A Viagem de Amy
4 Capítulo 4 – Terra das Trevas.
Por todo caminho, nós conversamos sobre a infância e sobre nossas famílias, a viagem foi tranqüila até chegarmos novamente em minha casa. Levei a planta para minha mãe e após ela fazer um chá com as ervas extraídas da planta e levar para meu pai, ela fez um café e nos convidou para sentar.
- Muito obrigada, ele vai ficar bem melhor agora. – minha mãe disse num suspiro aliviado.
- Nada disso mãe! Ele ainda não está bem, nós temos que fazer tudo que é possível! – eu a repreendi.
- Não há nada a fazer filha! Nós não sabemos o que ele tem! Médico nenhum sabe! – ela se alterou, nunca havia visto minha mãe com tanta raiva, e ao mesmo tempo, com tanta tristeza.
-Desculpe mãe, eu não quis dizer isso. – eu a abracei. – Não se preocupe! – eu exclamei decidida. – Eu vou atrás da cura pro papai!
- Nós vamos. – corrigiu Juan. – Eu não posso deixar que você vá sozinha até Umbala!
- O quê é que tem um Umbala? – minha mãe perguntou a ele.
-Ouvi dizer que havia uma cura para todos os males lá, e que talvez possa curar o tio da doença dele.
-Você tem certeza disso? – ela olhou para mim dessa vez.
-Não... – eu respondi junto com Juan.
- Mas não podemos deixar essa oportunidade passar! – ele completou.
- Por que você está fazendo tudo isso por nós? – minha mãe indagou.
- Eu não suportaria ver a senhora ou Amy sofrendo, e eu gosto muito do seu marido, assim como meu pai.
- Não podemos perder tempo! – eu disse num salto. – Temos que ir logo, nós já temos mantimentos e não falta mais nada para partimos.
- Concordo. – disse Juan.
- Tudo bem, eu lhes dou a minha benção para partir. – ela disse e então nós partimos imediatamente.
A vigem pelo aeroplano foi calma como sempre. Durante a viagem, meu primo me explicou que para ir a Umbala, nós precisaríamos levar algumas coisas para aprender a língua de lá, por sorte, eu tinha todos esses itens no meu armazém, pega-los foi a primeira coisa que eu fiz ao chegar a Izlude.
Com tudo pronto e sem mais um minuto a perder, nós andamos até Comodo, onde tivemos acesso ao primeiro campo de Umbala, nada especial aconteceu na viagem, apenas conversamos como sempre. Atravessamos o primeiro sem problemas, apenas monstros fracos, mas no segundo tivemos uma surpresa. Fomos atacados por um grupo enorme de Guerreiros Wootan, mal sobrevivemos, ainda bem que Juan estava comigo, pois minhas bombas ácidas haviam acabado e parece que afinal de contas, ele não é tão burro quanto eu pensei.
Depois disso, a viagem ficou mais arriscada, encontrávamos monstros o tempo todo, não tínhamos tempo nem para descansar. Tivemos sorte, um Sumo Sacerdote e vendo nossa dificuldade, se ofereceu para abrir um portal para Umbala, já que salvou um dos pontos lá. Ficamos muito agradecidos que pagamos uma bebida para ele assim que chegamos na aldeia, mas não estávamos entendendo nada que os nativos diziam.
Meu primo nos lembrou que tínhamos que aprender a língua primeiro, então fomos ao chefe da tribo usando nossas mascaras, ele nos recebeu bem e ensinou a língua. É fácil de aprender, e assim que terminamos, nos encontramos com o Sacerdote, e fomos procurar algo para comer e beber. No caminho eu vi o bungee jump e não resisti em saltar. Não sei de nada que aconteceu após saltar, senti a adrenalina correndo em minhas veias, o vento no meu corpo, o coração batendo rápido e escuridão. Quando dei por mim estava em uma terra feia, escura, fétida e totalmente desagradável para se ficar. Eu reconheci a sensação de medo e terror daquele lugar, um suor frio escorria pela minha testa, eu podia ver as sombras sobrevoando a região, e ouvir os gritos horrendos ao longe, eu estava no reino dos mortos, na cidade de Nifflheim.
Eu tive medo, muito medo, por causa não só do desconhecido, mas também por estar sozinha. Havia muitos monstros fortes lá, isso eu podia dizer, alias, eu sabia que havia monstros fortes. Me lembrei, assim que olhei a minha volta, que já havia estado nesse lugar podre antes, durante minha infância. Não me lembrava porque era muito pequena, mas não poderia esquecer a sensação de estar lá, fico aliviada em saber que tudo acabou bem. Todas essas memórias voltando me fizeram petrificar, não conseguia me mexer, somente ficar sentada debaixo de uma arvore morta, segundo os joelhos e com a cabeça baixa.
- Ah!!!!!! – eu gritei assim que senti algo me tocando.
- Calma! Calma! – era a voz confortante do meu primo. – Está tudo bem, está tudo bem. – ele sussurrava enquanto me ajudava a levantar.
- Ju-Juan? – eu consegui soltar após alguns segundos de mudez.
- Sim estou aqui, está tudo bem agora. – ele me abraçou.
- Eu sei. – eu sussurrei e o apertei com força.
- Por que você tem tanto medo daqui assim? Você não é do tipo medrosa...
- Eu me lembro, sim... agora eu lembro... – eu sussurrava tremendo muito.
- Se lembra de quê? – Juan perguntou aflito.
- De quando de qua-quando ... – gaguejava sem conseguir dizer nada.
-Calma, respire. Depois você me conta. Agora temos que sair daqui, o sacerdote não pode vir porque suas gemas acabaram e não poderia fazer um portal de volta, então vamos ter que voltar pelo método normal. Ele deixou as instruções escritas, parece que teremos que encontrar teclas de um piano... Você consegue ficar em pé?
- Acho que sim.
- Então vamos. A primeira tecla está em cima. – ele passou meu braço pelo seu ombro para me apoiar.
Logo chegamos ao local. Ele me soltou e pediu para esperar enquanto ia falar com um garoto que estava parado em pé.
- Boa noite, meu nome é Arego. Eu estou com fome. Me dê carne! – e mordeu o braço do meu primo.
-Ai! – ele tampa imediatamente o machucado com a outra mão.
- Ei! – eu joguei uma poção branca nele, e a ferida fechou. Me sentei exausta e esperei.
- Obrigado! – ele sorriu, não sentia mais nenhuma dor.
- Obrigado! Eu realmente estava com fome. – o garoto estranho fez uma reverencia. – Vocês querem saber das teclas do piano? Eu encontrei essa, pode ficar. *entrega a tecla*
- Erm... valeu. – se virou e veio correndo em minha direção. – Vamos!
Andamos o mais rápido que eu pude andar, estava aterrorizada, mal conseguia ficar de pé, seguimos para a próxima tecla. Foi rápido, ele entrou numa loja, saiu e entrou de novo, depois disse que já tinha pegado e fomos para a terceira. Ele encontrou com um cara que contou um poema, meu primo anotou os versos, repetiu certo e pegou a terceira tecla. A quarta foi mais difícil, estava enterrada na superfície perto de um túmulo, a quinta e sexta foram perto de outro túmulo e seguimos para o castelo da bruxa. Ele colocou as teclas no piano, mas ainda faltava uma. Pensamos em desistir e procurar outro método, então seguimos o tapete que parecia levar até a saída.
Quando nos viramos, a bruxa havia colocado a ultima tecla e nos transportou para uma sala, conversamos com ela.
- Obrigada por completarem meu piano. – a bruxa disse. –Não sei porque, mas essas teclas vivem sumindo... De qualquer maneira, como recompensa, vou usar minha mágica em vocês, irei mandar-los para Umbala.
-Obrigada. – eu disse, só em pensar em Umbala e sair daquele lugar, já me fazia sentir bem. Me segurei forte em Juan e em menos de 3 segundos, estávamos na aldeia de novo.
Notas finais
se eu receber boas reviews, seee
eu tento escrever mais uma fic :D
se você ainda não leu "Encontro com os Nativos", essa é uma boa hora :D
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