A Valsa
1 O começo
Notas iniciais
Estou encostado na parede do salão de baile ao lado do ponche, percorro meus olhos pela multidão de conhecidos vendo vários amigos, mas não o enxergo. "Será que essa pessoa não vai vir? Ela vai me dar o bolo, de novo?" São pensamentos que passam pela minha cabeça enquanto eu viro um copo daquele ponche rosa. "Não, Isso não vai acontecer comigo!" Penso quando avisto o que tanto procuro. Nico vestindo um terno preto muito bonito entra no salão e estremesse, mesmo de longe percebo que ele está nervoso, coisas que eu sei que somente eu consigo perceber, o modo como ele olha para todos os lados, com medo da multidão, a forma com que tamborila as mãos na perna, nada comum a ele, consigo saber que ele está pensando em fugir então começo a andar e sorrio.
Passo pela multidão mal percebendo-a, vejo quando ele me encontra, nossos olhos se fixam e não desgrudam, o medo some, ele caminha até mim, nos encontramos na pista de dança e ele me estende um braço nervoso.
–O..Ola — Diz nervosamente e rio da sua mão estendida, ignorando-a quando dou um abraço bem apertado nele, sentindo seus músculos tensos relaxarem sob meu corpo, chego perto do seu ouvido e sussurro.
–Vamos dançar? — Ele me olha com medo e depois para as pessoas em volta, nossos amigos que tentam não rir nem ficar muitos sorridentes com aquela cena. — Deixe disso, lindo, aqui você está protegido, por eles e por mim, principalmente. — Ele me olha e consigo ver brilho em seus olhos negros profundos, sorrio mais um pouco e seguro suas mãos em posição já, rapidamente, como se nossos corpos fossem feitos para isso, um para o outro, ali, naquele momento.
Começamos a dançar acompanhando o ritmo cada vez mais lento, vejo vários casais dançando á nossa volta quando, não sei como, estamos com os nossos corpos colados, dançando muito lentamente uma vasa triste e que me da esperanças, Nico também percebe isso e me olha encabulado, querendo se distanciar de mim.
Deixe disso, menino! — Ele me olha e vejo o medo de volta em seus olhos quando faço algo que sempre quis fazer e que sei que ele poderá me odiar para sempre por isso, eu me inclino e beijo-lhe em seus lábios, um selinho doce e rápido, mas que transmite muitas coisas e que nos conforta. — Vamos, vamos sair daqui — Dou uma risada — Vamos terminar nossa valsa em outro lugar.
Saímos de mãos dadas passando por entre nossos amigos que riem conosco, alguns aplaudem, outros apertam nossas bundas, todos sorriem, mas nem os percebo direito, pois só encaro Nico, vejo de novo seus olhos brilhando e meus olhos marejam por isso, quando estamos no estacionamento ao lado do meu carro sussurro.
–Te amo — Ele me encara espantado e abre a boca para responder, seus olhos começam a marejar também, mas nada sai, aperto sua mão com segurança e induzo-o a entrar no carro, depois entro também e começo a dirigir pegando a estrada, como o movimento é pouco eu dou um jeito de segurar sua mão e ele me olha confiante enquanto dirijo com a esquerda. — Não precisa se envergonhar, Nick.... — Ele me da um sorriso tímido e eu aperto sua mão com carinho.
Quando chegamos na minha casa eu estaciono na garagem e abro a porta para ele sorrindo, o que o faz deixar escapar uma pequena gargalhada.... Bem ai a coisa fica mais interessante, puxo-o do carro já tirando sua camisa e entramos em casa com ele tirando a minha e eu abrindo sua calça. Empurro-o na parede e agacho para tirar seus sapatos e terminar de tirar a calça, deixando-o só de cuecas quando ele solta um gemido.
–Não, Will, não.. Ainda não.. — Olho-o desapontado, mas entendo, então sorrio maliciosamente tendo uma ideia e começo a tirar os meus sapatos.
– Você me deve o fim daquela dança. — Gracejo enquanto tiro minhas calças ficando também só de cuecas, uma cueca boxer laranja em contrapartida da sua rosa, sorrio ao olha-lo e seguro em suas mãos. Ele sorri de volta e começamos a dançar uma valsa lenta sem musica, com os corpos já colados e a nos beijar, beijos profundos, beijos que eu nunca antes tinha tido, com uma intensidade e um ardor inéditos e que me faziam não querer larga-lo nunca.
Enquanto dançamos eu deixo meu quadril se mexer um pouco mais do que deveria e acabo roçando minha cueca na dele, sinto-o gostar do movimento, já que seus beijos se tornam ainda mais fortes e puxo levemente seu lábio, mordendo bem fraco seu piercing fica bem ali, sinto o gosto metálico e aquele calombo em minha língua e aquilo me deixa doido, era algo que eu sempre quis fazer, sinto-o se alegrar e logo roça sua cueca já animada na minha repetindo meu movimento, alem de me provocar em baixo ele sobe sua mão de meu ombro para minha nuca lentamente mexendo em meu cabelo, arranha-os levemente passando por todos os pontos principais, isso me faz arrepiar, consigo sentir meus pelos eriçando e meu corpo querendo por mais então correspondo descendo minha mão, deixo-a encostada em sua bunda arredondada, somente deixo-a ali, encostada, um pouco quando ponho a mão por dentro de sua cueca e começo a apertar devagar, pressionando seu corpo ainda mais junto ao meu, por enquanto ainda dançávamos uma musica imaginaria juntos, mas começamos ali somente a nós prestar atenção em nossos corpos unidos e que desejavam ainda mais.
Olho-o com divertimento vendo que o seu medo inicial já passou — É isso que eu chamo de Valsa.
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