A Vida

10 Caça ao Ovos (Parte III)


Notas iniciais
Desculpem por o ritmo de postagem ser irregular. PdV: Bia

B- Onde estão o verdadeiro Jace e o Vítor?

J- Hum...? O que...? Eu!

Apertei o punhal. Ele riu-se nervosamente.

J- Já sei porque foste para a Organização, és espertinha...

Ele tinha agora uma voz completamente diferente. "Nem tudo o que parece é...", pensei.

B- Ou me respondes ou...

J- Matas-me? Não tenho medo da morte e assim desperdiçarias informações valiosas, não?

Apertei novamente o punhal mas, desta vez, de modo a fazer sangue

B- Não era uma ameaça de morte, era uma ameaça aos teus dois pés e às tuas duas mãos.

Ele engoliu em seco. Fez um sorriso de escárnio fraquinho, na minha opinião.

J- O gajo da princesinha vai a caminho da clareira onde ela está. Assim pode ver o espetáculo em primeira mão. O teu agentezinho estava no sítio errado à hora errada, então vai ajudar-nos a conseguir a Pedra como bónus.

B- Porque raptaram o Vítor?

J- Queremos marcar posição neste mundo de forma dramática.

B- Quem são vocês?

J- Nem temos nome, mas o nosso chefe já esteve nos Demónios. Conhece-los, não é?

B- Quantos agentes vossos estão aqui?

J- Alguns... Somos uma organização pequena ainda. Mesmo assim tens um atrás de ti.

Eu conhecia bem aquele truque, mas fingi acreditar, pois já sabia o suficiente. Virei a cabeça sempre com um olho nele. Ele ia dar-me um murro no queixo quando lhe peguei no braço, tirei-lhe o relógio e atirei-o ao chão com aquele truque da Internet.

Ia com a Klingos ao peito dele quando ele agarrou uma mão à lâmina e a outra ao cabo. A mão da lâmina estava a ficar com um aspeto horrível... Lá deu umas voltas e eu acabei no chão. Dei-lhe uma cotovelada numa orelha e tirei o auricular da outra. Ele estava na posse da arma, mas consegui atirá-la para longe. Ainda atordoado, tentou dar-me um pontapé enquanto me levantava. Tracei-lhe a perna e ele deu uma cambalhota para trás.

Bateu com a cabeça numa pedra e deve tê-la rachado. Olhei para o mapa. Foi só ir tirando mais coisas caras que pertenciam ao Jace e lhe iam valer muita papelada se as tivesse perdido até lhe dar o pontapé final para dentro da ribanceira.

Peguei nas tralhas todas, limpei o sangue da Klingos, arrumei o amuleto de volta e comecei a correr.

Antes de chegar ao Ponto, avistei a cabeça do Perzys a olhar para mim de modo curioso.

C- A Maria ainda não chegou achas que...

B- Vamos! Não perguntes como, mas eu sei que o Vítor está na clareira dela!

Ia para começar a correr quando me lembrei do verdadeiro Jace e da porcaria daquela Pedra que conquistava cada vez mais turistas.

B- Perzys, vai para o castelo, encontra o Jace e mata quem estiver a prendê-lo. Vá!

Dei-lhe uma palmadinha e ele olhou para mim radiante por ter uma missão. Atrapalhou-se um pouco com os carvalhos e foi embora.

C- MAS O QUE....?

B- Anda! E tenta não fazer barulho.

Ela tentou, mas não conseguiu. Eu não fazia muito, mas, com o cansaço, até perdi a conta das vezes que escorreguei.

Chegámos à clareira. Ela viu o namorado de joelhos e começou a correr para ele gritando. "Vá lá, Catarina... Por amor de Deus... Era preciso que eu te tivesse avisado em coreano?" Dei uma facada na barriga de um que nos tinha encontrado.

B- Vamos começar a festa!

Tirei o bastão, para atingir mais alguns, no entanto, alguém me agarrou por trás. Mordi-o, pontapeei-lhe as partes baixas e matei-o.

Um gordo, ao ver que a princesa tinha chegado, baixou a lâmina e decapitou o Ovos uns segundos antes de a Cat ter chegado ao pé dele. Ele fugiu instaneamente. A Cat nem o viu, simplesmente começou a chorar agarrada ao pulso do Vítor. Ela estava a ter um ataque, por isso não iria combater. Tentei aproximar-me dela para a proteger melhor. Matei um, e outros dois, vendo que já tinham feito o seu trabalho ali, fugiram em direção ao castelo. Matei um deles entretanto.

B- É ele?

Ela acenou com a cabeça, no momento em que ouvi um barulho. "Oh não, mais não..." Ia preparar-me para atirar a Klingos quando vi a Maria. Baixei a arma.

M- Eu... eu... perdi-me no caminho... eu ouvi barulho e... pelos vistos perdi a festa.

Deu-me vontade de rir. Mas os problemas não tinham acabado, então mandei-lhe ficar com a Cat que os outros já deviam vir a caminho. Corri, tropecei, estraguei uma teia de aranha e, mal avistei o palácio, ouvi um dragão.

O Perzys apareceu contente vindo de um buraco na cave com homens semi-queimados na boca. "Nojento..." Ao meu lado estava um caçador pasmado para aquilo. Tirei-lhe o arco e acertei no homem que me tinha escapado pouco tempo antes. Devolvi-o e fui para o centro da ação. O Jace observava o Perzys a jantar de modo fascinado.

B- Onde está a Rainha?

Ele despasmou e virou-se cansado e nervoso para me ver ainda pior do que ele.

J- Houve problemas na floresta com a Clary e ela foi lá pessoalmente.

Sorri por dentro. "Clary... ele chama-a sempre de Clary e nunca de Catarina"

J- Devia ter esperado por vocês antes de ir ver o Ponto...

B- Deixa lá... Podes redimir-te tentando encontrar o resto daquela gente.

Lembrei-me das coisas dele e comecei a despejar-lhas. Ele queixou-se de alguns riscos. Quando estava pronto para se teletransportar, eu levantei-me.

J- Tu estás estafada! Fica com a Clary, ela vai precisar de alguém...

B- Estou com a adrenalina ao máximo, uma poção energética e eu fico melhor num instante. Vamos!

A Cat e sua comitiva chegaram no momento em que eu me teletransportei para a Sede da Organização.

Notas finais
Para os nossos três leitores regulares: eu sei que estão aí... Escrita de Bia; Ajuda de Cat; Post de Bia.