A Toxic Tale
1 Capítulo 1- E a aventura começa
Então, toda Jornada tem um começo...
...E a minha começa aqui. Bem, não exatamente aqui, ela começou 4 anos atrás quando eu ainda tinha 12 anos. Naquela época eu estava me mudando de Unova para Kalos, acho que a razão foi que meu pai se tornou um líder de ginásio em Kalos, mas não estou muito certo disso. Nesse tempo eu conheci Elore, minha vizinha, era uma garota ruiva que sempre aparecia com um penteado “Ponytail”, como ela chamava, ela tinha olhos marrons e vestia uma camisa laranja com riscos brancos formando uma pokebola e jeans, bem, não demorou muito para nos tornarmos amigos.
Até hoje eu não sei descreve-la muito bem, ela possui duas características bem distintas, ela é tanto covarde quanto imprevisível, bem mais imprevisível que covarde eu posso dizer. Uma vez nós estávamos explorando a região envolta da Rota 1, ela sempre repetindo que queria voltar e que aquele lugar parecia muito assustador, principalmente à noite, mas então chegamos a uma casa quebrada e pintada de roxo e preto, ela fora a primeira a sugerir que explorássemos a casa, uma mudança bem repentina de opinião, então ela saiu correndo para a porta da frente e todos nós saímos correndo quando três Haunters, aqueles pokémons roxos com duas mãos flutuando em volta do corpo deles, apareceram na porta e eu não preciso dizer quem mudou de ideia e saiu correndo primeiro, né?
Markus, vizinho de Elore foi outra pessoa que conheci naquela época. Ele era um garoto loiro com penteado arrepiado, acho que tinha olhos cinzas ou algo parecido e sempre, sempre usava a mesma camiseta, ele devia ter umas dez iguais, cinza com aquele símbolo de perigo biológico em amarelo e um short marrom. Agora qual seria uma característica dele? Bem, ele realmente tinha uma grande, não, uma Enorme autoestima ele sempre via o lado positivo, perdendo, ganhando, de qualquer jeito ele sempre sorria.
Uma vez quando tínhamos 14 anos, ele entrou em uma briga com dois garotos mais velhos de Aquacorde Town, obviamente ele estava perdendo, mas, o surpreendente foi que quando chegamos lá ele levou um soco na cara, caiu de joelhos, mas mesmo assim levantou a cara fez aquele mesmo sorriso e disse: — É o melhor que vocês podem fazer? – Claro que depois disso eu entrei pra ajuda-lo, mas, aquilo me surpreende até hoje.
Depois deles eu conheci um amigo de minha mãe, o professor Eric, ele era o “Professor Pokémon”, pelo menos chamavam ele desse jeito, ele era um senhor de uns 45 anos na época, já tinha vários cabelos brancos e olhos marrons, ele usava uma camiseta azul por baixo do jaleco branco e usava calça jeans. Ele também era o chefe do laboratório Pokémon de Lumiose City, ou seja, era uma pessoa muito respeitada. Uma qualidade muito boa dele era seu caráter, ele consegue ser amigo de todos e sempre tenta consertar as coisas quando elas dão errado.
Uma vez, no meu aniversário, ele esqueceu de comprar um presente, eu fiquei triste e tal, mas ele me disse então que me traria um pokémon, foi a coisa mais engraçada quando ele atirou aquela pokebola e dela saiu um Wurple, aquele pokémon que parecia uma larva vermelha com cara de bunda, ele me disse que um Wurple era praticamente inútil, mas eu poderia gostar dele como mascote. Mas as coisas realmente ficaram engraçadas quando o Wurple evoluiu para um Dustox, mas isso já é outra história.
Bem, ele me disse que no dia que eu completasse 16 anos eu finalmente poderia começar minha própria jornada para me tornar o campeão, mesmo que minha mãe morresse de medo disso, essa era uma das coisas que eu mais queria, minha própria aventura, principalmente após descobrir sobre o garoto que derrotou o Team Flare e se tornou campeão de Kalos logo após isso, claro que tive um pouco de inveja, mas eu sei que se ele conseguiu algo assim eu também vou conseguir.
Mas, hoje eu tenho 16 anos, e finalmente começarei... espere... eu nem me apresentei ainda. Eu me chamo Devon, tenho olhos castanhos e cabelo preto, eu uso uma camiseta branca e uma jaqueta comum preta e calça jeans. Não sei seu eu realmente posso falar uma característica de mim mesmo, mas, eu me acho uma pessoa justa, sempre que alguém faz algo ruim eu tento impedir, mas algo que eu realmente acho bom é o fato de que eu sempre consigo saber quando uma pessoa está mentindo ou não.
De qualquer forma, hoje eu me encontrarei com o professor Eric e finalmente irei receber meu Pokémon inicial.
Ao sair do meu quarto, ainda mal decorado mesmo após 4 anos morando aqui, com uma cama, uma TV pequena, um guarda-roupa e um tapete cinza e marrom, que realmente não combina com o quarto verde, posso ver minha mãe me esperando ao lado da porta da frente de minha casa, que na verdade era somente uma cozinha/sala com um sofá uma TV e um pequeno quarto lateral que era meu, minha mãe dormia no segundo andar, e era totalmente pintado de verde assim como o resto da casa, na sala como em meu quarto havia um tapete idêntico ao do meu quarto, mas dessa vez ele era verde, na cozinha não havia nada de especial, um fogão, uma mesa e uma geladeira, a cozinha tinha uma visão para a sala pois ela era cortada na parte onde devia haver uma parede. Já o segundo andar era um pouco diferente, havia uma TV como a da sala uma cama de casal, um banheiro e uma mesa para computador e livros que minha mãe dizia ser seu mini escritório.
Na porta minha mãe segurava minha mochila enquanto dizia:
-Eu não acredito que você realmente vai embora, já se passaram 4 anos...
-Sim, realmente foi rápido, mas agora eu posso fazer o que eu sempre quis!
-Bem, eu te desejo sorte filho! Seu pai era exatamente assim, perseguia seus sonhos e não deixava que nada o impedisse. Talvez algum dia você também possa ser um líder de ginásio como ele!
-Eu não acho que eu seria um bom líder de ginásio, eu sempre quis explorar Kalos, a ideia de ficar sempre preso no ginásio é bem depressiva. Se eu realmente fosse encarar alguma carreira eu iria gostar de ser um dos aprendizes do Professor Eric.
-Tudo bem, de qualquer forma, eu tenho orgulho de você.
-Obrigado, agora tenho que ir, não posso deixar meus amigos e o Professor esperando para sempre!
Depois de nossa despedida e de um abraço, finalmente saí de casa, para a “praça” de Vaniville Town, que na verdade era somente dois canteiros de flores que dividiam a parte antiga com quatro casas e a nova com mais quatro, eu vivia na parte nova.
Estranhamente eu não vi Elore ou Markus ao redor. “Eles já devem estar com o professor Eric, bem que eles podiam ao menos ter me esperado. Acho que realmente não sou o único ansioso para receber o primeiro pokémon” eu pensei.
Passando pelos canteiros de flores e as casas, que todas estranhamente tinham dois andares, havia a Rota 1, atrás do pequeno portão de madeira. Ela era cheia de arbustos floridos e árvores, nunca tinha pensado nesse caminho como hoje, quando eu era menor era somente uma trilha que ligava as duas cidades e escondia lugares estranhos e lendas bobas, mas hoje esse caminho é o começo de minha aventura.
Essa trilha levava à nossa cidade vizinha, Aquacorde Town, uma cidade pequena, não tão pequena quanto Vaniville, ela possuía dois cafés e duas lojas, cada loja ficava no meio de dois sobrados, na cidade havia uma grande fonte onde várias crianças corriam enquanto seus pais estavam em casa ou nos cafés. Ao chegar ao café da esquerda, que não lembro mais o nome mas sei que possui algumas cadeiras vermelhas no lado de fora, avisto muitas poucas pessoas tornando fácil de reconhecer o senhor de cabelos brancos, alto e que sempre vestia o mesmo jaleco branco e uma camisa azul, Professor Eric. Já de cara estranhei o fato de nenhum de meus amigos estarem na mesa e a estranha cara de “algo saiu errado” no Professor, principalmente pelo fato dele estar com o olhar distante e mexendo suas pernas com ansiedade. Quando eu me aproximo ele parece não me perceber então eu me sento na cadeira e...
-Oi Professor!
-uhmm... Ah! Bom-dia Devon, já fazem 4 anos não? – Perguntou Eric com um tom de preocupação ou arrependimento não sei bem.
-Sim! Onde estão os outros?
-Bem... eu tenho uma boa e uma má notícia, como já é de costume vamos começar pela má, basicamente, eu chamei eles mais cedo para poder conversar com você. Entre várias coisas que eu preciso dizer a mais importante é que o seu pokémon escolhido ficou doente pouco tempo atrás, então basicamente eu não posso lhe dar um pokémon inicial no momento.
Após ele me contar aquilo não consegui sentir nada além de tristeza e raiva ao mesmo tempo, como eu poderei começar minha jornada sem meu primeiro Pokémon? Como o pokémon ficou doente assim tão de repente?
O que acontece agora, esperar mais 1 ano?
-Veja Devon, eu precisava achar uma solução antes de te chamar, por isso chamei eles antes. –Disse não exatamente respondendo minha pergunta, mas a palavra solução era um alívio- Mas, o fato é que seu Pokémon não pode ser curado, não sabemos que doença é essa, então pensei em outra coisa, vou te ajudar a capturar seu primeiro pokémon, essa era a boa notícia!
-Mas, como eu v...
-Eu vou te emprestar um de meus pokémons fracos para você capturar o seu.
-Tudo bem, vale a pena tentar.
Mesmo com ele tentando me deixar feliz dizendo aquilo, eu não achava que isso poderia sair bem, não haviam pokémons interessantes na “trilha dos Wurples” como era chamada a rota 2 pelos habitantes de Aquacorde, mesmo não tendo muitos pokémons além dos Wurples realmente eles estavam em todo lugar, até invadiam lojas de doces de vez em quando.
Enquanto descíamos as escadas que levavam a praça pude ver o enorme rio que cortava a rota 2 e Aquacorde Town, com somente uma ponte ligando os dois lados, mesmo essa ponte sendo antiga ela era muito limpa e sempre parecia nova, o ponto ruim é que ela é amarela então ela reflete muito a luz nos olhos.
A pequena trilha não levou a nada, ficamos algum tempo procurando algum Pokémon perdido, mas não achamos nenhum, o que fora um alívio, pois como eu disse antes Wurples realmente não são muito interessantes, principalmente como um pokémon inicial. Decidimos então ir mais adiante e entrar na Floresta de Santalune, onde haviam pokémons mais interessantes. Quando chegamos lá, pude ver as enormes árvores que tornavam a floresta bem fechada e pouco iluminada, também pude notar alguns treinadores parados com olhares fixos e se movendo em padrões como se quisessem abordar alguém, não vi meus amigos no momento em que entrei, eles devem ter pego seus pokémons realmente bem mais cedo, mas então o professor disse:
-Bem, se não encontrarmos um pokémon aqui temo que será seu dia de azar, pois não podemos passar daqui sem seu pokémon, pokémons de nível mais alto são muito difíceis de se treinar com pouca experiência e... Ah é verdade, eu gostaria que ficasse com isso –Ele disse enquanto tirava um aparelho vermelho com o mesmo formato de um celular de seu bolso- é uma pokedex, com ela você poderá catalogar todos os pokémons que você encontrar e sua aventura, só precisa apontar a câmera!
-Obrigado! Vamos ver se ele detecta algum pokémon que não conseguimos ver.
-Bem vale a tentativa, essa pokedex detecta pokémons próximos mesmo sem eles estarem visíveis, mas ela só identifica o tipo as outras informações só aparecem quando realmente se está perto do pokémon.
Dito isso, comecei a apontar a pokedex em todas as direções enquanto caminhava até que em um momento ela começou a piscar com uma luz azul com a tela dizendo: “pokémon próximo, possível tipo: Psíquico”.
-Caramba, um pokémon psíquico nessa floresta? Devo estar com sorte então.
-Não é possível pokémons psíquicos não habitam essa floresta, deve ser algum erro, essa é realmente uma versão experimental e...
Não sei o que ele iria dizer, mas novamente a pokedex piscou uma luz azul, mas dessa vez na tela estava escrito:
Pokémon: Ralts; Tipo: Psíquico; Próximo à sua localização.
-Não é possível, não existem Ralts nesta parte de Kalos.
-Bem vamos ver!
Eu parei de andar no mesmo instante quando eu vi em um arbusto algo rosa em formato de lâmina, definitivamente era um Ralts, um pokémon branco de cabeça ou cabelo? Verde e um chifre ou lâmina rosa na cabeça.
-Esse pokémon não deveria estar aqui, mas para sua sorte seu pokémon inicial não será um Wurple. – Ele disse com o mesmo tom ansioso de quando estávamos na cidade.
-Sim, então o que eu faço?
-Pegue esta Caterpie e enfraqueça o Ralts então jogue esta outra pokebola para tentar captura-lo!
Então eu atirei ao chão a pokebola que ele havia me dado e dela saiu uma criatura que parecia uma lagarta, nunca havia visto aquele pokémon antes, mas o que importava era capturar o Ralts. Depois de alguns golpes eu finalmente pude jogar a pokebola, foram os 5 segundos de maior ansiedade da minha vida enquanto eu via aquela bola se mexer e piscar não sabendo se iria conseguir ou não. Mas, finalmente ela parou, eu havia capturado um Ralts! Consegui capturar meu primeiro pokémon!
-Parabéns Devon, você conseguiu...
-Aqui professor seu Caterpie, obrigado por...
Fui interrompido pelo mesmo olhar distante de antes.
-Eu ainda não sei como um Ralts veio parar aqui, eles não costumam sair de seus habitats, principalmente por serem pokémons novos e sem experiência, será que o que ele me disse era verdade? Eu preciso voltar ao laboratório e... Ah, Devon você ainda está aqui, me desculpe as vezes eu me distraio e esqueço do que está ao meu redor. Mas agora eu realmente preciso voltar à Lumiose City!
-O que aconteceu Professor?
-Nada, de verdade!
-Você sabe que não vai conseguir mentir para mim, o que está acontecendo?
-Eu realmente não sei direito, mas você não precisa se preocupar.
-Se aquele garoto conseguiu derrotar o Team Flare com 12 anos eu com 16 posso ajudar também!
-Muito bem, se você realmente quer me ajudar treine seu pokémon e consiga sua primeira insígnia de ginásio, então vá para Lumiose City, eu vou estar no quarto andar do Pokémon Lab!
-Pode contar comigo Professor! Não irei te decepcionar!
-Há você tem o mesmo gênio de seu pai, tchau Devon!
-Até mais Professor!
Somente depois de um tempo quando eu fiquei sozinho que eu finalmente pensei:
-Eu tenho meu primeiro pokémon e até consegui uma possível missão!
Eu olhei para as folhas das árvores acima de mim e disse,
-Minha jornada vai finalmente começar!
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