Elo entre a coragem e a sabedoria

Não basta apenas viver

Fazer perguntas a si mesmo

Pensar demais e não agir


Mas também aprender a sobreviver

Estar apto quando tiver que mudar

Perante as colinas, nunca desistir

Equilibrar o comum e o opcional

Estudar para ensinar; mestre


Líder pelo destino, não por escolha

Um ser de pureza em atos

Inigualável em bondade e compaixão ao próximo

Zangado quando regras são descumpridas


Intimidador ser agressividade alguma

Fez me refletir sobre meus comportamentos

Aquele cujo até os docentes temem

Hoje, vejo quanto progredi e agradeço pela ajuda


Ao abrir de tua boca, vidas são mudadas

Com paciência, demonstra teu ponto

Preso em um frágil corpo, está sujeito à nossa dor também

Mas nunca me abandonou quando precisei


O céu clareia quando recolhes o ar

Vento ambiente fica mais sutil

Pessoas percebem uma positividade diferente

Mas não conseguem dizer que és tu


Enquanto medalhistas recebem aplausos

Tu só te preocupas em ser prestativo

Sem querer se sobressair aos demais

Apenas estar presente

E eu só queria ser "invisível"


Ao tirar teu óculos, petrifica-nos

Um dos verdes mais belos em íris

Lindo como um anjo da guarda

Apesar de só ter me protegido desde que cheguei


Majestoso sem nem mesmo ser da realeza

Íntegro para compreender

Guardião da amizade verdadeira

Único em sabedoria

Exemplar nos estudos e ciências éticas

Leal; meu melhor amigo


Símbolo de força e generosidade

Ferido por seu próprio ego usurpador

Reflexo da autoridade responsável

Último diálogo: 4 horas


Peculiaridade do questionamento é o diferencial

Pergunta retóricas que me lembro até hoje

Abstração do comum para atingir os mistérios da criatividade

Divino ser, infelizmente letal


O artífice da memória faz-me ignorar

A inveja lentamente corrói

Sei que devo criar as próprias asas para voar

Mas a futilidade da preguiça me destrói


E apesar de tudo, houve traição

A humildade aumentou no índice, assumida

Com a espada, feriu minha perna esquerda

Dignidade de ambos, repartida


Agora, não mais solidão

Mesmo não escolhendo, decidiu guiar

Um tão pobre andarilho de francas mãos

As quais, com suas ervas resolveu curar


Guardarei lembranças de contar aos netos

"O Bom Luiz", intitulei no testamento

Assinei seu último cheque com um sorriso

Sem ganância, só gratidão pela experiência


Agarrou todo o bagageiro

Conferiu as horas em seu montblanc 1858

Botou o pé no deck e foi elevado aos céus

Por anos usando as mesmas asas, repousou

Assim sendo levado em outros braços à terra distante.