A Viagem dos Sonhos

5 Capítulo 5- Um desastre conviniente


Puxa, eu não acredito que está acontecendo tudo isso, a minha vontade era de enfiar a cara no chão, de tanta vergonha.

-Como foi que vocês conseguiram entrar aqui?- perguntou Tom para mim.

-Se eu contar vocês não vão acreditar!- disse olhando para baixo.

-Vocês não existem!!!-disse Tom (risos)

Dei um sorriso meio sem graça e fiquei olhando para baixo. Já Pietra estava tão contente, porque seu ídolo, Bill, estava cuidando dela, que nem sentia mais dor.

-Ainda dói?-perguntou Bill.

-Ham... Ah, não parece que um anjo me curou!-disse Pi toda envergonhada.

Eu tentei consertar a situação, mais parecia que eles estavam gostando.

De repente, o segurança entra na sala, e com os olhos bem arregalados, nos olhou e quis nos tirar do camarim. Mas como ele sabia que estávamos lá? É fácil, Jasmine não conseguiu se conter e foi embora, ela estava com medo que sobrasse para ela. E acabou por deixar que o barulho nos entregasse.

-Quem são vocês?- perguntou o segurança pegando no meu braço.

-Nós, somos...-eu não sabia o que dizer.

-Venham comigo!- ele gritou.

Então nossos “anjos” nos salvaram de novo!

-Deixem-nas, elas são nossas convidadas!-disse Bill enfurecido.

-É , são amigas do Brasil!-falou Tom, rindo disfarçadamente.

Então ele me soltou, e saiu, muito sem graça.

Espere aí!! Como ele sabe que somos brasileiras??

-Hei, como você sabe que somos brasileiras?-perguntei.

-Vocês são diferentes de todas de todas que já conheci!- disse Tom rindo.

-Não sei se isso é bom ou ruim!-disse Pietra.

Começamos a rir, e até nos divertimos com a situação.

Reparei que no camarim havia um papel grudado na porta, que estava aberta.

O papel me chamou a atenção, estava escrito 23(ver cap. 2), era o mesmo número do portão de embarque que Pi e eu embarcamos.

-Está tudo bem?-perguntou Tom me sacudindo.

-Ham? Siim!(risos)

Depois que o nariz de Pietra parou de sangrar, os TH nos chamaram para fazer um lanche e passear com eles pela cidade.

Claro que aceitamos não íamos perder a chance.

Fomos até uma boate muito legal, e nos acabamos de dançar.

Enquanto eu dançava com Tom, a Pi foi até um bar com o Bill, pegou um drink e ficaram por lá, parecia que estava rolando um clima.

Tom não parava de olhar pra mim , foi quando alguém me empurrou e quase me derrubou, por sorte ele me segurou , ficamos cara a cara, ele ficou mexendo o piercing do lábio, fiquei vermelha e quando quase íamos nos beijar, Bill e a Pi apareceram.

-Domi...?!?!-falou Pietra se auto-interrompendo, pois percebeu o que tinha feito.

-Estamos interrompendo?-perguntou Bill rindo.

Como que se fosse um raio, sai mais do que depressa de lá, puxando a Pi pelo braço.

-Hei! Espera Domi , assim você vai arrancar meu braço.- disse Pietra sendo arrastada.

Já lá fora, agradeci o que eles tinham feito por nós e chamei um táxi.

-Obrigada, por tudo!-falei, estendendo a mão para o táxi que vinha.

-Bill!-Pietra o chamou.

-Quê?-respondeu.

Então Pi passou um papel com seu telefone, sem que eu soubesse.