A Varinha de Sabugueiro

5 05 - O Mestre das Artes Mágicas


— Trato é trato. – começou ele – Meu nome é Oliver Black, último campeão do Torneio Tribruxo pela Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, representando a casa Sonserina, novo professor de vocês, primeiro de Feitiços e Artes Mágicas, que entrará no horário de vocês substituindo as aulas de Feitiços com o Prof. Flitwick e as também as aulas de Transfiguração com a Profª. McGonnagal a partir do quinto ano. – e com um movimento displicente da varainha que já havia reempunhado, os horários dos alunos surgiram nas mãos de cada e começaram a sofrer pequenas alterações. – Como fui instruído a informar, os duelos, somente hoje, estarão liberados até o almoço, e vocês, que foram desarmados por mim, bem, vocês podem duelar hoje ainda, e depois apenas no final de semana. Bons duelos para vocês, e os horário estão corretos, as aulas de Feitiços e Artes Mágicas serão em conjunto, quinto, sexto e sétimo anos juntos. – concluiu o novo professor, indo em direção à escada lateral para descer da bancada quando a voz de Líllian foi ouvida por todos os presentes no local. – Pode esperar, como assim, você vai substituir dois professores, aliás, porque você está substituindo dois professores, e mais uma coisa, o que são “Artes Mágicas” exatamente? – perguntou Líllian, indignada com as novas informações. – A sua curiosidade me anima Srta. Potter, porém, eu consegui perceber que você possui um leve déficit de atenção não é? – ao escutar esta parte, Alvo não aguentou, teve de cair na risada. – Eu disse que mais explicações serão dadas na primeira aula, guarde suas perguntas para ela que eu terei o maior prazer em respondê-las para você, Srta Potter, isto vale para todos vocês, que comecem os duelos! – concluiu o professor Black, finalmente saindo da bancada e dando espaço aos alunos. – Ele pode tratar um aluno assim? – perguntou Líllian, indignada com seu “déficit de atenção”. – Líllian, minha querida, na verdade, ele não lhe desrespeitou, foi até bem educado, e você realmente tem um déficit de atenção. – respondeu Rosa, compreensiva à pergunta da prima mais nova.

— Scorpio, desde quando você duela tão bem? – perguntou Alvo, enquanto eles iam para o Salão Principal almoçar. – Você derrotou todo mundo que te desafiou sem o menor esforço, você não era tão bom assim ano passado. – Bom Alvo, depois que eu completei os meus 17 anos, digamos que eu comecei a treinar um pouco mais de feitiços com o meu pai, afinal, ele é professor. – respondeu Scorpio, calmamente. – E desde quando você sabe aparatar? – tornou a perguntar Alvo. – Desde que completei 17 anos, tenho treinado com o papai. – tornou a responder Scorpio, mais calmo ainda. – Para Alvo, você só tá com inveja por que foi o Scorpio que desarmou o Prof. Black e não você! – afirmou Líllian, se metendo na conversa. – Desde quando você chama ele de professor? – perguntou Alvo, intrigado. – Desde que ele se apresentou como um. Que pergunta mais idiota Alvo, mas vindo de você, o que mais eu poderia esperar. – respondeu Líllian, fazendo seu passatempo favorito, irritar Alvo. – Chega! – escutaram Allice esbravejar ao se aproximar do grupo. – Vocês não são crianças! – concluiu a garota, com um certo tom de dúvida na voz. – Não precisava da ironia Allice! – exclamou Líllian, irritada de certa forma. – Bom, esqueçam essas briguinhas bobas, vamos almoçar que a primeira aula da tarde é de Feitiços e Artes Mágicas, você terá uma aula inteira para questionar o Prof. Black. – falou Rosa, finalmente se intrometendo na discussão. – E nós teremos aula com vocês e com o sexto ano! – exclamou Allice animada. – Eu também não entendi essa parte de ter aulas em conjunto. – Líllian voltara a questionar os métodos do novo professor quando finalmente se sentaram à mesa para comer, o que fez com o assunto parasse por ali e iniciassem-se outros.

Após o almoço, os alunos dirigiram-se às suas respectivas casas para prepararem os materiais para a primeira aula da tarde. Alvo foi para a sala comunal da Grifinória na companhia de Hugo e Lawliet, já que teriam aula de Feitiços e Artes Mágicas juntos, iriam juntos para a sala que pertencera a Profª. McGonnagal, que agora pertencia a Oliver Black.

— Boa tarde, como estão? – perguntou o professor Black assim que todos os alunos se sentaram em suas carteiras. A sala que antes pertencera a Profª. McGonnagal nunca pareceu tão espaçosa antes, talvez fosse pelo fato de nunca ter tido o espaço físico tão aproveitado. – Desculpem, mas eu ainda não recebi o meu horário, quais anos eu tenho aqui na sala comigo? – perguntou o professor, levantando-se de sua cadeira e puxando a varinha das vestes e colocando-a acima da mesa. – Eu sou do quinto ano! – respondeu Líllian, se levantando, e de certa forma, desafiando o novo professor. – Então significa que temos aqui o quinto, sexto e sétimo ano, acho que pelo menos a maioria de vocês já deve ter me conhecido no clube de duelos, mas para quem ainda não sabe, prazer, meu nome é Oliver Black, professor de Feitiços e Artes Mágicas, a aula de hoje, a princípio vai ser apenas para esclarecer as dúvidas de vocês sobre a nova matéria e o porquê de tudo isso. Estou ouvindo, levantem a mão e perguntem o que quiserem, o que estiver ao meu alcance, será respondido. – concluiu o Prof. Black, mantendo-se em pé, porém, com a varinha empunhada ao invés de deixada acima da mesa, e talvez, sem ser surpresa para ninguém, a mão de Líllian já cortara o ar, estendida, sedenta de perguntas. – O que são Artes Mágicas? – perguntou a garota, atraindo toda a atenção da sala para ela e o professor. – Srta. Potter, imaginei que você fosse perguntar isso, bom, Artes Mágicas são todas aquelas formas de magia nas quais se é possível realizar sem objetos mágicos, ou seja, resumem-se em transfiguração e aparatação. – respondeu o Prof. Black, calmamente. – Mas transfiguração usa varinha, que é um objeto mágico. – Scorpio entrara na conversa. – Porém, pode ser realizada sem a varinha, um exemplo disso é a animagia, que não é um tipo de transfiguração. — reforçou o Prof. Black. – Espera aê, eu entendi direito? Nós vamos aprender a aparatar? – perguntou Alvo, se levantando da cadeira e parecendo muito animado. – A partir do ano que vem, o quinto ano verá a teoria da aparatação, o sexto terá o treino de aparatação no currículo escolar e o sétimo ano sairá de Hogwarts com permissão para aparatar, desde que aprove nas avaliações, mas como este ano pegou todos de surpresa, os três anos verão teoria e prática, no final do ano acontecerão às avaliações do sétimo ano, e os alunos do quinto deste ano, verão a matéria já atualizada de sexto ano no ano que vem e assim também será com o sexto ano atual. – respondeu o professor, fazendo Alvo ficar realmente muito animado. — Animagia? Se eu entendi certo o conceito, vai ser que nem aparatação correto? O Ministério liberou o ensino de animagia em escola? – perguntou Rosa, finalmente começando a falar. – Não só liberou o ensino da animagia como a liberação para licença de animago. – respondeu o professor, fazendo com que exatamente todos da sala começassem a se interessar, uns pela aparatação e outro pela animagia. – Mas, como hoje a nossa aula é curta, e vejo que já se passou metade do tempo, eu tenho uma pergunta, vocês preferem ficar com este tempo de aula livre aqui dentro ou preferem alguma instrução ao assunto? – perguntou o Prof. Black – Eu tenho mais uma pergunta – Líllian havia levantado a mão novamente. – Porque uma substituição de matéria e professores durante o ano letivo e não no início do mesmo? – perguntou Líllian, intrigada, ao professor novo. – Bom Srta. Potter, que bom que você perguntou por isso, na verdade, Hogwarts já enviou essa proposta de troca destas duas matérias pela nova já fazem cinco anos, justamente no ano de aposentadoria da Profª. McGonnagal e do Prof. Flitwick, porém, não é assim, da noite para o dia que se encontra um professor para uma matéria recém-criada e que chegue ao nível de dois professores renomados, então o Ministério respondeu a Hogwarts que mantivessem o quadro de matérias normal por pelo menos mais dois anos, que seriam o tempo mínimo para acharem alguém com as qualificações para o cargo, passaram-se os dois anos, então foi aberta uma vaga no corpo docente de Hogwarts, e como eu falei a pouco tempo, demorou para aparecer alguém que passasse nos testes, pois seria preciso alguém que pudesse supervisionar a criação de novos animagos e também para passar testes de aparatação, então, eu me inscrevi para a vaga e passei, mas como o ano letivo recém começou, o corpo de professores de Hogwarts e o Ministério, acharam melhor implantar a mudança agora do apenas no ano que vem, pois assim os alunos do sétimo ano já teriam a chance de fazer o teste de aparatação. Mais alguma dúvida Srta. Potter? – concluiu o professsor. – Pois é, agora eu acho que já acabou. – respondeu Líllian, que voltara a se sentar.

— Agora, quem quiser uma prévia do conteúdo, lancem fagulhas verdes das varinhas, quem quiser tempo livre, fagulhas vermelhas, ei, esperem um pouco, porque que as varinhas não estão em cima da mesa? – falou o professor, finalmente obtendo algum resultado, um resultado bem verde até – Ok, como vocês mesmos acabaram de me mostrar, vocês querem é conteúdo, vou dar uma amostr, sobre tudo aquilo que eu posso ensinar a vocês, desde que vocês queiram aprender, é claro, não posso obrigar nenhum de vocês a nada. – e após falar isso, o professor Black colocou o varinha em cima da mesa de professor e transformou-se, em uma coruja, que em seguida desaparatou para o fundo da sala, momento no qual já havia retomado a forma humana. — Gostaram? – perguntou o professor, mas Allice havia levantado a mão – Diga Srta... – começou o professor – Klerin, mas, não se pode aparatar e desaparatar em Hogwarts. – disse Allice, intrigada com a situação – Como a matéria engloba aparatação, o diretor Slughorn me deu permissão para desfazer o encanto permanentemente na minha sala, desde que seja dela para ela mesma, ou seja, de fora da escola não se é possível entrar, e de dentro não se é possível sair, apenas da minha sala para a minha sala, e quando for necessário eu também tenho carta branca para liberar qualquer cômodo do castelo, desde que eu recoloque o encanto depois de usar o espaço. – respondeu o professor, sanando completamente as dúvidas de Allice. – Bom, como eu acabei de explicar, a aparatação é liberada dentro desta sala, então vou falar um pouco sobre animagia. – Ao terminar a frase, o mesmo transformou-se em um cachorro muito semelhante a um labrador negro e caminhou até o meio da sala, momento no qual reassumiu a forma humana.

— Passou-se o tempo em que um animago pode transformar-se apenas em um animal, já foram descobertos métodos para um animago poder assumir a forma de mais de um animal... – e ao falar isso, transformou-se em um papagaio, voou até o fundo da sala, retomou a forma humana e continuou a falar – Porém, o processo de treinamento é muito cansativo para o bruxo, mas com mais ou menos dois ou três anos de prática em animagia já é possível realizar esse tipo de atividade sem o menor desgaste extra inicial, tendo uma base na animagia e como se libera esse tipo, a única a se fazer depois de se transformar no animal principal, cuja a forma é sempre a mesma do patrono, então, espero que fique entendido que a primeira forma de animagia não se escolhe, porém, quando se domina totalmente a animagia comum, basta apenas mentalizar o animal desejado, e liberar a magia certa. – e terminado de falar, o professor tornou a se transformar, desta vez em um coelho, e aparatou para frente da sala. – Alguma dúvida? – perguntou o professor, pegando a varinha. – Qual é o seu animal principal, ou melhor, o mesmo da forma do seu patrono. – perguntou Scorpio, finalmente falando algo e fechando a boca, cuja estava aberta com o queixo caído desde a primeira transformação, então o professor apenas moveu a varinha displicentemente e uma coruja prateada saiu da ponta da varinha, voou por toda a sala e pousou na mesa de Scorpio, piou alto e se desfez. – Agora eu tenho uma pergunta, alguém aqui dentro sabe executar o feitiço do patrono? – apenas algumas mãos se levantaram, dentre as quais estavam a de Alvo e de Scorpio, os únicos do grande grupo de amigos que sabiam executar um patrono corpóreo. – Muito bem, a nossa primeira lição então, será a parte teórica do patrono, em seguida a prática, vamos desvendar os patronos de vocês para não existir nenhuma surpresa na animagia e também para podermos treinar no lugar certo, mas primeiramente, vocês sete, que sabem executar o patrono, é um patrono corpóreo ou apenas um fio prateado? – dos sete alunos, apenas quatro levantaram a mão, Alvo, Scorpio, Greg, um quintanista da Lufa-Lufa e Roy, um sextanista da Corvinal. – Ótimo, um membro de cada casa, por favor, posicionem-se à frente da sala. – disse o professor, arrastando a mesa para o canto com um movimento circular de varinha. – Todos ao mesmo tempo então.

— EXPECTO PATRONUM!— gritaram os quatro alunos, em uníssono. Da varinha de Roy irrompeu um grande leão com uma juba vistosa, da varinha de Greg, um cavalo com longas crinas, da varinha de Scorpio uma majestosa fênix com longas asas, da varinha de Alvo, irrompeu um enorme lobo. Os quatro animais desfilaram pela sala, e em seguida desapareceram. – Pois é, quando chegarmos à parte prática do patrono teremos que treinar pátio. – disse o professor, causando risadas dentro da sala. – Agora eu acho que vocês devem ir para a próxima aula de vocês, o nosso tempo por hoje acabou, até a próxima, e não se esqueçam, já venham com as varinhas na mão para não perdermos tempo.

— Eu pensei que o seu patrono seria um veado, como o do seu pai e o do seu avô. – disse Scorpio a Alvo, indo em direção à saída do corredor da sala do professor Black. – Pois não é, é um lobo, muito parecido com o cachorro que era o patrono do padrinho do pai, Sirius Black, bom, tchau, até depois. – disse Alvo, se dirigindo as estufas, para a aula de herbologia com o professor Longbottom. – Black. Sirius Black, Oliver Black, será que eles possuem algum grau de parentesco? – pensou Scorpio, indo em direção às masmorras para a aula de poções com a profº Slughorn.

— Black foi um ótimo aluno enquanto esteve em Hogwarts, em meu primeiro ano como professor de Defesa Contra as Artes das Trevas ele estava no sétimo ano, mas não possui nenhum grau de parentesco conosco. Os Black eram primos de sua avó, nós, os Malfoy não possuímos laços sanguíneos com eles, mas podemos nos considerar como uma espécie de primos bem distantes. – Draco respondeu ao questionamento de Scorpio. – Mas e com Sirius Black, qual o parentesco direto dele com Sirius? – continuou Scorpio. – Acredito que nenhum, já se passaram 27 anos da morte de Sirius, ele não teve filhos, Régulo também não deixou herdeiros, Black possui apenas 21. Deixe de investigar o passado do seu novo professor, se quiser saber algo, pergunte direto à ele – Draco encerrou o assunto. – Aliás, espero que esteja pronto para as aulas do Patrono. Darei elas em conjunto com Black. – acrescentou Draco. – Mas você não conjura o Patrono, conjura? – perguntou Scorpio, impressionado. — É verdade, não conjuro, mas esse feitiço faz parte da minha grade, Defesa Contra as Artes das Trevas. Eu entro com a teoria, Black com a prática, relaxe, faremos uma boa dupla. – concluiu Draco. – É verdade, não havia feito essa ligação, mas pai, como que você conseguiu me ensinar o Patrono se não consegue conjurar. – perguntou Scorpio, intrigado. – Nunca disse que não consigo, apenas que não conjuro. – Draco piscou e levantou da mesa ao ver Rosa chegando. – Olá Rosa, vou indo, aproveitem o resto de noite de vocês. – Draco se afastou da mesa e foi em direção ao diretor Slughorn. – Sobre o que estavam falando? – Rosa perguntou curiosa. – Nada demais. – Scorpio respondeu com um sorriso de leve, antes de beijar Rosa.

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