Notas iniciais
Olá! como prometido o capítulo esta postado, mas tenho um aviso importante a fazer ele NÃO esta betado, e assim sendo quero que perdoe os erros que fatalmente encontrará, a Vivi minha beta esta muito sem tempo, eu a admiro muito, pois se eu fosse ela não daria conta nem de 2% das coisas que ela dá. Mas enfim, estou avisando para que não se espante com o texto. No mas, temos aqui muita emoção e... pera leia de depois a gente conversa sobre o capítulo!

Capítulo — 9

Camus não saberia dizer se foi pelo susto ou por não estar entendendo nada, o fato é que não tentou se afastar do gesto bruto de Milo e se deixou levar para o quarto.

— Quantas vezes eu já falei com você sobre isso? Quantas vezes eu já falei que te olhavam, te cobiçavam? — Perguntava Milo sacudindo Camus pelo braço.

Quando chegaram ao quarto Milo entrou ainda segurando o ruivo pelo braço, Camus estava mudo e olhava de Milo para seu braço, deixando claro com o olhar que não estava gostando daquilo.


Milo o soltou, mas ainda praguejava alto andando pelo quarto e dando socos nas paredes e nas portas. — Eu devia ter matado aquele filho da puta!

— Milo vai me contar o que houve ou vai passar a noite inteira assim? — perguntou Camus sério, pausado e frio como era seu jeito de se defender.

Milo olhou com raiva — O Matteu ele te viu nu, ele... ele – o escorpiano socou a porta do guarda roupas.


— Milo a menos que os móveis tenham algo a ver com o que aconteceu eu vou pedi para que os deixe em paz.- falou Camus já sem paciência.

O loiro respirou fundo tentando se acalmar, — Camus eu... — Milo colou a testa na de Camus e começou a falar, — nós estávamos lá jogando quando o safado do Matteu começou a falar que tem interesse em você, que te viu nu.

— Matteu com interesse em mim? Milo ele poderia estar brincando só pra te tirar do sério, sabe como ele é, — tentou contornar o aquariano.


Milo olhou o namorado nos olhos e num movimento brusco o virou de costas fazendo o ruivo ficar de frente para a parede, encostou o corpo no dele e falando em seu ouvido.

— Acredite em mim quando eu digo que você mexe com as pessoas, aquele “carcamano” estava dizendo que na viagem do ano passado, enquanto ele estava passando em frente ao nosso quarto viu a porta aberta, viu você sair do banho, com uma toalha enrolada ao corpo, depois viu você passar creme no corpo — Milo falava rouco no ouvido do ruivo roçando seu queixo no pescoço do outro, — ele viu você tirar a toalha e descreveu seu corpo e como sua bundinha é perfeita, linda e branca.


Camus ainda tentava assimilar o que havia acontecido na sala, todas as coisas que Milo tinha dito e se perguntava, como tudo aquilo havia se tornado um jogo de sedução?

Enquanto falava Milo despia Camus primeiro desabotoando sua camisa, acariciando seu peito, logo abriu o zíper da calça e a abaixou, com uma mão livre encontrou o membro do ruivo.

Camus ainda confuso não reagia aos toques do namorado.

— Ele disse que ficou de pau duro vendo essa bundinha, — Milo falava sussurrando e apertou as nádegas do ruivo que gemeu — aí... ele disse que me viu chegar e se afastou — Milo encostou seu falo duro na entrada de Camus, — quando ele voltou me viu fodendo essa sua bunda, e você estava gemendo como um viadinho — neste momento entrou de uma vez, sem preparo ou aviso.

Camus gritou de dor.

Tentou se mexer, sair, porém Milo o prendeu pela cintura e segurou seus braços, ficou parado esperando que o ruivo se acostumasse com o intruso.

— Você vai ser castigado Camus... por ficar nu sem tomar cuidado para que ninguém o visse assim, só eu Camus, só eu tenho este direito. Entendeu? — o loiro falava ainda sussurrando e lambendo o pescoço do ruivo.

Camus não saberia dizer quem era mais pervertido, Milo que passava da fúria para o mais perverso jogo de sedução ou ele próprio que no meio deste turbilhão de acontecimentos conseguia sentir prazer em ser tocado por Milo, mesmo de forma bruta.

”Não, por Athena eu não sou assim, não sou um louco pervertido”— pensou e tentando se afastar mais uma vez, e novamente foi impedido por Milo que começou a se movimentar dentro do ruivo, enquanto beijava, lambia e mordia seu pescoço.


— Milo... Não... Eu não quero... Me solta! — Pediu fraco e sem convicção o ruivo.

Milo saiu de dentro de Camus o virando de frente, seus olhos se encontraram, Milo se perdia nos olhos de mel do ruivo, olhos que por vezes se confundiam com os vermelhos de seus cabelos e Camus se perdia nos azuis cor do mar de Milo, o mar que dava a Camus a segurança de um náufrago perdido no oceano de emoções que era viver ao lado do escorpiano.

Ficaram ali se olhando, só ouvindo a respiração um do outro, se analisavam.

Vencidos pelo desejo se atracaram novamente, Milo suspendeu Camus nos braços fazendo o ruivo cruzar as pernas em sua cintura e caminhou até a cama onde deitou o ruivo, Milo queria uma pegada forte, queria marcar Camus como seu e isso não seria difícil, visto que o ruivo era branco como porcelana, então ele mordia, lambia e chupava cada pedaço do corpo do namorado.


Camus por sua vez estava vivendo a noite de sexo mais selvagem de sua vida, todas a coisas sobre sexo aprenderá com Milo e este momento “selvagem” não seria diferente.

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No salão Afrodite passava gelo no olho de Matteu, claro que sem o menor cuidado.

Ai! Anjo mio, cuidado, — pedia o Italiano.

— Você não toma jeito mesmo, heim! Todo mundo sabe como Milo é ciumento o que você falou pra ele? — Perguntava o pisciano.

— Ele mereceu cada soco que levou, faltou o respeito com o Milo e com o Camus — concluiu Aioria.

— E por falar em Camus será que ele está bem? Por que o Modo que Milo o levou daqui, foi injusto. — perguntou Saga preocupado.

— Não se preocupe o Camus sabe se cuidar e o Milo não faria mal a ele, eu acho. — Respondeu Kanon solicito, sabia da amizade do irmão para com o ruivo.

— Alguém poderia dizer o que houve aqui, estou sem entender nada até agora? — questionou Shaka já irritado.

Aioria foi quem explicou e no final todos concordaram que Milo bateu pouco, até Dite deu alguns cascudos no seu namorado.

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Na manhã do dia seguinte Milo foi o primeiro a acordar, teve uma noite de sono bem agitada, sonhou que seu ruivo o traia com todos seus amigos, via o ruivo se refastelando com Saga, Matteu, Aldebaran até com Mu e Dite o ciúme de Milo estava realmente passando dos limites.

Acordou suado e agitado, demorou um pouco para reconhecer o local onde estava, olhou para o seu lado na cama e lá estava seu ruivo nu, todo marcado, algumas manchas roxas em suas costas e braços, marcas de dedos em suas nádegas, chegou a se senti culpado, a noite de ontem havia sido a mais quente de todas. O sexo foi feito com fúria e intensidade como era o amor deles.


Milo ficou deitado pensando em seu relacionamento com Camus, se pudesse certamente colocaria o ruivo em uma bolha onde ele seria só seu, o loiro odiava dividir seu Camus com os pupilos, com os amigos, com o trabalho, sim, Milo sabia que tal desejo não era normal e só por isso não deixava seu ruivo trancado a sete chaves.

Camus abriu os olhos e viu seu amor acordado pensativo, ficou apenas observando, como amava aquele homem, tudo que sabia sobre o amor e o sexo aprenderá com Milo não sentia vontade de ter outra pessoa, não, Camus era o tipo de pessoa que se entrega a um único amor na vida e ele tinha se entregue a Milo.

Não ia deixar nenhum amante virtual tirar seu Milo de si, mesmo com todas as brigas e confusões foi Milo quem trouxe "calor" a sua vida.

Bon ju ma vie!— cumprimentou o ruivo em sua língua natal.

Bon ju!— respondeu Milo sorrindo.

Camus fez menção de se levantar, mas gemeu seu corpo estava dolorido.


— Ai.

Milo olhou consternado para seu amor, — eu te machuquei não foi?

— Um pouco eu não estava esperando uma noite tão "animada", — respondeu o ruivo.

— Me perdoa? Eu... Eu te amo tanto Camy. — Declarou-se Milo beijando as costas do namorado.

— Eu perdoo, mas vamos ficar sem... Não vamos fazer... Eu não consigo. — começou o aquariano.

Milo riu.

— Ok, até você se recuperar eu fico por baixo, — completou beijando Camus que o olhou nos olhos e perguntou.


— Milo me explique direito, o que houve lá em baixo ontem?

Milo suspirou nervoso passando as mãos pelos cabelos.


— Milo com calma me conte, o que houve? — Pediu Camus antes que Milo ficasse irritado.

— Ele foi desrespeitoso com você e comigo, — começou a explicar o escorpiano, — ele falou na maior cara de pau que estava afim de você.

Camus riu incrédulo.

— É verdade Camus ele ficou se gabando de que te viu nu ano passado naquele hotel que ficamos e ele detalhou a história para o Saga, o Kanon e o Aioria, que estava afim de você desde que te viu nu, detalhou seu corpo nu para eles e disse que ficou espiando enquanto nós nos amávamos. Ainda acha que eu fui errado? Acha? — Perguntava Milo nervoso.

Camus muito envergonhado mal acreditava no que ouvia, — Milo eu não acredito, ele passou de todos os limites. Isso é um absurdo!

— Por isso eu soquei a cara dele. — Concluiu Milo.

Camus não falou mais nada achou melhor mudar de assunto, Matteu era assim, inconveniente e em algumas ocasiões era vulgar, mas este era o jeito dele já tinha se acostumado o amigo não mudaria nunca.

Camus sentiu a barriga roncar, — Estou faminto.

— Eu desço e pego comida para nós, hoje quero ficar aqui com você o dia todo.

Camus levantou para tomar um banho quando viu que além de dolorido ele estava todo marcado, havia muitas marcas roxas em suas costas, peito, braços, isso sem mencionar sua bunda, — por Athena eu fui para alguma batalha ontem?

Milo o olhou da cama com cara de cachorro que fez xixi no tapete, — Sua pele é sensível demais, como fazia quando era cavaleiro?

Ainda se olhando no espelho Camus respondeu, — acho que o fato de ser cavaleiro de gelo me ajudava.

Desviando os olhos do espelho e olhando para Milo completou, — não dá pra sair, não deste jeito.

— Eu vou, pego algo para nos e ficamos aqui na nossa lua de mel — sugeriu Milo se levantando e indo de encontro ao ruivo o beijando.


E assim Milo fez, tomou banho e saiu para providenciar o café da manhã.

Encontrou alguns amigos no café da pousada, deu algumas desculpas de que Camus estava indisposto e que preferiam ficar no quarto.

— Não esqueça essa noite vamos sair e o Camus foi escolhido como motorista da rodada, — avisou Kanon antes que Milo voltasse para o quarto lugar onde o casal ficou o dia todo namorando, se curtindo, mas Milo havia avisado que Camus foi o escolhido como motorista e o ruivo muito responsável próximo ao horário combinado levantou para se arrumar.

— Não! Camy vamos ficar aqui. — Milo pediu manhoso.

— Milo! Ficamos aqui o dia todo você não cansa? — Comentou Camus incrédulo, — vamos ficar desnutridos assim.


Milo ainda tentou fazer alguma birra, mas Camus o convenceu a sair, o aquariano não podia aproveitar as praias nestas viagens, só sobrava para o ruivo curti a noite.

Quando Milo saiu do banho viu Camus ao celular, o ruivo não notou a presença do namorado quando desligou o aparelho e ficou olhando para a janela.


— Você estava falando com quem? — perguntou Milo nada discreto.

Camus olhou para Milo e falou sem emoção, — eu liguei para os meninos para saber como estão as coisas.

— Eles estão juntos? — Perguntou Milo.

Camus girou os olhos e respondeu — não Milo, claro que não o Issak está na Grécia e o Hyoga está no Japão, — falou o ruivo como se fosse óbvio.

—Hunf! E o que eles disseram? — Perguntou Milo enquanto se arrumava.

Camus voltou a olhar para a janela antes de responder, — o Hyoga falou para eu não me preocupar que ele está bem e que era para nós nos divertimos e o Issak falou para eu curtir a viagem e para de “enche o saco”.

— É um doce este menino — Comentou Milo.

Vendo que Camus ficou pensativo Milo foi até o ruivo e o abraçou, — Vamos fazer o que eles disseram? Vamos curtir! — Milo beijou o pescoço do ruivo e o virou de frente o beijando, — Eu amo você, Camus.

Camus olhou para Milo e sorriu triste — Não sei por que ele age assim comigo, não sei.

— Ei esquece isso, hoje a noite é nossa! — falou Milo animando o namorado..

Logo saíram, encontraram a turma na recepção da pousada. Matteu havia providenciado um furgão assim todos poderiam ir sem problemas estavam apostos, Saga, Kanon, Afrodite, Matteu, Aioros, Shura e ainda Mu e Aldebaran que decidiram ir de última hora, Shaka avisou que não ia, pois estava sem paciência para lugares cheios e barulhentos e Aioria não ia por que não estava se sentindo bem, segundo ele culpa da comida local.


Camus e Milo foram no banco da frente e os rapazes se instalaram nos bancos de trás e assim lotaram o furgão. Durante o trajeto todos riam e falavam bobagens, uma garrafa de Whisky foi consumida no trajeto, todos queriam chegar animados na balada.

Algumas pessoas devem achar ruim ser o motorista da rodada, mas Camus não via problema com isso, primeiro por que ele não era muito de beber e segundo por que era engraçado estar sóbrio e ver os amigos bêbados pagando mico.


Chegaram ao lugar era uma casa noturna, mas precisamente uma boate gay, os rapazes não queriam confusão e nos bares heteros eles não podiam ficar à vontade com seus namorados e nem os solteiros podiam paquerar sem receios.

Eles não entendiam o porquê do preconceito, visto que sempre encararam a homossexualidade como algo normal e natural. Quando você é criado longe de garotas e sem poder ver o rosto das que estão próximas torna-se bizarro ver um homem e mulher juntos, isso sim. E também não era costume os ex cavaleiros se importarem com detalhes da privacidade alheia.

Os amigos procuram uma mesa para sentarem, Matteu já tinha providenciado isso, aliás, Matteu estava saindo um excelente anfitrião.


Logo estavam todos bebendo e conversando, Dite após virar um copo de whisky foi para a pista de dança com seu namorado chamou Shura no caminho, mas este por prudência achou por bem ir com Aioros. Saga e Kanon foram "à caça" e ficaram próximos ao bar paquerando.

Mu quis ir dançar, o ariano bêbado era bem "saidinho”.

E Aldebaran não o deixou só e ninguém com juízo se aproximava do ariano, Camus e Milo ficaram sentados observando os amigos.


— Vamos dançar Camy? — Pediu Milo.

— Não, Milo sabe que eu não danço. — respondeu Camus ainda observando os amigos na pista de dança.

— Tá todo mundo dançado vamos Camy... Por favor! — insistia o escorpiano no ouvido do namorado.


Milo já estava na segunda dose de whisky depois que chegaram no bar.

— Milo não beba muito, nós não jantamos, seria bom pegar algo para comermos, — sugeriu o ruivo temendo que seu amado passe mal.

— Não quero comer, eu quero dançar! Seu chato. – resmungou.

Camus nada respondeu já estava habituado a este tipo de situação quando saiam e só ele não bebia.


Este era o grande problema deste tipo de situação onde Camus era o motorista da vez, Milo sempre foi o mais atirado e Camus o mais tímido, ou seja, dois extremos e quando Milo estava "alto" por causa da bebida as coisas eram ainda piores.

Milo abraçava seu namorado e o beijava mesmo Camus não gostando de se expor assim em público o ambiente ali era propício, baixa iluminação, mesa estrategicamente afastada, ou seja, tinham privacidade.


Logo Mu e Deba sentaram com eles.

— Uhuu que calor! — o ariano disse ao se sentar.

— Pode crer! tá quente mesmo. Eu garçom cerveja, — pediu o Taurino.

— Agradável aqui, não? — Comentou Mu.


— Sim é bem simpático — Camus respondeu.

O garçom chegou anotando o pedido deles.

— Duas cervejas, Milo você vai de cerveja? — perguntou Aldebaran, contudo foi Camus quem respondeu.

— Não, ele está bebendo whisky.

— Nossa você decide até o que eu bebo? — questionou Milo emburrado.

— Sabe que não é bom misturar. — foi o que respondeu o ruivo.

Todos conversavam animadamente até que começou a tocar uma música que Milo gostava e ele se levantou, — Camy vou dança tem certeza que não quer vir? — Perguntou o escorpiano antes de ir.


— Não, não, poder ir eu vou ficar bem. — Respondeu Camus rindo.

Mu e Aldebaran também seguiram Milo, Camus observava todos e às vezes ria das palhaçadas dos amigos.

— Ué cadê todo mundo? — Perguntou Saga sentando numa cadeira próxima a Camus.

O ruivo apenas apontou pra pista de dança, neste momento o garçom chegou com os pedidos, isca de frango, cervejas, whisky e a água para Camus.

— Vai beber água? — Questionou Saga.

— Motorista da vez, lembra?

— Sim, Camus, mas pode tomar outra coisa, olha aqui, — Saga pegou o cardápio, — Veja eles têm um coquetel de frutas muito bom e pode ser feito sem álcool.

— Hum, parece interessante. — sorriu Camus respondendo.



O que dizer do ciúme? Que tipo de sentimento de posse é este? Sabemos que sofre quem é alvo deste sentimento e principalmente quem traz este sentimento consigo.

Milo estava dançado divertido com os amigos na pista de dança quando olhou para mesa a procura do seu namorado e o viu conversando com Saga, seu ciúme era tão grande que Milo não enxergou que Kanon estava sentado à mesa também.

Milo estreitou os olhos e foi a passos duros até a mesa, puxou uma cadeira sentou-se atrás do ruivo e o abraçou, beijando seu pescoço e o puxando para um beijo possessivo.


Camus assustou-se no primeiro momento antes de perceber que se tratava de seu namorado, findou o beijo e se afastando do escorpiano e o olhou com reprovação, Milo sabia que Camus não gostava destes agarramentos em público. — Milo contenha-se! — bronqueou baixo.

Saga inteligentemente desviou o olhar para seu irmão que fez sinal para se afastarem e assim o fizeram sem serem notados pelo casal.

— As pessoas tem que entender que você tem dono e seu dono está bem aqui! — Falou rudemente Milo.


— Milo, por favor, não beba mais, eu fico deslocado assim, — pediu Camus mudando de assunto, sabia que Milo estava bêbado e discutir agora não ia leva-los a lugar nenhum.

Assim como todos os bêbados do mundo a primeira coisa que Milo respondeu foi o clássico, — Eu não estou bêbado!

Logo os amigos voltaram à mesa, conversando e rindo, pediram outra rodada e algo para comerem, coisa que Camus agradeceu mentalmente, estar com Milo numa situação dessas era como pisar em ovos.

— Vou ao banheiro, — Camus avisou Milo antes de se levantar, após usar o toalhete decidiu ir ao bar pedir o tal coquetel de frutas.

— Garçom, por favor, um coquetel deste, — Pediu apontando para o cardápio logo sentiu uma presença ao seu lado achou que era o Milo, mas estava enganado Matteu sorria charmoso olhando para si.

Belo por que não disse que queria beber alguma coisa? Eu pegava pra você, eu sei que ser o motorista da vez é uma droga por isso nem estou bebendo tanto para não te deixar entediado, — falou sedutor o canceriano.


Milo estava certo em uma coisa, "Camus demorava a perceber que alguém estava o cortejando", não fosse o incidente na noite anterior Camus acharia que o amigo estava sendo apenas gentil consigo, contudo ver Matteu, o antes temido Máscara da Morte, tentando o cortejar era cômico para se dizer o mínimo.

— Se você se sentir entediado rodeado de bêbados poder me chamar, — tornou Matteu galante pegando a mão de Camus e a beijando.

O ruivo começou a rir, não por estar flertando, mas por achar aquela situação cômica demais.


Porém o ruivo não sabia que estava sendo observado por um ciumento e possessivo, Milo.

Quando voltou à mesa Camus viu Milo virando outro copo de Whisky, não gostou, porém não falou nada. Prestando atenção nos amigos viu que eles falavam do amigo Mu que tentava se defender da zoeira dos amigos.

— Nunca disse que eu era santo, só por que aparento ser calmo não quer dizer que eu seja tão paciente! Ah por inferno eu sou ariano, hunf! — tentava se defender o ex defensor da primeira casa.


— Mu você é um furacão! — falava Deba rindo com os outros.

— Pelos Deuses Mu! Você perdendo a calma? E ainda mais por ciúmes? — Afrodite falava incrédulo.


— Aldebaran tem essa cara de sério, mas eu que não fique esperto, tem muito sonso por aí que dá em cima na cara dura. — Mu se defendia.

Camus prestava atenção na conversa, mas não participava quando ouviu Milo entrar na conversa.

— Tem gente que é assim sonso, a gente até pensa que é ingenuidade, mas basta virar as costas e pá é feito de idiota, — Milo falava com certa raiva na voz ver Camus rindo com Matteu foi a gota d'agua para sua paciência.


Os amigos ali presentes não maldaram o que o escorpiano acabará de dizer Mu até concordou com Milo, mas Aldebaran o beijou e se declarou.

— Não precisa ter ciúme pequeno, eu sou seu escravo.

Todos aplaudiram e gritaram vivas até que Matteu com seu jeito canastrão os perturbou, — Pelos Deuses o Mu é o ativo da relação!

Todos riram da resenha do canceriano e entraram no debate sobre passivos e ativos e como alguns idiotas não se achavam gays por serem unicamente ativos.

— Sabe logo quando voltamos e começamos a viver neste mundo como pessoas normais, comuns, eu e o Camus estávamos numa praça próxima à universidade e nos beijamos, não tinha ninguém na hora, mas do nada chegaram uns caras fortões e falaram " Olha dois viadinhos", e nós ficamos sem entender, então eu perguntei "Perdão, mas o que é isso? Viadinho", um dos caras respondeu com grosseria "- Viadinho são pessoas como vocês que gostam de dar a bunda," — Milo olhou para Camus que sorria encabulado e continuou, — nós ficamos um tempo achando que este era o nome e não uma forma pejorativa de chamar um homossexual.

Todos riram.

— Pior era imaginar o Camus todo sério falando "Olá eu sou viadinho tem algum problema levar meu namorado para está festa?"— falou Milo sobre algumas situações embaraçosas que passaram por desconhecer a vida comum.

— Ei! Eu nunca me apresentei assim! — resmungou o aquariano, na realidade "viadinho” havia se tornado um apelido íntimo que eles usavam durante o sexo.

— Mas você gosta de dar esta bundinha, — falou Milo estreitando os olhos para o ruivo desafiador.


Alguns amigos que estavam na mesa riam sem perceber hostilidade do escorpiano.

— Milo! — pediu Camus constrangido e irritado.


— Ah! Camus não se faça de santo, que você não é! Você gosta de provocar, se faz de tímido, mas gosta de dar esta bundinha, geme alto quando eu meto fundo, — Milo falava alterado pela bebida e os amigos começaram perceber a hostilidade do escorpiano e se entreolharam, tensos e sem graça por participarem daquela discussão.

— Milo já chega! — Pediu Saga sério.


— Olha aí o que eu estou dizendo, se faz de santo, mas tem um bando de homens correndo atrás de você, isso na minha frente e quando eu não estou vendo? Quantos já frequentaram está sua bunda? Quantos já... — Milo não terminou de falar, pois levou um banho de água fria, ou melhor, de coquetel de frutas.

— Você é um idiota Milo — Camus disse antes de sair a passos largos para fora da boate, Milo quis ir atrás, mas foi impedido por Aldebaran que o segurou, Saga teve vontade de ir atrás de Camus, mas foi segurado por Kanon que achou por bem o irmão não colocar mais lenha na fogueira.

*-*-*-*-*-*-*-*

Camus saiu muito nervoso, pensou em pegar um taxi e ir embora, mas lembrou-se que era o motorista da vez não poderia colocar os amigos em risco por causa de uma briga com Milo.

Seguiu então para o carro, ficaria esperando a noite acabar, "Milo como pode ser tão idiota? Como pode pensar isso de mim sendo você tão ... infiel" — pensava o ruivo.


Estava cansado destas atitudes do namorado, Milo por vezes fazia questão de humilha-lo em público, isso não poderia continuar Camus teria que por um fim nisto.

*-*-*-*-*-*-*-*-*

No bar os amigos tentavam acalmar o escorpiano.


— Milo acalme-se! Você foi muito rude com Camus ele não merece isso. — Ralhou Mu.

— Cara você mágoa as pessoas assim o que foi que ele fez? — Perguntou Aioros para tentar entender a atitude de Milo.

— Magoar? Não conhecem o Camus é frio não se mágoa, não se engane e ele ficou flertando com o Saga e com o Matteu a noite toda, era só eu me afastar que ele estava lá rindo se abrindo para os outros. — despejava Milo acreditando na sua verdade.



— A bebida subiu pra cabeça, ouvi o Camus dizer para ele comer algo, mas acho que ele não obedeceu, idiota! — Saga falava com Aldebaran mais ao fundo.

Depois daquela situação os amigos decidiram ir embora.

— Eu dirijo, — falou Saga chamando a responsabilidade para si, dentre os presentes achava que era o menos bêbado.

— Não precisa, — cortou Milo, — não conhece mesmo o Camus, não é? O senso de responsabilidade dele é maior que qualquer coisa até maior que uma briga idiota desta.


Quando os amigos chegaram ao carro viram o ruivo lá sentado no banco do motorista.

— Não falei! Camus é tão previsível, — falava Milo com o intuito de magoar Camus, desestabilizar o tirar do sério, nunca conseguiu fazer isso, nunca conseguiu fazer Camus sair daquele jeito indiferente que tanto o irritava, um copo de coquetel da cabeça foi o máximo que conseguiu em todos estes anos de namoro.

Como era de se esperar Camus manteve o semblante impassível, mas se magoará com as palavras ríspidas do namorado.


— Venha atrás Milo, por favor, não piore as coisas. — Pediu Aioros sensato.

— Não enche Aioros, eu não se meta na nossa vida — resmungou Milo.

Todos entram no carro, Camus deu a partida e seguiu para a pousada, o ruivo tinha um alto controle irritante, pois todos no carro ficaram com vontade de dar pelo menos um cascudo em Milo.

Contudo para o escorpiano Camus era o errado, ele flertou com os caras, o ciúme o cegava, falará aquelas coisa para ferir o namorado como se fosse uma forma de puni-lo, mas a indiferença de Camus o feria mais, o silêncio era o que? Uma confissão?

Pensando nestas coisas Milo chorou como fazem os bêbados e dormiu antes de chegarem.

Quando chegaram à pousada todos saíram do carro, Aldebaran pegou Milo e o jogou sobre os ombros o levando para o quarto, não que Camus não fosse forte o suficiente para fazer isso, mas ele não queria por ele Milo poderia passar a noite ali, saiu do carro entregou a chave do quarto para Mu e foi andar na praia, precisava pensar. As coisas não poderiam continuar assim, Milo era um traidor, ele não tinha o direito de acusá-lo do que quer que fosse, quando Milo sugeriu para que eles esquecessem o passado, Camus acreditou nisso, quis isso, mas como se esquecer de uma traição sendo ele acusado de tal fato pelo traidor? Não, aquele era o limite.


Decidido Camus voltou à pousada entrou no quarto viu Milo roncando bêbado na cama, ignorou o namorado abriu seu notebook e enviou uma mensagem ao traidor e anexou toda a conversa trocada entre ele e Paul.

Arrumou suas coisas na mala passou pela a recepção da pousada, pegou o carro que tinham alugado e seguiu para o aeroporto a viagem havia acabado para ele.



Notas finais
E ai o que achou? Deixe um comentário com sua impressão do capítulo é importante pra mim, mesmo você que é fantasma, deixe a vergonha de lado e me diga o que achou. Bom não sei se você já namorou alguém com ciume excessivo? É tipo isso, não existe balada sem barraco. O ciume devasta a alma do ciumento, o fere, o machuca e como uma faca de dois gumes fere dos dois lados. O próximo capitulo também não vai tardar a sair, prometo!