A Verdadeira História dos Elementalistas

24 Capítulo 24 - Últimos Momentos, Parte I.


Notas iniciais
Yaaaaaaaaaaaaaaaaay. Finalmente o começo da última luta. Espero que gostem desse capítulo, e a partir do próximo acontecerá grandes momentos nessa fic.

Quando acordou naquele dia, tinha noção que as coisas iriam ser diferentes, a comida não conseguia descer goela abaixo, quando tentava forçar doía, arranhava as paredes internas do seu corpo, até conseguir atingir sua meta, o estômago. Cada vez que tentou sair com as pessoas para lhe darem forças, mais se sentia culpado e com mais peso nos ombros ficava, com medo de tudo dar errado e essas pessoas daqui algumas horas não existirem mais. Agora ele passava o que os outros antes passaram, dores musculares, medo do que pode vir acontecer, se sentia fraco, tinha noção que o seu eu interior era gigantesco e forte, mas também sábia que tudo poderia dar errado em uma pequena freqüência de segundos.

— Nagisa, é tanta responsabilidade – falava Heal, sentado na beira de sua cama. – Faltam apenas algumas horas, meu corpo treme, minha mente gira sem parar. Deus, e se tudo der errado? Essa dor, esse medo de perda.

— Heal, eu vou lhe contar uma coisa sobre um ser humano, uma história de um grande lutador, posso? – Nagisa foi até a beira da cama e abraçou o namorado.

— Claro que pode. – afirmava o Elementalista.

— Você sabe o qual é o significado da palavra “superação”, correto?

— Sei. Bom, acredito que sei em tese.

— Então vou lhe contar a história da superação na prática. – se afastou levemente de Heal, e ajoelhou-se perante o mesmo, fazendo assim seus olhos se encontrarem, ela via o medo dele, deu um leve suspiro e começou. – O que vou lhe contar é a história de um Ciclista, Lance Armstrong, ele aos 25 anos descobriu que tinha câncer testicular, em pouco tempo, a doença já afetava seu cérebro e pulmões... As chances de sobrevivência eram mínimas, ele disse uma vez a um jornal que “Eu achava que sabia o que era o medo, até ouvir: Você tem câncer”. – uma lágrima escorreu do olho dela, adorava ver aquele Ciclista enquanto competia.

Heal levou sua mão direita aos olhos da mesma e os limpou, fazendo assim ela retornar do transe e voltar a falar.

— Quando ele descobriu isso, todos os medo que ele tinha anteriormente pareciam apenas pequenas covardias, coisas bobas. O engraçado dessa história, é que ele nunca desistia de nada, vivia se perguntando quem a quimioterapia iria matar antes, o câncer ou a ele – mais algumas lágrimas cruzaram aquele lindo rosto oriental. – Mas ele sábia que tinha nascido para pedalar, e mesmo assim com uma bicicleta instalada dentro do seu quarto de hospital, ele pedalava todos os dias após cada sessão de quimioterapia. Você tem idéia do quanto é difícil e dolorido fazer algum exercício após uma sessão de quimioterapia? – Heal apenas concordou com a cabeça. – Quando ele voltou a correr, e tentou falar com a sua antiga equipe, eles não o queriam, eles riram da cara dele, falaram que ele já era. Mas como uma luz no escuro surgiu uma equipe de Correios dos E.U.A e ofereceram uma nova chance para ele, ascenderam a sua chama novamente, como uma fênix que renasce das cinzas, ele logo em seguida venceu o Tour de France que é uma das provas individuais mais difíceis do mundo. Logo após o pódio, ele passou pela área da sua antiga equipe, aqueles que o tinham abandonado para morrer em um quarto de hospital – não conseguia conter suas lágrimas e assim várias escapavam molhando os joelhos de Heal, onde ela se encontrava chorando.

- Se quiser não precisa continuar – disse o namorado, passando suavemente as mãos nas costas da namorada.

- Não, eu preciso continuar. – afastou-se novamente dos joelhos e retomou a fala. – Os desgraçados que riram dele quando ele disse que queria voltar, ele encarou todos eles Heal, e disse: “Essa foi para vocês!”. Depois disso ele venceu sete vezes consecutivas o Tour de France, se tornando um dos maiores ciclistas conhecido. E para finalizar tudo o que disse, vou terminar com as palavras do próprio Lance: “A dor é apenas temporária, pode durar uma hora, um dia, um ano, mas por fim ela diminui e desaparece. Porém, se você desistir ela vai durar para sempre, porque o ato de entregar os pontos, por menor que seja, permanecerá sempre com você. Por isso, quando sinto uma vontade doida de desistir, me faço a seguinte pergunta: Com o que prefiro viver, com a dor ou com a consciência torturante de que fui derrotado?”, você entende o que eu quero te dizer Heal? – perguntava Nagisa.

Dessa vez as lágrimas escorriam dos olhos do namorado, quanto mais ele iria ter que ficar se remoendo por lembrar-se daquele momento que estava a vir, Lance, um cara que teve câncer, levantou a cabeça sem medo e encarou os fatos, sua antiga equipe que o humilhou, que tentou derrubar sua moral e ele provou, que com garra se consegue o que quer. Porque ele não conseguiria também? Tinha medo, suas mãos tremiam com o nervosismo do momento, mas era hora para tudo se resolver, era ganhar ou perder, mas naquele dia Heal tinha riscado uma palavra de seu dicionário, e essa palavra era: desistir. Não iria entregar os pontos tão fácil para Ayano.

Pec, pec, pec. Pequenos pingos de chuva começaram a bater no vidro da janela. A chuva estava tomando conta daquele lugar. Como diria aquela famosa frase, faça chuva ou faça sol, não irá impedir o que está por vir. Levantou-se e foi em direção à janela, seus olhos não mostravam emoção alguma. Seus Dragões internos vibravam com o momento que faltava pouco a chegar, pode ver os braços de sua amada, passarem ao redor de sua cintura e ali ficaram. Não saberia dizer quanto tempo se passou, sentia que seus olhos ainda estavam marejados pelas lágrimas que ali antes cruzaram.

Toc, toc, toc. Dessa vez era o som da porta, provavelmente tinha chegado à hora, tinha ficado tão longe, tão distante, que realmente não esperava que o tempo fosse passar rápido como tinha passado, ao abrir a porta deu de cara com Rick e Sophie. Ambos sorrindo como se já voltassem de uma boa e deliciosa vitória.

— Faaaaaaala Heal. – entrou Rick o abraçando, sendo seguido por Sophie.

— E aí Heal, muito frio na barriga não é mesmo? – Sophie já falava animadamente.

— Ainda se fosse apenas o “frio na barriga”, estaria tudo maravilhoso. Mas eu estou é nervoso isso sim.

— Relaxa brotha, tu vai se sair muito bem nessa. Amanhã estaremos voltando para a Inglaterra, e vai estar tudo nos conformes. Amanhã seremos conhecidos como os Verdadeiros Elementalistas. – Rick falava com tanta convicção que o medo de desapontar os companheiros crescia ainda mais.

— Cara, acho que agora sei como Gabrielle e Forest ficaram, quando perderam. Se eu já estou assim e nem perdi, imagina quando você realmente perde, como vai encarar os outros?

— Primeiramente você não vai perder Heal! – dessa vez era a voz de Sophie soou como uma ordem vinda de um general. – Cara, você é o Quinto, tu tem o poder. Só lutar com garra que vai conseguir, confiamos em você. Assim como tu confiou em nós.

Essas ultimas palavras de Sophie lembraram sobre a história de Lance, que Nagisa havia lhe contado, deu uma girada rápida e ali estava ela o encarando, dando forças, como gostava daquele pequeno ser. Parecia tão frágil, mas era dona de uma força inigualável. Admirava ela, e queria ela ao seu lado, não a perderia, custe o que custar, ele não a perderia. Nagisa percebeu o olhar de determinação de Heal sobre ela, sorriu com a cena, estava envergonhada.

O caminho para o campo de batalha foi terrível, conflitos internos, lembrava-se que no filme do “Ultimo Samurai”, ficar com muita coisa na cabeça, só prejudicava na hora da luta, você precisava estar em absoluta harmonia consigo mesmo, mente sã, corpo são. Se existisse algum espírito de Samurai, nesse momento era a hora para ele aparecer e lhe dar forças de como encarar uma batalha. Quando se deu conta e olhou para o lado, ficou estático por alguns segundos. Heal conseguia ver seus parentes, antigos Elementalistas, espíritos do bem o seguindo, dando-lhe forças para aquela batalha. E podia ver o que ele pediu, realmente tinha um espírito de samurai, na primeira fileira, com uma armadura vermelha, com um capacete que era fechado, sua face era coberta por uma máscara que parecia as feições de um demônio, não sabia o significado daquilo, mas não lhe dava medo. O samurai parou, e se curvou como sinal de cumprimento. Heal devolveu o mesmo e assim se voltou para frente e retomou a caminhada, pode ouvir os passos dos espíritos entoando como uma marcha militar, estavam marchando como um só, em perfeita sincronia, estavam indo para a guerra.

Ao chegar ao local, Ayano e as Elementalistas já estavam presente, as duas que tinham tomado uma incrível surra de Sophie e Rick, se encontravam em pé e totalmente curadas. Realmente os ferimentos de um Elementalista se recuperavam rapidamente. Heal e Ayano deram um sorriso e a mesma abriu o portal. Um por um os Elementalistas foram cruzando e saindo do outro lado. Forest e Gabrielle apareceram correndo e logo cruzaram o portal também. A chuva caía violentamente sobre suas cabeças no outro lado, onde antes estavam apenas caia chuviscos, agora caiam pingos gigantes, molhando suas roupas, seus trajes de guerra. O Elementalista dos Espíritos deu uma leve olhada pelo campo de batalha, os espíritos formavam um circo gigantesco, todos sorrindo para ele, e desejando tudo de bom nesta luta. Podia ver seu vô e vó olhando vitoriosos para o garoto.

— Vamos começar Heal? Ou você vai continuar encarando seus amigos? – perguntou Ayano.

— Primeiramente, tenho orgulho de ter eles como amigos. Segundo quando você quiser eu estou pronto. – respondeu o Elementalista prontemente.

Um trovão rompeu as nuvens do céu e caio entre os dois, uma forma começou aparecer entre os dois, onde o trovão tinha se instalado. O Espírito era um homem com barba branca, trazia um cajado na sua mão esquerda. Sua túnica era branca como a Lua.

— Estou aparecendo diante de vocês jovens, pois vocês agora que sabem, que quem ganhar a luta tem a escolha. Se você sair vencedor Heal – voltou seus olhos para o Elementalista, que agora podia ver que pequenos trovões saiam de suas órbitas. – ou você Ayano – voltou seu rosto em direção da outra. – quem ganhar tem o destino do mundo nas mãos. Que a luta seja justa e que o destino da terra esteja com vocês jovens guerreiros. Eu declaro então o inicio da ultima luta. Dois Elementalistas dos Espíritos, manipuladores da Luz e da Escuridão. Essa luta está escrita nas estrelas para ser incrível, espero conversar com vocês em outra oportunidade jovens, mas voltando ao assunto. Preparados? – Os Elementalistas confirmaram com a cabeça. – Podem começar.

E no mesmo raio que ele desceu, ele subiu, deixando apenas uma leve fumaça pairando no lugar.

— Boa sorte Heal. – Falou Ayano.

— Boa sorte Ayano. – Devolveu o Elementalista.

A luta começou, quem sairia vencedor? Nenhum dos dois teria alguma idéia, a única certeza que tinham é que essa noite sangue iria ser derramado, muito sangue.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e desculpe-me pela demora pra postar. Mas está tudo corrido por aqui. Ainda mais que hoje de noite estou indo para um Congresso de Direito em Gramado - RS, aí arrumar mala, trabalhar, ir para faculdade. E coisas do gênero, acaba me cansando demaaaaaaaaais. E a facul ta muito puxada nos trabalhos. :T