A Ultima Chance

17 Capítulo - 17


Notas iniciais
Oi Gente demorou, mas esta aqui o novo capítulo! o/ Primeiramente eu queria dar uma noticia, não sei se boa ou se ruim, mas eu havia dito que esse seria o último capítulo, mas não deu, sério mesmo este capítulo ficou enorme e eu ainda tenho muito o que escrever porque tenho que.. nham depois eu falo! Quero agradecer imensamente a todos que comentaram na fic até aqui Natsumi Fuiuka, Clots Queen, jak_ariana, Zeeh hot, Mel Dark, MilaScorpions, Aislyn, Jurietto Moonlit, TC Nagahama, delencei, ZaGara, Pale Moon, lince, Suh Domingues, kamyly, Sweet Selene, ArcanoZero, Valeska, Nickole Ghoul, DanizGemini, Natachi Kai, Hatake Sayuri, Pale Moon, DanizGemini, Lili Kitsune, Shirahoshi, Rosália de Leon, Lemony, Julie Kannagi, Cristal_black, BatMariah, suzyfs, chérienavare, Lanny Missmuse, Rion no Gemini, Perséfone, Amanda Knabben, Rosenrot, Xayide, Belle Princesse. Queria agradecer a Vivi, (Clots Queen), que betou esse capitulo em tempo record, valeu amiga, te amo de montão. Nickole Ghoul Recomendou a fic *-* sua delicia =) obrigaduuuu chérienavare Recomendou a fic *-* não aguento de tanta emoção, *Aperta igual a Felicia. Zeeh hot Me dá altos apoios no face *-* O que você ta lendo as notas até agora? Vai logo pro capítulo que tá bombando!!!!

Capítulo – 17

— Camus não, por favor! Você não deveria estar aqui. — Falou Milo olhando para Camus, que andava com dificuldade na sua direção.

Camus se colocou a frente do namorado e abriu os braços na tentativa de protegê-lo.

Milo se apiedou do gesto do namorado, pois no estado em que ele estava até uma criança conseguiria tirá-lo do caminho, Radamanthys apenas observava em silêncio.

— Você não vai encostar no Milo, me leve se quiser, mas não vai tocar no Milo, — Camus tirava forças não se sabe de onde, talvez do temor de que algo acontecesse a Milo, talvez da raiva que sentia de Radamanthys ou talvez apenas do amor, um amor tão forte que ele morreria de bom grado se isso fosse deixar seu amado Milo bem e vivo.

— Não devia estar aqui Camus, — Radamanthys falou com a voz calma, livre da malícia e arrogância que lhe eram características.

— Eu não quero morrer Radamanthys, nunca quis de fato, mas não permito que tente levar o Milo no meu lugar.

Radamanthys olhou para Milo e no intuito de marcá-lo com a verdade falou: — Sabia que o Camus quis morrer quando viu você na boate? Sabia que ele pensou nisso? Em tirar a própria vida. — Começou Radamanthys a revelar os fatos para Milo.

— Cala a boca! — Ordenou Camus firme, não queria que Milo soubesse daquilo.

Milo estava estático ouvindo as palavras do juiz do submundo.

— Não Camus, ele precisa saber que tudo que está acontecendo a você é culpa dele.

— Do que ele está falando, Camus? — Perguntou Milo choroso.

— Milo, o Camus recebeu uma dádiva dos deuses, a chance de uma nova vida e ele renegou isso naquela noite. — Contou Radamanthys.

— Cala a boca! — Pediu Camus mais uma vez.

— Camy... você fez isso? Pelos Deuses Camus, me perdoa, perdoa todo mal que te fiz. — Pediu Milo arrasado.

Camus se virou para Milo, — Não Milo, não chore, eu te amo, já te perdoei, mas você perdoaria a mim, por ter sido fraco?

— Você é a pessoa mais forte que conheço, olha só pra você, eu te amo e te admiro Camus. — Declarou Milo.

Eles se a abraçaram.

— Ótimo agora só falta decidir: Quem vem comigo? — Perguntou novamente Radamanthys sorrindo cínico.

Milo se colocou a frente de Camus. — Eu vou deixe o em paz.

— Não Milo, — Falou Camus sentindo seus joelhos falharem, Milo foi ágil e conseguiu segurar seu ruivo antes que este caísse no chão. — Eu não consigo Milo, não sem você.

Milo sorriu para Camus selando em silêncio um acordo, morreriam juntos.

Camus sentia suas forças o deixando, sentiu quando Radamanthys começou novamente a queimar seu cosmo, segurou a mão de Milo que chorava consternado e conseguiu sorri antes de perder os sentidos.

Neste mesmo instante Radamanthys preparou o golpe com os punhos e gritou.

— MOIRAS! ATHENA EU INVOCO QUE SE FAÇA CUMPRIR O AMORTIA.

Após dizer estas palavras algo estranho aconteceu, a cena entre Camus e Milo se congelou, três Mulheres apareceram traziam em suas mãos fios e mais fios e uma pequena roca. Na entrada da capela ouviram-se passos e logo a figura sempre elegante de Saori Kido se fez presente.

A moça olhou Radamanthys nos olhos e depois seus olhos captaram a cena congelada entre Camus e Milo, a moça tornou a olhar o general de Hades.

— Radamanthys!

— Athena. — Cumprimentou o loiro.

Athena se dirigiu ao centro da pequena capela ficando de frente para o general.

— Eu exijo que seja cumprido sua palavra, o tratado de Athena com o submundo.- Cobrou Radamanthys arrogante.

— O tratado, o tratado, o tratado. — Repetiam as três mulheres.

— Você sabe, lembra do acordo, não lembra? Você e Hades fizeram este acordo, quando o mundo estivesse em paz e ele estivesse em seu repouso, os guerreiros do submundo poderiam gozar de uma vida mortal com a condição...

— De provar a existência do amor verdadeiro, sim eu sei, me lembro, fui eu quem propôs os termos. — Respondeu a deusa séria.

— Pois bem, eis aqui o seu amor verdadeiro. — Falou Radamanthys apontando para a cena congelada de Camus e Milo, um prefere se sacrificar no lugar do outro, Milo não pestanejou em se sacrificar para salvar seu amado Camus, mesmo sabendo que, com o tempo, o ruivo poderia se casar novamente e refazer sua vida com outra pessoa, por nenhum momento ele titubeou.

A jovem reencarnação da deusa Athena apenas observava o general falar.

— Quanto ao Camus, por mais que tentasse ele sabia que sua felicidade e seu amor estavam no Milo e o perdoou de todo o coração todos os malfeitos do ex-cavaleiro de escorpião e hoje ainda aqui, preferiu morrer a deixar que eu levasse seu amado Milo! Diga-me, estamos ou não diante de um amor verdadeiro?

Athena voltou seu olhar para os amantes na cena ainda congelada ao seu lado, os fitou consternada.

— Não tenho dúvidas sobre o amor deles, eu sempre soube que era amor verdadeiro. — Respondeu a deusa calmamente.

— Então, eu terei minha vida? — Quis saber o general.

— Sim, Radamanthys, este é o acordo, não é? O ser do submundo que deseja viver uma vida mortal tem que saber reconhecer e provar a existência do amor verdadeiro, e você o fez. — Respondeu Athena firme.

As Moiras rodeavam o general.

— Vai voltar e terá.

— Terá uma vida mortal novamente.

— Vai querer tudo esquecer?

— Vai novamente um assassino demente ser?

As moças falavam rodeando Radamanthys.

— Dessa vez quero voltar com um corpo adulto e quero me lembrar de quem eu sou de fato, — Radamanthys sorriu cínico. — Da outra vez que vivi na terra como um mortal sem a consciência de que eu era um general do submundo tive uma vida atribulada, vivi a vida cercado pela ideia da morte.

— Jack, O Estripador!* Não... sua passagem pela terra não foi muito boa, pobre Inglaterra, pobre Whitechapel, pobre Londres, me arrependo de ter lhe dado tal chance. — Falou Athena na doce voz de Saori.

— Por isso me fez voltar ao submundo? Sim, claro eu devia saber.**

— Não podia deixar que você continuasse cometer atrocidades, não Radamanthys, o tratado diz que eu conceda a vida, mas não diz que eu permita que ela continue caso a pessoa que a receber não se mostre merecedor. — Respondeu altiva a deusa da sabedoria.

— Entendo, mas dessa vez será diferente, por isso quero manter minha memória quero saber quem de fato sou para que eu não seja assombrado com lembranças da vida lá em baixo.

— Como quer fazer?

— Já sei que corpo vou usar, sei de alguém que vai partir hoje está escrito e eu quero o corpo dele. — Falou Radamanthys.

Athena arregalou os olhos e se virou para Camus.

— Não! Por Hades! Não é ele! É outra pessoa, as Moiras sabem, o fio da vida dele está no fim e quando a vida dele se for, a minha vai começar!

Athena ficou observando Radamanthys por um tempo antes de responder. — Tudo bem, terá sua vida.

As Moiras se entreolharam a mais velha se aproximou de Radamanthys fez um gesto com as mãos e um fio transparente pareceu sair do general a mulher pegou este fio e dirigiu-se para as outras, foi até a irmã que trabalhava numa roca, de lá tirou uma ponta de fio, olhou para Radamanthys, depois para Athena e juntou os fios, o tornando um, continuou a tecer os fios na roca da vida.

Radamanthys fechou os olhos sorrindo aliviado respirou fundo e abriu os olhos quando viu a mulher mais nova falar.

— Você sabe como funciona, quando sair vai ser levado ao local onde sua alma habitará o corpo que escolheu no momento em que seu antigo dono o deixar.

— Eu sei, eu sei... — Falou contente o loiro, contudo antes de sair, Radamanthys olhou para os amantes com a cena ainda congelada, e perguntou: — O que vai acontecer com eles?

Athena sorriu internamente antes de perguntar, — Se importa?

— Não queria que o ruivo morresse, ele não devia ter vindo, devia estar se tratando, ele já havia provado o seu amor.

— Ele sentiu que o Milo corria risco, quando se ama de verdade essas coisas acontecem, — Respondeu Athena com parcimônia.

— Pode salvá-lo? – Perguntou Radamanthys

— Quer que eu o salve? – Devolveu Athena com outra pergunta.

Radamanthys tentou fazer uma cara indiferente antes de responder. — Não queria que ele morresse, seria realmente uma pena, e eu, de certa forma simpatizo com o Milo, não sei... acho que eu numa vida normal poderia agir como ele, não queria que a história deles acabasse assim aqui.

Falou saindo em direção a porta da capela e sumindo de vista.

— Senhora, vai deixá-lo voltar? — Perguntou a irmã do meio.

— Ele mudou, dessa vez vai ser diferente, viu que ele se importou com Camus e com o Milo? Da outra vez ele não pestanejou em matar o casal, alguma coisa me diz que dessa vez vai ser diferente. — Respondeu a Deusa sorrindo.

— E quanto a eles, senhora? — Perguntaram as três ao mesmo tempo olhando para a cena dos namorados que ainda permanecia congelada.

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— Alguma notícia? — Perguntou Mu, chegando à sala de espera do hospital encontrando Shaka com rosário de contas, entoando os seus mantras budistas.

— Ainda não Mu, quer se juntar a mim nas orações?

Mu concordou e seguiu Shaka nos mantras, por ser tibetano e o Tibete ser o berço do budismo, Mu sabia quase todos os mantras de cura, não seguia a religião, mas não duvidava do poder da fé.

Milo estava adormecido em uma poltrona despertou assustado olhando para os lados.

— CAMUS!!! — Gritou assustando os amigos que estavam orando. — Onde ele está? Camus! Camus!

Mu foi o mais rápido em segurar Milo que estava descontrolado.

— Acalme-se Milo você teve um pesadelo está tudo bem, o Camus está recebendo o transplante agora.

Shaka se aproximou do histérico Milo tentando controlá-lo, — Milo, se acalme o que houve?

Milo chorava em desespero, seu Camus ele havia perdido seu amor.

— Cadê ele? Por Athena não diga que... Eu não vou suportar, o Radamanthys ele queria levá-lo, eu tentei impedir, mas não sei... Cadê ele? — Milo chorava copiosamente e se debatia sem ouvir o que Mu lhe dizia.

Shaka o segurou com mais energia e falou firme, — Milo o Camus está bem, o Saga falou que este procedimento não seria de grande risco, você teve um pesadelo acalme-se homem!

— Não, isso não faz sentido estávamos na capela... O Radamanthys... como eu vim parar aqui?

— Milo quando eu cheguei você já estava aqui dormindo, não te julgo, você deve estar exausto tem sido muito cansativo pra você esses dias. — Respondeu Shaka.

"Eles não entendem, o Camus eu preciso ver meu Camus"— pensava Milo aflito olhando para os lados.

Neste momento Saga saiu da sala do transplante e todos olharam para ele.

— O transplante foi um sucesso, o Camus ainda está sedado, como eu havia falando este momento o isolamento é absoluto, pois sua imunidade está reduzida a zero e... — Saga olhou para Milo que ainda chorava. — Milo deu certo, você vai poder ficar com ele, havíamos combinado isso, não fique assim.

— Eu preciso vê-lo Saga, por favor, preciso ver meu Camus agora.

Saga olhou para os amigos que estavam sem saber o que tinha dado no escorpiano naquele momento.

— Tudo bem, não sei se vai ser bom para o Camus acordar e olhar para essa sua cara feia, mas venha vou te levar até ele. — Disse Saga saindo com Milo em seu encalço.

Quando Milo entrou no quarto viu Camus deitado ainda adormecido, seu coração apertou não conseguia parar de chorar o medo de perder seu Camus o deixava sem chão.

Ao longo Camus ouviu a voz de seu Milo, o escutou chorando, mas onde ele estava? Tentando tomar consciência de onde estava Camus abriu os olhos lentamente tentando se familiarizar com o ambiente, quando se lembrou do que houve na capela tentou fazer um movimento, mas Milo notou e apertou sua mão o fazendo olhar em sua direção.

Seus olhos se encontraram.

— Milo... Como? – Perguntou num sussurro o ruivo confuso.

— Não sei. — Milo sorria e chorava ao mesmo tempo de alegria, felicidade e alívio.

Camus também sorriu.

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Os amigos estavam todos reunidos no café em frente ao hospital, sabiam que por serem muitos não seria bom todos ficarem na sala de espera, então num consenso geral decidiram esperar neste café. Somente Mu e Shaka foram ao hospital, eles acompanharam o processo desde o início e queriam estar mais próximos agora na reta final.

Todos estavam apreensivos, o fato de Camus um ex-cavaleiro de Athena como eles ter ficado doente, e essa doença ser assim tão grave que o deixou entre a vida e a morte, mostrou a eles que todos eram pessoas normais agora que poderiam morrer por uma doença, coisa antes impensável. Cada um ao seu modo, todos tinham este mesmo pensamento, a morte rondava e essa era uma batalha que nenhum deles gostaria de enfrentar.

O celular de Aldebaran tocou, todos os olhares se voltaram para ele. – Alô, Mu... e então, como foi?

Houve um momento de tensão antes do sorriso aberto de Aldebaran aparecer em seu rosto acalmando o coração dos amigos.

— O transplante foi um sucesso, ele está bem. — Anunciou o marido de Mu e todos os presentes deram vivas.

Matteu com seu jeito canastrão deu vivas e bateu palmas.

Afrodite abriu um belo sorriso e deu um beijo na bochecha do namorado.

Shura e Aioros se abraçaram.

Aioria vibrou ao lado de Aldebaran. — Precisamos avisar o Kanon.

Kanon ainda estava a caminho teve um contratempo no trabalho.

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Radamanthys estava próximo a um cruzamento ao longe avistava o rapaz que em breve faria a passagem, nem sempre os juízes de Hades sabiam quem ou quando uma pessoa desencarnaria, mas neste caso Radamanthys entrou nas salas dos destinos e procurou todos que fariam a passagem neste dia esse rapaz em particular chamou sua atenção, o rapaz era o inglês, também era loiro e trabalhava como psicólogo e tinha por volta de seus trinta e poucos anos.

Ralf, este era o nome do rapaz andava distraído com a ficha de seus pacientes não notou que o sinal estava fechado ao atravessar a rua.

Kanon estava preocupado tinha finalmente terminado de entregar um projeto para seu escritório, ele queria estar com os amigos no café, mas teve que cumprir sua agenda no trabalho primeiro, quando seu telefone tocou.

— Alô, Aioros! E aí temos novidades? — Perguntou tenso o geminiano.

— Sim, deu tudo certo, o transplante foi um sucesso, estamos te esperando aqui, não demore. – Respondeu o marido de Shura do outro lado da linha.

— Ah! Que boa notícia! Não se preocupe já estou chegando. — Respondeu Kanon desligando o celular que caiu em seus pés.

— Mas que merda! — Kanon abaixou para pegar o aparelho, quando voltou olhou para frente e um rapaz estava na sua frente, — MERDA! AHHH!

Kanon freou o carro e tentou desviar o rapaz, mas não foi rápido o suficiente e acabou o atingindo com a lateral do carro.

Radamanthys sorriu seu corpo se fluidificou e como fumaça ao vento foi conduzido para o corpo do rapaz que jazia no asfalto.

— Merda! Merda! Merda! Seu maluco, como atravessa assim? Merda! — Kanon falou nervoso se aproximando do rapaz.

— Alguém chame uma ambulância! — Pediu se ajoelhando próximo ao ferido, — Eu... você está bem?

Radamanthys abriu os olhos e olhou para Kanon que se perdeu em seu olhar, — Você está bem? — Perguntou novamente com a voz baixa.

— Sim, — Respondeu Radamanthys sorrindo, mas quando sentiu uma forte fisgada na perna falou gemendo, — Aí não, acho que quebrei a perna!

— Calma, calma! Olha meu irmão é médico do hospital aqui perto, eu vou ligar pra ele vamos até lá. — Kanon foi até o carro pegou seu celular e ligou para o irmão.

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— Não sei o que deu no Milo, primeiro eu estranhei o fato dele ter dormido antes mesmo de eu entrar na sala do transplante, mas acho que alguma enfermeira deve ter dado um calmante pra ele, — Falava Saga com Mu e Shaka, — O Camus também estava calmo ele adormeceu ainda na cadeira de rodas, fiquei feliz que ele tivesse se acalmado, de manhã no quarto ele estava bem excitado eu até me preocupei com isso, mas...

Saga não terminou de dizer, pois seu celular vibrou em seu bolso.

— Oi Kanon, O que houve?... O QUÊ?

Mu e Shaka olharam preocupados pela expressão de Saga.

— Mas você está bem? Peça para a ambulância o trazer para cá, sim vou preparar tudo estarei esperando.

Assim que o médico desligou o telefone Shaka perguntou, — Aconteceu algo com Kanon?

— Ele se envolveu num acidente, parece que tem alguém ferido, vou preparar as coisas para recebê-los, com licença.

Mu e Shaka se entre olharam preocupados assim que viram o médico sair.

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— Viu, eu falei pra você que ia dar tudo certo — Comentou Shun com seu jeito doce e positivo.

— É Shun... mas o Saga disse que o transplante em si não era perigoso, o risco estava no antes e no depois, a verdadeira batalha do meu mestre começa agora, o corpo dele está frágil e a imunidade muito baixa, ele está totalmente vulnerável. — Respondeu Hyoga cabisbaixo.

— Não vamos pensar assim Hyoga, vamos pensar que a primeira batalha ele já venceu, agora falta pouco, ele vai conseguir. — Confortou Issak que por dentro estava com muito medo de perder seu mestre.

— O Issak tem razão, Hyoga, a primeira batalha foi vencida e tenho certeza que o Camus vai vencer a guerra.

Os amigos de Hyoga vieram buscá-lo no hospital, pois o loiro já estava de alta. Sua parte no transplante foi bem simples quase como doar sangue.

Issak ainda se sentia deslocado próximo aos amigos de Hyoga, quando estavam saindo Issak ouviu algo o chamando quando se virou reconheceu seu antigo companheiro de batalha.

—Sorrento!? Nossa que surpresa. – Disse o pupilo de Camus.

Os outros rapazes cumprimentaram o ex-General Marina e deixaram Issak a sós com seu amigo, Hyoga não sentiu ciúmes, pelo contrário achou bom que Issak tivesse contato com seus amigos, ter amigos era importante para a saúde mental de qualquer pessoa.

— Oi! — Cumprimentou o ex-Marina. — Soube o que houve com seu ex-mestre vim saber como você está.

— Estou bem, nossa fiquei feliz em te ver, mesmo. — Confessou Issak.

— Vamos tomar um suco, ou alguma coisa? Assim colocamos os assuntos em dia. — Sugeriu Sorrento.

E eles seguiram para a lanchonete do hospital, Issak enviou uma mensagem para o namorado avisando, dizendo que o encontraria mais tarde, Hyoga e os outros tinham ido para o Café em frente ao hospital encontrar os amigos de Camus.

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Após o transplante Camus permaneceu no isolamento, essa era a fase mais crítica e complicada do tratamento, as náuseas e enjoos eram constantes, mas Camus não reclamou em nenhum momento, estava agradecido por ter essa chance de continuar vivo ao lado do seu Milo, e por ele Camus enfrentaria tudo.

Milo, por sua vez, foi o enfermeiro perfeito, sempre cuidadoso e atencioso, paciente e benevolente com seu ruivo.

Nas noites mais difíceis Milo sentava com Camus ao seu lado no sofá do quarto, e fazia o ruivo adormecer sentado, numa posição em que seus enjoos não o incomodassem tanto.

E assim os dias foram passando, quando Camus fez um mês de transplantado Saga entrou no quarto do ruivo alegre falando.

— Muito bem, Camus! Amanhã você vai ser transferido para o quarto finalmente, e vai poder receber visitas! Tá todo muito louco para te ver.

Camus olhou para Milo sorrindo, — Finalmente!

Milo também sorriu um tanto aliviado, ir para o quarto era um grande progresso.

Após os exames de rotina Saga saiu do quarto deixando o casal a sós.

Camus olhou para Milo e comentou, — Já vai poder voltar ao trabalho Milo, eu vou ficar bem.

— Não vou sair de perto de você Camus e, por favor, não vamos falar disso. — Tentou desconversar Milo.

Camus conhecia seu namorado e sabia que havia algo errado, ou pelo menos desconfiava, uma vez que Milo praticamente não saiu do seu lado desde que descobriu sua doença. – Milo, existe algo que queria me contar?

— Camus, deixa essas coisas pra lá, não vá se preocupar isso. — Tentou Milo novamente.

— Milo, o que está havendo com seu trabalho? — Perguntou Camus com seu tipo jeito sério que intimidava qualquer um.

Milo querendo evitar que seu Camus se exaltasse, resolveu falar a verdade. — Eu saí do meu trabalho. Bom, fui até pedir uma licença, disse que aceitaria uma licença não remunerada, mas eles disseram que não podiam me liberar que eu deveria contratar alguém para cuidar de você e seguir pensando na minha carreira e mais um monte de bosta que nem prestei atenção. Não Camus, não faça essa cara. — Falou Milo vendo a expressão de Camus. — Te deixar sozinho no hospital estava fora de cogitação, eles queriam que eu viajasse, eu jamais faria isso.

Camus ficou olhando para Milo primeiro sério, mas depois com carinho, era bom saber que o namorado não o abandonaria. E ele, Camus, se tivesse no lugar de Milo teria feito o mesmo.

— Tudo bem Milo, mas agora somos dois desempregados, como faremos? Eu gastei todas minhas economias na reforma da escola e... E ela se acabou em chamas. — Comentou Camus sentindo o peito doer, ainda era muito triste pensar na "sua" escola se acabando no fogo.

— Verdade, você perdeu o emprego na universidade, mas por que o que houve? Não tivemos tempo de falar sobre isso. — Indagou o escorpiano.

Camus pensou bem antes de responder, sabia da impulsividade do seu namorado, então achou melhor não se aprofundar nos motivos que o levaram a sair. — Bem, sofri o acidente e perdi uma reunião com investidores importantes e bom... eles apoiaram o projeto do outro professor, foi isso.

— Eles te mandaram embora por isso? Mas Camus, você não falou que tinha se acidentado? Eles não podiam fazer isso. — Reclamou Milo irritado.

— Milo eu tinha acabado de sofre um acidente de carro, descoberto que estava doente e achava que você... Eu tinha um prazo, um mês, eu não tinha cabeça pra brigar com eles, — Declarou Camus, revelando a ameaça de Radamanthys.

Milo se aproximou de Camus e pegou em suas mãos antes de falar. — Ele estava te ameaçando? Me explica como foi isso?

Camus revelou então a Milo tudo que havia acontecido, o acidente, o encontro com Radamanthys, o castigo, o sonho. Tudo.

— Me perdoa Camus, nunca quis que passasse por isso, nunca vou conseguir me perdoar por isso. — Pediu Milo beijando a mão do seu ruivo visivelmente emocionado.

— Milo... já perdoei tudo, eu te amo e você é minha razão de viver... só consegui porquê você estava comigo.

— Quando te vi no hospital eu tive certeza que queria estar vivo por você e pra você, e agora nós fomos agraciados com essa chance de sermos felizes. — Camus sorriu pra Milo e acrescentou: — Mas teremos que pensar como faremos para nos manter, estou sem trabalho e sem condições de trabalhar por enquanto...

Camus não terminou de falar, pois foi cortado por Milo. — Pode ir parando senhor Camus! Não quero ver essa ruga de preocupação na sua testa, você não tem que cuidar de tudo e de todos, eu posso cuidar de você, tenho algumas economias no banco e eu estive pensando em... E, bem Camus, eu tava pensando que podíamos morar juntos, digo de fato, em definitivo! Assim eu poderia alugar meu apartamento e a gente pode ter essa renda por enquanto, o que acha?

Camus ficou olhando para Milo e sorriu, seu namorado tinha um jeito tão mais leve e fácil de resolver os problemas de emergência, — Bem, você já morava lá praticamente e... Vai ser como estar, er... digo vai ser legal. — Camus iria dizer que era como se estivessem casados de fato, sentiu vontade de tocar neste assunto, de pedir a mão de Milo, mas não ali e definitivamente não enquanto estivesse no hospital.

Milo beijou seu ruivo e completou, — É bom saber que concorda, pois minhas coisas já estão lá na sua casa, eu pedi para o Aioria cuidar disso pra mim e um apartamento mobiliado é mais rentável então oficialmente, já moramos juntos.

Camus sorriu, Milo era impossível.

Algumas semanas passaram, Camus já estava no quarto os amigos o visitavam constantemente, cada dia vinha uma dupla diferente, Camus nunca havia se sentido tão amado, seus pupilos iam todos os dias e eram só cuidados com ele.

Zima, a amiga e diretora da escola, também foi visitá-lo e ambos de emocionaram ao lembrar da escola. Ela informou que os bombeiros disseram que houve um curto circuito e essa foi a causa do incêndio, a diretora lamentou a falta de verba que tinham, mas disse que já estava com um novo projeto, mas contaria mais a Camus quando esse saísse do hospital.

Certo dia estava Aioria seu irmão Aioros conversando com Camus e Milo.

— Pois é, aí o Kanon atropelou o cara, mas parece que já estão namorando, eu já vi as pessoas fazerem coisas absurdas para sair com alguém, mas atropelar foi a primeira vez. — Contava Aioria quando alguém bateu na porta do quarto, Aioros abriu a porta e não reconheceu o visitante.

Milo fechou a cara e Camus se surpreendeu.

—Tobias. — Falou o ruivo não acreditando na cara de pau daquele homem em aparecer assim.

— Olá, Camus! Meu caro, como vai? Soube que está melhor. — Falou escabreado o reitor.

— O que faz aqui, Tobias? — Perguntou o ruivo sem perceber o olhar felino que Aioria lançava ao homem.

— Ora, que pergunta, vim ver como estava, por que não me falou do seu estado de saúde, meu amigo? — O homem começou cínico.

Camus não acreditava no que ouvindo, como alguém podia ser tão cínico?

— Sabe bem o porquê Tobias, eu fui praticamente enxotado da universidade.

— Ora, Camus... não é bem assim, houve mal-entendido. — Continuava cínico.

— O que quer, Tobias? — Camus falou sério, aquele homem estava o tirando do sério.

Tobias olhou sério para Camus que tinha Milo ao seu lado, — Eu quero que retire o processo, a universidade vai custear o seu tratamento, não precisa se preocupar e vai receber uma pequena indenização, mas não queremos escândalos, Camus. Estou muito decepcionado com você, não esperava tanto.

Camus não estava entendendo nada, "do que esse cara está falando?"— pensava o ruivo quando Aioria falou.

— Pequena indenização? Não, meu senhor, meu cliente não vai fazer acordos aqui no hospital e essa sua "visitinha" vai ser anotada e vamos ver o que o juiz achará disso. — Começou Aioria como um leão defendendo o território.

Tobias deu um passo para trás ao ouvir a ameaça de Aioria, Camus esse processo de assédio não vai fazer bem pra mim, e muito menos pra você! Nós dois temos um nome a zelar. – Começou Tobias finalmente deixando sua máscara de bom moço cair.

Camus não demorou a perceber que Aioria tinham algo a ver com aquela história de processos e por isso permaneceu quieto, mas Milo de tudo que foi dito absorveu apenas a palavra "assédio".

— Assédio? Camus do que esse cara está falando? — Perguntou o loiro abaixo, pouco mais que um sussurro, mas com um olhar ameaçador.

Camus olhou para Milo e olhou para Tobias que deu alguns passos para trás ao sentir o olhar de fúria de Milo em si, o ruivo sorriu malicioso e lançou o olhar de desprezo ao seu ex-chefe. E olhando nos olhos de Tobias respondeu a pergunta de Milo, — Esse nojento me agarrou a força na sala dele, me fez propostas indecorosas e...

Camus não terminou de dizer as coisas que Tobias fez, pois Milo voou sobre a cama agarrando o reitor pelo pescoço e lhe dando vários socos.

Camus se esqueceu do quanto seu namorado era passional, ou melhor, não imaginou que Milo sairia do controle assim, ou imaginou... nem ele mesmo saberia dizer, mas por sorte Aioros e Aioria estavam no quarto e conseguiram conter o escorpiano ensandecido.

Tobias com os lábios inchados ameaçou, — Vou colocá-lo na cadeia, seu viado maluco!

Aioria olhou feio para o homem e rebateu, — Vá à delegacia, dê queixa e vamos tornar este caso público, seu homofóbico, ou melhor, seu enrustido!

Tobias olhou para Aioria e ponderou e sabiamente tentou voltar ao tom calmo, — Camus vamos resolver isso de uma forma discreta.

— Eu procuro o senhor, mas agora saia ou eu soltarei o Milo. — Ameaçou Aioria que com muito custo tentava conter o escorpiano com o auxílio de seu irmão.

Tobias achou melhor obedecer e saiu apressado com medo que o namorado de Camus se soltasse dos amigos.

— Milo, contenha-se você estava se tratando para não termos mais cenas como essas. — Bronqueou Aioros.

Milo respirou fundo tentado se controlar e olhou na direção de Camus que por um momento ficou sem ação sem saber qual seria a atitude de Milo consigo, mas o escorpiano apenas se aproximou, e com a voz calma perguntou. — Ele te machucou? Quando te agarrou ele te machucou?

Respirando tranquilo pelo tom de voz ameno do outro, Camus respondeu: — Não, ele me pegou de surpresa, desprevenido, mas dei um soco nele, não se preocupe Milo.

Milo ficou olhando para Camus antes de assentir e se desculpar, — Me desculpe por isso, eu perdi o controle.

Camus sorriu sapeca e respondeu: — Não se preocupe, fiz de propósito, queria ver aquele enrustido levando uns tapas.

Milo e os irmãos Aioria e Aioros sorriram com o jeito de Camus, até Saga entrar no quarto e dar sermão em todo mundo, principalmente em Milo que devia se lembrar de que estava num hospital, e em Aioria e Aioros por não terem impedido Milo, mas assim que o médico saiu os quatro deram risadas dos acontecimentos.

Aioria explicou a Camus que entrou com um processo contra a universidade por terem o demitido estando ele doente, e com um tipo de doença de alto risco de vida eles jamais poderiam ter agido assim, e também entrou com um processo sobre o assédio sexual do reitor em cima de Camus.

— Mas Aioria, eu não tenho como provar o assédio, foi na sala dele, não tivemos testemunhas. — Argumentou Camus.

— Não se preocupe com isso Camus, deixe esse caso comigo, sei que eu deveria ter esperado que você melhorasse, mas não aguentei, precisava fazer algo, você estava aqui, havia passado por tanta coisa... Eu quis vingá-lo meu amigo e usei aquela procuração que você me deu na ocasião das doações que conseguimos, aliás, este é outro fator contra sua demissão, foi investido dinheiro na sua pesquisa e eles não poderiam ter te tirado do jogo assim. — Aioria explicava a Camus.

— Não quero tornar este caso público, Aioria, Tobias tem razão nisso, não é uma exposição boa. — Pediu Camus.

— Mas, Camus ele te assediou, aquele bastardo merece ser punido. — Foi Milo quem falou.

— Olha Camus, deixa comigo, não vou te expor, jamais faria isso. Só me deixe continuar a cuidar desse caso, sim? — Pediu o leonino.

Camus concordou com a cabeça, afinal o que ele tinha a perder? Sua homossexualidade nunca foi um tabu, todos que o conheciam sabiam de seu relacionamento com Milo, Tobias, o enrustido, tinha muito mais para perder.

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Finalmente chegou o grande dia, Camus teve alta e iria enfim voltar para casa, sua família logo chegaria para o buscar, Milo foi assinar os papéis do hospital e Camus já estava vestido suas roupas, dando graças por ter se livrado dos pijamas, olhava ansioso para a porta a espera de que um dos seus aparecesse.

Milo, Issak e Hyoga estavam na sala de Saga que pediu para falaram com eles em particular antes de Camus ir para casa.

— Bom, rapazes, como sabem hoje se inicia uma nova fase na vida do Camus, ele teve uma nova chance dos deuses, uma nova vida, bom... quase um milagre! Mas, preciso alertá-los sobre algo.

Todos olharam preocupados para Saga.

— O Camus agora é um transplantado. — Continuou Saga.

— Mas ele vai poder levar uma vida normal, não vai? — Perguntou Milo tenso.

— Sim, Milo ele vai ter uma vida normal até certo ponto, ele vai estar mais sensível a emoções fortes então eu peço a vocês cuidado, tenham paciência e jeito com ele, o Camus precisa de carinho e afeto, não de preocupações e tristezas, ok?

Todos concordaram.

— Quem diria que um dia nos teríamos que nos preocupar com os sentimentos do Camus! — Hyoga comentou divagando sobre as voltar que o mundo dá.

Não demorou muito os três chegaram ao quarto de Camus que já estava impaciente, mas sorriu aliviado ao ver sua família ali. Após os cumprimentos e abraços, eles se despediram de todos no hospital e seguram no carro de Milo até o apartamento de Camus.

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No caminho Camus olhava a rua, as pessoas, a paisagem, os sons... tudo com muita atenção o fato de quase ter sucumbido no hospital o fez mudar, sim, ele sentia que estava diferente, queria estar diferente, em uma prece silenciosa Camus agradeceu aos deuses, e a Athena sua deusa de devoção.

— Bem-vindo de volta ao seu lar! — Milo falou abrindo a porta e para a surpresa de Camus todos seus amigos estavam ali: Mu, Aldebaran, Aioros, Shura, Aioria acompanhado de uma moça que Camus supôs ser Marin, pelos cabelos ruivos e algo no seu jeito, Shaka, Saga que deve ter corrido para chegar antes deles, Kanon com um rapaz que Camus não conhecia, mas devia ser o tal namorado atropelado.

Todos deram vivas quando viram o ruivo, a casa estava decorada com cartazes de boas-vindas, o ruivo usava uma máscara por ordem de Saga que avisou que ele deveria usar por enquanto toda vez que saísse ou estivesse em aglomerações.

Mas, o ruivo tirou a máscara enquanto cumprimentava cada um dos seus amigos.

— Que bom que está de volta, meu amigo. — Falou Mu que estava ao lado de seu marido.

— É bom estar de volta, Mu. Não sei como agradecer a você e ao Shaka. — Falou o ruivo ao se sentar numa cadeira que Milo havia providenciado cuidadoso.

— Depois falaremos disso, senhor Camus, nunca mais esconda nada da gente, hunf. — Bronqueou Shura.

— Me desculpem, não queria preocupá-los, — Pediu Camus envergonhado.

— Como o Shura disse, falaremos sobre isso depois! Agora é hora de comemorar a volta do ruivo. — Falou Matteu bonachão e todos o acompanharam com um brinde, Camus brindou com suco de uva.

Todos conversavam animados e Kanon se aproximou de Camus.

— Camus eu queria me desculpar com você, achei que estava fazendo um favor para se entenderem, mas tenho a sensação de que tudo isso foi minha culpa. — Falou sincero o irmão de Saga.

Camus olhou para o amigo, não podia dizer que não havia se magoado com Kanon, mas não seria racional, ficar com raiva do geminiano quando o próprio Milo havia lhe confessado o plano infeliz que tivera. — Tudo bem, Kanon, vamos passar uma borracha em cima dessa história.

Camus olhou para o rapaz sentado em seu sofá e sorriu para o Kanon, — Soube que atropelou um rapaz e o obrigou a namorar com você, é isso mesmo? — Perguntou o ruivo perturbando o outro.

— Pelos deuses, até o Camus tá me zoando? — Perguntou Kanon arrancando gargalhadas dos amigos, não era costume do ruivo fazer brincadeiras ou perturbar os amigos, mas todos haviam percebido que algo estava diferente em Camus e realmente o ruivo estava mudado, quando ele teve a primeira chance de voltar à vida foi diferente, porque ele em sua vida anterior apenas vivia em prol da deusa, mas agora nessa vida, ele se sentia mais vivo, mais completo, e com um motivo maior que antes, agora ele tinha todos que lhe eram caros, próximos, e jamais abriria mão de tê-los por perto.

Quando Kanon sentou se ao lado do namorado "Ralf" perguntou, — Do que vocês estavam falando?

Kanon olhou para o seu namorado, sim ele o conhecia a pouco tempo, mas estava apaixonado disso tinha certeza. — Bom, não é algo que me orgulhe, mas o Milo, aquele loiro ali, — falou indicando o onde estava o escorpiano — o namorado de Camus, enfim eles estavam brigados eu não sei o porque, mas o Milo teve a brilhante ideia de fazer ciúmes ao Camus e pediu minha ajuda, então numa festa nós... Er... nós nos beijamos enquanto dançávamos. O Milo achava que o Camus ia brigar, bater, mas saiu tudo errado.

"Ralf " estreitou os olhos segurando o ciúme, já conhecia a história, mas era ciumento. — Se eu visse alguém beijando você, eu ia querer ver essa pessoa sofrer muito, muito mesmo.

— Nossa, que ciumento! — Falou Kanon rindo, apesar de ter sentido um frio na espinha com as palavras do namorado. — O Milo é boa pessoa, ele e o Camus, não arrume confusão onde não existe.

Ralf sorriu e beijou seu namorado. — Relaxe acho que eles já sofreram o bastante.

Aioros se aproximou de Camus, o abraçou e pegando uma cadeira próximo ao ruivo começou a conversar. — Sabe Camus, fico feliz que vocês estejam juntos e bem, o Milo está se esforçando ele está se tratando, você sabe... o ciúme dele.

Camus assentiu com a cabeça e agradeceu, — Obrigado Aioros, sei que foi você quem ajudou o Milo e ...me perdoe pelo seu casamento, sei que estraguei tudo, mas se não fosse sua festa, talvez eu não tivesse aguentado por mais tempo.

— Não tem o que desculpar, Camus. — Tornou Aioros sorrindo sincero, quando ao longe ele avistou seu irmão com a ruiva na varanda.

— Aioria e Marin, quem diria! — Falou Camus surpreso.

— Pois é, meu irmão sempre teve um gosto estranho. — Comentou o sagitariano e os dois riram.

— Bom, nossa comemoração pela volta de nosso amigo está muito boa, mas ele precisa descansar, então pessoal, já está na hora de irmos! — Ordenou Saga.

— Não Saga, eu estou bem, — Tentou argumentar Camus, mas Saga o repreendeu.

— Você acabou de sair do hospital, não pode estar num aglomerado de pessoas por muito tempo, e tem que descansar, não pode abusar ou volta para o hospital. — Falou Saga fazendo o ruivo se calar e Milo sorrir.

Após todos saírem felicitando o ruivo, enfim ficaram e apenas Camus e Milo, e os pupilos do ruivo.

— É bom ter você de volta! — Falou Issak e Hyoga concordou.

— Rapazes, vou deixar o jantar por conta de vocês, vamos Camus, tem que descansar. — Pediu Milo.

— Não, Milo, calma... eu passei tempo demais descansando, não vou deitar agora. — Respondeu Camus.

Milo olhou para o ruivo por alguns segundos e pegou o celular e ameaçou. — Se o senhor não for para o quarto agora, eu ligo para o Saga e falo que você não quer descansar aí ele te manda de volta para o hospital.

Camus olhou sério para Milo e ergueu a sobrancelha esquerda o encarando, Milo por sua vez sustentou o olhar do ruivo e começou a digitar no celular.

Sem dizer palavra alguma, Camus levantou, passou por Milo e seguiu emburrado para o seu quarto.

Issak e Hyoga riram quando o ruivo sumiu de vista.

— Só você mesmo Milo! — Falou Hyoga.

Milo piscou pra eles e pediu, — Eu vou fazer ele descansar um pouco, posso contar com vocês para o jantar?

— Vai descansar Milo, a gente cuida de tudo. — Respondeu Hyoga.

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Camus chegou em seu quarto emburrado, mas logo que entrou no ambiente suspirou, em alguns momentos achou que não voltaria mais, Camus sacudiu a cabeça tentando afastar os pensamentos ruins, e nada melhor para esquecer aquilo que passou do que tirar o cheiro de hospital, resolveu então tomar um banho pra se sentir renovado.

Ele não havia se atentado para um detalhe, não havia espelhos no hospital, na realidade ele não tinha notado esse detalhe até agora quando viu sua imagem refletida no espelho.

Camus mal se reconheceu no espelho, se antes achava que estava magro e abatido agora estava praticamente irreconhecível, seu corpo estava extremamente magro e frágil, sua pele pálida muita mais que o normal, seus cabelos curtos e ralos, nesse momento não era nem a sombra do homem que foi um dia.

Enquanto Camus se observava no espelho Milo entrou no banheiro já tirando a camisa, — Camus já tomou banho?

O loiro parou atrás do seu ruivo que o olhou através do reflexo no espelho.

Camus por um momento se sentiu inseguro, mas Milo sem saber o que se passava na cabeça de seu ruivo o abraçou por trás, beijando seu pescoço.

— Que bom que está de volta, meu amor... — Declarou o escorpiano apaixonado.

Camus sentiu o peito aquecer, e sorriu para Milo, — É muito bom estar de volta.

Milo o beijou apaixonado, ajudou seu namorado a tomar banho, e se banhou também.

Já no quarto, Milo colocou um short malha fina de dormir, e Camus rebelde, vestiu uma calça de moletom cinza com uma camiseta branca, não quis colocar pijama dizendo que já estava farto de vestir pijamas e queria usar roupas normais.

— Nossa, Camus... eu nem consigo acreditar que finalmente estamos em casa, tudo está se ajeitando e... — Falava Milo sentando na cama de costas para Camus e quando se virou viu que o ruivo já havia dormido. — Seu teimoso se eu não fizer você descansar...

Milo sorriu, deitou ao lado do seu ruivo o abraçando e colocando seu nariz próximo do pescoço de Camus sentindo seu cheiro, "como senti falta de dormir com você assim, Camy" — pensou o loiro feliz, logo adormecendo.

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Milo se remexeu na cama esticando o braço para tocar em seu ruivo, mas não o encontrou, então despertou. — Camus?

Por um momento Milo temeu, teria sido um sonho e Camus ainda estaria no hospital?

Num pulo o escorpiano se pôs de pé e saiu pelo apartamento procurando seu ruivo.

— Camus! — Chamou assim que saiu do quarto e achou seu ruivo sentando a mesa de jantar conversando com Issak e Hyoga.

— Camus! — Chamou novamente finalmente se fazendo ouvir pelo ruivo que olhou em sua direção.

— Milo, o que houve? — Perguntou Camus ao ver seu namorado tenso, mas antes de responder Milo se aproximou de Camus e tomou seus lábios num beijo urgente.

— Camus, acordei e não te vi do meu lado... senti medo que fosse um sonho e que você não estivesse aqui comigo... — Falou o loiro com a testa colada com a de Camus assim que findaram o beijo.

— Não se preocupe, meu amor... estou aqui, e não vou a lugar algum! — Respondeu o ruivo carinhoso.

Issak e Hyoga ficaram boquiabertos, pois essa foi a primeira vez que Camus trocava carícias com Milo na frente deles, aliás, foi a primeira vez que ele aceitou o carinho do namorado e que correspondeu, os meninos nunca haviam visto Camus e Milo se beijarem, então a primeira reação deles foi desviar o olhar como se fosse falta de respeito ver seu mestre fazendo isso.

— Não te acordei porque você estava dormindo tão gostoso e tem dormido tão mal naquele sofá no hospital, então quis que descansasse mais, eu ia levar algo pra você comer depois, — Falou o ruivo acariciando o rosto de Milo sem se importar com a presença dos rapazes a sua frente.

— Camus! Essa é a minha vez de cuidar de você, não inverta os papéis mocinho, eu e os rapazes que vamos mimá-lo, e não o contrário. — Falou Milo abraçando Camus e beijando seu pescoço.

— É verdade. — Falou Issak chamado a atenção dos dois para si.

Camus percebeu que os rapazes estavam vermelhos e só então notou que trocara carícias com Milo na frente dele, mas aquilo não o importou.

Não se sentiu mal, pois foi natural como sempre deveria ter sido.

— Sente-se Milo, venha, coma conosco! Os meninos fizeram um delicioso café da tarde, ou melhor, da noite. — Convidou Camus. — Olhe temos até croissants e estão maravilhosos.

Milo olhou para a mesa posta, frutas, queijos, peito de peru, piscou algumas vezes antes de falar, Você deveria estar comendo algo mais forte Camus, deveria estar jantando e não comendo bobagens! — Ralhou o loiro olhando feio para os pupilos de Camus.

— Nós queríamos fazer um jantar Milo, mas o Camus que quis lanchar então preparamos o café. — Defendeu se Hyoga.

Camus em auxílio aos seus pupilos comentou. — Milo ainda me sinto enjoado, muito enojado por causa dos remédios, comer pra mim não está sendo uma tarefa fácil, então pedi para os meninos providenciarem estes croissants, pois desde o hospital que eu estava desejando comer isso.

Milo ficou olhando para o seu namorado e sorriu desfazendo a cara de bravo. — Tudo bem Camus, se é isso que está conseguindo comer, que seja! Contando que se alimente bem eu fico tranquilo. — Milo pegou a mão de Camus e apertou contra a sua os dois trocaram olhares cúmplices.

— Amanhã e tenho que resolver umas coisas no meu antigo emprego, — Comentou Milo.

— Tá eu só trabalho a noite fico aqui o dia todo, sem problemas, — Respondeu Issak.

— Eu também vou ficar em casa, só tenho que sair à tarde, eu fico com o Camus também. — Disse Hyoga.

Camus olhava de um para outro enquanto falavam e zangado resolveu se manifestar, — Ei! Eu posso muito bem ficar sozinho não precisam deixar seus afazeres de lado por minha causa.

Os três olharam para Camus e depois de entre olharam os meninos preferiram deixar Milo falar.

— Camus, meu amor você não pode ficar sozinho, está fraco ainda e precisa de cuidados e tem três enfermeiros que não deixaram você só nem um minuto.

Hyoga e Issak olharam para Camus concordando com as palavras de Milo.

Camus olhou para os três incrédulo, "eles estão mesmo unidos?" — pensou estranhado, mas de certa forma feliz. — Isso é um motim?

Os três riram.

— Sim capitão não obedeceremos suas ordens, principalmente no que diz despeito a sua saúde. — Falou Milo sorrindo para Camus e roubando-lhe um beijo.

Após comerem, os quatro conversaram durante mais algum tempo antes de Camus e Milo se retirarem.

Hyoga e Issak foram lavar os pratos.

— Você acha que eles transam? — Perguntou infantilmente Issak.

Hyoga riu. — Que tipo de pergunta é essa? Você tem alguma dúvida?

Falou descrente o loiro.

— Bom, Issak eu acho que eles vão dar um tempo nisso o Camus ainda está se recuperando, mas logo eles voltarão a ter uma vida sexual ativa. — Continuou Hyoga.

— Você acha que eles já transaram? Digo de verdade, sabe... como nós? — Tornou Issak.

Hyoga girou os olhos antes de responder. — O que você acha Issak que eles ficam jogando xadrez quando estão sozinhos?

Issak ruborizou emburrado antes de responder. — Não sei, sempre achei que o Camus não fazia... Que ele com aquele jeito dele nunca tinha... Só hoje, quando os vi juntos, foi que percebi que, sei lá... eles transam.

— Issak, acha mesmo que o Milo não teria dado um jeito de transar com o Camus? Não acho que o mestre consiga se manter indiferente ao Milo nu. — Hyoga falou e rio de seu comentário. — Sabe o que dizem sobre os quietinhos?

— Só me dei conta que o Camus é um homem comum hoje, quando eu o vi beijando o Milo, foi a primeira vez desde sempre que eles trocam carícias na nossa frente, eu sempre achei que o Camus fosse imune ao sexo e ao amor. — Comentou Issak.

— O Camus ama com a intensidade dele Issak, nunca duvide do amor dele. – Falou Hyoga serio.

— Ele está tão frágil Hyoga, e só de pensar no Milo se aproveitando dele...

Hyoga rio alto antes de zombar. — Que filho ciumento você está me saindo, senhor Issak.

Issak emburrado acabou rindo também, era verdade, sentia um ciúme de filho, ver seu "Pai" tão frágil e debilitado brotou em Issak uma vontade enorme de protegê-lo, de cuidar dele.

Notas finais
* Jack, o Estripador foi o pseudônimo dado a um assassino em série não-identificado que agiu no distrito de Whitechapel em Londres na segunda metade de 1888. ** O assassino nunca foi encontrado e os crimes cessaram, especula-se que talvez o assassino tenha morrido e por este motivo parou de cometer os crimes. ********************************* Nem o Milo nem o Camus o Rada queria o Kanon! =) Quando pensei nessa historia eu queria um motivo forte do Radamanthys, o que o levaria a fazer isso, primeiro pensei nele castigando os dois por inveja já que não teve a chance de voltar, mas depois de ler uma fic da Noire Steins, "Última vez" comecei a shipar eles que os queria juntos e é tudo tão intenso que pensei que seria um bom motivo, o amor, sim Rada fez para ficar com o seu amor. link da fic que me inspirou Kanon e Rada https://fanfiction.com.br/historia/518154/Ultima_vez/ Espero que tenha gostado desse desfecho! Bom então... eu falei que ia ser o ultimo, maaaaassss não vai da tem muito coisa para acontecer, muita coisa que eu quero escrever sobre o cotidiano deles com a experiência dessa vida e muitos pontos pra ligar, me perdoa? Mas então eu quero muuuuuuito saber o que achou desse capitulo, por favor comente! Comente!!! Comente!!! Leitor Fantasma, por favor, apareça já estou aqui na mesa branca esperando só sua psicografia... *-* Comente!!!!! #SemVergonhaDePedirReview #PeçoMesmo #SheilinhaPidona #Comente