluse os professores para me parabenizar. Eu me senti confusa, a princípio, pois não era acostumada com esse tipo de comportamento. Sempre que pessoas me rodevam, era porque eu estava envolvida em alguma briga.
A única hora que eu consegui abrir o livro no momento em que eu saía. Eu estava na porta da frente do colégio, esperando a Morgan-chan e o peste. Mas, só quem vi se aproximando era ele. Então, eu perguntei:
- Onde está a Morgan-chan?
- Ela está envolvida com alguns assuntos do clube
- Ah é... Tinha me esquecido que ela pertencia a um dos clubes daqui. Qual é?
- De teatro.
- Ela é atriz?
- Não. Ela apenas monta os roteiros. Normalmente, ela usava minhas aveturas como base.
- Legal, mas eu não te perguntei no que ela se baseia para criar tais roteiros. — eu fui seca
Depois dessa, ele ficou quieto (bom, pelo menos assim, eu consigo ler o livro no caminho.). A gente estava quase chegando na bifurcação de um caminho que me levaria para o castelo e o outro caminho para a mansão dele, quando o Yuki-kun me segurou no braço:
- Yura, por favor, mesmo que você não se importe, poderia me ouvir?
- O que você quer? — eu me virei pra ele. Estava com o olhar e o humor, ambos secos.
- Pr favor, aceite esta rosa. Ela é vermelha igual à faixa que você usa para fazer o meio-rabo e combina com sua pele branquinha, clarinha... — ele estava meio sem graça de falar.
- Está bem — eu aceitei, mas tentei ser fria.
Eu peguei a rosa da mão do Yuki-kun e cada um seguiu o seu caminho.
Você não faz ideia da felicidade que meu peito carrega neste exato momento.
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