A Unificação Greco-romana

10 Nono Capítulo: "Isso é mesmo um acampamento?"


Notas iniciais
Espero que gostem desse novo capítulo! Argo, Duda, Olive, Kaito, Miku e Argo são personagens de minha autoria, portanto peço para que não os use como personagens de suas histórias.

Minha noção de “seguir vagarosamente” era bem diferente da noção de Apolo.

–- Então, senhor... Senhor...

–- Apolo – respondeu o deus – Mas para você é deus-sol, moleque.

–- Certo, deus-sol – disse meio envergonhado por falar com um deus diretamente, ao mesmo tempo em que o mesmo dava a partida – Bom, de acordo com os livros que li sobre o senhor, lá estava escrito que Vossa Senhoria possuía uma carruagem voadora. Portanto, gostaria de saber se o mesmo acontece com seu...

A resposta não foi necessária. Todos os meus pelos eriçaram quando em alta velocidade o carro incendiou-se e subiu velozmente em direção ao céu acompanhado de um barulho estrondoso.

–- O que está acontecendo? – berrou Duda, desesperado.

–- O carro levantou voo – berrei em resposta – O carro de Apolo possui as mesmas habilidades e funções da carruagem. Ele apenas “atualizou” sua forma de trabalhar.

–- Um deus trabalhando, essa é nova! – gritou Duda, porém de primeira não pude entender o que ele quis dizer.

–- O que você disse? – e fiz sinal para que ele chegasse perto de minha orelha.

–- Como assim, um deus trabalhando? – disse Duda em meu ouvido.

–- Sim, sim, sim – disse, no ouvido dele – Apolo tem a função de “ser o sol”, ou seja, seu carro funciona como sol.

–- Mas como os humanos não percebem isso? – perguntou Duda, ainda aos berros.

–- Os humanos só vêem o que querem ver, Duda – berrou Ártemis no banco da frente – Minha moto nunca foi percebida por humanos. Porém três mortais alegam ter visto um carro flamejante nos céus.

–- Certo, deusa-lua – argumentou Duda – Você usa sua moto como lua?

–- Sim – berrou Ártemis em resposta – E não me chame assim. Apenas meu estúpido irmão gosta de ser nomeado desta maneira...

–- Ei! Nasci primeiro! – berrou Apolo protestando.

Olhei para Kaito e Miku: ambos dormindo profundamente. Garruk estava comendo uma...

–- Latinha de refrigerante? – berrei assustado – Como assim?

–- É algo normal para o padrão satirístico – berrou Garruk – Você devia saber disso.

E depois de toda essa conversa, o sono deu as caras. Fechei meus olhos e em menos de cinco minutos adormeci.

Acordei desesperado com o berro de Garruk.

–- Chegamos em casa!

–- Isso é mesmo um acampamento? – perguntou Kaito, já acordado.

–- É aqui que vamos viver? – perguntou também Miku, que parecia um pouco mais confortável para diálogo, assim como Kaito.

–- Eh... Kaito – tentei puxar assunto – Como vai a Miku?

–- Bem – respondeu Kaito sem demonstrar nenhum sinal de vergonha – Parece que está um pouco mais extrovertida agora.

–- É mesmo – respondeu Miku, o que para todos nós foi uma surpresa, exceto para Ártemis, que não demonstrava sentimento algum em momento algum e em lugar algum – Titia Ártemis me disse que não devo ficar reclusa, mas sim arrumar novos amigos, não é verdade Kaito?

–- Sim – disse Kaito em resposta – Mas nunca imaginei que pudesse ser tão efetivo.

Parecia que Duda e Olive adormeceram. O barulho havia diminuido consideravelmente, porém ainda estávamos planando. Parecia mesmo que estávamos a fazer um tour aéreo pelo acampamento, que não parecia mesmo um acampamento: casas destruídas, sangue grudado em todos os lados, montes e mais montes de entulhos, várias covas feitas de itens caseiros e precários. Havia apenas uma enorme casa que ainda se mantia limpa e estável.

–- Aquela é a Casa Viva – disse Garruk, provavelmente percebendo minha curiosidade – Antigamente ela possuía um nome cujo não consigo me lembrar... A única coisa de que sei é que antes da guerra entre Gaia, esta casa era habitada pela direção do acampamento e pelo escriba-sênior Rick Riordan.

–- Guerra contra Gaia? – perguntei assustado. Gaia era uma deusa demasiado forte para ser derrotada desta maneira – Conte-me tudo.

–- Bem, tudo começou com sua mãe, Piper, seu pai, Jason, e um amigo deles, Leo – começou ele – Jason, filho do deus romano Júpiter.

–- Mas, por que nossos pais não nos contaram anteriormente que os mesmos eram semideuses? – perguntou Duda angustiado.

–- Não estrague a tensão Duda! – gritou Garruk – Prosseguindo: Vindo naturalmente de outro acampamento que agora não mais existe, o pai de vocês perdeu a memória e partiu ao encontro de sua mãe e Leo, tudo isso sendo planejado e vistoriado por Hera. Assim, Gaia começou a dar seus primeiros passos para a guerra que levaria a destruição dos acampamentos. Porém, seu pai recobrou a memória e sabia que um herói havia também perdido a memória, e esse herói era Percy Jackson, filho do deus grego Poseidon, que foi parar no acampamento Júpiter, local onde seu pai antes vivia. Como disse anteriormente, esse acampamento não mais existe. Percy encontrou-se com Hazel e Frank, sendo que Hazel havia atrasado a volta de Gaia anteriormente, porém agora ela estava demasiado poderosa. Eles seguiram até o Alasca e derrotaram alguns titãs, até que alguns semideuses do acampamento meio-sangue e Jason resolveram montar um barco voador e viajar até o acampamento Júpiter. Entre esses semideuses estavam Annabeth, filha de Atena e namorada de Percy Jackson, Leo, filho de Hefesto, amigo de seu pai, Piper, filha de Afrodite, sua mãe, e o sátiro protetor deles. Leo bombardeou o acampamento Júpiter involuntariamente, já que foi possuído por seres malignos que possuem o corpo de mortais e fazem o que bem entenderem com o mesmo. Leo foi por muito tempo considerado um vigarista, porém Piper descobriu tudo. Percy, Hazel e Frank foram com a tripulação do Argo II, o barco. Gaia ergueu-se no acampamento Júpiter, que foi totalmente dizimado e no final de tudo: Percy caiu em luta contra Jápeto para salvar Annabeth, que, depois de derrotado por Tártaro, foi controlado pelo mesmo. Frank morreu ao defender Hazel de um tornado de Tifão, que novamente foi liberado, porém por Gaia dessa vez. Calipso, namorada de Leo, morreu para protegê-lo de Cronos, reerguido por Tártaro. Todos os semideuses sobreviventes foram: Jason Grace, Thalia Grace, Nico di Angelo, Hazel Levesque, Annabeth Chase, Piper McLean, Leo e Clarisse La Rue. De resto, todos morreram. Todos os semideuses vivos, de ambos os acampamentos estão trabalhando para reconstituir o acampamento meio-sangue... Dúvidas?

–- Sim senhor – disse assustado com tanta guerra e mutilação: será que essa era a rotina de um semideus? – Como Gaia foi derrotada?

–- Oh, sim! – respondeu Garruk, abismado por não ter esclarecido isso antes – Tifão, agora em paz com os deuses, decidiu trair Gaia e destruí-la. Porém, não prometeu aos deuses que mataria nem pararia de produzir seus filhos: os monstros.

–- Vamos descer pessoal! – avisou Apolo, no banco da frente – Vou tentar ir vagarosamente, porém seria interessante se vocês colocassem o cinto de segurança.

–- O.K? – perguntou Ártemis.

–- O.K. – respondemos em uníssono.

E assim o carro de Apolo desceu a mais de 440 km/h até o chão do acampamento, fazendo com que Duda e Olive acordassem.

–- Leo! – gritou Garruk para um magricela lá fora – Venha cá!

Notas finais
Gostaram? Não gostaram? Comentem! Críticas construtivas são totalmente bem-vindas! =)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.