A Trágica Vida De Kinberlly
27 Capítulo 26 – Entendimentos? Acho que não. Ou sim?
Notas iniciais
Ele se aproximava. Cada segundo contava. Eu podia me defender, o jogando para longe ou coisas assim, porém, eu não fui treinada para isso e nem tenho a “mente de uma creeypasta”
Não penso igual a eles e por isso nem sei por onde ele atacará o que será um problema mais a frente.
Escondi-me atrás da porta. O piano estava fechado, já que eu só percebi que era oco por estar batendo, o baú estava aberto por eu ter o aberto para ver o espaço dentro. O armário também estava aberto. Só tinha uma coisa para mim.
Chucky entrou no quarto. Fiquei atrás da porta, o esperando passar.
– Kin? Onde você está sua merdinha ambulante?
Fiquei em silêncio, me segurando para não rir. Eu tinha uma enorme mania de rir por qualquer coisa, isso tinha que parar pelo menos hoje!
Chucky ficou procurando-me em cada cômodo do quarto, enquanto eu saia disfarçadamente do quarto, mas quando ele me viu, imediatamente gritou e foi em minha direção, o que me fez de ultima hora pegar o baú e jogar nele, que acabou tampando o boneco, mas nas frestas, ele tentava me acertar com a faca.
– VENHA AQUI! ME ENFRENTE DE MANEIRA JUSTA!
– Aprendi nas escolas que um assassino nunca é justo.
Fechei o baú com o menor dentro, logo abrindo o piano e o jogando dentro. Fechei a tampa antes de sair do quarto e logo comecei a correr. Isso me daria tempo para fugir. Não estava armada, não tinha maneiras de fugir facilmente dessa vez. Mas é um assassino que some facilmente, o que não vai me dar vantagem.
E eu estava certa, pois quando cheguei na entrada, ele estava lá, me esperando com faca em punhos.
– Fim da linha, espertinha.
Comecei a recuar. Armas? Eu não tinha mais nenhuma. Não tinha mais chances de fugir agora. Não facilmente. Eu precisaria lutar. Mas com o quê?
Novamente: Lápis? Não... Estátuas? Talvez, mas Chucky pode retirar e por de volta a cabeça dele, o que não ajudaria mesmo as coisas. Um pedaço de madeira? Não vai dar certo contra uma faca. Mas pode me dar tempo.
Corri para a lareira da sala, mas antes que eu pudesse pegar o meu objetivo, Chucky lançou a faca, e acertou as costas de minha mão, o que me fez dar um grito de dor, mas não parar de procurar a madeira que queria.
– Na mosca! – exclamou o alaranjado, logo correndo novamente em minha direção, mas parando quando peguei a madeira e joguei nele, caindo em seus pés, o prendendo no chão.
– Merda! Merda! Tire isso de mim! – reclamou Chucky, gritando e tentando empurrar o “tronco” de cima dele.
Enquanto ele tentava se livrar, eu tentava puxar a faca de minha mão, mas ela parecia bem encravada em mim. Mas eu não desisti: Tentei pegar de todas as formas a coisa, mas nem de forma desesperada eu conseguia.
Minha concentração foi perdida quando Chucky mordeu meu pescoço com força, mas tentava evitar que eu pegasse a arma, o que foi em vão: Consegui tirá-la quando seus dentes estavam entrando em uma de minhas veias, mas não me preocupei, não era uma artéria e o joguei para longe com ela, acertando o cabo em cheio em seu olho.
– DROGA! MEU OLHO! – gritou o boneco, se contorcendo todo, mas no meio disso tudo, finquei a faca em suas costas e com o pé, o pressionei no chão.
– Ok, chega de brincadeiras sim? Vai me dizer agora como chegar no mundo das Creepypastas de novo.
– EU NÃO POSSO DIZER ISSO DROGA!
– E porque não? Já não foste uma Creepypasta? Pode dizer muito bem.
– EU NÃO SOU UMA CREEPYPASTA! MAS MESMO ASSIM MEU OBJETIVO É ESSE!
Espera ai. Um assassino famoso, com seis filmes, dois filhos e uma esposa não é uma creepypasta? Essa é nova. Bem nova.
Me afastei, mas não retirei o pé e nem a faca. Eu precisava saber se dizia a verdade ou não.
– Como confiarei em você?
– NÃO CONFIE! NÃO PRECISO DE UMA PUTA CONFIANDO EM MIM.
Com o outro pé, pisei fortemente em sua mão, o fazendo grunhir de dor, mas quanto mais tentava lutar para escapar, mais eu pisava com força.
– Esses xingamentos não são nada legais...
– OK OK! EU DEIXO VOCÊ IR COM UMA CONDIÇÃO!
– ...Condição? Eu posso simplesmente me levantar e sair desta casa.
– MAS EM COMPENSAÇÃO, SERÁ SEGUIDA POR MIM!
– Isso é coisa que posso aguentar.
Retirei a faca do mesmo e os pés, logo me virando e caminhando para a porta. Porém, eu parei quando ouvi Chucky sussurrar para si mesmo, esfregando a mão dolorida.
– Droga...Desculpa Glen, não será hoje que voltarei.
Olhei para o chão, pensativa. Glen era o filho de Chucky, sei disso por conta do filme “Seed Of Chucky”, onde mostra um boneco estranho, um pouco fofo como seu filho. Mas ele não estava com Tiffane, que...
Que o abandonou...
Retornei, logo indo para Chucky e pisando em cima dele novamente, o encarando de forma sombria.
– Qual a condição?
– Tem medo de eu te seguir?...
– Não. Eu sei que Tiff e Glen te abandonaram. E você ama Glen. Qual a condição?
– ...
Chucky ficou em silêncio. Esfregou a cabeça delicadamente, mas logo me observou, de forma “assassina”
– Tiff quer que eu cuide de alguma pessoa. Se eu conseguir não matar essa pessoa e a tratar como minha filha, eu poderei voltar para eles. A condição seria você fingir ser essa pessoa que cuidei. Principalmente agora que você é uma mulher e a criança que Tiff me deu é uma mulher...
– Acabou matando a criança não foi?...
– Eu não contrario.
– É. Foi. Você nunca muda.
– Então? Aceitará a condição?
Eu queria dizer não, mas pensar no garoto, Glen, que passou tanto tempo sem os pais me fez ficar “triste”, o que me levou a aceitar a condição de Chucky, que deu seu “clássico” sorriso psicopata.
– Então, vamos ter que fazer alguns ajustes em você. Uma garota de cabelos castanhos não parece nem um pouco ter traços comigo. E também, teremos que por algumas cicatrizes...Mas Tiff perceberá que é maquiagem então tem que ser cicatriz real...
– Faça alguma cicatriz e você cai morto.
– ...Indelicada.
– Olha quem fala, o boneco boca suja.
– Você se cala!
Chucky me levou para o quarto onde estávamos antes, porém, agora, tinha uma penteadeira, onde me fez ficar de frente para o espelho.
Sem preparo nenhum, Chucky jogou tinta laranja em meu cabelo, mas acabou pingando em meu olho, que por sorte, o fechei antes que caísse dentro.
– Cuidado!
– Perdão, mas tem que ser rápido. É hoje a noite.
Obviamente, essa mudança temporária vai durar um bom e chato tempo...
Fale com o autor