A Varinha de Sabugueiro

2 02 - Aula de Poções


Enquanto os alunos iam em direção às suas respectivas casas, Scorpio e Rosa se despediam, com frases irritantes, do tipo “Ah, como eu queria ser Grifinório nessas horas!” ou “Bem que eu podia ter ido parar na Sonserina, já que minha família não se importa com isso!”, até a hora em que os dois finalmente se beijaram e foram em direção à Malfoy e à McGonnagal, respectivamente. Hugo tinha enjôos só de ver essa cena praticamente todos os dias desde que entrara para Hogwarts, pois o casal estava junto desde o segundo ano em Hogwarts, quando se falaram diretamente pela primeira vez durante uma aula de poções do professor Slughorn, na qual se deveria produzir Veritaserum juntamente com um colega de outra casa, e na qual fora sorteado Scorpio Malfoy e Rosa Weasley, e desde então, eles estão juntos.

— Tente demorar menos da próxima vez, Scorpio. – disse Draco ao receber o filho na turma, que havia sido o último a chegar. – Ah, pai, você nunca ligou pra isso! – disse Scorpio num tom informal, esquecendo que neste momento ele estava com seu diretor da casa e professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, e não seu pai, que com tempo até gentil se tornara. – Seu pai não se importa, mas seu professor e diretor se importa com os atrasos. – disse Draco, repreendendo o filho.

— De novo, Rosa foi a última a chegar! – começou a zombar Hugo, com a chegada da irmã ao grupo Grifinório. – Hugo, deixa ela, o Scorpio já levou bronca suficiente pelos dois. – Alvo defendeu a prima contra os ataques impertinentes do primo mais novo. – Não se mete Alvo! – Hugo respondeu rispidamente ao primo mais velho. – Chega, parem de brigar, vocês não são mais crianças! – disse a professora McGonnagal, ao lado dos dois Grifinórios brigões.

Já tendo encaminhado todos os seus alunos ao salão principal, os diretores liberaram seus alunos e foram para seus lugares, na mesa do corpo docente da escola, e como não haviam mais as limitações de mesas pro casas, agora os alunos podiam sentar com quem quisessem, independente da casa do aluno ao lado, erma poucos que se misturavam às outras casas, mas mesmo assim existiam alunos “corajosos”, Scorpio, é óbvio que foi para o lado de Rosa, que fez questão de sentar bem longe de Hugo, mas perto de Alvo e Allice, que eram seus melhores amigos, Alvo, não se negou a ficar do lado da prima da qual gostava muito e do melhor amigo, que ironicamente fazia parte da casa rival, e nem se importou de ficar de Allice, pois quase nem tinha falado com ela no vagão do Expresso Hogwarts.

— Então Allice, como você acha que será a formatura este ano? – perguntou Alvo à Allice, tentando puxar um assunto e lançando um olhar para a irmã mais nova, para que desta vez ela não se intrometesse no assunto do irmão. – Ah, espero que seja legal, vou conseguir me formar com as pessoas que eu gosto, Rosa, Scorpio, você. – ao falar a última palavra, não teve com Alvo evitar corar ao escutar o comentário. – Bom, me sinto lisonjeado, e com a mesma sensação, você é uma amiga que gosto muito, e ainda vou me formar com a minha melhor amiga e o meu melhor amigo, e não terá nada que possa impedir, como foi o caso do meu pai, que além de ter sua formação interrompida, nem ao menos se prestou a voltar à Hogwarts para terminar os estudos. Ele é um preguiçoso cabeça-dura! – exclamou Alvo, causando risadas à Allice. – Mas mesmo que ele não tenha terminado os estudos, você não acha que já fez coisas demais pelo mundo mágico, como por exemplo, derrotar Voldemort. – Allice falou em tom de pergunta e afirmação ao mesmo tempo, citando o nome que já não é mais temido no mundo mágico. – Eu concordo, mas sem os amigos dele ele não teria conseguido nada, ele mesmo adora falar isso, por iss que eu valorizo muito minhas amizades. – respondeu Alvo à pergunta não-pergunta de Allice, fazendo com que o assunto acabasse ali.

Mais tarde, no dormitório masculino da torre da Grifinória, Hugo perguntou algo que fez Alvo corar muito mais do que quando estava com Allice:

— Por que você não fala pra ela que gosta dela de uma vez? – perguntou Hugo, intimando o primo a criar coragem e vergonha na cara para ir falar com Allice. – Não fale besteiras, eu não gosto dela! – exclamou Alvo em tom duvidoso. – Aham, vou fingir que acredito. – disse Hugo em um tom de zombaria. – Eu concordo com Hugo, você devia ir falar com ela. – disse Scorpio, aparatando no quarto dos Grifinórios sem fazer o menor barulho, como fazia quase todas as noites, os poucos colegas de casa que viam essas cenas não deduravam Scorpio por que não se importavam, na verdade, até gostavam de Scorpio ali, um Sonserino que todos Grifinórios gostavam, realmente, um caso muito raro. – Você também Scorpio! – exclamou Alvo, meio zangado com o fato do seu melhor amigo dar razão à Hugo e não à ele. – Não adianta fazer biquinho Alvo Severo Potter, todos já perceberam que você sente algo por Allice, do mesmo jeito que ela sente algo por você. Só você e ela não percebem esses fatos óbvios. – Cala a boca Scorpio, ela não sente nada por mim e eu não sinto nada por ela, além de amizade. – mentiu Alvo, descaradamente. – Quer saber, eu vou dormir, estou realmente com muito sono, boa noite para vocês dois. – completou Alvo, virando o rosto para o outro lado da cama pra parar de olhar no rosto de Hugo e Scorpio, que mesmo com o comportamento de Alvo, continuaram conversando, por mais um bom tempo.

No dia seguinte, enquanto Alvo e Scorpio iam em direção à aula de poções, Alvo perguntou.

— Você acha mesmo que eu deveria falar com Allice? Você realmente acha que ela gosta de mim? – perguntou Alvo, inseguro. – Alvo Severo Potter – começou Scorpio – Você acha mesmo que ela não sente absolutamente nada por você? Não está um pouco óbvio demais que você e a Allice possuem um sentimento forte um pelo outro, e mais do que um sentimento forte, um sentimento correspondido. Você é um Potter, um Grifinório, cadê aquela coragem que a sua família e que sua casa tanto se orgulham? – completou Scorpio, incentivando o amigo. – Eu realmente não sei onde essa coragem foi parar, eu sempre quis falar pra ela o que eu sinto, mas na frente dela, essa coragem evapora, simplesmente some. – disse Alvo, sincero. – Essa é mais uma prova de que eu e todos de Hogwarts estamos certos. – afirmou Scorpio. – Todos de Hogwarts? – perguntou Alvo, assustado, com tal declaração de Scorpio. – Você é ingênuo mesmo ou você só se faz de tonto? – perguntou Scorpio, incrédulo com Alvo.

Durante a aula, Alvo fez dupla com Allice, e como já era esperado, nem Alvo e nem Allice conseguiram terminar as tarefas, deixando Hermione cada vez mais nervosa. – Vocês não estão a fim de terminar suas tarefas? – pigarreou Hermione. – Ah, desculpe professora Granger, acabei me distraindo. – disse Allice, corando ao ver a expressão que era mista de raiva e alegria ao mesmo tempo no rosto de Hermione. – Bom, apenas terminem. – disse Hermione, um pouco mais calma. – Pode deixar tia, ou melhor, professora. – respondeu Alvo, sem graça. Rosa lançava olhares de reprovação à mãe do fundo da sala.

De repente, Hugo escancarara a porta da sala de Hermione e gritava desesperadamente. – Mãe, por favor, a professora McGonnagal desmaiou no meio da aula e a Madame Pomfrey não está na escola, arranje qualquer poção, qualquer coisa que possa acordar a professora! – Calma Hugo, já foi avisar o diretor Slughron? – perguntou Hermione, como é que ela conseguia seguir regras em uma hora dessas? – Já, foi ele que me mandou aqui. – respondeu Hugo à Hermione, com um olhar de desprezo à mãe, pela sua obsessiva doença de seguir regras, até nas horas mais impróprias. – Deixa eu ver o que eu tenho aqui, vá indo lá, vou em seguida. – respondeu Hermione, procurando algo nos armários. Enquanto Hugo voltava correndo à sala da professora McGonnagal, Alvo se levantou e pediu permissão para ir até o quarto, que fora concedida pela professora, então Alvo aparatou até o quarto e apanhou no seu malão um frasco com algum líquido verde-esmeralda dentro e então aparatou na sala da professora McGonnagal com o frasco na mão, então, colocou o líquido em uma taça e o dissolveu com um pouco de água, fazendo com que ficasse com um verde ainda mais brilhante, e então, colocou um pouco na boca da professora e um pouco nos pulsos, quando Hermione chegava na sala com uma poção de cor avermelhada. – Calma, ela já vai acordar tia, talvez a gente não precise da sua poção de pimenta. – disse ele, mostrando o frasco e taça, vazios à Hermione. – O que você deu pra ela, e como você preparou tão rápido? – É uma solução de bezoar com pimenta verde junto com aromatizante de limão, e eu tinha ele guardado no meu malão, para alguma emergência. – respondeu Alvo, calmamente à Hermione, que ficou surpresa com a rapidez, inteligência e sorte de Alvo, que possuía algo desse tipo no malão. Minerva McGonnagal acordará cinco minutos depois, enquanto Hermione analisava a jarra de suco de abóbora da diretora da Grifinória. – Alguém colocou raiz ameixeira envenenada aqui dentro, onde você pegou este suco, professora McGonnagal? – perguntou Hermione, investigativa. – Alguém deixou na porta do meu quarto, como um presente, eu experimentei em casa e não aconteceu nada, aí eu trouxe para a aula hoje, ao invés do meu cálice de água. – disse Minerva, tão curiosa quanto Hermione, sobre quem seria o tal bom-feitor. – Bom, eu não sei por que alguém faria isso, mas alguém fez. Mas o mais estranho é que isso não mataria uma pessoa, apenas deixaria ela inconsciente algumas horas, talvez de 4 à 6 horas seguidas. – disse Hermione, sem entender o ato do indivíduo. Bom, o pior já passou, vamos voltar às nossas aulas, obrigada professora Granger, pela solução que você trouxe. – disse Minerva. – Bom, não foi bem eu que lhe acordou, a minha poção está aqui no frasco, intocada ainda, quem lhe acordou foi Alvo, com uma solução que ele tinha guardada em seu malão. – disse Hermione, sem graça com os agradecimentos de Minerva. – Bom, se foi assim, muito obrigada Alvo, irei creditar 50 pontos à Grifinória, pela atitude rápida e nobre. – disse Minerva, sem graça por não poder creditar mais pontos à Grifinória pelo ato de Alvo. – Obrigado professora, não fiz mais do que qualquer outra pessoa faria nessa situação. – respondeu Alvo, também sem graça. – Bom, agora podemos voltar às nossas aulas. – disse Minerva, decidida, como se nada houvesse acontecido. Como é que ela podia fazer isso, agir como se não houvesse acontecido nenhuma interrupção, pensava Alvo, feliz por ter ganhado 50 pontos à Grifinória e ajudado a professora McGonnagal e triste pelo fato de não ter ganhado nem pelo menos o resto da aula livre.

Voltando à sala, Hermione creditou mais 50 pontos à Alvo, por sua inteligência e rapidez, e voltou a cobrar as tarefas, como se nada houvesse acontecido, igual à Minerva.