A Ultima Chance
4 Capítulo - 4
Notas iniciais

Camus acordou sentindo o peso do corpo de Milo sobre o seu, Milo gostava de dormir assim, abraçado e com a cabeça próxima ao pescoço do ruivo, Camus saiu dos braços do namorado com cuidado para não acordá-lo, mas ficou deitado ali, observando-o dormir.
Milo era perfeito aos olhos de Camus, seus volumosos cabelos loiros ondulados, sua pele bronzeada, seu rosto perfeito. Milo dormia igual criança com a boca um pouco aberta, “tão lindo” pensava, Camus sempre se achou a pessoa mais sortuda do mundo por ter Milo em sua vida, tão intenso, tão cheio de vida e alegre, eles eram opostos um do outro e Camus sabia disso, muitas vezes achava não estar a altura do namorado, que merecia alguém alegre como ele.
Mas Milo o tinha escolhido e Camus era feliz por isso.
O ruivo olhou no relógio que marcava cinco horas da manhã, se levantou colocando uma calça de moletom e uma regata de malha e foi para sua corrida matinal, Camus amava sua corrida matinal, o clima era sempre ameno neste horário, alguns diziam que chegava a ser frio, não para Camus, mas para ensolarada Grécia, sim poderia se dizer que este horário era bem fresquinho. O ruivo caminhou e correu por mais de duas horas, quando viu que já estava suado o suficiente resolveu voltar para casa, no caminho passou em uma padaria comprou pães frescos e quentinhos e mais algumas guloseimas para seu namorado.
Assim que chegou a seu apartamento o ruivo colocou as coisas na cozinha e foi tomar um banho, entrou no quarto com cuidado para não acordar Milo que ainda dormia.
— Não acredito que foi caminhar uma hora dessas! – Falou um sonolento Milo sobressaltando Camus que estava distraído.
— Já acordou? Tão cedo? – Perguntou o ruivo já sem roupa e se enrolando em uma toalha.
— Não. Ainda to dormindo e você deveria vir ficar aqui comigo e sem roupas. – respondeu o loiro sonolento.
Camus sorriu, mas não respondeu nada, foi para o banheiro tomar seu banho, lavou os cabelos se ensaboou, pensando nos planos que tinha para aquele dia e com a súbita chegada de Milo as coisas ficariam mais difíceis.
O café já estava pronto e a mesa posta, um solitário Camus fazia o desjejum lendo o jornal, a mesa estava linda com frutas, suco pães frescos, queijo cremoso e sucrilhos, Camus havia se servido de café preto e algumas frutas, quando um ainda sonolento Milo surgiu na cozinha trajando apenas sua boxe azul royal, – bonjour mon amour, – o loiro falou carinhoso abraçando o ruivo por trás e beijando-lhe o pescoço.
—Tá, tá já chega, bom dia, sente e tome seu café, – reagiu Camus afastando o namorado e falando com seu habitual jeito sério.
Milo riu, pois sabia que o namorado carinhoso sumiria com o amanhecer, se afastou sentando à mesa, resmungando, – devolve meu Camus de ontem a noite ele é muito melhor que você, seu chato. – falou infantilmente.
Camus apenas lançou um olhar blasé para o namorado, por Milo eles ficariam se agarrando durante todo o dia, e o ruivo não era assim, tinha hora pra tudo e aquela era hora de se preparar para o trabalho, — não faça essa cara, eu comprei sucrilhos pra você. – Falou Camus como se a mesa posta com as gulosemas que seu namorado gostava fosse prova de que ele estava sendo romântico e carinhoso.
— Obrigado, papai – respondeu Milo com sarcasmo já estava acostumado com este jeito frio do namorado, Camus era assim doce e carinhoso no leito, mas frio e seco nas demais horas do dia. Milo, ainda fazendo bico, sentou a mesa observando que havia ali muitas guloseimas que ele gostava, era quase um café da manhã de hotel. – Hum! Camy, que mesa de café da manhã linda e cheia de coisas gostosas! Tudo isso pra mim? – Milo levantou com seu jeito espontâneo e foi ao encontro de Camus que não conseguiu evitar o rompante do namorado, Milo sentou no colo do namorado beijando-lhe a boca e o rosto todo, Camus queria manter-se sério, mas como sempre Milo o desconcertava e ele começou a rir um pouco contido, mas sorrindo, o que não era raro quando Milo estava perto.
— Eu gosto de te agradar – falou Camus acariciando o rosto do namorado e, vendo que Milo estava ficando com ar de metido, completou – e também assim você engorda e eu não precisarei me preocupar com ninguém dando em cima de você quando estiver longe.
Milo fez uma cara de indignado, — meu Deus que namorado ciumento, frio e calculista eu arrumei! – Falou brincando.
Camus ficou sério, sentiu um mal estar com as palavras do outro e olhando nos olhos de Milo falou: – Não sou frio, não com você Milo, não com você... – o aquariano não gostava quando Milo falava que ele era frio, pois Camus sempre se desdobrava para mudar este jeito dele, era difícil, mas ele se esforçava muito para isso.
— Eu sei, amor, estava só brincando com você, relaxe...me sinto sempre tão protegido quando estou assim com você... sabia? – Milo respondeu beijando rosto do namorado e o acariciando com o seu rosto, a propósito Milo estava só com sua boxer, não demorou para sua ereção começar a despertar, — Olha Camy, veja como me deixa – falou pegando a mão do ruivo e colocando sobre a ereção crescente, gemendo no ouvido do ruivo com o toque.
Camus apertou o membro do amado que estava sob sua mão, mas respirou fundo precisando de todo seu autocontrole para interromper aquele jogo de sedução o quando antes, — Milo, não... não podemos, não agora... eu tenho uma reunião muito importante hoje com alguns investidores, não posso chegar suado, amarrotado e cheirando a sexo, vamos deixar para a noite, hum? Por favor, eu prometo te compensar por isso.
Milo não escondeu seu descontentamento com a interrupção, porém não podia exigir que o ruivo faltasse seu trabalho, ou se atrasasse, prejudicando-se só para satisfazê-lo, então se afastou, — vou cobrar esta recompensa, nesta noite, se prepare.
Milo saiu do colo do ruivo e foi sentar-se na cadeira em frente a ele.
Camus admirou o corpo do seu amado, Milo era um pedaço de mau caminho, ou melhor, ele era o mau caminho inteiro, Camus controlou a ereção que estava surgindo desde que o loiro sentou em seu colo, ele tinha que trabalhar, tinha a reunião com investidores, contudo, o pensamento do ruivo foi mais além, talvez Milo ficasse em casa e não se intrometesse nos seus outros assuntos.
— Então vai preparar um jantar especial pra nós hoje? Eu trago o vinho, — falou Camus dando a ideia a Milo.
— Não, jantaremos fora, depois que sairmos da academia, – Milo olhou para Camus e confirmou com a cabeça, — sim, eu vou com você na tal academia do Deba, malhamos juntos hoje.
Camus sentiu seu coração gelar, mas manteve-se impassível e sem demonstrar qualquer reação falou, — hoje eu não vou pra a academia, tenho outras coisas para resolver.
Milo parou de falar e ficou olhando para o ruivo que de repente achou uma matéria muito interessante no jornal, após alguns segundos perguntou – você vai me falar ou eu vou ter que arrancar isso de você de outra forma?
Camus olhou para Milo e falou com a voz calma como se tivesse falando do tempo, — eu descobri a onde o Issak está trabalhando, é um bar no centro e eu vou passar lá pra ver como é o lugar. O ruivo usou um tom de voz displicente, mas por dentro sabia que uma briga daquelas estava por vir.
— Você vai o quê? Eu não estou acreditando nisso, Camus! – Começou a dizer incrédulo o escorpiano, – você prometeu que não ia se meter na vida dele, para com essa mania de superproteger estes garotos, pelos deuses, Camus.
— Eu não estou superprotegendo ninguém, Milo! Só quero saber se o ambiente é bom, eu me preocupo com o Issak, ele é minha responsabilidade.
— Agindo assim você vai afastar estes meninos de vez Camus, não vê isso?
— Não, Milo, não é nada disso, não vou me meter em nada eu só quero saber como é o lugar, olha neste mundo que vivemos agora, as pessoas têm que ter uma formação para poder vencer na vida, e o Issak não quis fazer uma faculdade... é por isso eu me preocupo! — Camus tentava explicar suas razões para o namorado.
— Camus... eu o conheço não é de hoje, e quando se trata destes meninos você perde a cabeça, mete os pés pelas mãos, não pensa e faz besteira. – reprendeu Milo.
— Não seja exagerado, eu não sou assim. – Defendeu-se o aquariano.
— Você não é assim? Eu vou refrescar sua memória porque parece que você se esqueceu de umas coisinhas. — Começou Milo olhando para seu namorado, cabeça dura. — Qual a maior desonra para um cavaleiro? Você sabe me dizer isso Camus, você se lembra disso?
Camus se mexeu na cadeira, mas sustentou o olhar do namorado.
— A maior desonra para um cavaleiro é ter sua luta interrompida por outro cavaleiro, — explicava o escorpiano, o que o outro já sabia — por um cavaleiro que ache que você não tem chance de vencer, sem ao menos o deixar tentar, isso te lembra algo? Você se lembra das batalhas das doze casas, Camus? Eu vou refrescar sua memória, Hyoga estava lutando na casa de gêmeos quando ele levou um golpe, você lembra o que aconteceu?
— Milo! Por favor, não vamos falar sobre estas coisas, isto foi no passado numa vida que nem temos mais. – Pediu Camus.
— Não, Camus, nós vamos falar sobre isso, sim! Eu estou engasgado há anos, preciso falar — o escorpiano bateu com mão na mesa e continuou elevando a voz enquanto falava, — você enlouquece quando se trata destes garotos, não mede as consequências dos seus atos, simplesmente age por impulso, você recorda que invadiu a casa de um cavaleiro ausente e simplesmente resgatou o Hyoga, sem que ele ao menos tentasse lutar? Você lembra o que você queria fazer? Você iria congelar o rapaz para que ele não lutasse, — Milo apontou o dedo para o namorado que o olhava sério, — Nós tínhamos um compromisso com Athena e você em nenhum minuto pensou nisso, nem por um minuto agiu em nome de Athena.
— Eu tinha que defender ele, de si mesmo, aquilo era loucura, desafiar cavaleiros de ouro? – Camus justificou-se, — ele ia morrer se eu não fizesse nada.
— Olha aonde este garoto chegou! Camus! Em nenhum momento eu vi Marin se meter na luta do Seiya, e ele é como um filho pra ela também... e o Shiryu? Você viu o Donko tentar impedir o Shiryu? Não Camus, eles ajudaram seus pupilos, eles os guiaram pra vitória, eles não queriam prender os pupilos numa redoma de vidro para que ficassem seguros.
— Milo – tentou falar o ruivo, mas foi impedido novamente pelo escorpiano.
— O seu problema é que você não conversa, não expõe seus sentimentos, dúvidas e medos e não respeita o sentimento dos outros, Camus, até eu, — explicava o escorpiano — eu consegui ver que o Hyoga estava lutando por algo maior, eu conversei com ele e vi e senti, seus motivos e o deixei ir.
Nessa hora os olhos do escorpiano lagrimejaram – e você não imagina como eu me arrependi disso, eu achei que você fosse conversar com ele, que você fosse perceber como eu percebi que a luta dele era verdadeira, era justa e fosse o deixar seguir — Milo suspirou, — mas não Camus, você não conseguiu, você quis guiá-lo a vitória à custa da sua própria vida. Você não tem noção de como eu sofri com isso, como o Hyoga sofreu com isso, este menino teve que carregar o peso da sua morte, isso por que você não acreditou que ele podia se virar sozinho. Camus olha aonde ele chegou? Muito mais longe que eu, que você e que todos os dourados de Athena.
— E agora – continuou Milo – você quer fazer o mesmo com o Issak, duvidar da capacidade dele? Respeite as escolhas dele, os meninos fogem de você, não percebe isso?
Neste momento Camus olhou sério para Milo — sabe por que eu fiz tudo isso que você falou? Sabe por que eu invadi a casa de um cavaleiro ausente? Sabe por que eu tentei impedir o Hyoga de continuar lutando? – Perguntou Camus com a voz trêmula se levantando, – Por que eu sabia como era a dor de perder um filho, eu tinha perdido Issak pouco tempo antes, você mais do que ninguém sabe como eu fiquei, você sabe como me senti por não ter estado lá pra ele, por eu ter falhado com ele, por não ter podido salvá-lo, por isso eu não quis correr o risco de perder o Hyoga.
— ELES NÃO SÃO SEUS FILHOS!! – Milo gritou batendo a mão na mesa mais uma vez.
— Pra mim é como se eles fossem! AQUI – gritou Camus batendo no peito em cima do coração – AQUI, ELES SÃO MEUS FILHOS.
— Eu me preocupo com Hyoga, e me preocupo com Issak, sei que o Hyoga sabe se virar, como você disse, ele já provou isso, mas aqui estamos em outro mundo, outras regras, e o Issak precisa de mim, já o perdi uma vez e não vou perdê-lo novamente, eu sempre vou me preocupar com eles, sempre vou querer saber se estão bem, sempre vou estar por perto, mesmo que eles não queiram – falou Camus encerrando a conversa.
Milo suspirou pesadamente antes de responder – Eu não estou pedindo para que você os abandone, estou pedindo para que você...- Milo passou as mãos pelos seus cabelos soltando o ar do seu peito — Eu vou com você Camus, vou com você neste trabalho do Issak. – O loiro falou se aproximando do ruivo e enxugando uma lágrima com seu dedo.
Camus olhou para o namorado – Vai comigo? Faria isso?
O escorpiano riu. – Claro, eu faria tudo por você e prometi a mim mesmo que não deixaria você resolver seus problemas com os rapazes sozinho, sem mim você troca os pés pelas mãos, seu cabeça dura! — Falou Milo puxando Camus para um abraço apertado.
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Milo decidiu levar Camus até a universidade e ficar com o carro do ruivo para impedir que ele fosse sozinho até Issak.
Foram conversando amenidades no caminho, Milo queria descontrair o ruivo.
— Vou precisar do seu note emprestado, o meu simplesmente parou de funcionar, assim do nada! Ainda bem que eu tinha salvo meus relatórios. – Contava o escorpiano.
— Aposto que você estava vendo pornografia – previu Camus, achando graça.
— É claro que eu estava vendo pornografia Camus, a internet foi feita pra isso, francamente! –Respondeu Milo convicto na sua certeza.
— Você não cansa, Milo? Não cansa de ficar vendo isso? Qualquer dia este seu negócio não vai subir mais. – falou Camus caçoando.
— Não se preocupe, meu amor, você não corre o risco de ficar sem ele, eu prometo – respondeu Milo divertido – e outra coisa, só vejo pornografia porque você é mau e não deixa eu te ver nu quando estou longe.
Camus girou os olhos para cima, Milo seria sempre assim. – Não vou ficar nu na internet e você pode usar o meu note por enquanto, depois eu dou uma olhada no seu e vejo se consigo consertá-lo. – respondeu o ruivo solícito.
Quando Milo parou o carro no pátio se inclinou para beijar o ruivo, este percebendo o gesto do loiro, se afastou rápido – não, Milo... estamos no meu local de trabalho e num local público – Camus abriu a porta do carro e saiu se abaixando na janela e falando – te espero aqui no final da tarde.
Milo apenas ficou olhando seu ruivo se afastar com seu andar elegante e altivo, Camus não ia mudar nunca.
O aquariano chegou em cima da hora ao serviço, e o reitor não gostou muito de ver Milo o deixando de carro. Tobias era um homem maduro deveria ter seus quarenta e poucos anos, era muito elegante e sempre foi muito correto com Camus, o fato de o professor ser homossexual assumido nunca foi motivo de descontentamento ou desmerecimento para Tobias, contudo a presença de Milo era pouco tolerada pelo reitor, Milo dizia que o cara tinha uma queda por Camus o que nunca foi levado a sério pelo aquariano, pois Milo sempre achava que alguém estava dando em cima dele.
— Sr. Versau – Chamou o reitor assim que Camus adentrou o salão principal da universidade, — O senhor está quase atrasado temos uma reunião importante com investidores, se não tivermos a verba disponibilizada sua pesquisa será cancelada. Peço mais atenção.
Camus o olhou com descrença, ele nunca se atrasara e estava ouvindo reclamações por um quase atraso? – Senhor reitor, eu não me atrasei, cheguei a tempo, sei de minhas responsabilidades.
— Claro, perdão — O reitor continuou – vi que veio acompanhado hoje, quem é aquele rapaz que o trouxe?
“Era muito abuso! Por acaso estou sendo vigiado?” – pensou o ruivo antes de responder – Aquele rapaz é o meu namorado, Milo o senhor o conheceu durante o seminário que fomos no ano passado, não lembra? – falou Camus com seu habitual tom frio e olhar gélido, detestava que se metessem em sua vida.
— Camus não acho que convém trazer seu namorado para a nossa universidade justamente no dia em que temos uma reunião importante com os investidores...- começou falar o homem, porém Camus logo o cortou.
— Eu não trouxe meu namorado para a universidade, foi o contrário não percebeu? Foi ele quem dirigiu o carro até aqui, – Camus olhou para o reitor com cara de poucos amigos — e já foi embora. Agora se me dá licença, vou me preparar para nossa reunião, os investidores já chegaram?
— Sim, chegaram, fique à vontade, Camus. – Respondeu o reitor se afastando.
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No final da tarde no horário marcado Milo estava lá no estacionamento, parado encostado no carro, pensando se devia esperar Camus lá dentro, ou se esperava ali onde estava. O escorpiano não ia muito com as fuças do reitor Tobias, por mais que Camus não o levasse a sério, Milo achava que o reitor tinha uma queda pelo seu ruivo, e os dois não se bicavam.
Não demorou muito, um Camus com cara de poucos amigos, e o reitor Tobias apareceram. Pararam um pouco à frente para terminar o assunto que tratavam, Milo viu Camus concordar com a cabeça e se despedir do reitor com um aceno, Milo já havia entrado no carro assim que viu o ruivo se despedir do reitor.
Camus entrou no carro resmungando – Nunca vou conseguir fazer o que ele quer, nunca.
— Nossa! O que houve? – Perguntou Milo de inclinando para beijar o namorado.
—Ele quer que eu... – Camus observou o gesto de Milo e se afastou – Já disse que aqui não.
Milo soltou o ar pela boca e perguntou novamente – o que houve? Por que está assim tão nervoso?
— Estes malditos investidores, ainda não decidiram se vão apoiar o meu projeto ou de um outro professor, marcaram uma nova reunião mais pra frente para decidirem. – Explicou o ruivo.
— E é por isso que está tão nervoso? – Questionou novamente o loiro.
Agora foi a fez de o ruivo soltar o ar pela boca. – Não, eu estou irritado com o que o Sr. Tobias disse.
— E o que foi que ele disse? – perguntou Milo já impaciente.
— Ele quer que eu fique puxando o saco dessa gente, ele me disse para ligar pra eles pelo menos uma vez na semana, para “puxar o saco” deles – respondeu um irritado Camus.
— Me responda sinceramente Milo, você consegue imaginar eu puxando o saco de alguém? — Foi a vez de Camus perguntar.
Milo riu com gosto e respondeu por fim – não Camus, eu não imagino como seria você tentando “puxar o saco” de alguém, ainda mais por causa de dinheiro, este reitor de uma figa não te conhece.
— Com certeza não, — Camus olhou pra Milo que ainda ria e acabou sorrindo com o namorado, pois este estava quase gargalhando imaginando o seu homem de gelo como um puxa saco.
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Não tardou muito eles chegaram ao local onde Issak estava trabalhando, era um bar estilo alternativo e por isso, a decoração não era do agrado de Camus que sempre foi muito formal, para ter acesso ao local passava-se por uma porta estreita, entravam numa espécie de sala, haviam alguns sofás de estilo antigo contrastando com as paredes pichadas, andando mais encontravam o bar com algumas mesas de jardim e a decoração das paredes lembravam uma noite estrelada, por fim uma pista de dança estilo blackout, o ambiente era totalmente escuro com uma única luz branca que piscava de acordo o ritmo da musica. Não era um bar gay precisamente, contudo os banheiros eram mistos, ou seja, não se seguia uma regra.
Milo tinha certeza que Camus não estava gostando nada daquilo, iria conversar com ele assim que chegassem em casa.
— Vamos embora, ou você quer ver mais alguma coisa? — Perguntou Milo.
—Seria interessante irmos embora sem que Issak nos veja – aconselhou o escorpiano.
Camus estava tão chocado com o local, que mal conseguiu responde a Milo, o aquariano olhava para as pessoas que frequentavam o local, em geral com roupas pretas, as mulheres com uma maquiagem bem pesada, os homens também com roupas escuras, a decoração na sua visão era assustadora, o que, em nome de Athena, Issak tinha na cabeça pra trabalhar num lugar daqueles?
Quando Camus ia dizer a Milo que já tinham visto o suficiente ouviram a voz de Issak logo atrás, ambos viraram ao mesmo tempo de deram de cara com um Issak totalmente irritado.
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