A Usurpadora -cinco Anos Depois

11 Capítulo 11- Minha vida, meu amor


Notas iniciais
Hoje estou muito emotiva e espero que não estranhem mas aqui o Carlos Daniel sabe tocar violão e cantar, tem os links das músicas embaixo das mesmas, bjs...

Dois meses haviam se passado depois da angustia de Paulina, ela estava melhor, não apresentava mais sinal de descolamento de placenta e mesmo sendo agitada do jeito que era, estava seguindo as recomendações do médico e de Carlos Daniel e estava em casa, descansando e brincando com os filhos.

Moacir já tinha tirado o gesso, estava bem e sempre que podia ajudava Chico no jardim, as irmãs Isabel e Antonia estavam felizes também, as crianças já as chamavam de vovó e elas inclusive Antonia, amavam muito as crianças e todos os dias sempre era uma bagunça na hora de dormirem, tanto que Antonia e Isabel dormiam no quarto das meninas para ficar contando historias e Moacir dormia no quarto dos meninos e contava as mesmas historias de suas aventuras no mar igual contava ao Carlinhos quando era apenas Grumete.

Carlos Daniel resolveu fazer uma surpresa para a esposa e, arrumou suas malas e viajaria com ela, mas sem dizer nada, precisava ficar sozinho com ela, precisava amá-la.

Paulina ficou desconfiada pela insistência de Carlos Daniel para poder ir com ele no shopping, mas aceitou sem questionar o real motivo do convite.

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Os dois chegaram até um hotel fazenda, para o espanto de Paulina o quarto estava arrumado com muitos lírios espalhados, rosas vermelhas e brancas despetaladas pela cama, uma bandeja de frutas e sucos e um violão no qual Carlos Daniel pegou sem graça e começou a tocar uma canção dizendo que era a sua canção com Paulina.

Minha vida, meu amor
Meu chão, meu céu, minha luz
Minha razão de existir
Eu hoje vim aqui só pra te ver passar

Precisaria nem olhar
Para este pobre coração
Basta sua sombra, e poderei me abraçar
Já seria o suficiente para mim

Nada aqui merece atenção
Mas se um dia você não regressar
Deixe umas pegadas
E alguém irá correr

Não há nada, não há nada igual
Nada poderia me afastar de Ti
Não, não há alguém que me faça tão bem como você faz
E nunca haverá

Me transforme no melhor que posso ser
Não há fim, não há volta
Porque só quem pode preencher o meu vazio é você
Você e ninguém mais

Exalam por aqui aromas de jasmins

Em uma carta que escreveu
E agora guardo bem aqui
Cada simples pensamento meu é uma medida
Que há tempos decidiu te amar sem reservas
Tudo o que tenho de valor, são as minhas memórias
Se elas partissem, eu partiria em dois

A saudade aqui, é um verso carregado de ventania

Que um dia resolveu partir
Nunca mais faltou ar


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Depois que terminou a canção pode ver que os olhos de Paulina estavam molhados, mas eram lagrimas de contentamento, ambos mergulharam num beijo profundo e apaixonado, nesse momento não existia mais ninguém, somente os dois, trocaram caricias, juras de amor, e Carlos Daniel muito sem graça dizia que aprendeu a tocar violão única e simplesmente para fazer essa surpresa.

Paulina: Vem aqui meu artista.

Ela o puxou pela gola e ficaram ali apenas se olhando, se beijando, se amando, era um momento mágico, todos os movimentos eram novos apesar de todo esse tempo juntos, uma chama terna surgia e enquanto estavam entrelaçados formando apenas um tinham a mais plena certeza que nada iriam separá-los.

Cada beijo, cada toque fazia Paulina se sentir arrepiada, seu coração acelerava a cada sussurro, como se a mais bela melodia entoasse por entre os dois nesse momento, era uma melodia doce e suave, serena e pura, um amor profundo, sem barreiras, sem correntes, apenas o mais sublime momento de dois jovens apaixonados que tinham todo o tempo do mundo, mas que até a eternidade parecia pouco para ficarem se amando.

Depois com um gesto suave Carlos Daniel beijou sua testa e colocou uma uva em sua boca, e seus olhos ardiam de desejo, pela mulher apaixonada e entregue a todas a suas caricias a sua frente.

Se beijaram mais uma vez, como se fosse a última e a cada beijo um novo sabor, adocicado como o mel entoava nos lábio de ambos.

Carlos Daniel: Minha linda, minha musa, você é a minha inspiração para viver, você é o meu oxigênio, meu porto seguro, minha amante, a mulher mais maravilhosa de todo o universo, é minha menina teimosa, é minha razão de existir.

Paulina corava a cada palavra proferida por Carlos Daniel.

Paulina: Você é minha vida, ta amo mais que tudo no mundo, que esse momento possa ser eterno.

Estavam sem noção do tempo, Carlos Daniel sempre muito cavalheiro trouxe a bandeja de frutas e ficaram ali saboreando as frutas e incontáveis beijos, sem nem perceberam que chovia muito lá fora. Estavam alheios a tudo e a todos. Estavam juntos e isso bastava para uma vida e a eternidade afora.

E uma nova canção foi entoada.

Quem vai me abraçar, me compreender, me consolar?
Quem vai me querer, quem vai saber me perdoar?
E quando tantas tardes gelam, quem vai me esquentar?
Eu sei que é você e a todo instante vai me amar

Quando eu olho o que a vida vem se tornando
Eu vejo que tudo se resume a te amar
O dia sorriu e eu acordei, foi o melhor que já nasceu!
E é você e só você que o fará durar

Não até o fim, até o ciclo terminar

Não até morrer e o pó à terra misturar
Que seja para sempre e todo sempre
Um eterno altar

Sou eu quem vai te amar, quem vai saber te acalmar
Sou eu quem vai ouvir sua doce voz e vai chorar

É neste colo aqui que vai poder se debruçar
E mesmo na ausência, o coração vai te levar

Como poderia apagar tudo isso?
Eu reviveria outras trezentas primaveras!
Olha pra mim, veja que eu era uma ilha a ser descoberta
E você passou por ali

Não até o fim, até o ciclo terminar

Não até morrer e o pó à terra misturar
Que seja para sempre e todo sempre
Um eterno altar

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