Lorde Richmond prosseguia viagem em sua leiteira através das florestas da Pensilvânia, saíra cedo da pequenina cidade em que passou a noite e logo cedinho decidiu prosseguir viajem, pois ele sabia que já estava quase em cima do dia do casamento de sua prima, decidiu ir por um atalho que lhe pouparia pelo menos 2 horas de viagem por uma velha trilha no meio da floresta, grande o bastante para uma liteira passar. De repente ela parou, Richmond nada fez de imediato, pois acho que provavelmente era algo no meio da estrada que o seu servo teve que parar e tirar do caminho para poder prosseguir, mas o tempo passa e nada da liteira prosseguir viagem, nenhum som era ouvido também, era o mais profundo silencio que já ouvira na vida, nenhum cantar de pássaros nem assobiar do vento se ouvia. O lorde abriu a cortina da liteira e o que viu era totalmente diferente da entrada da floresta que vira ao sair da pequena cidade, ao seu redor uma densa nova tomava conta do lugar e as arvores que podiam ser vistas estavam todas retorcidas, sem vida, sem folhas, totalmente cinzas, também não se via um ser vivo se quer, nem uma flor, nada ale da nevoa e de arvores mortas, como se algo tivesse arrancado toda a vida daquele lugar. Richmond desceu de sua liteira e chamou por seu servo que a dirigia, mas o mesmo não respondeu, deu a volta nela e não o encontrou, nem o servo... e nem cavalos, até mesmo os cavalos haviam desaparecido, e o mais aterrador disso tudo é que ambos desapareceram sem deixar rastros, sem deixar vestígio algum de que algum dia estiveram ali. Richmond lembrou então, das historias sobre a floresta dos gemidos que ouviu do taverneiro na noite anterior, uma floresta que vivia aparecendo e desaparecendo na região ou que pelo menos ninguém sabia como chegar e muito menos como sair, pois todos aqueles que nela adentraram, nunca mais foram vistos as únicas coisas que se sabia dela era relatos de mercadores e viajantes que passaram perto dela, uns diziam que a floresta era onde morava uma diabólica bruxa, outro que era a entrada para o próprio inferno, alguns ainda que ela seria uma floresta amaldiçoada e eternamente atormentada pela alma de uma jovem mãe que perdeu suas duas crianças em uma das florestas da região se suicidando por não agüentar perder seus filhos ela teria amaldiçoado a floresta e todos que nela adentravam ficavam perdidos para sempre dentro dela, mesmo tendo diversas versões sobre a mesma, todas as pessoas que por ela passaram disseram se sentir atraídos pela mesma, alguns até sentiam que estavam sendo observados e chamados de longe e juravam que ouviram gritos e gemidos vindos de dentro dela. De qualquer maneira, Richmond não acreditava naquelas historias absurdas, mesmo estando naquela situação, mesmo com os estranhos acontecimentos ele se negava a acreditar que algo sobrenatural comandava o lugar, havia de existir alguma lógica para aquilo tudo, ele era um homem versado, sabia que muitas coisas que os homens não conseguiam explicar na antiguidade eram ‘’simples’’ obras da natureza, explicadas anos ou séculos mais tarde por filósofos e estudiosos.

O lorde resolveu então sair da trilha e adentrar a floresta para ver se encontrava alguma pista de onde estava sabiamente antes de entrar pensou em não se distanciar muito da estrada para não se perder, caminhou cerca de 50 metros adentro, mas nada via de muito diferente do que viu da estrada, apenas mais neblina e arvores mortas. Quando se virou para voltar estarrecido percebeu que a estrada havia sumido, onde ela e a liteira estavam só avistava arvores e neblina, teria ele se perdido pensou, afinal qualquer um em um lugar desses poderia muito bem ter perdido o senso de direção, avanço um pouco mais para frente e nada, resolveu ir para leste e mais uma vez sempre o mesmo cenário, sempre as mesmas arvores, sempre a mesma neblina.

Já se passavam uma hora... talvez até mais que estava caminhando pela floresta e nada encontrava, foi quando Richmond começou a pensar que era tudo um sonho e que logo ele iria ser acordado pelo seu fiel servo...o tempo se passou mas nada aconteceu, Richmond começou a pensar que talvez tivesse morrido enquanto dormia e que naquele momento ele estava preso em uma espécie de limbo, de plano umbral, entre a vida e a morte, apesar de ser um homem versado e um lorde, ele não era necessariamente uma boa pessoa, muitas vezes abusou dos funcionários de sua fabrica, pagando-lhes pouco, fazendo-os trabalhar mais do que deviam ou simplesmente os despedindo em meio ao seus ataques de fúria, Richmond estava começando a pensar seriamente nisso afinal...depois de tudo ele merecia tal ‘’castigo’’. Foi quando pensou ter ouvido atrás de si passos, virou o corpo e nada viu, foi quando ele ouvi algo... de inicio pensou que fosse algum animal ou mesmo o assobiar do vento, mas então o som começou a ficar mais claro, era gritos, gemidos, arranhar de dentes e principalmente risadas, risadas sinistras e macabras de gelar a espinha. Richmond começou a correr por entre as árvores, mas o som vinha de todas as direções, parecia que a floresta ria malignamente dele, Richmond então sentiu uma leve dor no braço e parou, quando olhou para o mesmo viu um pequeno arranhão... De repente sentiu algo arranhar seu rosto, seu pescoço, seus braços, alguma coisa que ele não podia ver, nem ouvir e nem sentir chegar, Richmond começou a correr como um louco, clamando por ajuda, clamando por socorro, por alguém, por Deus, mas ninguém respondia. Após muito correr Richmond tropeçou e caiu no chão, ao se levantar... ele o viu, olhando para ele sem olhar, um ser...uma coisa que nunca em seus piores pesadelos ele chegou a imaginar, algo que parecia ser uma sombra humana em pé a sua frente, não tinha rosto, mas ele podia sentir em sua espinha que o ser estava olhando diretamente para ele, Richmond não conseguia processar aquilo, aquele ser, aquilo era irreal, aquilo não podia existir, a sombra então de repente esboçou um grande sorriso na cabeça, era a única coisa humana que sai via nele agora, e então uma risada sinistra voltou a ecoar em toda a volta de Richmond, ele tapou seus ouvidos mas a risada continua e o ser continuava a olhar para ele e rir, como se estivesse rindo do medo de Richmond, de sua fragilidade . Foi então que Richmond chegou à conclusão que perdera a sanidade, olhou para o céu e começou a rir, rir sem parar como um louco, e sua risada foram ficando cada vez mais parecidos com a risada que ouvi em sua volta, as duas juntas faziam uma opera do horror, e a cada gargalhada a sombra e seu sorriso nefasto se aproximavam mais e mais... e mais...e mais...e mais, até que a ultima gargalhada ecoou.

FIM

Notas finais
Esse é o meu primeiro conto de terror, na verdade um dos primeiros contos que escrevo, então se não tiver muito bom eu sinto muito. Ao menos fiz o melhor que pude, se quiserem podem postar dicas de como melhorar o meu texto, oque acharam, oque acharam legal, oque não funcionou direito no mesmo, etc...
No mais espero que gostem.
Para os curiosos, tentei criar um conto no estilo Lovecraftano ou do Poe, que são dois autores que admiro muito e que amo os livros deles.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!