A Usurpadora -cinco Anos Depois
15 Capítulo 15- Crise nervosa
Notas iniciais
E por favor continuem comentando.
Carlos Daniel chegou em casa preocupado com a conversa que teve com Rodrigo, tinha que avisar para a família e acima de tudo tinha que arrumar uma forma de proteger Estephanie e Raimundinho, assim que chegou na sala vovó Piedade o estava esperando.
Piedade: Que bom que você chegou meu neto.
Carlos Daniel: Aconteceu Alguma coisa vovó?
Piedade: Paulina não está passando bem.
Carlos Daniel: O que ela tem?
Piedade: Julio e eu a encontramos no chão da biblioteca, ele é médico e a examinou e disse que era só uma indisposição, mas eu fiquei preocupada, Paulina está muito estranha.
Carlos Daniel: Vou falar com ela agora.
Carlos Daniel subiu correndo as escadas e quando estava chegando em seu quarto Julio apareceu.
Julio: Senhor Carlos Daniel?
Carlos Daniel: Oi Julio, queria agradecer por ter cuidado de minha esposa, mas o que aconteceu com ela?
Julio: Eu não quis falar na frente de sua avó disse que era só uma indisposição, mas ela está tendo uma crise nervosa, pode ser devido ao sequestro, a gravidez conturbada aliada a litíase biliar, ela está fora da realidade eu suspeito até de síndrome de pânico, eu esperei o senhor chegar para conversarmos, acho que seria bom se ela tomasse um calmante, vou receitar um que não é prejudicial ao bebe e assim ela vai descansar.
Carlos Daniel: Mas ela estava tão bem hoje de manhã.
Julio: Mas é assim mesmo, uma hora a pessoa está bem e do nada começa a ter essas crises.
Carlos Daniel: Minha irmã teve uma crise nervosa e precisou ser internada há uns seis anos atrás.
Julio: Então me deixe cuidar do caso dela, é um caso delicado, mas acredito que não vai ser preciso internação.
Carlos Daniel: Eu sou leigo nesse assunto, faça o que você achar melhor.
Julio: Pode deixar, só quero o bem dela.
Carlos Daniel entra no quarto para ver como Paulina estava e a encontra desnorteada sentada na cama apoiando a cabeça nos joelhos.
Carlos Daniel: Meu amor, como você está?
Paulina continuou imóvel.
Carlos Daniel: Paulina, meu amor, você está bem?
Paulina olha nos olhos de Carlos Daniel, queria contar a verdade, mas tinha medo.
Paulina: Estou bem.
Carlos Daniel: O que você está sentindo nesse momento quer que eu te leve ao seu obstetra?
Paulina: Não precisa.
Carlos Daniel: Vamos tomar um banho, trocar de roupa você vai se sentir melhor e nós desceremos para jantar.
Paulina: Não estou com fome.
Carlos Daniel: Mas você precisa comer.
Paulina: Voltarei a ir com você para a fabrica.
Carlos Daniel: Nem pensar, você não está bem, tem que ficar descansando, de maneira alguma vou permitir que você cometa excessos.
Paulina apenas se calou, não tinha como argumentar com Carlos Daniel sem contar a verdade.
Carlos Daniel estava preocupado, primeiro soube que Willy estava de volta e agora sua esposa doente, ele pediu que Lalinha levasse o jantar para eles no quarto queria ficar com ela até que ela adormecesse e depois conversaria com os demais sobre Willy, mas queria poupar Paulina devido ao seu estado.
Ele conseguiu convencê-la a comer e depois ela deitou em seu peito e adormeceu, Carlos Daniel ficou observando e percebeu que mesmo dormindo ela estava chorando e começou a falar.
Paulina: Não...sai daqui....sai.....socorro.....ele quer me pegar.....não....NÃÃÃÃÃOOOOOO....
Paulina levanta suada e chorando desesperadamente, Carlos Daniel somente a abraçou, beijou sua testa e disse que ele estava ali que tudo ia ficar bem.
Depois que ela adormeceu novamente Carlos Daniel se reuniu com os demais na sala e contou tudo o que Rodrigo e Patricia haviam lhe contado sobre Willy, todos ficaram muito assustados e disseram que iam ficar atentos, disse que Rodrigo ia na casa de Estephanie para conversar com ela. Estavam todos se despedindo para irem dormir e Carlos Daniel chama Julio para conversar.
Carlos Daniel: Gostaria de falar com você?
Julio: O que foi senhor Bracho?
Carlos Daniel: Pode me chamar de Carlos Daniel. Estou muito preocupado com minha esposa, quando estava dormindo ela disse umas coisas e acordou desesperada.
Julio: Foi o que falei com o senhor mais cedo, ela está precisando de um bom calmante.
Carlos Daniel: Se é para o bem de Paulina, pode receitar, mas você é formado em que especialidade?
Julio: Sou cardiologista, mas sei de tudo um pouco. Amanhã mesmo ela tem que começar a tomar a medicação.
Carlos Daniel: Só você me dar a receita que eu compro.
Depois que Julio passou a receita para Carlos Daniel ambos foram para seus respectivos quartos.
Leda: Meu amor o que Carlos Daniel queria com você?
Julio: Estava preocupado com a esposa e eu receitei um calmante para ela.
Leda: Você não existe mesmo.
E os dois se beijam.
-
No dia seguinte na hora do café todos acham estranho quando Moacir, Antonia e Isabel começam a se despedir.
Piedade: Mas porque estão se despedindo?
Moacir: senhora, apesar de gostarmos muito daqui, já está na hora de voltarmos para casa.
Piedade: Pensei que ficariam conosco.
Isabel: Senhora nada como nosso lar, mesmo que seja simples, somos muito agradecidos, mas queremos voltar para as nossas vidas de antes.
Piedade: Bem se vocês querem assim...saibam que as portas dessa casa sempre estará aberta para vocês.
Antonia: Sim sabemos, senhora Piedade.
Piedade: Prometam que vão nos visitar.
Moacir: Prometemos.
Todas as crianças abraçaram os três amigos, Carlinhos sussurrou no ouvido de Isabel.
Carlinhos: Embora eu não me lembre, você sempre será minha vovó Isabel.
E os dois choraram de emoção e contentamento, foi uma despedida tranquila e alegre e ficou decidido que no próximo fim de semana as crianças iriam passear de barco com Moacir.
E depois de muitos abraços e promessas os três saíram da casa dos Brachos e voltaram para suas vidas.
Paulina acordou tarde, Carlos Daniel estava sentando velando seu sono.
Carlos Daniel: Bom dia meu amor.
Paulina: Bom dia.
Carlos Daniel: Moacir, Isabel e Antonia foram embora quase agora.
Paulina: Poxa nem consegui me despedir.
Carlos Daniel: Deixei você descansando, mas sábado que vem eles vão passear de barco com as crianças.
Paulina: As crianças vão adorar.
Carlos Daniel: Com fome?
Paulina: Estou faminta.
Carlos Daniel: Então parece que adivinhei.
Carlos Daniel pegou uma bandeja com frutas, suco, leite, biscoitos e colocou na cama ao lado de Paulina. Ele colocou o calmante no suco, queria o bem dela e sabia que se dissesse que era calmante ela não ia querer tomar, não ia admitir que estivesse tendo uma crise nervosa.
Paulina tomou o suco sem desconfiar de nada.
Carlos Daniel: Meu amor fica aqui descansando, eu tenho que sair.
Paulina: Mas hoje é sábado achei que você ficaria aqui comigo.
Carlos Daniel: Eu não vou demorar.
Os dois dão um longo beijo e Carlos Daniel sai do quarto.
Carlos Daniel: Vovó está pronta?
Piedade: sim estou meu neto, vamos logo que estou preocupada com a Estephanie.
Carlos Daniel: Calma vovó, o Rodrigo e a Patricia passaram a noite lá, a Adelina está com ela e o Leonardo também .
Piedade: é verdade, mas de qualquer forma quero ficar com ela, volto amanhã com Adelina.
Carlos Daniel: Então vamos, eu levo a senhora, assim eu converso com o Rodrigo.
Piedade: E a Paulina como está?
Carlos Daniel: está bem melhor essa manhã, está descansando no quarto.
Carlos Daniel e vovó Piedade foram para a casa de Estephanie.Quando estavam de saída Leda aparece dizendo que ia também, estava com saudades de Esthepanie.
As crianças estavam no quarto de brinquedos se divertindo,os empregado em seu afazeres.
Julio se aproveita da situação para atacar novamente.
Ele entra no quarto de Paulina e a encontra sonolenta devido ao calmante.
Paulina: O que você quer aqui?
Julio: Terminar o que começamos ontem princesa.
Ele tranca a porta do quarto e sem muito esforço seguras as mãos de Paulina junto a cabeceira e começa a beijá-la, Paulina não tem forças nenhuma para lutar, o calmante tinha acabado com ela.
Julio beija seu pescoço e começa acariciar seus seios e tira sua camisola deixando-a só de roupas intimas.
Paulina mesmo sem conseguir lutar começa a chorar de desespero, queria que esse pesadelo acabasse logo.
Julio: Que foi, não consegue sair? Eu dei um jeitinho de você ficar calminha.
Paulina: Por favor, pare.
Julio: Porque Princesa não está gostando? Sou muito mais homem do que o imbecil do teu marido.
Paulina:me deixe me paz por favor.
Julio adorava aquilo, ver Paulina indefesa , quanto mais ela implorava para ele parar mas ele a beijava.
Julio: Assim que eu gosto de você, e já sabe se contar alguma coisa...
Paulina estava gritando e lutando por dentro, tinha vontade de morrer, não queria continuar passando por aquilo, não entendia porque não conseguia lutar, porque estava tão fraca.
Julio começou a despir-se e num ato selvagem e violento dominou o corpo de Paulina, esta fechou os olhos para não ver tamanha vergonha que estava sendo obrigada a cometer, estava traindo seu amado, pois alem de estar ali com outro homem mesmo a força, não podia contar nada e isso era como se uma flecha tivesse transpassado seu peito e acertasse em cheio sem coração.
Depois que conseguiu o que queria Julio levantou-se tomou banho, colocou suas roupas volta, vestiu Paulina e lhe deu uma injeção de um calmante mais forte ainda no qual ela adormeceu na mesma hora.
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