A Touch of Death: The Beginning.
2 The boys
Notas iniciais
Carol
Pensei que já estive em uma rua movimentada, mas nada comparada a praça dessa escola, pessoas se batendo nas outras, trios conversando sobre as aulas desse ano, um grupo maior que rolava papeis em muitas mãos e um deles deixou cair, minha curiosidade fez com que eu pegasse-o, era um papel branco, margeado de estrelas bronzeadas de quatro pontas e nele tinha escrito:
Os alunos do professor Martin podem se preparar para a peça que o mesmo escolheu para cada turma. Segundo o professor, apenas os novatos poderão acrescentar mais falas na peça.
Em todas suas turmas será incluso na peça o gênero musical. Na hora da aula de teatro, o professor dará mais explicações e sorteará os alunos em quarteto.
Valendo pontos para as matérias escolhidas pelo professor.
Vice — Diretora Parks.
Ao acabar de ler passei para Bella e que terminou tão rápido que nem deu tempo para sentir a respiração de outra pessoa em meu ouvido, olhei para trás assustada, consegui conter o grito, mas não o sorriso.
– Garcia — disse o garoto levantando a mão para cumprimentar-me e devolveu o sorriso — Carlos Garcia e a senhorita ?
– Carol. — Disse simplesmente e vi Bella cumprimentando Carlos educadamente e falei sem pensar. — Então, você é real, cadê os outros ? Não estudam aqui ?
– Estudam, eles nem sabem que estou aqui, com vocês, se eu os chamasse, eu demoraria um século para vim, por isso preferi vim só. Suas aulas começam hoje ? — Explicou Carlos.
– Amanhã apenas e a sua ? — Perguntou Bella.
– Sim, igualmente. — Respondeu de uma maneira formal, engraçada e fofa, o que colocou um sorriso novamente em meu rosto. — Desculpem-me o atraso.
– Apenas 3 minutos, não considero isso um atraso, já que há tantas pessoas no meio do caminho, enfim, aluno novo ? — Perguntou Bella.
– Certamente, poderíamos sair da praça e ir para um local mais agradável e vazio ?
– Você é assim mesmo ? Muito educado ? Qual é ? Somos adolescentes, seja informal, ma seria agradável sair daqui, comecei a sentir calor. — Disse um pouco formal.
– Essa escola é agradável e enorme. — Disse Carlos para começar um assunto, rapidamente comparei a ele, agradável (muito), enorme (é maior pessoalmente). Olhei para trás quando ouvi alguém gritar o nome dele e com a minha mão apertei o braço de Bella, fazendo — a grunhir.
– Caramba ! O que foi ? Qual a neces... — Perguntou Bella amaciando o braço e interrompendo-se quando os viu.
– E ai cara ? — Perguntou o louro, (carinhosamente: o narigudo).
– Já que me descobriram, sou obrigado a apresentar, garotos, essa é a Carol, a outra Bella, meninas, vocês sabem quem são eles, vocês pediram sem formalidade, tá ai. — Aperto de mão, hífen dentro de uma aspa, clichê ? Sim.
– Vamos ensaiar ? — Perguntou Logan para Carlos.
– Agora, mas e as garotas ? — Perguntou Carlos.
– Nós estamos a sós, talvez elas queiram ajudar, gravar a música e mandar para o produtor. — Aconselhou James.
– Eu e Carol não nos incomodaríamos se fossemos para o estúdio, se precisam de ajuda estamos a dispor. — Disse Bella.
Para não perder mais tempo, todos nós fomos conversando enquanto andávamos. Subimos pela escada rolante e logo nos deparamos com a entrada do estúdio. O meu ponto de vista sobre a escola mudara, agora, virara àquelas escolas medievais de filmes antigos. Passei a imaginar o que ocorrera há cinco décadas, quando foi fundada, o fundador morreu aproximadamente sete anos depois da inauguração. Disseram que a escola passou a ser assombrada, como um ano bissexto, porém ao invés de ser a cada quatro anos, eram ou são a cada sete anos, quando ele morreu não assombrou de imediato, mas nos próximos 7 anos começou, pelos meus cálculos esse era o ano, o mesmo em qual vim estudar aqui. História contada por Logan e mais rápida que ele, eu tirei a conclusão.
Sei que falo escola na maioria das vezes, eu tenho a mania de insistir em que falar escola para um instituto técnico esteja correto, mas se eu estudo em um prédio, um compartimento em que há professores e alunos no plural, para mim significa escola ou curso. Pode ser que o instituto seja mais duro que escola, porque a responsabilidade cai toda sobre você, somente você, "dono do próprio nariz". É comum então, que eu fale escola para me referir ao instituto. Voltando a ele, entramos no estúdio e digo que é muito bem equipado, apesar de nunca ter entrado em um. A parede é de azul quase verde, 5 m² é aproximadamente o tamanho do estúdio de gravação. Lá de volta à minha imaginação, aqui seria perfeito para uma pessoa capturar outra, pois se a aprisionasse aqui dentro não daria para ouvir nada.
– Querida, você pode pegar a câmera no depósito ? — Pediu Logan a mim, me tirando da minha imaginação fértil.
– Ah, certo. — Corri para ir buscar e acabei me batendo na bateria que estava no caminho da porta para o depósito. Lá estava ela, a câmera, colocada cuidadosamente em cima de um criado-mudo. Nunca tinha visto uma como aquela, desempenha muitas funções, muitas mesmo, de longe dá para perceber isso, me cansaria de contar o que nela tem, parei de admirá-la e fui voltar para a parte principal do estúdio. Cheguei e estava quase tudo pronto para eles começarem a cantar, Bella estava pronta para começar a gravar e os meninos estavam atrás do vidro. Isso parece um sonho, mas é real, conhecer os garotos pessoalmente e gravar o primeiro vídeo deles.
O primeiro vídeo foi feito, ficou muito legal, mas eles quiseram gravar novamente. Eu olhei para Bella e ela entendeu, prendi a câmera no lugar em que a apoia, coloquei para começar a gravar na hora em que os meninos começaram a cantar, então eu peguei uma guitarra com um fundo transparente e Bella pegou um baixo vermelho, esperamos chegar segundos antes do refrão. Eu fui para o microfone de James e Bella para o de Kendall, depois respectivamente Logan e Carlos, no nosso pensamento estava assim: primeiro os maiores, para ficar mais tempo com os menores, porque nós não éramos tão gigantes para cantar no microfone dele, a música que era calma ficou com um tom de rock quase pesado e posso dizer, ficou melhor desse jeito, a minha voz e a de Bella não dava para seguir a carreira de cantor, mas sim, é muito boa. É como arcanjos que tocam harpas, tudo bem, parei.
Rimos e fomos para nosso dormitório, já à noite.
– Carol ? — Chamou Bella.
– Hum ? — Perguntei sonolenta.
– Você vai dormir sem tomar banho ?
– Vou, estou fedendo tanto assim ?
– Não. — Respondeu.
É claro que eu sabia que ela queria falar sobre hoje, mas se arrependeu depois de perceber que eu não estava a fim de conversa. Nada demais aconteceu, só conhecemos os garotos os quais beijávamos o pôster.
Amanheceu, acordamos cedo, tivemos aulas antes do intervalo que não foram muito importantes, depois chegou àquela que tanto desejei: teatro. Artes cênicas, mas destaco teatro. Logo o professor pediu grupos separados cada um com quatro alunos, no meu no caso foi: James, Kendall, Bella e eu.
Pediu que nós concluíssemos uma peça que ele sorteou para cada grupo, com duração de cinco minutos a trinta minutos. Surgiu de repente à ideia de Bella. Sério, eu a amo, esperta, vamos conseguir o que queremos, o que desejamos.
Então entra a sinopse: Havia uma menina muito bela e filha única, quero dizer, filha única de sangue, pois tinha uma irmã adotada, da mesma idade, que era para fazer companhia e brincar. Mesmo com uma irmã, ela era mimada e muito, claro, uma única filha "original". Sua "irmã" apesar de ser legal, ela não a amava. Essa jovem estava apaixonada por um rapaz, porém ele era caído pela irmã que ela não gostava. Ao persegui-la percebeu que seu amor era outro, então corre atrás dele e o consegue.
– Gostaram ? — Perguntou Bella ainda duvidosa.
– É... Ah, sim. — Disse Kendall mostrando aquele olhar de menino para James, aquele olhar que ganharam um prêmio.
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