A Viagem Da Morte
3 Casa dos Tavares
- É tão bom estarmos juntas novamente.. – Disse Jeniffer colocando as compras no carrinho.
Aquele era o único mercado próximo que tinha no local, um mercado 24/7 com tudo o que eles tinham direito.
- É.. Eu fiquei com saudades. – Disse Caren.
- Você está tão quieta, o que houve? – Perguntou Jeniffer.
- E-Eu não sei.. – Respondeu Caren. – Acho que tudo isso, essa coisa de viajar, está..
- Está de lembrando o deserto, né? – Perguntou Jeniffer.
- É! – Respondeu Caren.
Caren não falou mais nada, começou a pegar mais alguns produtos pra colocar dentro do carrinho de compras que estava á sua esquerda, Jeniffer ficou observando Caren por alguns segundos até que disse.
- Isso é normal.. Passamos por muita coisa juntas.. Mas Caren, olha, estamos juntas de novo, depois de cinco anos sem nos ver..
- Eu sei, é bom estarmos juntas de novo! – Disse Caren sorrindo
O silêncio predominou por alguns segundos até que Bruna apareceu com uma garrafa de água, o salto de Bruna ecoava no piso de mármore do mercado.
...
- Diga a Viviane que mandei lembranças. – Dizia Hélio.
Hélio tinha cerca de 50 anos, 1,75 de altura, apenas lhe restavam poucos fios de cabelos, os fios laterais, típicos em pessoas de idade, seu olho era castanho claro e seus olhos esbanjavam pura felicidade.
- Pode deixar senhor! – Disse Felipe com um enorme sorriso no rosto.
Felipe e Carol iam em direção á saída da delegacia enquanto o policial os observava.
- Foi legal ele ajudar a gente.. De onde ele conhece a sua tia? – Perguntou Carol.
- Pra falar a verdade eu nem sei! – Respondeu Felipe
— Não pode ser.. – Sussurrou um policial.
O policial tinha um cabelo militar bem aparado, um olho castanho penetrante, corpulento, tinha mais ou menos 1,80. Vestia uma camisa branca e uma jaqueta preta de policial por cima. Em sua jaqueta havia um crachá com o nome “Vinicius”, ele observava Carol e Felipe indo embora da delegacia de polícia com um olhar assustado, do seu lado, havia uma policial, cabelos longos pretos, olhos castanhos, branca, vestia o mesmo uniforme que o policial. Também tinha um crachá escrito “Narayani”
- O que “Não pode ser”? — Perguntou ela.
- O que!? – Perguntou ele.
- Ah, esquece!
Vinicius balançou a cabeça, deu um sorriso de desdém e saiu do local. Narayani ficou observando ele até sumir de seu campo de vista.
...
Já do lado de fora, Felipe estava com o seu celular em mãos.
- Droga, está sem sinal! – Resmungou ele.
- Depois você tenta ligar pra sua tia de novo! – Sugeriu Carol.
...
Depois de algum tempo, Caren e os outros finalmente chegaram à casa da tia de Felipe, a rua estava completamente vazia e os únicos sons que eram ouvidos eram das folhas das árvores, se chocando uma com as outras.
Felipe parou o carro em frente ao portão de ferro que dava entrada á casa, uma enorme placa posicionada á esquerda anunciava “Casa dos Tavares”. Bruna observava a estrada, uma estrada vazia e silenciosa, até que um conversível parou na rua e estacionou, o conversível era vermelho e aparentemente muito caro. Ela ignorou o carro e desviou o olhar, Felipe abria o portão com certa dificuldade, à fechadura do mesmo estava enferrujada. Bruna voltou à atenção novamente para o conversível, porém ele não estava mais lá, imediatamente ela sentiu seu coração palpitar mais forte, um certo medo subia entre suas entranhas, sua respiração começou a ficar rápida e as suas mãos começaram a tremer, na rua, uma pessoa com um coturno preto e uma máscara branca, segurando uma faca de cozinha. Ele estava no final da rua, observando o carro atentamente.
Finalmente o portão se abrirá o ranger do mesmo era ensurdecedor, Bruna ficou um pouco mais calma quando Felipe entrou no carro.
- Sejam bem-vindas! – Disse Felipe com um enorme sorriso no rosto. – Faz Alguns anos que eu não venho aqui.. Costumava vir para jogar Baseball com meu tio..
- É.. Parece ter um bom espaço para isso.. – Disse Jeniffer.
Felipe passou pelo portão com o carro lentamente, toda a tensão que estava em Bruna finalmente tinha sumido.
- Hm.. Felipe, e o portão? – Perguntou Caren.
- Depois eu fecho! – Respondeu ele.
O lugar era imenso, várias casas complementavam o local, cada um tinha um estilo próprio, várias árvores também cercavam o lugar, dando um ar convidativo, porém sombrio.
- Pra que serve aquele lugar verde? – Perguntou Caren apontando para um tipo de enorme casa com o teto verde, a pintura estava um pouco descascada e o cheiro de mofo era sentido de longe.
- Eu também não sei direito, mas conheço uma saída passando por ali.. Vai dar no muro da rua, não tem como errar! – Respondeu Felipe. – Pois é, chegamos pessoal..
Felipe parou o carro em frente á uma bela casa, a pintura bem formada e cuidada, Carol abriu a porta, se virou e perguntou:
- O que acharam?
- Isso aqui é incrível! – Respondeu Jeniffer observando todos os cantos da casa.
- Isso aqui é bem grande! – Respondeu Caren olhando ao redor.
- É, é sim! – Disse Carol. – Os quartos são no segundo andar.. Vão se acomodar, depois a gente arruma as compras! – Sugeriu Caren.
Todos subiram exceto Bruna que ficou lá em baixo observando à lareira.
- Como pode fazer anos que ninguém vem aqui? – Perguntou Bruna. – Essa casa é linda!
- É eu sei!... A Viviane cuida muito bem desse lugar. – Disse Carol. – É bem estranho, parece que alguém estava aqui á pouco tempo!
...
Do lado de fora, Felipe ainda estava com o seu celular em mãos, o mesmo estava sem sinal, ele guardou o celular e disse consigo mesmo.
- Minha tia vai me matar! – Disse Felipe voltando para casa, porém algo chamou sua atenção. – Ué, fecharam o portão?.. Minha tia deve ter colocado portão automático..
Felipe voltou para casa, ele teve uma sensação de que estava sendo observado, porém não ligou e continuou o seu caminho, porém, algo o observava..
...
Jeniffer entrou no quarto a onde Caren estava. Ela estava olhando atentamente para janela e desviou a sua atenção quando Jeniffer perguntou:
- Ta bem, o que mais ta te perturbando?
- Sei lá.. – Respondeu Caren. – To com uma sensação estranha..
- Caren, esquece isso... Vai ficar tudo bem! – Disse Jeniffer tentando acalmar Caren.
- Jeniffer, como você pode ficar tão tranqüila quando foi o seu ex-namorado que provocou todo o massacre? – Perguntou Caren.
Jeniffer não disse nada, apenas abaixou a cabeça.
- Jeniffer, me desculpe.. Eu não..
- É, você ta certa.. – Disse Jeniffer interrompendo Caren. – Eu fiquei abalada, mas já faz cinco anos Caren.. Está na hora de você superar, você o matou, e matou o Gordon.. Acabou..
Fale com o autor