A Unificação Greco-romana

1 Primeiro Capítulo: O Touro-garçom


Notas iniciais
Continuação de A Deusa da Névoa =================================================================== Argo e Duda são de minha autoria, portanto peço para que não os usem como personagens de suas histórias. ===================================================================

–- Estou com fome – disse Duda – Você tem comida Argo?

–- Se tivesse já teria comido há muito... – respondi, tentando não ser grosseiro.

–- Passar fome no aniversário não é nada legal – murmurou Duda – DROGA!

Tentei achar algo para comer. Nada. Revirei meus bolsos. Nada. Desisti durante um tempo. Caminhamos por mais cinco minutos (o que pareceu uma eternidade), até que encontrei uma nota de R$ 20,00 no chão. Olhei para Duda, mas ele nada tinha notado. Pisei na nota com dor no coração. Duda me olhou com um olhar desconfiado, mas me abaixei e fingi que estava amarrando o cadarço. Peguei a nota rapidamente e a coloquei dentro de minha bota.

Sou Argo Cownl. Tenho doze anos e tenho um irmão gêmeo chamado Duda. Duda e eu fazemos oficialmente doze anos hoje. Não sei de onde viemos nem de quem somos parentes. Somos apenas duas crianças que foram largadas em uma caçamba de lixo amarrados em um saco de lixo juntos com a nossa certidão de nascimento, mas havia um problema naquela certidão: os nomes dos parentes estavam rasgados, inclusive a assinatura!

Uma doce senhora chamada Piper McLean nos encontrou e nos levou para sua casa. Ela era casada com um homem muito gentil chamado Jason Grace. Ela cuidou de nós, nos ensinou tudo que sabemos hoje. Crescemos achando que Piper e Jason eram nossos pais legítimos. No final descobrimos tudo e fugimos de casa. Nessa época eu e Duda tínhamos por volta de sete anos.

–- Duda – chamei.

–- O que foi maninho? – respondeu Duda.

–- Adivinha quem vai comer uma pizza hoje – me abaixei, peguei a nota que estava na bota e mostrei para Duda. Ele ficou boquiaberto.

–- Onde você encontrou isso? – disse Duda com um sorriso enorme no rosto.

–- Lembra de quando fui “amarrar os sapatos” – fiz sinal de aspas com a mão, coisa que Piper sempre fazia.

–- Não acredito! – exclamou Duda – Obrigado Deus!

–- Vamos? – perguntei.

E corremos em direção à pizzaria.

Nunca pensei que uma visita à pizzaria pudesse ser tão amedrontadora.

Chegamos à rua da pizzaria ofegantes. Aquele cheiro delicioso de bacon e calabresa pairavam no ar. Minha boca espumava de fome. Caminhamos em passos rápidos até a porta, e dissemos em uníssono:

–- Feliz aniversário maninho!

Trocamos olhares e rimos enquanto entrávamos na pizzaria. Imediatamente o garçom chegou e disse:

–- Olá crianças!

–- Olá – disseram novamente em uníssono.

–- Queiram se sentar! Onde vocês querem se sentar? Temos uma mesa perto da televisão. Vocês preferem?

–- Sim, com certeza! – disseram novamente em uníssono. Achei isso estranho. Pela expressão de Duda ele também achou isso.

Sentamos-nos, demos uma olhada no cardápio e Duda pediu:

–- Uma pizza metade calabresa metade quatro queijos, por favor. AH! Quase me esqueci, um refrigerante de cola 600 ML.

–- Pode deixar senhor!

Cinco minutos depois o garçom chegou com a pizza. O cheiro e o calor se espalhavam pelo ar. Ajeitei-me na cadeira e peguei a espátula para pegar uma fatia o mais rápido o possível.

O garçom abriu a caixa da pizza, e lá não havia apenas uma pizza. Também havia um bilhete lá dentro. Peguei-o e o li em voz alta:

–- Morram...

Olhamos para o garçom. Ele estava se transformando. Sua roupa havia rasgado, e chifres nasciam de sua cabeça. Seu nariz esticava, e vários pelos começaram a surgir em seu corpo. Era como se o garçom estivesse passando por uma puberdade instantânea. Mas aqueles chifres... Ele parecia um homem-touro com cinco metros de altura!

Olhei para os pés dele. Eram cascos! Em seguida olhei para Duda.

–- Correr? – perguntou Duda.

–- CORRER! – berrei tão alto que acho que Jesus teve que tampar os ouvidos.

Notas finais
Gostaram? Não gostaram? Comentem! Críticas são totalmente bem-vindas!