Notas iniciais
Amy começa a busca para a cura de seu pai, se encontrando as vezes com Kaymo, leia o capitulo 1 de encontro com os nativos, antes de começar a ler esse capitulo ( e dps leia o 2º e então o capitulo 2 dessa historia e assim por diante).
Eu não acredito que tive que me despedir de novo de Kaymo, o único homem que eu já realmente amei, mas não me importo, a saúde do meu pai é mais importante que a minha própria felicidade. Voltei para Morocc e peguei um teletransporte até Prontera, e de lá fui a pé para Izlude, o dinheiro não daria para ir de teletransporte e ainda depois pegar o aeroplano.Eu realmente odeio essa pequena viagem, é um único pedaço de terra até lá, mas os lutadores mais fortes invocam monstros e nós, os mais fracos, sempre sofremos, para minha sorte eu só vi porings, pupas e lunáticos durante a viagem toda, odiaria ter encontrado um Cavaleiro do Abismo à aquela hora do dia, iria acabar com meu visual, eu tinha acabado de fazer o cabelo e comprar umas roupas no caminho, foi quando meu dinheiro acabou, eu gastei todas as minha economias fazendo as bombas ácidas que usei em Morocc, mas eu não me arrependo, eu pude salvar Kaymo, aproveitar um dia de sol, visual novo e ainda uma carta Lavadeira, não sei se ou quando vou usar, mas tudo bem. O dia não poderia ter ficado melhor, entrei em Izlude, estava mais agitada que o normal, eu já havia estado lá varias vezes e nunca tinha visto tanto movimento, então ouvi: “Compre algo para seu amado agora! Aproveite as ultimas unidades do Chocolate do Dia dos Namorados, somente 600 zenys!”. Eu tive que comprar, eu tinha que recompensar Kaymo pela minha ausência, e afinal, nós somos namorados já faz algum tempo, eu teria que comprar algo mesmo, mas com isso eu fiquei sem dinheiro para o aeroplano.
Enquanto eu passeava pela cidade, que estava toda enfeitada para o evento, eu vi uma loja vendendo ervas azuis por 200 zenys cada! Eu comprei três com os últimos zenys que eu tinha, como boa alquimista e mercadora, eu aprendi que devo aproveitar toda a pechincha para ganhar dinheiro, embora tenha ficado ressentida por comprar ervas a esse preço, eu tive que fazer isso. Peguei meus últimos itens de fazer poção e decidi tentar a sorte para fazer três poções azuis, me concentrei e fiz uma poção, duas poções e na terceira, eu me distrai e ela quebrou, mas tudo bem, já tinha duas poções e se conseguisse vender pelo menos uma o dinheiro já ia ser suficiente para a viagem e muito mais. Logo eu consegui vender as duas poções para um mago, ele reclamou pela pouca quantidade, então prometi que faria mais assim que ele me pagasse, eu peguei o dinheiro e voltei correndo até aquela loja, infelizmente o vendedor já tinha arrumado o preço das ervas, estava 2.000 zenys cada uma... Eu arrisquei e comprei mais cinco, e consegui fazer cinco poções, nunca tinha feito cem por cento de perfeição quando fazia poções (porque me especializei em combate também) ainda mais as azuis! Levei-as para o mago, e ele ainda assim achou as cinco pouco, me pergunto quantas ele geralmente compra, mesmo assim ele levou todas e eu tive dinheiro suficiente para o aeroplano, ainda comprei itens e deixei alguns itens para fazer bombas ácidas prontos, segui direto para aeroplano, comprei a passagem e embarquei.
Tinha me esquecido como é bom voar pelos céus, passar entre as nuvens e sentir o vento soprando no rosto, bagunçando meus cabelos, mas minha felicidade durou pouco, porque vários monstros apareceram no aeroplano, parece que a sorte tinha que compensar pela perfeição das poções azuis, um bando de monstros aparecendo do nada para incomodar minha viagem, eu já fiz tantas e nunca tinha passado por isso. Na verdade nunca tinha visto monstros desse tipo, eu sei que eu não devia, mas mesmo assim eu decidi lutar com aqueles que pareciam fracos, felizmente deu tudo certo, eu usei apenas metade das bombas, e junto com os outros guerreiros derrotamos todos os monstros e eu pude seguir viagem.
Desci em Juno, era tão bom estar em casa que esqueci porque tinha saído e até mesmo porque eu tinha voltado, então resolvi andar pela cidade e esquecer um pouco das preocupações. Fui à padaria, à lanchonete, biblioteca, florista e até visitei minha amiga Rosa no centro, ela ficou muito feliz em me ver, fazia tempo que nós não nos falávamos. Fomos a um Café e ela me contou tudo que aconteceu com ela desde a última vez que nos vimos, sobre as roupas que comprou, os sapatos, acessórios e sobre os namorados, antes mesmo que eu pudesse comentar sobre meu novo e maravilhoso namorado, ela me contou sobre seu encontro com um “arruaceiro procurado”, aquilo me deixou furiosa, talvez por saber que ele esteve com a minha melhor amiga ou porque ela havia chamado ele de bandido, mas não importa porque eu simplesmente gritei com ela.
- Sua vagabunda! Ele é meu namorado, você não tem o direito de falar dele assim sem o conhecer, e menos ainda o direito de o conhecer! – disse com raiva.
- Ei! Quem é você para sair gritando assim comigo? Saia daqui que eu tenho que trabalhar! Saia sua biscate! – ela respondeu se levantando.
- Saia você já que se levantou!
- Eu saio se eu quiser!
-Então eu saio! – ao dizer isso, me levantei e corri, e da porta ainda gritei – você paga a conta, sua metida!
Eu sei que foi muita infantilidade da minha parte, mas a raiva subiu à cabeça e nem sabia mais o quê estava fazendo, lembrei que todas as vezes que eu brigava com a Rosa, eu ia para casa e meu pai me consolava, e isso me lembrou o quê de eu estar ali – meu pai havia piorado.
Notas finais
eu sei que ficou um pouco confunso, mas como ambas historias sao em primeira pessoa, não dá certo contar duas versões em uma historia só, mas vou lançar um capitulo de cada para a historia não "ficar no ar".
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