A Vida De Yura
4 Quem Sou Eu?
Eu estava conversando com a minha mãe, tentando não contar o ocorrido, mas minha mãe sabia como me driblar, então, eu meio que não tive escolha:
- Sabe o que é, mãe?
- Ainda não. Você não me contou ainda — ela brinca. É, ela sabe brincar nessas situações.
- É que... É que... Hoje no parque, eu vi dois garotos da minha classe maltratando um gatinho, e então eu me irritei profundamente com eles. Fiquei com um ódio mortal deles e comecei a bater em um dos garotos. O outro saiu correndo com medo, eu já esperava por isso. Após isso, eu me olhei no lago e vi que, meus cabelos estavam pretos com as pontas prateadas, e meus olhos, bem, as íris estavam vermelhas. E quando eu me acalmei, me olhei novamente no lago, e estava normal de novo... Você deve estar me achando uma maluca não é?
- Claro que não... Sabe o porquê disso ter acontecido? Se bem que eu não esperava que isso viesse tão rápido.
- Por que?
- É que eu, sou uma humana, e seu pai, um vampiro. Na verdade, o Rei dos Vampiros (youkais da mais alta classe).
- Mas mãe, você me disse que o papai morreu quando eu ia fazer um ano.
- É que eu menti... Você não nasceu com poderes de vampiros, e seu pai temia que você não se adaptasse ao ambiente em que estávamos. Então, eu vim morar nas cidades junto dos humanos pelo seu própio bem. Mas, agora que você começou as despertar esses poderes, vou ter de mandá-la para a casa de seu pai. Ele vai te colocar numa escola própria para sua espécie.
- Mas mãe, eu quero ficar com a senhora.
- Você vai me visitar nas férias... Mas, eu não poderei voltar para aquele lugar. Seu pai está casado com uma vampira. Então, eu não pertenço mais àquele ambiente. Também sentirei sua falta.
- Você não está entendo entendendo, mãe... Eu sempre superei a solidão porque estava com você. Mas agora, eu vou para um lugar totalmente desconhecido, eu nem conheço meu pai. Comno acha que vou ficar lá?
- Você acha que também não está sendo difícil pra mim? Mas minha filha, lembre-se: não importa o que aconteça, eu sempre, sempre te amarei. Ok?
- Ok?
Eu encerrei aquela conversa e sai correndo pro meu quarto. Fiquei lá chorando rios de lágrimas.
No dia seguinte, eu acordei, me arrumei e desci para tomar o café..
- Ohayooo — minha mãe está sorridente como sempre
- Ohayo .... — eu estou desanimada...
- Não fique assim, minha filha... Vai ficar tudo bem. Eu já avisei ao seu pai. Amanhã, ele vai te esperar no ponto de ônibus de lá....
- Onde é lá? Que ônibus vai para lá?
- Na verdade, ele vai mandar o ônibus pegá-la aqui. Alguém de lá tem que mandá-lo pra cá. É assim que funciona. Infelizmente, não poderei acompanhá-la, então, esta noite será uma noite de despedidas. Nem irei trabalhar.
Acabamos a conversa, eu tomei o café em silêncio, e passei o dia ajudando minha mãe a arrumar a casa. Durante a noite, nos despedimos e na manhã seguinte...
Notas finais
Ohayo: Bom dia
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