A Transformação - Parte 2
16 Cap. 16 - Estranho.
Notas iniciais
Cap. 16 — estranho.
– vamos indo antes que a gente chegue tarde, povo! — Emm chamou, e nós assentimos. Todos estavam no carro, quando mamãe me chamou de volta.
– sim, mãe?
– Bella, tome cuidado, okay? — pediu e eu arqueei as sobrancelhas, confusa. — estou com um péssimo pressentimento.
– mamãe, não se preocupe. Se algo fosse acontecer, Alice veria. — sorri e ela beijou minha testa.
– é instinto materno, preocupação de mãe. Se cuide. — pediu e eu assenti.
– mas o que você está sentindo? — perguntei.
– não sei... Só acho que alguma coisa vai acontecer hoje, e você deve tomar cuidado. Só não saia de perto de Edward, ou de um de seus irmão, por favor. — mandou e eu assenti.
– pode deixar mãe. — sorri e ela me deixou ir.
Na escola todos ainda comentavam sobre a novata que era intima dos Cullen.
– viramos motivo de fofoca outra vez? — Rose perguntou.
– isso passa rápido. Ignore. — sorri e ela assentiu.
– bom dia Isa! — Katherine sorriu ao me ver e eu a abracei. Mas... "Isa"?
– Isa? — Allie ecoou meus pensamentos. Kathy pareceu nervosa.
– é... Era o apelido da... Da minha filha. — ela se enrolou e eu achei estranho.
Kathy nunca foi de se enrolar nas palavras. E sempre odiou me chamar de Isa. Soava... Criança demais, como ela mesma dizia. O que estava acontecendo aqui?
– ah, eu estou atrasada para a aula, depois a gente se fala. Um abraço. — ela disse e eu arqueei a sobrancelha novamente. Onde estava o: "beijos" ou "beijinho" típico de minha bruxinha?
– vamos? — Edward chamou e eu assenti, indo para a sala de espanhol com ele e Jasper. No fim da aula eu fui atras de Kathy, que tinha desaparecido. Olhei de prédio em prédio, andar em andar, mas não havia sinal nenhum dela. Fui até o estacionamento e ouvi a voz dela vindo da floresta. Parecia... Irritadiça e amedrontada. Ela estava se sentindo ameaçada. Corri até lá, e fiquei um pouco de longe, pedindo que nenhum dos dois percebesse minha presença.
– isso tudo está demorando demais Elena. — o homem, alto, musculoso, tão branco, pálido e bonito quanto nós, o cabelo preto e aquele manto preto cobrindo seu corpo (ou grande parte dele) rosnou e ela se retraiu mais. — está demorando demais!
– eu não posso forçar nada, por favor! Dê-me mais tempo, eu... — ela ia terminar a frase, mas ele avançou nela e a pegou pelo pescoço.
– eu quero o mais rápido, e, se você for inteligente, será o mais rápido. O mestre não gosta de esperar. E é melhor você lembrar que pode ser facilmente substituída. — ele a ameaçou, e eu fui em cima quando ele apertou mais o aperto no pescoço de minha bruxinha.
– é melhor você ir. Agora. — rosnei, ameaçadora, e ele deu uma gargalhada estrondosa. Pelo menos a de Emm rinha harmonia. A dele não tinha nem um tom definido.
– e quem vai me obrigar a isso? — perguntou e eu ri.
– eu posso fazer você ir embora. — desdenhei e ele riu novamente.
– como? — perguntou, ainda sarcástico.
– assim. — o joguei no chão com rapidez, o imobilizando, e olhei no fundo dos olhos. — suma daqui. Pra sempre. Nunca mais volte. Esqueça tudo o que aconteceu. — falei. Assim que sai de cima dele, ele se virou e sumiu de nossas vistas.
– Kathy, você está bem?
– Bella, eu... — ela disse e eu a abracei.
– não precisa dizer nada bruxinha... Mas, quem era ele? — perguntei e ela começou a chorar.
– eu... Senti... Tanto... Medo! — ela começou a soluçar e eu a abracei. Como sou estúpida! Ela sendo ameaçada e eu fazendo perguntas a ela!
– calma Kathy, vem, vou te levar em casa... — falei.
– não! — gritou e eu fiquei em alerta. — eu não... Não quero ir pra casa... Me leva pra algum outro lugar, por favor...
– tudo bem, vamos. — sorri, a peguei no colo e a levei para o alto da montanha, aonde havia uma campina (não tão bonita quanto a minha e a de Edward, mas era agradável). — olha, eu ainda quero saber o que aconteceu... — sussurrei. Ela me olhou de soslaio e se sentou.
– ele... Eu o conheci nessas minhas viagens... O conheci na Romênia. Seus mestres queriam que eu ficasse lá, mas eu não podia. Então eles ameaçaram minha neta, e me mandaram para cá para... Para... Investigar os lobos. Me misturar. — suspirou e eu arqueei as sobrancelhas.
Por que merda aquilo soava como mentira?
– o que eles querem com os lobos? — perguntei.
– é que os agrada a ideia de "cães de guarda". — falou e eu arfei em ultraje.
– Carlisle precisa saber disso. — sussurrei.
– não Bella, você não pode contar, eu... Minha neta está correndo risco... — ela disse apavorada.
– minha família é grande, Katherine. Manteremos sua neta a salvo, não se preocupe. — sorri e ela balançou a cabeça.
– eles são muito espertos, não dá... Por favor, não conte... — implorou. — por todos os nossos anos de amizade, por favor, não conte... — ela disse e eu arqueei as sobrancelhas. Por que raios ela foi tão vaga? Onde está minha Katherine detalhista? Nós tínhamos 10 anos de amizade quando eu "morri"! Não é algo que se esqueça de uma hora pra outra.
Não comentei nada sobre isso.
– ok, Katherine. Apesar de ir contra tudo o que eu penso, eu não vou contar. Unicamente pela nossa amizade. — assenti e ela respirou fundo.
– Bella, como foi que você o convenceu a ir embora? — ela perguntou e minha resposta saiu no automático.
– porque eu posso hipnotizar vampiros e humanos. — falei e quase me estapeei por ter dito. Eu não podia dizer agora, não com essa duvida crescendo em minha cabeça.
Será que eu estou sendo absurda desconfiando de minha bruxinha?
– você tem poderes? Que legal! — falou e eu senti um significado oculto em seus olhos. — e só você tem poderes em sua família?
– não, só eu. — dei de ombros. Ela assentiu e eu respirei fundo.
– como você veio parar aqui? — perguntou.
– ah sei lá... Nós só achamos que era um bom lugar pra gente. — falei.
– eu achei estranho o número de vampiros, todos convivendo assim... Por que ele transformou todos vocês? Queria... Sei lá, criar um clã grande para amedrontar os outros vampiros?
– não, longe disso... Carlisle nos ama, e só nos transformou porque ele teve pena de ver-nos morrer quando tinha o poder de nos dar uma segunda chance. — falei. — e quanto a Alice e Jasper, eles não foram transformados por Carlisle. Foi um tipo de adoção, entende? Eles apenas apareceram, e se tornaram parte da família.
– e... por que ele te transformou? — perguntou. Katherine estava fazendo perguntas demais...
– ele não queria que eu morresse. — falei.
– nenhum de nós queria. Ainda bem que ele te deu a vida de novo. — falou e sorriu.
E eu me senti uma idiota por desconfiar dela. Ela era minha Kathy, minha bruxinha, nunca faria nada para me machucar.
– okay, é melhor eu ir indo. — ela falou e eu assenti, a levando até seu carro. — tchau Bells, e obrigada por me salvar. — me abraçou.
– amigas são pra isso, querida. — sussurrei e ela assentiu, entrou no carro e foi embora.
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