A Vida De Yura

2 Mudanças Estranhas


Num fim de semana qualquer, eu acordei e resolvi passear no parque da cidade. Sabe, em meio àquele monte de verde, eu me sentia em paz então, queria esquecer tudo que aconteceu no ano passado. Minha mãe e eu íamos ficar naquela cidade por mais um ano. Eu achei até que seria bom, por um lado, não teria que aguentar outras pessoas me encarando, mas também, ia conviver naquele mesmo ambiente que pra mim, era desagradável, afinal, não tinha amigos, e todos judiavam de mim.

Quando eu cheguei no parque, fui para uma parte mais afastada do lugar, para poder ficar a sós com a natureza e nao me irritar com estranhos me encarando. Ao chegar naquele canto afastado, encontro dois rapazes da minha escola judiando de um gatinho. Na hora, fiquei com tanta raiva, mas tanta raiva, que não sei o que deu em mim. Só sei que parti pra cima deles. Um deles ficou com tanto medo, que só conseguiu dizer uma coisa:

- B-BAKEMONO — e saiu correndo desesperado a procura de ajuda.

Eu logo, mudei minha cara, de nervosa para triste, afinal, lancei mais uma vez a minha fama de rebelde. Eu ainda estava nervosa, e resolvi olhar meu reflexo no lago que tinha ali para saber o porquê de eu estar daquele jeito; eu me irritava e passava pra violência, mas, nunca fiquei com tanta raiva assim. Quando me olhei, vi que meus cabelos estavam pretos com as pontas prateadas e meus olhos estavam vermelhos. Fiquei tão assustada com aquela aparência, que cheguei pra trás, tremendo de medo daquilo que vi. Depois de uns quinze minutos, eu me acalmei, e quando me olhei novamente no lago, estava normal. Como se nada tivesse acontecido. Respirei aliviada. O primeiro garoto, ainda estava ali, ao meu lado, desmaiado. Fiquei atordoada.

Achei melhor ficar um pouco mais ali, refletindo sobre o que acabara de ocorrer. Mas, quando vi que o garoto ainda estava inconsciente, fiquei preocupada, não sabia se ele tinha morrido ou não. Segurei seu pulso e notei que seus batimentos cardíacos estavam normais, ou pelo menos quase, estavam muito lentos. Então, quando ele acordou, apoiei seu braço em meu ombro e o levei até o hospital mais próximo. Quando chegamos lá, os enfermeiros o levaram para um quarto, e eu voltei pra casa, um pouco mais tranquila.

Notas finais
Bakemono: Monstro