A Vida

2 Introdução (Parte II)


Notas iniciais
PdV: Cat

Na hora do almoço do dia seguinte tivemos, finalmente, tempo para conversar sobre o que denominámos de Vida.

B- Ontem à tarde estive a pensar nas minhas coisinhas mágicas da Vida.

C- Fala lá sobre o dragão...

B- Depois de muitas deliberações, chamei-o de Perzys...

C- O quê?

B- Encontrei um tradutor online, quer dizer "fogo" em alto valyriano.

C- Não vou questionar...

B- Ah, e decidi nomear o meu punhalzinho.

C- Podes descrevê-lo?

B- A lâmina é de aço valyriano e o punho está cravejado de pedras preciosas, porém, são ocas. Servem-me de esconderijo para, sei lá, coisas pequenas? Enfim, o nome é em esperanto...

C- Só línguas inventadas, és impressionante!

B- Cat, todas as línguas são inventadas, sim? O nome é Klingos, derivado de "lâmina" em esperanto.

C- Vou ver se me lembro... Ah, tenho de te mostrar uma coisa!

Estávamos a subir escadas a caminho da casa de banho enquanto eu tirava um papel da mochila.

B- Tanta escada que há nesta escola! O que é? -disse a Bia a desdobrar o papel.

C- O meu bastão...

Ficámos as duas a olhar para aquilo.

B- Qual foi o site em que foste buscar?

C- Eu é que desenhei!

B- Impossível...

C- Dá cá, deixa-me experimentar uma coisa...

Agarrei no papel e... acabei por tirá-lo de lá. Estava eu de bastão na mão... Nós ficámos tão assustadas que nos enfiámos na casa de banho à pressa para ninguém ver as nossas caras.

B- Mas que raio?!

De repente, alguém me arrancou o instrumento mágico da mão. Como era possível se estávamos lá sozinhas?!

De uma fonte de brilhos saiu um homem loiro. Era o Jace. A Bia, não habituada a imaginar aquelas coisas sequer, desmaiou. Eu tentava emitir sons.

J- Desculpa por vos ter assustado...

C- És mesmo tu?

Ouviram-se passos.

J- Temos de sair daqui se quiseres perceber.

Eu assenti. Ele pegou na adaga, fez uma runa e um portal apareceu. Sem mais demoras, ele pegou na Bia e puxou-me para dentro.

J- Para onde queres ir?

C- Hum... Biblioteca...

Num piscar de olhos estava numa biblioteca que não me era estranha. Era a dos meus sonhos. Olhei à volta enquanto ele punha a minha amiga num sofá confortável.

J- É melhor sentares-te.

Mal o fiz, a Bia acordou. Tentei explicar-lhe o que se passava e onde estávamos, mas o Jace fê-lo melhor. Resumindo, tudo o que tinha sonhado era real. Tudo! Levantei-me e pedi para ficar sozinha com ela.

Ela parecia uma coruja, só a rodar a cabeça, maravilhada com o que nos tinha acontecido. Ouviu-se a porta a fechar-se.

B- Isto é FANTÁSTICO! Devias ter-me falado deste mundo mais cedo!

Eu estava pasmada a olhar para o tapete.

B- Cat, estás aí?

C- Como me puderam fazer isto? Como puderam deixar que eu pensasse que estava louca? Como?

B- O... tu...? Estás louca é agora! Devias era estar contentíssima por estarmos neste mundo maravilhoso, não em depressão!

C- Não percebes, Bia... Não eras tu que sonhavas e sentias. Era eu!

B- Tens razão, não percebo mesmo. Acho que precisas de ficar sozinha e pensar no que vais fazer agora... Vou fazer uma visita guiada por mim mesma. Até já!

Sentei-me outra vez. Lembrei-me de algo que me podia ajudar: voar. Fui para a janela e abri a minha pulseira. Pus-me de pé no parapeito e saltei. Quando olhei para baixo, reparei que não estava a cair mas sim a flutuar. Foquei-me na pulseira e cliquei nela.

C- Sou a Clary!

P- Olá, Clary. Que deseja?

C- Que me leves ao Jardim da Eternidade e me tires o localizador. Não quero que saibam para onde vou.

P- Sim, princesa.

Então cheguei ao Jardim. Ao meu jardim. Era meu... e era tão lindo... quase perfeito! Só me apeteceu deitar na relva.

Após dois minutos de relaxamento, ouvi o portão de folhas a abrir. Olhei para trás e vi que era uma das pessoas que mais gostava. O meu melhor amigo naquela Vida. O V dos BTS, o TaeTae. Corri para ele e abracei-o.

Notas finais
Ideia de Cat; Reescrita de Bia; Post de Cat