A Verdadeira Face do Amor

14 Mentiras, Verdades... Planos a Parte


Notas iniciais
Demorei? Sim. Tenho certeza disso, mas peço desculpas, continue tendo problemas com a familia(Lê-se: minha avó é louca) e realmente não tinha cabeça pra escrever o cap, mas agora tá tudo ótimo e prometo me esforçar mais.

Passou-se uma semana desde que Ryou e Ichigo brigaram e a ruiva nem dava as caras no café, ninguém ao menos tinha noticias sobre ela. Foi por esse mesmo motivo que começaram a discutir:

-É culpa sua a gente não ver mais a Ichigo-nii-chan (NAT: é assim que escreve?) – Disse uma loirinha furiosa e que estava chorando.

-Culpa minha nada. Ela que não quis mais dar as caras no café, nenhum romance dura pra sempre e alguém tem que ir buscá-la. – Quando ele disse isso viu oito dedos indicadores realmente indicando ele, ou seja, ele iria buscar a ex-namorada. – Até você Keiichiro?

-Parecia legal você ir e se reconciliar com a Ichigo-san.

-Eu num vou me reconciliar com Ichigo-san nenhuma, tira o cavalo da chuva e só vou porque ainda sou o patrão daquela folgada. – Dizia um loiro revoltado por ter que sair na chuva.

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ALGUNS MINUTOS MAIS TARDE

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A campainha tocou, fazendo com que a atual dona de casa tivesse de levantar da cama.

-Ryou?!? O que você quer aqui?

-O que eu quero? Que você volte a trabalhar. Já ta na hora, e... por falar em hora, que horas você acha que são?

-Horas, o que acho sobre as horas? Acho que ta na hora de voltar pra cama que eu to com febre, que foi um dos motivos por eu não ter ido trabalhar.

-Peraí, um dos motivos? Qual foi o outro?

-Você disse uma semana atrás que não deveria ter me obrigado a aceitar o trabalho no restaurante e muito menos como Mew Mew. – Ichigo falou aquilo precisando de muito controle pra não gritar, as Mew Mew’s eram sua vida e ele havia dito para abandonar, e era o que ela faria.

-Então quando você volta? – O loiro temia a resposta a seguir.

-Eu não vou voltar. – Com essa resposta Ryou simplesmente virou, abaixou a cabeça e foi embora.

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NO CAFÉ

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-Como assim ela não volta?

-É isso mesmo que vocês ouviram. A funcionária Ichigo se demitiu do cargo. Mew Ichigo não existe mais. Assim como a Neko-Ichigo (NAT: Neko-Ichigo, pra quem não sabe, é quando a Ichigo vira uma gata.) também não existe mais.

-Você sabe qual é a gravidade disso, Ryou? – Dizia Zakuro com sua melodiosa voz – Ela é nossa líder, precisamos dela pra continuar, temos novos inimigos pra enfrentar. Você precisa convencer ela a voltar.

-Vocês precisam de uma líder? Ótimo, problema resolvido. Hum... – Dizia ele enquanto apontava o dedo indicando as meninas. – Mint, você é a nova líder.

-O que? Eu não quero ser líder, não quero tomar o lugar da Ichigo.

-Então decidam entre vocês quem é a nova líder. Vou pro meu quarto Keiichiro, e não quero que me incomodem. – No instante em que ele falou isso, todos sentiram falta da Ichigo, que, provavelmente, tiraria sarro, gritaria com ele, que simplesmente ignoraria ou diria algo sem educação, os dois subiriam correndo pro quarto e lá iria mais uma tarde de discussão entre eles. Mas não. Não seria mais assim, ela havia abandonado as Mew Mew’s e por vontade própria. Não havia o que fazer. Ou talvez...

-Tive uma idéia. – Gritou uma loirinha, agora um pouco mais feliz.

-Desista, Pudding, a Ichigo-san não vai voltar. – Falava uma Lettuce desanimada enquanto voltava a limpar as mesas, lembrando que geralmente quem fazia isso era a Ichigo.

Passou-se mais uma semana e era incrível como a atmosfera estava pesada, ia de clientes perguntando onde estava a outra funcionária, ou mesmo na hora da luta, agora era bem mais difícil vencer o inimigo. Sorte que os alien ajudavam elas, senão os minutos virariam horas. E Pudding nunca mais falou sobre sua idéia, a não ser para Taruto que já sabia de todo o plano e, sem escolha, aceitou ajudá-la já que os outros nem mesmo a ouviam.

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NO PLANO DA PUDDING E DO TARUTO

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Pudding e Taruto fingiram que era aniversário do alien, pois sabiam a data de aniversário dela, e todos começaram a arrumar tudo, concordaram que precisavam de uma festa pra animar as coisas, embora Ryou não tenha gostado muito das meninas saírem mais cedo só pra arrumarem uma festa pro pirralho.

-Sabem, eu e o Taru-Taru vamos precisar sair. – Avisou Pudding, que estava realizando os últimos preparativos do seu plano.

-Pra onde vocês vão? A festa já vai começar e o aniversariante não vai estar aqui? – Replicou um Ryou indignado por pararem os trabalhos mais cedo durante a semana, escolher a festa de aniversário numa sexta a noite e quando a comemoração começasse o único que deveria estar ali, não estaria. Pudding gelou. \"Não posso contar a verdade agora, já cheguei tão longe e se eu contar tudo vão me dar bronca e não vou conseguir terminar o plano.\", pensou a loirinha.

-Não se preocupem, voltaremos antes mesmo que pisquem os olhos. Só vamos comprar o presente dele. — E dizendo isso saiu correndo e puxando o amigo (NAT: amigo, sei...).

-Não estamos indo comprar presente nenhum, né? – Perguntou o menino. – Isso foi só uma desculpa pra ir buscar ela?

-Sim. – Respondeu a menina simplesmente.

-Só tem um problema no seu genioso plano.

-QUAL????

-Em primeiro lugar: não grita. Em segundo lugar: como você vai convencer ela a vir com a gente? – Nesse momento Pudding parou em frente uma casa, parou por dois motivos: 1º ela estava onde queria. 2º Taruto tinha razão, como iria convencer ela a ir com eles?

-Eu penso em alguma coisa na hora. ICHIGO!!!!!!!! – Gritou ela, fazendo com que Taruto tapasse as \"orelhinhas\".

A ruiva, sem saber o que estava acontecendo, desceu correndo as escadas, com medo de ter acontecido alguma coisa, o grito havia sido alto demais. Quando chegou a porta, sentiu um calafrio percorrer a espinha e ela sentiu um arrepio seguido de um choque no corpo.(NAT: tenho isso toda hora ~^.^~). Abriu a porta e quando viu quem era acabou relaxando o corpo.

-Hum... Er... Pudding-chan, o que... Hum... O que você faz aqui? – Gaguejou Ichigo, ela não sabia porque mas tinha a impressão de que os dois estavam aprontando algo.

-Bem, hoje é aniversário do Taru-Taru, eu disse a ele que poderia escolher o que quisesse que eu daria... – Começou a loirinha, mas foi interrompida.

-E eu escolhi que você iria pra minha festa de aniversário. – Terminou o alien.

-Você nunca escolheria isso, você nem gosta de mim!!! Sei muito bem que foi a Pudding quem te pediu e... Peraí – Os dois gelaram naquela hora, será que ela tinha percebido o truque deles? – Eu nem sabia que aliens faziam aniversário... – Terminou ela com a mão no queixo, isso fez com que os dois se acalmassem.

-Bem, nós fazemos... Então vai ter que ir na minha festa, me dar feliz aniversário e um presente. – Taruto viu que teria que ser o aniversariante, então resolveu aproveitar pra ganhar presentes.

-Mas eu não tenho nenhum presente, e também não vou nessa festa porque sei que você nem gosta de mim.

-É claro que gosto. Você foi uma das únicas pessoas que se preocupou comigo. Lembra quando o Pai me jogou numa arvore, e só você foi ver se eu tava bem? Eu não te amo, mas gosto de você. Então você vai a festa? – O que ele disse não era mentira, realmente gostava dela e queria realizar os caprichos da amada, além disso, viu que as coisas sem a Ichigo estavam difíceis.

Ichigo ficou emocionada com as palavras do mais novo.

-Bem, acho que meus pais não vão se importar se eu sair um pouquinho, mas eu só vou poder te dar um presente outro dia, fui pega de surpresa e se importam se eu me trocar antes de irmos?

-Tudo bem. –responderam os namorados em uníssono.

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AINDA NO PLANO DA PUDDING

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Os convidados do aniversário viram as grandes portas se abrindo, revelando duas crianças e...

-ICHIGO?!?!? O que você ta fazendo aqui? – Ryou não conseguia controlar a voz, havia gostado de vê-la, mas isso não ajudaria em nada.

-Amm... Oi gente, tudo... Bem? Que bom ver vocês de novo. – Enquanto Ichigo falava todos a olhavam com uma cara realmente assustada, com exceção dos aliens, que haviam percebido todo o plano e resolveram cutucar.

-Então Taruto, cadê o seu presente? – Taruto e Pudding engasgaram.

-Meu presente? É, bem... Nós não encontramos nada que me agradasse.

-Mentira!!!! – Gritou Kishu. – Esses idiotas podem ter caído na mentira de vocês, mas nós dois não. Sabemos a sua data de aniversário, idiota!!! Logo percebemos que esse era um plano pra trazer a gatinha aqui.

-Isso não é verdade. É meu aniversário!!!

-Larga de ser mentiroso, moleque!!! – Pai já havia se stressado e ia dar um soco nele quando, por incrível que pareça, Ichigo protegeu o menor com instinto materno. Não, não era instinto animal, era instinto materno. Todos olharam pra amiga, espantados, com exceção, novamente, dos aliens mais velhos, já que o mais novo não havia entendido nada.

-Não ouse tocar nele. – Ordenou uma Ichigo de cabeça baixa e com voz furiosa. Keiichiro e Ryou logo entenderam também o porque daquilo estar acontecendo e isso fez com que Ryou começasse a imaginar como seria Ichigo casada cuidando de um filho.

-Por que ta protegendo ele? – Kishu precisava cutucar. E isso fez com que Ichigo levantasse a cabeça com uma expressão surpresa e o abaixasse novamente, olhando para o lado.

-Não importa o porque, só não machuca ele. – Essas palavras fizeram com que Taruto entendesse e todos no local também. – Agora... Eles dois me chamaram pra uma festa e sendo ou não aniversário de alguém, vamos comemorar. – Isso fez com que o alto-astral de todo mundo melhorasse, afinal de contas, as coisas estavam ou não melhorando? – Quando a vocês dois – Disse apontando pros mais novos no local. – Conversaremos depois.

Todos se divertiram e deram risadas como nunca, com exceção(NAT: parece que a palavra \"exceção\" está em primeira no meu vocabulário.) de Ryou, que passou o tempo todo no quarto. Quando cortaram o bolo todos pegaram seus pedaços e Ichigo não achou justo que Ryou não comesse, olhou pra escada com medo e tristeza do que viria a seguir, mesmo assim pegou outro pedaço de bolo e foi em direção a escada, e todos passaram a olhá-la. Ela subiu as escadas devagar, como se tivesse medo de que um passo um pouco mais rápido pudesse acabar com tudo. Andou até a porta do quarto e bateu de leve. Nada. Bateu de novo. Nada de novo. Abriu um pouco a porta e viu que estava tudo escuro, a não ser pela luz fraca da lua que batia no quarto. Entrou e viu que ele estava deitado na cama, não se mexia, parecia estar dormindo, viu que ele tinha algumas coisas espalhadas pela cama. Sabia que não deveria, mas não agüentaria a curiosidade de não ver o que eram as coisas. Pegou todas e levou até a janela, onde daria pra enxergar melhor, quando viu o que era ficou impressionada: Nas folhas douradas estavam escritos poemas com a letra do Ryou. \"Será que ele escreve poesias ou simplesmente copia elas? E desde quando Shirogane Ryou gosta de poesias?\", foi tudo que ela pode pensar, já que no instante seguinte eleja estava atrás dela com as mãos em seus ombros.

-O que pensa que está fazendo?

-Eu... é... só estou... hum.. eu trouxe um pedaço... de bolo pra você e vi isto na sua cama. – Tentou se explicar, e de nada adiantou.

-E quem te deu permissão para me mexer nas minhas coisas? Você não leu nada que estava escrito ai, não é? – Ela nada respondeu, só abaixou a cabeça e, com esse gesto, o mais velho entendeu tudo: ela havia lido e isso era terrível.

-Desde quando você gosta desse tipo de coisa?

-Desde quando você perdeu a educação e sai mexendo nas coisas dos outros?

-Por que você não ficou lá embaixo com a gente?

-Por que você se importa?

-Bom, nós nos divertimos muito e todos sentiram falta de você e...

-Eu perguntei por que você se importa e não os outros.

-Ryou, aquela briga lá em casa, eu sinto muito pelo que eu disse, mas você me sufoca com sua preocupação e eu estava perfeitamente bem.

-Bem? Me desculpe, mas você não estava nem um pouco bem, você estava com febre, havia caído de moto e se machucado toda, estava sangrando muito, nós estávamos namorando e eu não tenho o direito de me preocupar?

-Não disse que você não podia se preocupar, só disse que naquela situação eu estava bem e não havia motivo pra preocupações.

-Como quiser Momomyia.

-Do que me chamou?

-Te chamei pelo seu sobrenome, me recuso a ter intimidade com você novamente.

-Ryou, que é isso? Poxa, eu esperava mais de você, não esperava que fosse me tratar tão mal assim. Com o Masaya-kun, eu fui traída e isso doeu muito, mas com você eu terminei e o modo como me trata é pior do que a traição.

-Por que você se sente pior com o modo com eu te trato do que com a traição daquele dobe?

-Eu não sei, só sei que dói muito e eu detesto isso. Quando você disse que eu deveria abandonar as meninas e o Café, pensei que não me quisesse mais por perto e isso doeu tanto. Esse lugar, as meninas são a minha vida.

-Só isso? Só as meninas e esse lugar é que importam pra você?

-Não, Keiichiro e você também são importantes, assim como os cinyclons.

-Qual a minha importância nisso?

-Você sabe.

-Quero ouvir da sua boca, com a sua voz, quero ouvir de você a verdade.

Ichigo, que ainda estava de costas, virou-se para o mais velho e com lágrimas nos olhos e o abraçou. Uma reação que deixou o loiro sem saber o que fazer.

-Ryou.

-O que é?

-Meus pais morrerão. – Aquela frase foi um choque pra ele. Agora é que não saberia o que fazer ou falar, e quanto as meninas e os aliens que estavam do outro lado da porta ouvindo tudo levaram um susto com a noticia. – Foi por isso que nem dei noticias, não tinha a mínima vontade de sair da cama, sinto muito. Agora realmente não posso mais ficar na equipe porque como não tinha outros parentes além dos meus pais não tenho quem cuide de mim e vou pra adoção.

Agora sim Ryou e o pessoal tomou um verdadeiro raio na alma, tanto que as meninas entraram caindo uma por cima da outra com a surpresa.

-VOCÊ VAI PRA O QUE?

-Não grita, Mint.

-Como assim não grita? Essa é uma situação importante. Você vai embora e perdeu os seus pais. – Zakuro parecia calma, embora estivesse triste e preocupada pela amiga.

-Eu sei, mas se ficar pensando nisso, vai ser pior.

-Desculpe, mas como isso aconteceu? – Perguntou Lettuce.

-Eles ficaram passeando pelo hotel onde estavam hospedados e ai veio um cara roubar e matou eles.

-E como tiveram certeza de que eram seus pais?

-Me mandaram fotos, vídeos e pertences deles, e eu identifiquei. Ainda não fui levada ainda porque estão procurando um orfanato pra mim. Talvez eu nem continue em Tókio.

-COMO????? – Todos gritaram.

-Acalmem-se, quando eu tiver 18 anos, volto pra cá, e se ainda existirem inimigos eu ajudo vocês. Sinto muito por não poder estar aqui com vocês agora. – Só bastou isso pra Ichigo voltar a chorar.

-Calma, eu vou dar um jeito nisso. – Foi a vez de Ryou pronunciar-se. – Não posso trazer seus pais de volta, mas posso evitar que você vá para um orfanato.

-Como?

-Quando meus pais morrerão, Keiichiro ficou cuidando de mim.

-E como ainda sou responsável por ele, posso ser responsável por você também. Se quiser posso adotá-la, e você viverá onde achar melhor: na sua casa, se ainda permitirem, no meu apartamento ou aqui no café junto com o Ryou. – Na hora que Keiichiro pronunciou a última parte de onde ela poderia ficar, sentiu seu rosto vermelho. Ela sob o mesmo teto que Shirogane Ryou? Seu ex-namorado, ex-patrão e, provavelmente, ex-amigo. – Então, o que acha Ichigo-san?

-Não quero incomodar, não se preocupem, vou ficar bem.

-De maneira alguma, você não irá para um orfanato. Não enquanto um Shirogane ainda estiver vivo.

Keiichiro deu seu sorriso mais acolhedor e carinhoso.

-Não se preocupe, não me incomodaria nem se tentasse.

-Obrigada, não sabe o quanto está me ajudando. – E dizendo isso voltou a chorar, Ryou vendo como ela parecia frágil, delicada e pequena perto dele só pode abraçá-la, assim ela chorou no peito dele. Todos os outros desceram, se arrumaram e foram embora e Ichigo chorou tanto que acabou adormecendo nos braços de Ryou, o que fazia com que ele sentisse mais necessidade de estar perto dela.

Notas finais
Genteeeeeee, feliz ano novo, pra todos que lêm ou ñ a minha fic. Espero que este ano seja ainda melhor do que o ano passado pra todos nós. Espero ter vocês ao meu lado este ano, que continuem lendo a fic e que eu agrade a todos. Beijos e Felicidades da Bloom Eraklyon ou Jessy, como preferirem.