A Viagem de Amy

5 Capítulo 5 – A Cura


Notas iniciais
final :B
Atenção, a história ficou MUITO melosa, parece até novela mexicana auhsuahsuashauhsuahs

Assim que voltei à cidade, eu encontrei Kaymo conversando com o resto do pessoal, mas havia uma mulher que eu não conhecia no meio do grupo, não gostei nada de ver a intimidade que ela tem com meu namorado. Por esse motivo, usei minha famosa cara de psicopata, eu pessoalmente a achava engraçada, mas todos ficavam com medo. Percebi todos os pensamentos que passavam pela mente dele, então logo fui conversar com eles, antes que eu ficasse solteira novamente.

Fiquei muito feliz por saber que finalmente tinha encontrado o remédio para meu pai e o melhor de tudo, foi meu namorado que me ajudou. Eu sei que parece muita dependência, mas eu fico realmente feliz por ter amigos e um namorado, ter pessoas que gostam de mim além dos meus pais. Eu sei que a culpa é minha, mas eu mudei agora.

Todos nós decidimos ir levar o remédio para meu pai, assim os pais de Kaymo poderiam saber se funciona e ele se apresentar para a minha família formalmente, afinal, todos se conhecerem.

- Nós não temos certeza sobre os efeitos colaterais do remédio, nem mesmo se vai funcionar. – Mary disse.

- Eu sei mãe, mas se há uma chance, eu sei que Amy vai querer tentar.

- Eu vou... meu pai que tem que decidir se vai assumir o risco, eu acredito em vocês, mas... – eu falei triste e com a cabeça baixa.

- Vai dar tudo certo. – ele sorriu e segurou minha mão.

- Certo! Vamos.

A viagem que eu realizei um milhão de vezes agora parecia totalmente diferente, não sei se foi a companhia ou a situação, mas com certeza foi muito diferente do usual. Todos nós contamos histórias, piadas, e até Ramón arriscou umas poucas notas da canção favorita de Sharon (esse era o nome daquela mulher que eu não conhecia, ainda bem que não era o que eu pensei, para o bem dela). Aquele clima triste do começo da viagem sumiu completamente, tudo se tornou risos e alegria, as vezes nem lembrávamos o porque estávamos viajando.

Assim que chegamos, fomos direto para a minha casa. Como o esperado, o remédio funcionou perfeitamente. Aproveitamos para fazer uma grande festa, comemorando a recuperação do meu pai, o sucesso do medicamento de Mary e Takashi e tudo mais que deu certo para todos. No meio da festa eu tive a maior surpresa.

- Atenção por favor! – Kaymo se levantou batendo numa taça. – Eu sempre quis fazer isso numa festa. – ele completou rindo. — Tenho algo importante para anunciar. – ele se tornou sério novamente, eu já sabia o que ele ia dizer, meu coração acelerou. – Eu gostaria de dizer isso, na frente de todos essa noite. – ele se virou para meu pai. – Dinn, eu gostaria de pedir a mão de sua filha Amy em casamento.

- É claro que eu lhe dou a mão dela! Você é um ótimo rapaz, gostei de você desde a primeira vez que botei os olhos em você! – meu pai soltou depois de um breve silêncio. – Mas você tem que pedir para ela também. – eu corei ao ouvir isso, e ele continuou. – Ela decide. – e olhou para mim.

- Amy. – ele se virou para mim. – Você me daria à honra de se casar comigo? – ele disse se ajoelhando na minha frente.

Eu fiquei totalmente sem fala, por um minuto a sala ficou em silêncio, todos olhavam ansiosos para mim e a única coisa que fiz foi sacudir a cabeça afirmativamente. Na mesma hora um enorme sorriso apareceu nos lábios de Kaymo, a sala toda entrou em êxtase e houve muita festa. Eu me senti muito feliz, esperei a vida toda por esse momento, não planejei ser virgem até hoje, mas isso com certeza torna esse momento mais especial ainda. Quando tudo isso passou pela minha cabeça, eu olhei envergonhada paras as pessoas, e assim descobri que Sharon é vidente, pois ela olhou para mim, riu e eu pude ser seus lábios: “Não se preocupe, isso realmente é especial.”, eu fiquei mais relaxada depois disso, porque sabia que tudo iria dar certo.

Embora estivéssemos noivos, nada entre nós mudou, mas de certa forma, eu podia sentir mais calor nos seus olhares e mais sabor em seus beijos. Os dias seguintes foram os mais felizes, todos reunidos brindando e se divertindo. Kaymo fez coisas lindas para mim, depois que estávamos juntos, passamos maioria do tempo em encontros, passeios e em teatros.Um dia ele me levou a uma linda cachoeira, havia flores que cresciam por todos os lados e de todas as cores e tamanhos. O tempo passava e parecia que estávamos parados, mesmo sabendo que se passou muito tempo, eu me sentia como a primeira vez que o vi, quando vi seus lindos olhos verdes, seu sorriso gentil. Como a primeira vez que ele pegou em minha mão, a primeira vez que nossos lábios se tocaram e a primeira vez que meu coração bateu de verdade.

Começamos a planejar nossa vida de agora em diante, fomos para Geffen comprar algumas coisas para o aniversário de Nuran, e para sua graduação, agora era um Bruxo. Fomos visitar a Torre do Relógio, quando estávamos no alto da torre, uma mulher de cabelo violeta e uma chapéu de cowboy apareceu do nada.

- Hora da vingaça! Um amor pelo outro! – ela se atirou para cima de mim, eu estava indefesa.

- Você de novo! – Kaymo gritou tentando fazê-la me soltar.

- Você levou Wuli, agora eu vou levar Amy!

- Mas fui eu que matei Wuli. – eu disse olhando fixamente em seus olhos castanhos.

- A culpa é dele!

- E a Layla, por que não a mata primeiro? Seu Wilu ia se casar com ela.

- Ei! É assim que você diz que gosta da sua cunhada Amy?

-Desculpa, mas é verdade.

- Aquilo era fachada, só para convencer esse arruaceiro ai a se tornar do clã. Agora está tudo acabado!

- Todos morreram... Você ainda está viva por quê? – eu quis saber.

- Justiceiras não podiam se juntar ao clã, como você bem sabe.

- Que irônico! Você, justiceira? Hahaha. – parece que Kaymo sabia piorar a situação tão bem quanto eu.

-Chega de conversas! – ela me soltou e deu um passo para trás enquanto carregava a arma.

Eu avancei em sua direção, ela recuou mais um passo e caiu da beirada da torre. Seus gritos ecoam até hoje em minha mente, a culpa foi minha, eu a fiz cair.

- Eu a matei! – eu cai chorando assim que eu ouvi o barulho na rua.

- A culpa não foi sua. – ele veio me confortar. – Ela mesma queria isso, ela sabia que não conseguiria nos matar, ela só queria ir para onde quer que Wuli estivesse.

- Você está dizendo isso somente por dizer.

- Venha, nós temos que sair daqui.

Ele praticamente teve que me arrastar, ao passar pelo corpo caído na rua, eu vi o sorriso dela, ela estava feliz.

Então, eu me lembrei de algo muito importante quando Kaymo me perguntou se voltaríamos para Morroc: a prisioneira nunca foi encontrada e a essa altura, meu noivo já era um fugitivo.

FIM.

Notas finais
sim, eu farei mais uma :B
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!