Notas iniciais
Aqui começa o Flashback ...... Aviso este capítulo contem lemon :3 Não vou perturbar muito, leia!

Milo e Camus começaram a namorar logo que foram trazidos de volta a vida, apesar de serem bem diferentes eles tinham uma relação estável, cada um morava em sua casa, se bem que, Milo dormia quase todas as noites no apartamento de Camus, Milo preferia assim ter a casa dele para voltar nas vezes em que ele brigava com o namorado, o que atualmente acontecia muito.

Milo era o que chamamos de passional, ele agia por impulso, brigava, sentia ciúmes, declarava seu amor aos quatro ventos, em festas, reuniões com os amigos, sempre guiado por suas emoções. E Camus era o seu oposto.

Camus era controlado, contido ao extremo, raramente brigava, quando alguma coisa o incomodava ele guardava para si até que estivesse calmo para conversar sobre o assunto, não era do tipo de grandes declarações, o aquariano preferia se dedicar às pequenas coisas do dia a dia, como preparar o café da manhã com as coisas que Milo gostava, mesmo que ele próprio não comesse metade daquilo que tinham em sua geladeira, sempre se lembrava de comprar o que Milo gostava, como o shampoo preferido, a revista preferida do namorado, deixar as coisas de Milo organizadas, o ajudar com o trabalho, ir à festas mesmo não gostando de lugares barulhentos e com muita gente, viajar para lugares quentes só para agradar seu amor. Aliás Camus só foi morar na Grécia para ficar perto do seu amado, contudo Camus não era de se declarar, poucas vezes o fez, somente em alguma data especial ou na hora extrema de prazer durante o sexo mais quente, enfim era difícil pra ele dizer “Eu te amo”.

Talvez isso se deva a sua timidez, Camus sempre tentou esconder os sentimentos e não era fácil pra ele colocá-los pra fora assim dessa maneira.

Isto não incomodava Milo no começo da relação, mas após alguns anos este jeito contido do namorado começou a incomodar, o deixando inseguro, e a insegurança o tornava cada vez mais ciumento.

**********

– Alô Camus! Posso saber por que seu celular estava desligado? – perguntou Milo irritado, estava há horas tentando falar com Camus sem sucesso, Milo trabalhava na área comercial de uma grande empresa e atualmente viajava muito a trabalho, tentava matar a saudade do seu amado por telefone ou por vídeo conferência, onde Milo sempre tentava convencer Camus a ser mais ousado nestas conversas, mas nunca teve muito sucesso. – Eu estou ligando há horas, você saiu? Saiu sozinho ou estava com alguém na sua casa? Por que desligou o celular?

Camus girou os olhos ao ouvir as palavras do namorado, Milo costumava ser ciumento, contudo Camus raramente levava esses ciúmes a sério, então sorrindo respondeu.

– Eu estava corrigindo as provas, Milo, e precisei retirar o cartão de memória do celular para poder gravar uma aula, – respondeu o ruivo com sua voz calma, Camus era professor ele lecionava física quântica num curso de mestrado em uma universidade grega, e para o desespero de Milo, o ruivo ainda dava aulas de química nas noites de segundas e sextas, em uma escola pública num bairro carente (e este novo trabalho ocupava os tempos livres do ruivo, mas era o que o deixava mais realizado), – não tinha como eu ver a ligação, mas me conte você está aonde?

– Camus, eu estou falando sério, eu pego um avião e chego aí de surpresa ouviu bem? Não me teste, você sabe que eu faço – continuou ainda zangado o escorpiano.

– Nossa isso seria uma novidade – comentou Camus com sarcasmo, devido ao fato de ser comum o namorado chegar de surpresa em seu apartamento –vou ficar corrigindo as provas até tarde hoje, quero ver como a turma da escola pública está se saindo antes de aumentar o ritmo das aulas.

Milo notou que Camus mudou de assunto propositalmente, isso o irritava, pois nunca conseguia tirar o namorado do sério, respirou fundo – você está sobrecarregado por que quer, não precisava dar aulas nesta escola, não tem mais tempo pra nada, nem pra mim – queixou-se o loiro, já dengoso.

– Você está longe, como pode reclamar que eu não tenho tempo pra você? – perguntou Camus achando graça – você está fora há semanas, sou eu quem deveria estar reclamando.

–Hummmm está com saudades de mim? Heim! Camy... eu sei que sente minha falta, diz... está com saudades de mim, não está? – insistiu Milo com a voz maliciosa – Eu estou louco de saudades, de você, do seu cheiro do seu gosto, quando eu chegar aí vou pegar você de jeito, matar toda minha saudade...

Camus ouvia as palavras de Milo, tinha vontade de responder da mesma forma, de falar “indecências”, mas ele não conseguia, não sabia se soltar a este ponto, nunca soube que para Camus o fato de estar com uma pessoa e demonstrar seu amor em atitudes era o suficiente, ele sabia que não havia evoluído tanto a ponto de fazer sexo por telefone ou internet.

– Milo, por favor... – pediu corado, — Eu tenho trabalho a fazer.

– Camy custa dizer que sente minha falta, eu fico carente assim – queixou-se mais uma vez o escorpiano.

– Você demora a voltar? – Camus perguntou com a intenção de desviar o rumo da conversa.

Milo suspirou fundo, será que Camus nunca ia mudar?

–Não sei ainda, acho que na quarta – respondeu Milo rendido.

– Hum, você vai vir pra cá ou irá para o seu apartamento? – indagou o ruivo.

–Não sei... eu – o escorpiano parou de repente – por que quer saber, por acaso está aprontando alguma coisa e não quer que eu chegue de surpresa?

– Milo não seja ridículo, eu me matriculei na academia do Deba, e estou malhando depois que saio da faculdade, por isso, talvez eu não esteja aqui quando você chegar – comentou Camus displicente.

Milo sentiu um ciúme insano ao ouvir as palavras de Camus – Meu amor, então você espera eu viajar PARA SE MATRICULAR NUMA ACADEMIA? APOSTO QUE QUER FICAR DESFILANDO PRA LÁ E PRA CÁ OLHANDO OS CARAS QUE ESTÃO LÁ! PARA AGIR ASSIM COM CERTEZA VOCÊ DEVE ESTAR DE OLHO EM ALGUEM DE LÁ, NÃO É MESMO? – Gritou tomado pelo ciúme.

Camus afastou o telefone do ouvido ao ouvir os berros do loiro, o ciúme de Milo já estava se tornando patológico, ele sempre achou graça neste jeito possessivo, mas às vezes isto o irritava, pois tinha sempre que “pisar em ovos”, tomar cuidado com o que falar e como falar, neste caso por exemplo, o ruivo estava passando pela academia e, há tempos, ele queria se matricular, simplesmente parou o carro fez sua matrícula e começou a malhar nem passou por sua cabeça que Milo não fosse gostar.

Após ouvir todos os tipos de desaforos e ainda mantendo a voz baixa numa aparente calma Camus falou – Milo, qual o problema de eu ir sozinho para a academia? Alguma vez eu dei motivos para você desconfiar de mim?

– Não, nunca deu mas... – tentou cortar o escorpiano.

– Eu sempre o respeitei e sempre me dei ao respeito – continuou o aquariano – do jeito que você fala parece que eu sou um...

– Camy...Camy...Amor! Me perdoe, não... eu sei que você não é assim, mas as pessoas são Camus, você não é capaz de perceber quando alguém esta dando em cima de você, o Saga por exemplo eu sempre notei que ... – Milo novamente foi cortado pelo namorado.

– Milo, por favor! Agora até o Saga vai entrar na conversa, pelos deuses ele é nosso amigo, tanto meu, quanto seu, este seu ciúmes não tem fundamento, por favor, não vamos discutir, ok?

– O nosso problema é justamente este Camus, você nunca discute, você nunca fala, você nunca reage, você nunca briga, nunca diz que me ama ou que me odeia, estou cansando sabia, cansado de namorar uma pedra de gelo – desabafou o escorpiano.

Camus respirou fundo para se conter antes de responder, achou injusto este último comentário do namorado, há tempos Camus estava tentando mudar, mas parece que tudo que fazia para Milo era em vão — Eu não discuto, por que prefiro conversar, não gosto de brigas e você sabe bem disso.

– Você não gosta de brigas, você não gosta de beijar em público, você não gosta de sexo por telefone, do que você gosta Camus? – tornou o escorpiano provocador.

Com a voz mais calma Camus pediu – Milo meu amor, não vamos brigar, por favor.

Milo passou as mãos pelos cabelos e respirou fundo – Ok, tudo bem não vamos brigar.

– Como foi seu dia? Me fala o que anda fazendo pela Itália... – perguntou o ruivo mudando mais uma vez o rumo da conversa.

– Estou só trabalhando, vendas, metas, resultados, minha vida aqui longe de você só se resume a isso – contou o loiro ainda tentando se acalmar.

– Você é ótimo no que faz, o melhor! – Elogiou o ruivo sincero.

– Graças a você que me dá forças, eu te amo sabia? – Falou o escorpiano, carinhoso.

– Eu também, você sabe disso. – respondeu o ruivo.

– Você também o quê? Me diz... você também o quê? – pediu Milo, tentando arrancar uma declaração do amado.

– Eutambémteamo – falou rápido o ruivo, já vermelho, por mais que tentasse nunca ia ser fácil para Camus expor seus sentimentos, não da forma que Milo fazia, isso não fazia parte da essência dele.

Milo riu ao ouvir as palavras de Camus e imaginou que seu amado deveria estar ruborizado, mesmo assim ele tentou mais uma vez.

– Camy, liga sua web, hum, me faz matar a saudade que to sentindo de você , to com tanta saudade do seu corpo... queria ver você duro se tocando pra mim, hum? Faria isso por mim? – pedia Milo com a voz rouca.

– MILO, pelos deuses você só pensa nisso? Eu não vou ficar nu na internet, não mesmo – respondeu um Camus corando violentamente.

– O quê que tem? Eu não vou filmar você, Camy... é só pra eu matar a saudade, por favor, liga a sua web, hum! – Tornou o loiro.

– Eu acho que vou pegar mais uma turma na escola pública, vou dar aulas de física, o que acha? – Mudou novamente de assunto.

Milo soltou o ar pela boca.

– Eu acho que você não deveria mudar de assunto assim, eu tenho minhas necessidades Camus, eu quero ver você, eu prefiro que seja você, não sei por que foge de mim, eu tenho que ficar vendo pornografias na internet, porque você não me deixa te ver nu.

– Milo, você não precisa ficar vendo pornografia na internet, aliás existem várias coisas que você pode fazer pela web, poderia estudar, se aprimorar na sua área... – Comentava Camus divertido.

– Camy, a internet foi criada para a pornografia! Isto é um fato! – retrucou o loiro.

– Me fale de você, além da “academia,” – Milo frisou a palavra para que Camus entendesse que ele ainda não havia engolido esta história, — o que mais tem feito?

–Nada de mais, o Hyoga ligou dizendo que não vai poder passar as férias aqui comigo, ele vai fazer um curso lá no Japão, é uma pena, pois eu havia pensando em ajudá-lo a escolher uma boa universidade, ele prometeu que virá no fim das férias, mas passará somente uma semana conosco. – comentou Camus.

Milo não acreditou nesta história de “curso de verão”, Camus se preocupava demais com os dois ex. pupilos, muitas vezes Milo sentia ciúmes disso, os meninos não faziam questão nenhuma da companhia de Camus, Hyoga era o melhorzinho, ainda ligava ou retornava as ligações do ruivo, já Issak era hostil e indomável, o ruivo nunca foi de se queixar, mas Milo sabia que seu amor sofria com a distância dos meninos.

Logo que voltaram a vida, Hyoga decidiu que iria morar com os amigos no Japão, Camus ainda tentou convencê-lo, mas sem sucesso, Issak, que voltou a pedido de Camus e Hyoga, não teve muita escolha, voltou a morar com o antigo mestre, mas ele sempre foi arredio, arisco. Milo tentava consolar Camus dizendo que era coisa da idade, que adolescentes eram assim mesmo, contudo quando Issak ficou maior de idade a primeira coisa que fez foi sair de casa, ele dizia que precisava encontrar o caminho dele, Camus tentou impedi-lo aquelas foram as poucas vezes que Milo viu Camus chorar e se descontrolar, Issak partiu assim mesmo, mas antes teve que deixar seu endereço com o antigo mestre, e Camus muitas vezes mesmo sendo mal tratado pelo ex-pupilo sempre dava um jeito de ir visitá-lo.

– Você acreditou nisso? Acreditou em um curso de férias? – Perguntou o escorpiano já se irritando novamente.

– Por que ele mentiria pra mim? – Camus perguntou como resposta.

– Não sei Camus estes meninos fazem o que querem de você e você sempre cai nos jogo deles, eu queria que você fosse comigo metade do que é com eles.

– Não diga besteiras eu dedico quase todo o meu tempo pra você, seu ingrato – ralhou Camus.

– Então liga a cam e deixa eu te ver... preciso de você Camy – voltou Milo ao assunto de antes – manda uma foto do seu corpo nu pra mim.

A mudança de assunto pegou Camus tão desprevenido, que por alguns instantes ficou em silêncio.

– Camy, você está ai? – Perguntou o escorpiano percebendo o silêncio do outro lado da linha.

– Eu já disse que não vou fazer isso! – Camus falou sério com seu jeito altivo.

– Então não reclame, Camus, não reclame se eu achar outra pessoa que faça, outra pessoa que atenda meus pedidos e desejos – tornou Milo irritado que desligou o telefone na cara do namorado sem se despedir.

Milo levantou andou pelo quarto do hotel, por que Camus tinha que ser assim? Por que ele não era mais solto, mas sacana? Vencido, Milo sentou-se em frente ao seu notebook ligou seu MSN e lá estava ele, seu amigo virtual Paul.

Milo conheceu Paul num site de contos eróticos gays, eles trocaram MSN e sempre teclavam, Milo não tinha a intenção de conhecer Paul pessoalmente e muito menos de trair Camus, para ele sexo virtual era como um filme pornô, ou seja era para se excitar, e se masturbar.

“Olá” – teclou Paul.

“Olá, Paul” – respondeu Milo

“Como você está? — Perguntou Paul.

“Chateado, acabei de brigar com meu namorado” – comentou Milo.

“Que chato, por quê? O que houve?” – perguntou Paul.

“Ele é ... não sei dizer, ele me tira do sério, ele se recusa a se mostrar pra mim pela cam, acredita?” – confidenciou Milo.

“Que bobo, mas se você quiser eu posso fazer isso... liga a sua cam” – pediu Paul.

Assim que Milo ligou a cam lá estava o membro de Paul duro, Milo não se recordava de ter visto o rosto deste amigo virtual, pois Paul era o que chamamos de exibicionista ele adorava se mostrar e não importava o assunto, no final Paul estava sempre de pau duro e se masturbando para a cam.

*-*-*-*-*-*

Alguns dias se passaram desde que os namorados brigaram, Milo já estava com a cabeça mais fria, o escorpiano voltou pra Atenas três dias antes do que se esperava, estava louco de saudades do seu ruivo, então foi direto para o apartamento de Camus, como tinha as chaves, entrou sem problemas, deixou sua mala na sala acendeu a luz do corredor que levava para o quarto, abriu a porta, a luz do corredor iluminou as formas do ruivo sobre os lençóis, Milo suspirou ao ver seu amado dormindo, como ele o amava.

Ao sentir a claridade Camus despertou, e ainda sonolento chamou. – Milo?

– Oi meu amor... cheguei – o escorpiano falou chegando perto do seu amado – eu estava com tantas saudades, por que você briga comigo, Camy, não vê que eu fico triste assim?

– Foi você quem brigou comigo, seu cara de pau – Camus respondeu coçando os olhos e achando graça das inversões de Milo – Veio direto pra cá?

– Hã rã, sim acabei de chegar.

Camus sentou na cama – está com fome? Quer que eu prepare algo? — Perguntou solícito.

– Eu to com fome sim meu amor, mas é fome de você Camy, eu quero você, quero matar minha saudade — e dizendo isso Milo beijou seu ruivo com volúpia e saudade.

Camus não recusou o beijo pelo contrário o aceitou de bom grado, ele também estava morrendo de saudades do seu loiro temperamental. Eles tinham uma química forte e não importava quantas brigas eles tinham durante o dia, quando se encontravam no leito à noite, sempre acabavam de forma quente, tórrida.

Milo já estava duro desde o momento em que viu o contorno do corpo do seu ruivo pelos lençóis, e com uma grande agilidade Milo retirou a camiseta que Camus usava, puxando o corpo do ruivo contra o seu, afastou-se um pouco e com a língua fez um caminho descendo do pescoço até o mamilo do ruivo, Camus gemeu. Com a mão esquerda livre o escorpiano desceu pelas costas do ruivo, passou pelo short de dormir e alcançou as nádegas do aquariano, Camus novamente gemeu, a essa altura o aquariano já estava duro, Milo apertando as nádegas do ruivo foi o abraçando e o fazendo deitar na cama, ficando com seu corpo em cima do corpo do ruivo, suas ereções de encontraram, ainda que por cima das roupas, ambos gemeram com este contado. Milo tratou logo de despir seu ruivo, o deixando nu, a visão do corpo nu de Camus era divina aos olhos de Milo e ao ver o membro do ruivo duro na sua frente Milo não se fez de rogado, e começou a sugá-lo.

– Oh! Milo... hnng – O ruivo gemeu jogando sua cabeça para trás e se contorcendo.

Milo lambia toda a extensão do membro do seu amor, e depois o colocava na boca e sugava arrancando gemidos e mais gemidos do seu ruivo, que se contorcia entre os lençóis.

– Annhg... Milo... eu... annhg – Camus tentava falar, mas ele não era bom com as palavras principalmente não naquele momento.

Milo adorava ver Camus gemendo daquela forma, então decidiu que já era hora do próximo passo e introduziu dois dedos da entrada do ruivo que gemeu mais alto, fazendo Milo sorrir enquanto o sugava. Camus rebolava de encontro aos dedos do amado ele queria mais, então com a voz rouca pelo tesão, e contido pela timidez Camus pediu – Milo...

Milo que já estava quase estourando sua boxer não se fez de rogado e atendeu ao pedido mudo de Camus, virando seu amado de quatro na cama, Milo se esticou até o criado mudo e pegou o lubrificante na gaveta, ele transavam de camisinha às vezes, Camus achava que faziam menos sujeira assim, mas hoje Milo queria sentir o contado com a pele do seu amor.

Antes de passar o lubrificante na entrada de Camus, Milo decidiu dar mais um prazer para seu amor e vendo Camus ali naquela posição, abriu-lhe as nádegas alvas do ruivo e encontrou o botão rosado, lentamente ele passou a língua fazendo Camus urrar de prazer, agarrar os travesseiros e empinar mais a bunda pra trás.

Milo não se prolongou no beijo grego, tirando o restante de sua roupa e ficando também nu, o loiro se aproximou de Camus que se mantinha na mesmo posição, lambuzou seus dedos com o lubrificante, e passou carinhosamente na entrada do aquariano, depois passou um pouco do lubrificante em seu membro, se posicionando atrás do ruivo Milo o penetrou, em uma lenta e única estocada, ambos gemeram. Uma vez dentro do seu amor, o escorpiano ficou imóvel esperando Camus se acostumar com o intruso.

– Oh! Camus, por que tem que ser tão gostoso? É tão macio...hummm... — Gemeu Milo já começando a libertar a fera dentro de si. — Rebola... rebola no pau do seu homem, hum! Rebola gostoso que eu sei que você gosta, seu safado – Milo dizia rouco enquanto segurava Camus firmemente pela nuca.

Camus não sabia dizer “indecências” como Milo fazia, mas ele se excitava com o jeito desbocado do escorpiano, sim, Camus adorava ouvir as vulgaridades que seu amor falava na hora do sexo e ele sempre obedecia, e hoje não ia ser diferente. Começou a rebolar sobre o membro duro dentro de si.

– Isso meu amor, rebola... hummm... que gostoso — Milo dizia no inicio, mas com a fome que estava de seu ruivo, o segurou pelas ancas e começou a estocar com mais força, arrancando mais gemidos do ruivo – Oh! Camy! Que delícia, que delícia, mas eu quero olhar em seus olhos. – e dizendo isso Milo saiu de dentro do ruivo sobre os protestos desse, e o colocou de costas na cama e com as pernas do ruivo apoiadas em seu peito, Milo o penetrou novamente e continuou a estocá-lo, Camus não era de palavras, só gemia e gemia alto para o delírio de Milo, que estocava cada vez com mais vigor.

–Milo... hunng... mais, mais forte... eu preciso... hunng – eram as poucas palavras que Camus conseguia dizer, seu rosto estava vermelho afogueado, ele levava a mão a boca e mordia de leve tentando abafar os gemidos, abria os braços tentando segurar os lençóis com as mãos espalmadas na cama, gemendo, em delírio bagunçava seus cabelos.

Essa era a visão que, para Milo, fazia tudo valer a pena, ele sabia que ninguém mais no mundo tinha o privilégio de ver Camus daquela forma, não... só ele, só Milo tinha essa honra de ver o sempre sério e sisudo Camus du Versau o ex-cavaleiro de aquário, perder a compostura daquela forma.

– Geme... geme, meu viadinho, geme pra mim... – Milo dizia de forma sensual, arqueando o corpo e encontrando a boca do ruivo, enquanto continuava a estocar fortemente.

– Quem é o seu homem, Camus? Quem é o seu dono? Quem é o único que faz você gemer assim, hum? – Perguntava o escorpiano aumentando o ritmo das estocadas.

– Você... só você... hunng... só você meu amor... mais forte, mais... – Camus gemia e falava desconexo.

– Diz que me ama Camus, diz que me ama, seu safado – Pedia Milo, ele sabia que o ruivo logo chegaria ao ápice do prazer.

– Eu amo... Amo... Amooooo... pelo Deuses, eu Amo – Camus quase gritava com uma onda de prazer se aproximando, totalmente descontrolado, — mais... mais forte, mais forte! – Pedia.

Milo estava quase no auge ao ver sua, “pedrinha de gelo”, se derretendo daquela forma, e sem se fazer de rogado ele aumentou o ritmo das estocada, segurou o membro do ruivo e começou a masturbá-lo, sentiu quando atingiu a próstata do ruivo que gemeu alto, o escorpiano continuou a acertar aquele ponto sensível, quando sentiu seu ruivo estremecer embaixo de si.

–Milo... Milo... annhg... – Camus conseguiu dizer antes de explodir num orgasmo forte que o deixou com um grito mudo saindo de sua boca e o corpo convulsionando involuntariamente, molhando sua barriga e seu peito com sua semente.

Milo deu mais algumas estocadas, e veio logo depois, gemendo alto.

– Camy... pelos deuses Camy... ohh... ohhh... — Milo estava com o tronco ereto quando atingiu o orgasmo estocando fundo, quando seu corpo despejou a última gota de sêmen, Milo, ainda conectado ao ruivo que estava deitado o observando com a respiração ofegante, arqueou o corpo, passando a língua no peito do ruivo recolhendo o gozo de Camus, se aproximou do ruivo com um olhar malicioso, Milo disse: – eu adoro o seu gosto.

– Seu pervertido – Camus respondeu, e o puxou para um beijo apaixonado.

Milo saiu com cuidado de dentro do ruivo e deitou ao seu lado o abraçando e ali ficaram até que suas respirações voltassem ao normal.

Assim que se acalmaram, Camus foi o primeiro a quebrar o silêncio — Precisamos tomar banho – falou fazendo um movimento para se levantar, mas Milo o segurou o impedindo de sair da cama – Milo, o quê?

– Eu estou com saudades Camy deixa eu curtir você um pouco, fica aqui comigo, depois nos lavamos. – Pediu o loiro.

– Milo, é fácil pra você falar, sou eu quem está todo sujo – queixou-se o ruivo.

– Eu te limpo – Falou Milo já esticando o braço e pegando na gaveta do criado mudo, onde Camus guardava toalhinhas de mão para este tipo de necessidade, o escorpiano pegou uma delas, sentou-se na cama passando a toalha na barriga de Camus limpando o sêmen que o ruivo despejou em si, sorrindo malicioso Milo se posicionou entre as pernas do ruivo o fazendo abrir as pernas, Milo tinha certeza que Camus estava envergonhado por estar sendo limpo daquela maneira, o escorpiano então olhou na direção do seu ruivo e constatou que ele estava com os olhos fechados e o rosto completamente vermelho seu rosto e seus cabelos tinham quase a mesma cor. Milo sorriu com a cena era engraçado, este jeito tímido e encabulado de Camus, eram para Milo horas excitantes e horas insuportáveis, Camus sempre o fazia sentir este turbilhão de emoções.

Milo limpou seu amor jogando a toalhinha no canto do quarto e deitou beijando o pescoço e procurando a boca para matar as saudades dos beijos, Camus que segundos antes estava corado retribuiu os beijos com entusiasmos, pois nunca resistia às investidas do seu loiro.

Ficaram beijando e se cariciando noite adentro.

– Eu te amo, Camus eu vou te amar pra sempre! – Declarou o loiro.

– Eu também, eu também... – respondeu o ruivo.

Ficaram trocando juras de amor até adormecerem, Milo gostava de dormir abraçado a Camus com a peculiaridade ficar com a cabeça próxima ao pescoço do ruivo, Milo dizia que era para “sentir cheiro de Camus”, ao que o ruivo respondia dizendo “gelo não tem cheiro”.

Notas finais
E e ai que tal? Gostou? Comente! ^ ^ Bom no capítulo podemos ver como era o relacionamento de Camus e Milo, vamos nos aprofundar ainda mais nele nos próximos capítulos. Obrigado por ler e um grande beijo.