Notas iniciais
Pessoal, agora estou livre de provas e posso voltar a postar aq com mais frequencia, mas pra isso preciso de um pouquinho de incentivo... Pfv, comentem se estão gostando e se querem q eu continue, n precisa ser nada elaborado, só vamos interagir, ok? Espero q gostem!

Assim que entramos nos túneis percebi que a situação estava pior do que eu pensava. Às vezes podíamos ouvir gritos à distância e barulho de bicho que não conseguíamos ver. Foram um dos piores momentos da minha vida.

Thomas continuou conversando com Brenda fazendo perguntas como sempre. Comecei a pensar se essa não era uma forma dele colocar o nervosismo dele em controle. Talvez falando o fizesse se sentir mais calmo e conseguisse agir melhor na hora h, mas eu era do tipo que gostava de ficar quieta no meu canto e observar tudo e todos e quando eu precisasse agir seria no momento certo.

Pela conversa dela e do Thomas deduzi que Jorge não teve tempo de contar sobre nossa conversa e que o Braço Direito era realmente real, mas acabei me perguntando, será que depois de todo esse tempo eles ainda estavam na ativa? Será que o C.R.U.E.L. conseguiu destruí-los?

Eu até teria contado para ela sobre a minha versão da história, mas chegamos em um ponto dos túneis em que havia uma bifurcação e aí foi que tudo começou a desandar.

Acabou que em uma das passagens havia algo muito estranho grudado nas paredes e curiosos como somos, fomos investigar. Acabou que depois de termos ficado aliviados quando vimos o ratinho saindo de um túnel ficamos apavorados ao vermos aqueles cranks comendo o rato e brigarem por ele. E como eles não são bobos nem nada, vieram atrás de nós.

Começamos a correr para onde quer que fosse só para ficarmos longe daquelas coisas. Quatro deles vieram atrás de nós. Corremos por um longo corredor, mas tivemos que parar de repente quando o chão acabou e quase caímos barranco abaixo. No entanto, aquelas coisas ainda estavam atrás de nós e tivemos que escalar um edifício que estava caído e destruído a nossa direita.

Naquele momento tínhamos que tomar cuidado onde pisávamos, se algo iria cair na nossa cabeça e com os monstros atrás de nós. Quanto mais subíamos mais eu ficava receosa, afinal, nunca gostei muito de lugares altos e agora gostava ainda menos sendo perseguida.

Durante nossa escapada, apenas uma daquelas coisas estava nos seguindo, os outros já tinham caído daquela altura e acho que nem eles podiam sobreviver uma queda daquelas.

Infelizmente, só pra ajudar nossa situação, Brenda pegou um cano, mas ele não estava preso em nada e acabou caindo e ficando estatelada em uma vidraça. Eu não entendia muito de vidros, mas pela cara que ela fez quando voltou a consciência aquilo não aguentaria muito tempo.

— Brenda! – gritou Thomas – Tá tudo bem?

— Óbvio que não Thomas! – eu disse desesperada – Vamos, temos que tirar ela dali antes que o vidro quebre!

Thomas e eu juntamos uma das mãos e fomos descendo de pouco em pouco com muito cuidado e segurando em qualquer coisa sólida que encontrávamos. Tínhamos que ser rápidos, o crank ainda estava atrás de nós e se aproximava cada vez mais.

Quando Thomas segurou firme em um destroço e com a outra me segurava, eu estiquei a mão para que Brenda pudesse vir até nós, mas antes que ela conseguisse pegar minha mão, o crank veio correndo e se jogou até ela.

Os dois bateram com tudo no vidro e pude ouvir mais rachaduras serem criadas. Ainda segurando no Thomas, me balancei um pouco para que eu pudesse aterrissar em um dos vidros ao lado de Brenda que ainda estavam em boas condições.

Assim que o fiz, dei chutes no crank fazendo-o ficar um pouco atordoado e puxei Brenda até mais perto de mim, mas o bicho era insistente e voltou a nos atacar. Agora éramos duas tentando chutá-lo.

Até que Thomas conseguiu arrancar um ferro dos destroços, se jogou para onde estávamos e bateu com ele com tudo no vidro fazendo-o quebrar e o crank despencar gritando.

Brenda estava com metade do corpo balançando no ar e metade agarrada à minha cintura, por pouco não caímos as duas.

Assim que estávamos sãos e salvos no chão pude respirar normalmente. Antes que pudéssemos seguir viagem, Brenda sentou-se ao chão.

— O que houve? – perguntei já receosa

Brenda estava com um pedaço de pano na mão e levantou a calça na perna esquerda. O pior tinha acontecido, ela foi mordida.

— Brenda...

Até Thomas estava sem palavras.

— Vamos procurar o Marcus. – disse ela se levantando

Não tinha o que falarmos pra ela. Eu torcia para que ela fosse imune ou que ao menos pudéssemos encontrar o Braço Direito e eles tivessem uma solução para ela.

Continuamos andando e não demorou muito para que encontrássemos mais pessoas. Tudo era muito diferente do que conhecíamos do labirinto e apesar de eu ter tentado, não me vinham lembranças de nada antes dessa época, então, tudo ali era novo pra mim e não parecia nada bom... as pessoas estavam sofrendo e eu temia pelo nosso futuro...

Chegamos a um local com mais pessoas esquisitas. Na entrada havia uma grande faixa vermelha com letras brancas que diziam ZONA A, mas eu não tinha nem uma pista do que significava, a única coisa que podíamos fazer era seguir a Brenda.

— Tem certeza que estamos no lugar certo Brenda? – perguntei

A todo o momento eu segui com a mão entrelaçada na de Thomas, eu tinha medo de que algo acontecesse com ele e comigo, e assim, eu me sentia mais no controle da situação.

Brenda não conseguiu me responder porque uma mulher esquisita veio logo falando.

— Vieram para a festa?

— Hã, não. – disse Brenda – A gente veio ver o Marcus é aqui que ele mora, não é?

Dessa vez uma voz masculina nos interrompeu.

— É aqui que EU moro. – disse um homem com um casacão vinho. Nos aproximamos dele, mesmo relutantes.

— Você é o Marcus? – perguntou Thomas, fiquei feliz que ele fizesse as perguntas, eu não estava segura em falar

— Marcus não mora mais aqui. – disse o homem

— Sabe onde a gente encontra ele?

— Claro, claro... ele tá na ZONA B.

— O que é ZONA B?

— É onde queimam os corpos. – disse a moça sedutoramente no ouvido do Thomas

— Ah entendi... – disse ignorando ela – Passou mais alguém aqui procurando por eles? Um grupo da nossa idade, tinha uma garota entre eles, cabelo preto...

Só tinha a Teresa no grupo Thomas?!

— Quer saber? Eu acho que eles tão lá dentro.

Eu não confiei muito no que o homem esquisito dizia, mas ainda assim, precisávamos verificar todas as possibilidades.

— Toma. – ele tirou um fraco do bolso interno do casacão – Bebe aí.

— Que isso?

— É o preço da entrada.

Como demorou muito para o Thomas responder ele ficou nervoso e gritou para que bebesse o negócio suspeito. Brenda foi a primeira, seguido de Thomas e eu.

Aquilo tinha um gosto muito ruim e eu acho que em poucos segundos eu estaria passando mal por causa daquela porcaria, mas pelo menos conseguimos entrar.

Lá dentro era muito mais estranho que lá fora. Havia várias pessoas, todas vestidas de modo esquisito e nenhum estava bem da cabeça. Estavam dançando e se divertindo com cranks. Brenda disse que era melhor nos separarmos para tentarmos acha-los mais rápido.

O que quer que tenha sido que tomamos, estava fazendo o efeito agora e eu não estava gostando nem um pouco. Alguns pontos da minha visão estavam embaçados e eu sentia não só minha cabeça como meu corpo também leves demais para estarem normais, a cada 5 minutos alguém esbarra em mim ou eu em alguém e quase caia.

Procurei o quanto pude, mas sempre minha atenção era roubada por algo muito esquisito acontecendo. Em algum momento achei que tinha ouvido a voz do Caçarola, mas ao me virar não o vi. Continuei andando e tentei focar na minha tarefa, até que vi um rosto conhecido, mas impossível de estar ali.

— Gally? – sussurrei

Ele se virou pra mim e franziu as sobrancelhas. Se aproximou de mim cambaleante.

— Kathy...

Sua voz estava estranha, como se fizesse eco, acho que era efeito da bebida, mas o importante é que ele estava ali.

— Não estão aqui... – disse ele vagarosamente

— É... também notei... mas pelo menos eu encontrei você...

— O que? Não... olha... temos que procurar mais...

— Acho que ainda temos tempo... – o segurei pelos ombros antes que se afastasse de mim – Talvez eles ainda não tenham chegado...só... vamos relaxar e aproveitar por alguns minutos...

— Mas, como...

— Assim...

Sem deixar que ele nos fizesse perder mais tempo, entrelacei meus braços em seu pescoço e juntei nossos lábios. Começamos a aprofundar o beijo como nossas línguas se entrelaçando, minhas mãos em seus cabelos e as suas me segurando junto ao seu corpo como se eu pudesse evaporar a qualquer momento, seus lábios estavam um pouco secos mas nada que me fizesse reclamar, e apesar de eu poder sentir o gosto daquela bebida estranha na sua boca, ainda não queria larga-lo, não queria ter que abrir os olhos e correr o risco de ser tudo alucinação minha.

Porém, uma hora nós tínhamos que respirar e quando nos separamos devagar foi pior do que só ser um sonho, foi real, mas não com a pessoa que pensei que era...

— Thomas... – disse confusa

— Você não é ela... – disse ele também confuso

Minha respiração ficou mais acelerada do que já estava, me senti culpada e feita de idiota... não podia confiar nem em meus sentidos...

Me afastei dele e comecei a andar sem rumo pela multidão, minha cabeça estava confusa...

Vi mais alucinações, Newt, Caçarola, Minho e até Winston, todos transformados em cranks...

Minha cabeça começou a girar mais ainda e não consegui me sustentar de pé, cai no meio de pessoas loucas dançando e minha visão ficou preta.

Notas finais
Pessoal, agora estou livre de provas e posso voltar a postar aq com mais frequencia, mas pra isso preciso de um pouquinho de incentivo... Pfv, comentem se estão gostando e se querem q eu continue, n precisa ser nada elaborado, só vamos interagir, ok?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.