A Traveler Saga: The Sword
1 Prólogo - Mephesto + The Machine
Notas iniciais
Bom espero que gostem e desejo muito ver seu review aqui!
Boa leitura!
Bom, eu não sei como eu posso começar a dizer isso, mas é a única coisa que me possa tirar dessa loucura eu me meti recentemente.
Meu nome é Stan Marsh, eu tenho meus vividos dezoito anos de idade e moro na cidade de South Park, Colorado. Moro com meus pais, Randy e Sharon Marsh, minha irmã, Shelly, havia ido para uma faculdade na Califórnia, ela provavelmente deve estar no quinto ou no sexto período de literatura, isso é bom, pois ela não está mais me enchendo o saco aqui em casa.
Considero-me um garoto normal, como todos os outros, mas de acordo com o passar do tempo, venho mudando gradativamente. Desde dos meus dez anos, passei por muita coisa, agora, olhando para meu passado, comecei a pensar que como tudo mudara em pequenos sete anos de vida. Começou na sexta série, eu e meu amigo Kyle estávamos conversando enquanto o professor não estava lá. Como eu não pude perceber que seu olhar não estava diretamente para quem ele estava falando, eu, mas sim para uma garota ao meu lado sorrindo para ele tão serenamente, minha namorada na época, Wendy Testaburger.
Traição, sempre fora considerada na literatura, algo muito profundo, na maioria das vezes, a falência de uma classe social muito influente. Nossa amizade seria a grande metáfora para uma classe social falida? Sim. E aprendi na pior maneira possível, um sentimento de raiva e melancolia, quebrando minha vida que conhecera por completo. A mistura entre esses dois sentimentos me fazia continuar de pé ao invés de me fazer ficar na cama chorando e me sentindo insignificante.
Nossa amizade havia morrido para sempre. E com o tempo Kyle começou a praticar vários tipos de esportes como natação e basquete, além de se dedicar aos estudos. Devo dizer que ele e Wendy ainda continuam namorando depois de anos e com isso sua química só aumenta.
A garota mudou fisicamente, seu corpo estava mais atlético; Os cabelos mais sedosos e longos, e sua pele mais clara. O meu ex-amigo cortava seus cabelos toda a semana para não ter mais aquele afro de sempre. Eles como um pessoal do meu colégio, deixaram de usar suas gorras e deixaram seus cabelos aparecerem. Eles estavam evoluindo e eu não. Devo dizer que eu sou o único diferente daquele lugar.
Tenho que balancear os fatos para que não pareço ficar muito em cima de Kyle e Wendy. Kenny McCormick começou a namorar essa garota, Blair, logo que entramos no ensino médio. Ela gostava muito do jeito pervertido que ele tinha e foi com isso que conseguiram ficarem juntos até nesse momento. Tenho que informar que isso fez com que nos afastássemos durante os anos. Hoje não tenho mais nenhum contato com ele, já que está junto com o grupo de Kyle.
Eric Cartman foi o que mudou mais dentro de nosso grupo de amigos, conseguiu emagrecer por severas questões sociais e principalmente pelo fato de ouvir na sétima série que ele seria mais adorado pelo pessoal se fosse mais magro. E fez exatamente isso. Conseguiu também entrar no ensino médio, a atenção de uma garota, Henrietta, uma gótica que apesar de não ter feito nenhuma dieta, fez com que o seu crescimento favorecesse o seu corpo, deixando só uma pequena gordura e nada mais.
Não se foi o cheiro de café que exalava de sua boca ou foi seu corpo que seduziu Eric. Realmente eu achei uma boa idéia Cartman namorar a gótica, pareciam se compreender, com uma severa diferença entre os dois. Ela tentava não ser uma conformista e ele gosta de usar sua relação como um jogo de poder.
Aos poucos fiquei longe dele, afinal, não era eu que tinha uma relação de amizade profunda com Cartman, sem dúvida, era o Kenny e com isso sinto em lhe informar, leitor, que ele e sua namorada gótica agora fazem parte do grupo de Kyle, mesmo que Henrietta passe um pouco tempo ao lado deles e mais no de seu próprio grupo e com Eric.
Nunca tive a certeza, mas só a sensação, em que Kyle tentara reunir todos para ficarem em seu lado e claro que a Wendy apoiaria nisso, pois ela poderia considerar que seja um ato de bondade e de nostalgia ao tentar reunir seus antigos amigos de infância, Kenny e Eric. E quanto a mim? Bem, foi mais um obstáculo do que uma amizade durante um tempo, no tempo que ainda queria almejar Wendy para si.
Bom, tenho que confessar que não ligo mais para eles, eles que vivam suas próprias vidas, pois eu não irei interferir, mesmo que queiram. Esse foi meu pensamento nos últimos meses, ser mais despreocupado com as pessoas. Isso agora era o meu modo de agir.
Salvou-me de muitos problemas durante o ano letivo que passou e pelos os outros que passaram. Bem, estou quase concluindo meu ensino médio tão arduamente. Não me importo das pessoas pensarem que eu sou um lobo solitário que não quer nenhum tipo de contato, mesmo que o grupo do Kyle inventou tal boato.
Com sorte que fazer um estágio com o Dr. Aphonse Mephesto me deu uma oportunidade de conseguir uma vaga na área de genética química em Harvard. Claro que para isso estudei muito, consegui até superar Kyle em certas matérias como química e literatura para ter uma idéia.
A formatura estava realmente chegando e não me sinto muito à vontade em continuar na cidade, tinha a vontade de ir logo para universidade, onde poderei começar a viver minha vida de verdade. Poderei me afastar do meu pai que ainda hoje consegue como me envergonhar perante toda a cidade, uma vez ou outra. E também fugir da falsidade em que vivo entre todos os adolescentes.
Tudo isso nos leva para o momento de hoje, eu usando jeans e uma camisa preta vagabunda de Angry Birds, com meus anéis e meus braceletes de lã, um branco e outro preto; mexendo em meu notebook calmamente até que vejo que horas são e percebo que estou atrasado para meu último encontro com Mephesto.
– Droga, ele vai me matar! – Digo quando percebo que realmente estava atrasado para me encontrar com ele.
Tirava todas as janelas do google chrome e tentava apertar o botão de desligar do Windows, mas parecia que o note havia travado de vez.
– Puta que paril! – Profano tais palavras enquanto minha paciência estava acabando.
Acabo de deixar o note naquele estado, corro para pegar minha mochila e sair de casa no mesmo pique. Meus passos eram largos e fortes, virava a minha primeira esquerda e queria para de correr, mas não podia, pois tinha que chegar lá na hora certa ou Doutor poderia negar minha carta de admissão. Bom isso era alguns meses atrás, mas como ele havia enviado para a universidade, essa desculpa não iria servir de nada. Agora era por causa de uma máquina que não sabia o que fazia, mas que o ajudei a construir durante semanas e hoje iríamos testá-la juntos.
Para isso tinha que chegar na hora, para que ele não se preocupe comigo e o mesmo não era muito de se preocupar com as pessoas.
Depois virei para direita e segui em frente durante vários minutos até virar para esquerda onde no final da rua havia uma colina, onde se situava a casa de Mephesto. Subi já cansado de tanto correr pelas ruas de South Park por pouco tempo.
Entrei, no ambiente frio, todo suado, Mephesto não estava próximo a entrada a minha espera, enquanto eu adentrava mais percebi que estava esperando ao lado da máquina. Ela era grande, vermelha, dentro de seu espaço há uma cabine onde uma pessoa fica sentada com um capacete que poderia se conectar ao cérebro. Ele pareceu supresso ao me ver.
Bom... Isso não era típico dele.
– Oh... Olá Stan! – Ele me cumprimentou ainda supresso. – Não percebi que havia entrado.
– Sério, acho que fiz um barulho considerável. – Declarei colocando a minha mão na nuca. – Como está o senhor?
– Bem, só um pouco ansioso o que essa belezinha pode fazer. – Disse acariciando o metal de cor vermelha da máquina com veemência. – Como está, meu caro?
– Bom, eu acho. – Na verdade nada de bom ou de ruim havia acontecido comigo. – Também estou curioso no que a máquina pode fazer. Bom, onde está o Kevin? – Para quem não sabe ele é uma pessoa pequena que todos pensam que é um macaco, mas na verdade é o ajudante de Mephesto.
– Oh, dei uma pequena folga para ele. – Mephesto disse tais palavras que nunca me convenceram até hoje.
Ele me guiou para uma pequena cozinha improvisada no meio de seu laboratório e me serviu um copo vermelho de refrigerante e eu consequentemente a bebi tentando matar minha sede depois de tanto correr pela cidade.
– Obrigado doutor. – Agradeci pelo refrigerante.
– De nada, Stan. – O doutor disse guardando a garrafa dentro de um frigobar.
– Bom... Eu queria saber, depois de todo esse tempo ajudando a construir a máquina, o que ela exatamente faz? – Essa pergunta quase me matou no momento, pois não queria me constranger na frente de Mephesto.
– Era justamente nisso que eu queria te falar, Stan. – Ele começou a ficar mais sério. – Sabe que podem existir outros mundos, certo?
– Já ouvi falar nisso. – Respondi ao ouvir Mephesto.
– Mas já ouviu falar que podem existir outros universos dentro do nosso planeta. – Agora ele começou a me entreter com sua tese.
– Todos aos meus ouvidos. – Digo fitando o homem.
– Há teorias que os mundos fantásticos mais reais de toda a história pode está aqui entre nós, coexistindo, interagindo nesse momento. – Mephesto estava me conquistando com sua tese. – Mas há um problema nisso, esse universo deve ser verossímil com o nosso para coexistir. A máquina é para isso, meu caro, e você poderá me ajudar nessa tarefa.
– Tudo bem, mas como? – Pergunto com curiosidade para ele.
Andamos de novo até a máquina, seguindo seus passos acelerados, Mephesto estava realmente entusiasmado com o assunto.
– Como um adolescente, você naturalmente interage com todos esses universos e a máquina irá mandá-lo para esses universos, para explorar, para saber como é que é lá. – Disse mais uma vez alisando o metal da porta da máquina com orgulho.
– Tipo uma missão, certo? – Perguntei com vontade, a ideia me pareceu boa, acho que era isso que precisava, explorar universos e dentro do mesmo mundo, parecia muito importante. – Eu aceito.
– Assim? Não quer mesmo considerar a ideia? – Mephesto parecia mesmo supresso com minha decisão. – Sabe o que pode ocorrer certo?
– É melhor eu descobrir sozinho o que pode acontecer. – Não tinha nada a perder em South Park e então queria entrar e começar a explorar esses universos paralelos, o mais antes possível. – Doutor, não sou o garoto mais sortudo de South Park, mas quero fazer algo que possa me fazer mais do que eu sou, talvez esses mundos possam me ajudar nisso.
– Não é uma viagem de auto descoberta, Marsh. – Ele me alertou mais eu queria mesmo experimentar a tal máquina. – Mesmo que no mundo real a viagem seja por pouco tempo.
– Tipo, em um minuto, posso viver um mês dentro do mundo? – Perguntei curiosamente.
– Essencialmente sim, mas o tempo pode variar com cada mundo. – Sua explicação me reconfortou. – Tire o gorro, meu filho. – Não havia entendido muito bem, mas me lembrei do capacete.
– Ah, sim. O capacete me desculpe, Doutor. – Disse tirando meu gorro e entregando para Mephesto.
Ele pegou e o repousou em uma mesa de metal, onde havia vários computadores e com fios conectados a máquina.
– Bom sente-se na máquina, por favor. – O Doutor disse apontando para o assento e então eu o fiz. – Certo agora coloque o capacete na cabeça, por favor. – Repousei o objeto na minha cabeça para fique bem justo, fecho a alça em meu pescoço.
– E agora? – Pergunto mais uma vez.
– Deixe-me fechar a porta, meu caro. – Ele disse empurrando-a com força.
Segurei minhas duas mãos firmemente nos braços da cadeira e depois de alguns segundos, o ar fresco começava a esquentar, parecia que meu ser estava começando a passar muito mal, não foi uma sensação boa, era quase enjoada. O som parecia ficar mais opaco. Meus olhos começavam a arder de dor, fechando-os e de repente todas minhas células começam a vibrar por toda parte de meu corpo.
Isso poderia ter realmente funcionado? Não tenho mais o que pensar, pois estou afogando em meus próprios pensamentos. Se perguntar se isso doí, a resposta é que sim, puta que paril!
Fale com o autor