A Uchiha-Hyuuga
10 Hospital
Aninha acordou ainda atordoada em um quarto estranho. Não conseguia se mexer direito e no estado que estava nem se atreveu a tentar, com o pouco que conseguia ver percebeu que era um quarto completamente branco, estava deitada em uma cama também branca, que mais tarde raciocinou que era uma maca e tinha um curativo enorme na região do tórax. Não demorou muito para raciocinar o que tinha acontecido ouviu vozes no corredor e tentou ao máximo se focar para escuta-las.
—...Não foi isso o que combinamos Neji, eu pensei que você teria o mínimo de maturidade para lidar com isso, me enganei- reconheceu a voz de Gai sensei, mas se assustou com o tom usado nunca imaginou que veria Gai bravo com alguém.
Ela tenta se inclinar um pouco mais para porta para ouvir com mais clareza, mas seu corpo estava muito dolorido para se mexer no momento.
—Eu sei que fui irresponsável e assumo total culpa pelo que aconteceu, mas essa garota me tira do sério completamente- reclamou com a voz contida tentando se desculpar- ela me provocou e... Eu me deixei levar.
—Torça para que nada sério aconteça com ela Neji, ou você ficara muito encrencado- advertiu com a voz um pouco mais calma- Eu sei que não era o que você esperava e que você não quer manter essa farsa, mas é um pedido da Hokkage engula seu ressentimento. Que eu saiba você é o sensato da equipe, mantenha-se assim- aconselhou.
Ela ouviu passos se afastando e um suspiro alto que suspeitou ser de Neji. Ouviu a porta se abrir, mas antes que pudesse fingir ainda estar dormindo Neji nota.
—Já acordou?- perguntou surpreso e ela assente de leve- Você acordou faz tempo?- perguntou cauteloso já pensando no que ela escutou da conversa.
—Acabei de acordar, literalmente- mentiu com a voz fraca.
—Ah... Vou chamar um médico então- avisou sem graça se virando para sair do quarto quando Sasuke entrou como um furacão pela porta.
—Ana, o que aconteceu?- perguntou confuso e preocupado enquanto recuperava o folego.
Neji coça a cabeça sabendo que ainda teria que escutar muita gritaria no seu ouvido por conta do acontecimento. Ele suspira já se conformando e se encostando na parede esperando.
—Nada demais- a garota diz indiferente.
—Nada demais? Kakashi me disse que você machucou no treinamento e estava no hospital, você esta com uma cara péssima!
—Obrigada, tudo o que uma garota quer ouvir Sasuke- ela diz rindo e Neji segura o riso ao ver a cara de incompreendido de Sasuke.
Sasuke revira os olhos se aproximando ainda mais.
—Eu estou falando sério, como conseguiu isso ai?- ele se vira para Neji olhando feio- Você tem algo a ver com isso Hyuuga?
Neji suspira pesadamente descruzando os braços e assentindo pronto para aguentar os comentários de Sasuke.
—Estavamos treinando lutando, Neji me encurralou e ia dar o golpe do meu lado, na árvore, mas eu fui afobada e fui para o lado, sem querer ele me atingiu- mentiu dando de ombros.
Neji levantou a sobrancelha a encarando surpreso enquanto Sasuke a olhava duvidoso, Ana simplesmente pisca os olhos fazendo sua melhor carinha de inocência.
—Você deveria ser mais cuidadosa, Aninha- Sasuke disse apenas.
Ela assente se desculpando.
—Não se preocupe eu vou sair daqui rapidinho- os dois riem negando com a cabeça- Como não? Já estou me sentindo ótima- ela diz despreocupada.
—Não é um ferimento tão simples, você vai ficar aqui umas duas semanas- contou Sasuke como se fosse algo obvio.
A boca de Ana fez um completo O de indignação ao ouvir aquilo, suas aulas começavam daqui a 1 semana. Não podia perder aula e definitivamente não queria perder seus últimos dias inteiros em Konoha dentro de um hospital.
—Eu não tenho duas semanas para ficas aqui!- reclamou parecendo uma criança.
—Bem, agora é tarde irmãzinha. Eu tenho que ir, amanhã eu passo aqui de novo- ele acena para irmã e sai do quarto deixando ela e Neji sozinhos.
Ela o encara irritada o fuzilando com o olhar.
—Eu não acredito que você vai me fazer perder duas semanas aqui- reclamou irritada.
—Por que não contou a verdade a Sasuke?- perguntou curioso ignorando as reclamações da irmã.
Ela da de ombros sem dar muita importância.
—Falar a verdade não ia ajudar em nada, não ia mudar o que aconteceu só ia deixar Sasuke mais irritado. Apesar que vê-lo gritar com você seria legal- falou pensativa.
—Quando vi ele entrando tive certeza que você ia jogar a culpa inteira pra mim e ainda chorar um pouquinho só para ver ele tentar me bater- constatou sentando-se ao lado da garota.
—Tentar te bater? Caramba, você é exibido até nas suas paranoias- diz surpresa.
— Posso ser exibido, mas eu acabei com você- arriscou superior fazendo a garota rir ironica
—Você esta bem orgulhoso pra alguém que ganhou como covarde. Nem se desculpou na verdade- acusou.
—Ok. Me desculpa. Eu exagerei e fui antiprofissional. Feliz? Pode se vangloriar agora- resmungou virando a cara.
—Me vangloriar por quê? Por quase ter morrido e estar em um hospital? Não é muito a minha cara- respondeu irônica não acreditando na atitude patética de Neji.
—Não era para isso acontecer, eu perdi a cabeça. Não vai acontecer de novo.
—Ainda bem né? Sou meio nova para morrer- reclamou dramática fazendo ele revirar os olhos.
Ele se levanta irritado e ainda se sentindo culpado pelo acontecimento.
—Já disse que vou ser mais cuidadoso caramba!- exaltou mais seguro.
—Vai ter uma próxima vez?- ela perguntou surpresa.
—Você não quer mais aprender jutsus do clã Hyuuga?- ele pergunta no mesmo tom zombando com ela.
Ela revira os olhos fazendo um esforço para se sentar, mas ele a impede estendendo o braço na sua frente.
—Eu não faria muito esforço tão cedo, como eu já te disse, eu sou muito bom- avisou se gabando, mas com uma pequena ponta de preocupação- enfim, se não quiser mais olhar na minha cara, ficar irritada ou sei lá, posso chamar alguém que você não odeie.
—Eu não te odeio.
Ele ri debochado.
—É sério, eu não te odeio- afirmou novamente.
—Eu quase te matei- ele diz incrédulo.
—Isso prova que VOCÊ me odeia- constatou e ele balança a cabeça de lado aceitando que era verdade- Nunca entendi porque, mas parece que a cada dia você me odeia mais.
—Não espere uma desculpa por isso também, minha cota de desculpas é uma por ano- diz sério, mas com um tom mais descontraído.
—Não pedi isso, só estou dizendo que não te odeio e não vejo razão para a gente se tratar assim. Quer dizer, você não quer ser meu irmão ou meu amigo ou qualquer coisa do tipo, entendi e aceito, mas será que a gente não pode se tratar civilizadamente?
Ele da de ombros meio incomodado com o caminho dessa conversa.
—Acho que podíamos tentar algo assim, até porque quase te matar me trouxe alguns problemas- ele diz brincalhão pela primeira vez desde que se conheceram e sem dizer mais nada sai do quarto antes que ela pudesse dar continuidade aquilo.
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