A Viúva
2 Cap. 2
Notas iniciais
Mais um ataque ocorreu, desta vez foi em um parque da região. A vítima era idêntica as anteriores, para abaixar o número de homens assassinados com o mesmo tipo e personalidade o governo espalha incentivos para as tribos urbanas que tem homens de cabelo comprido a mudarem seus estilos, mas isso está sendo em vão. Protestos vem ocorrendo e várias pessoas pedem para o governo ser mais efetivo na procura do assassino.
No outro dia o garoto das encomendas chamado Rogerio discutia sobre o que ocorreu nesses dias e sobre o assassinato
– Acho que realmente ninguém é obrigado a seguir essas coisas. – ele pegou um panfleto de instruções de como se prevenir do ataque do assassino misterioso.
– Bem-vindo ao meu mundo – uma garota disse- agora você sente o mesmo que eu quando leio isso. – ela pegou um papel de como se vestir para evitar estupros no metrô.
– nunca mais vou dizer que é frescura. – ele sorriu- enfim, vou ter que entregar mais coisas naquela casa.
– Entendo, a “velha loca” né? – ela gargalhou
– A velha solitária isso sim – ele riu.
Depois de ter saído da ala principal ele tomou o carro e se dirigiu para a casa da mulher a qual estava sentada no jardim arrumando algumas flores da entrada que sempre murchavam quando ele se aproximou da calçada ela o observou entrando na casa a procura dela.
–Senhora? – ele gritava pela casa – senhora aonde está?
Ela entrou de fininho apenas o observando ela o comparava com seu marido quando eles eram mais jovens o garoto parecia a cópia exata do marido dela.
– BU! – ela o agarrou pela cintura dando um susto nele.
– AH! Senhora! Por favor não faça isso! – ele olhou assustado para ela.
– Desculpe, fazia anos que eu não fazia isso. Nunca me senti tão viva, rapaz. – ela soltou algumas gargalhadas.
– não tem graça.
– claro que não, para ti não haverá. – ela parou de rir e viu o olhar fechado do menino.
–Encomenda – ele disse seco e ríspido – algodão e seda.
Ela se dirigiu até uma mesa, pegou dinheiro e caneta, deu o dinheiro para o rapaz e voltou para o jardim.
O garoto a ficou observando e sentiu algo familiar naquela mulher, pela primeira vez ele sentiu seu coração bater mais rápido do que o normal, mas não era amor, se era, era um amor estranho, logo se lembrou de sua infância, sempre foi pobre e de família adotiva e sempre todos diziam que ele era filho de uma mulher desaparecida.
– Jovem? Irás continuar a me observar? – ela disse sem se virar
– Desculpe, estava pensando. – ele chegou perto dela. – seria legal morar aqui. É calmo e afastado. Sem gritaria, carros.
– Às vezes é estranho morar aqui e muito cansativo pois devo caminhar muito para comprar comidas entre outros para meus aposentos.
– por isso pede encomenda?
– Sim, posso economizar tempo e energia para que possa fazer outras coisas em minha residência.
– o nome disso é preguiça – ele sorriu.
–estás enganado – ela gargalhou- o nome disto é luxo e aristocracia.
– mentirosa. – ele colocou a mão na boca – desculpa!
– está tudo bem, desde que meu marido faleceu eu não sorria tanto. Aqui pegue –ela ofereceu algumas flores.
– obrigado. – ele as agarrou.
–Creio que ainda está no trabalho não?
– Ah sim! Estou indo até!
–Até. – ela sorriu e acenou.
Quando ele voltava para casa viu uma multidão em volta de alguém e essa pessoa era ninguém menos que seu professor de História.
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