A Vida
23 Ben (Parte I)
Notas iniciais
Bi- Chegámos, já podes abrir os olhos.
— Epá... Belo castelo! Moras mesmo aqui?
Bi- Já não te lembras de eu ter dito que vivia numa gruta, homem?
— Está certo, está certo...
Bi- Olha a Cat! — olhei para a cara dele — A princesa minha amiga...
Acenei-lhe e ela veio a correr até mim abraçar-me.
C- Que saudades! Tinhas dito que era só uma semana!
Bi- Larga, larga, larga... Obrigada! Este é que me atrasou os planos, culpa dele!
— Olá, princesa...
Bi- Este é o Ben e esta é a Catarina ou Clary ou sei lá o quê!
C- Clary, faz favor.
Be- Muito prazer. Vou deixar-vos a sós para porem a conversa em dia...
E ele foi em direção à floresta com a cabeça esticada.
Bi- Então, o P...
C- Como é que o conheceste? Até é lindinho, sabes?
Bi- Encontrei-o durante a viagem e fiz com que ele conhecesse a capital. Ah, já me esquecia: NÃO COMECES!
C- Pronto, é todo teu...
Bi- Afff... O Perzys deu muito trabalho?
C- Nem por isso. Ele gosta mais da tua companhia, então não ficou muito carente comigo.
Bi- Ainda b... — ouvi uns restolhares de folhas — Com licença.
Fui para o pé do Ben e puxei-o mais atrás. Sorri e estalei os dedos. Apareceu uma sombra com asas a voar do meio das árvores. De forma muito graciosa, ele deu a volta ao palácio.
Be- Tam, tam, tam.
Bi- Turututututu.
Ele nunca tirava os olhos do bicho, falava comigo mesmo sem virar a cara para mim.
Be- Tu é que o treinaste?
Bi- Sim, sim. — o Perzys aterrou e vi uns olhos azuis a fixar-me desesperadamente- Vai lá fazer amizades...
E ele quase que foi a correr ter com o dragão. A Cat aproximou-se.
C- Ele é coxo ou quê?
Bi- Sim, segundo ele, não consegue correr. Mentiroso...
Be- Já chegaste a viajar nele, como a Dany? Ah, disseste que ele se chamava Fogo em Valyriano, como fica?
C- Ah! Já sei como ficaram amigos...
O Ben estava abraçado com o dragão e sentir-lhe a respiração.
C- Espera aí! Tu disseste que o Perzys não se dava com rapazes!
Bi- Ah, de acordo com as minhas contas, é só com os gajos que não cresceram com ele. Ele dá-se bem com o Jace, por exemplo.
C- E com as raparigas, então...
Bi- Não acrescentaste aqui nenhuma. Todas as que cá estão já estavam...
C- Então como ele não está a assar o outro, mentirosa?
Bi- Não, mas é que... Mas... TU! TU ÉS UM GÉNIO!
C- Uau, essa é nova. Posso saber porquê?
Bi- Humm... Eu acho que o Perzys já é adulto!
C- Mas tu dizes que ele ainda cresce!
Bi- Os dragões crescem até à morte, como não pensei nisso?
C- Ok... Vou acabar umas coisas, até logo...
Bi- Tchau!
E fui ter com as criaturas.
Be- Não queres dar uma volta nele?
Bi- Está muito tarde e eu preciso de ir à biblioteca, não querias vê-la?
Be- Sim, pode ser... Adeus, amiguinho...
Bi- Perzys, já agora.
Ele despasmou do lagarto e olhou para mim.
Be- O que é que queres ir procurar à biblioteca?
Bi- É que a Cat disse q... TU ÉS HORRIVEL!
Be- És bipolar ou quê?
Bi- Tu és um dono terrível!
Be- Hã? AH! O SATURNO!
Be e Bi- ESQUECEMO-NOS DO SATURNO!
Bi- Onde, onde?
Be- Humm... Na Ilha!
Bi- O quê? Ok, segura-te, vou teletransportar-nos!
Be- Ai, deuses...
Bi- Cá estamos!
Be- SATURNO! Onde...
E ele foi derrubado por uma mancha castanha.
Be- Oh, cá estás tu...
E o pastor-alemão começou a rosnar...
Be- Vá lá, sou o teu dono querido...
E ele começou a ladrar.
Be- Quem é que te aturou desde cachorro?!
E voltou a rosnar. Ele desistiu, cruzou os braços ainda no chão e virou-se para mim. O Saturno olhou para mim de relance e vi um brilho nos seus olhos. Ele estava contente afinal. Comecei a rir.
Be- Que foi agora?
Bi- Belo ator, Saturno, vem cá!
E o cão saiu de cima dele a dar-lhe com o rabo na cara.
Be- Aiai... Vamos lá então?
Bi- Mete-lhe a trela. Pronto? Vamos.
Fale com o autor