A Viagem
2 Capítulo 2- Diário
Notas iniciais
Emma POV:
– Emmaa! ACORDA! – Disse Catherine me sacudindo.
– Hm, oque foi? – Perguntei.
– São dez da manhã! – Ela respondeu.
– Tá, tá. – Eu disse, me sentando na cama.
– Onde estão Matt e David? – Perguntei.
– Na sala. – Respondeu.
– Vamos pra lá agora. – Disse Cath.
Descemos as escadas e fomos até a sala, onde David e Matt estavam sentados de cara feia.
– Oque foi? – Perguntou Cath.
– Argh! Aquele velho, ele simplesmente sumiu! – Disse David.
– Nós procuramos por toda a casa e nada dele, nem sequer um bilhete deixou! – Disse Matt.
– E o pior foi que ele não consertou nosso carro, tá do mesmo jeito. – Completou David.
– Vocês.. Vocês estão de brincadeira! – Eu disse.
– Quem me dera Emma! – Disse Matt.
– Tem algum telefone aqui pelo menos? – Perguntei.
– Tem um lá na cozinha, pode tentar se quiser, mas ele não chama! – Disse Matt.
– Merda, e oque a gente vai fazer agora?! – Perguntei.
– A gente deveria procurar ajuda lá fora... É de manhã. – Disse Cath.
– Está um nevoeiro horrível, além do frio. Mas.. Se nós esperarmos anoitecer, vai ficar pior ainda. – Disse Matt.
– Eu mesmo posso ir vocês fiquem aqui. – Disse Matt.
– Claro que não! Eu vou contigo. – Disse David.
– Eu quero ir também. – Eu disse.
– Não, Emma. É melhor ficar aqui. – Disse Matt.
– Por quê? Vocês dois irão lá fora e eu vou ficar aqui sem fazer nada? – Perguntei.
– Não, você vai ficar aqui com a Cath e tentar procurar um mapa ou algo assim. – Disse Matt.
– Aff, tudo bem. – Respondi.
Eles pegaram um casaco e saíram. Eu e Cath ficamos vasculhando a casa inteira tentando procurar um mapa, ou qualquer coisa que desse uma noção de onde estávamos.
Nada. Matt e David voltaram e disseram que parecia que todas as casas estavam vazias, não havia nem animais.
– A gente achou uma segunda casa, atrás dessa. Ela parece estar fechada, mas talvez tenha algo lá. – Disse David.
– E quanto às outras da vila? Parecia ter várias casas aqui! – Perguntou Cath.
– Já disse, parecem estar vazias. Não há animais nem luzes acessas, ou qualquer movimentação. – Disse Matt.
– E se a gente tentar refazer o caminho? – Perguntei.
– Não dá, é muito perigoso, mesmo que de dia, está nublado, acho que vai chover e, além disso, poderíamos nos perder, e do jeito que estamos pelo menos temos um lugar para ficar. – Disse Matt.
– Isso tudo é minha culpa! Eu não deveria ter levado vocês para cá! – Disse Cath, se jogando no sofá.
– Olha Cath... A gente só está tendo má sorte. Mas nós não vamos ficar aqui pra sempre, uma hora a gente vai sair daqui e voltar pra casa, e tudo voltar ao normal. – Eu disse.
– Vamos fazer algo pra gente comer. – Disse David.
– Eu não sei oque tem na geladeira do velho, mas tem uma bolsa com comida para a viagem que a gente deixou no carro. – Disse Matt.
Matt foi pegar a bolsa no carro, e enquanto isso David estava preparando lanches na cozinha do velho. Comemos e depois começamos a procurar uma chave para a casa atrás da casa principal. Tinha várias portas fechadas no segundo andar, uma até com o trinco quebrado, só havia os quartos de hospedes abertos, a cozinha e o banheiro que era junto com uma lavanderia. Não havia animais na fazenda, mas no celeiro do lado de fora da casa, havia comida nos potes e água, que pareciam estar novas, mas os animais simplesmente não estavam ali. Tem um pântano atrás da casa, do lado direito, têm uma casa bem antiga, e no lado esquerdo há uma floresta. Depois de muito tempo, consegui achar um molho de chaves na gaveta da sala. Achei uma biblioteca, que antes estava trancada. Matt e eu procuramos por um mapa, lá dentro. Achei um diário embaixo de uma das prateleiras, ele é bem velho, acho que é da mãe do velho. Não conseguimos achar mapa algum e na biblioteca só havia livros de medicina, a família deles deveria ser formada de médicos.
O velho não voltou, já está de noite. Eu não deveria fazer isso, mas eu vou ler o diário, eu não contei a ninguém que tinha o achado, também achei melhor colocar ele de volta onde estava, mas talvez aqui dê uma pista de como podemos sair daqui. As letras estão meio apagadas, e eu achei uma página que me perturbou um pouco.
‘’ Estas aberrações... Não entendo como pode gostar tanto delas! Isso é loucura, elas não deveriam ter nascido. Essa coisa não deveria ter vindo para cá! Não posso atura-las mais, me desculpe. Eu sei que é errado oque eu irei fazer, mas é a única solução. Eles não podem descobrir que estas coisas existem, e muito menos esses monstros chegarem perto dos meus filhos!
Eu terminei com tudo isso, acabou. Ela está com raiva de mim agora e ele também vai ficar quando descobrir que suas amadas ‘’filhas’’ estão mortas. Eu as matei enquanto estavam dormindo, para lhe poupar de muito sofrimento. Eu amarrei-as com um lençol e as joguei no pântano. Morra aberrações! Vocês jamais terão meus filhos!
Isso é tudo culpa sua e de sua curiosidade, Alfred. Você a trouxe para cá, destruiu a reputação que eu e seu pai levamos anos para aprimorar. E agora quer que seus irmãos também sejam corrompidos por ela! Suas filhas estão mortas, se é que pode chama-las assim. Você sabe que elas nunca foram humanas! Elas têm o sangue imundo daquela víbora, jamais serão dignas de pertencer a esta família. Eu protegi os seus irmãos da sua loucura, protegi sua família. Apesar de que talvez você nunca me perdoe, eu fiz por vocês.
Ela está muito brava comigo agora, ela me quer morta, eu e todos vocês. Eu os protegi com o feitiço de proteção que minha mãe havia me ensinado, ela e todas as outras de sua espécie não poderão tocar em vocês, mas elas continuarão querendo vingança. Espero que você pense no que eu estou escrevendo aqui, e jamais chegue perto daquele pântano novamente.
Ela me ameaçou hoje novamente, acho que desta vez não conseguirei mais me proteger. Espero que você e James e Harry fiquem bem. ‘’
Contei a Matt sobre isso, ele como sempre não acreditou em nada e disse que era bobagem.
– Se isso realmente tivesse acontecido... Tem alguma coisa no pântano? – Perguntou Matt.
– Um monstro, ela sempre se referiu assim a seja lá oque isso for. – Eu disse.
– E que esse irmão do James teve ‘’filhas’’ com esta coisa? – Perguntou.
– É. – Eu disse.
– Isso parece mais uma daquelas lendas, para as pessoas ficarem longe de alguma coisa, ou se aproximarem. Talvez eles guardem alguma coisa valiosa no pântano. –Disse Matt.
– Matt, olhe para este diário. Ele é velho! Isso não pode ter sido uma fraude ou coisa assim. – Eu disse.
– Então você acredita que a mãe de James matou suas netas para ‘’proteger’’ os seus filhos delas? – Perguntou Matt.
– Eu... Eu não sei tá. Mas eu acho que parece ser verdade, só isso. – Eu disse.
– Oque mais diz nisso? – Perguntou ele.
– Acaba aqui, mas faltam algumas páginas, vê? Tem marcas de que alguém arrancou o resto. – Eu disse.
– Isso é estranho. Se isso for verdade precisamos sair logo daqui. – Ele disse.
– Exatamente. Amanhã eu irei tentar testar o molho de chaves na casa velha. – Eu disse.
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