A Torta Perfeita
1 Oneshot
Notas iniciais
A Torta Perfeita
–Desiste, Cass. Você já fez 30 tortas e nenhuma deu certo. Vamos apenas sair e comer uma em uma lanchonete. Eu não me importo que você não consiga fazer uma torta pra mim. — falou Dean escorado no marco da porta da cozinha da batcaverna com os braços cruzados sobre o peito.
–Mas eu me importo, Dean! Eu sou seu namorado e você adora tortas! Não é possível que eu não seja capaz de fazer uma mísera torta! — retrucou o anjo caído batendo uma massa de torta em uma tigela apoiado na bancada da pia.
Já fazia alguns meses que Methatron transformou o moreno e os outros anjos em humanos. Sam havia se recuperado e, com a ajuda de Dean e Castiel, conseguiu fechar os portões do inferno. Sem terem para onde ir, Kevin e um curado Crowley foram morar na batcaverna com os Winchesters e Castiel. O loiro ajudou seu anjo a lidar com a culpa pela queda dos irmãos dele e a se adaptar à vida como humano. Quando Castiel já estava quase totalmente bem, ele confessou seus sentimentos pelo anjo caído, que admitiu retribuí-los. Então, eles finalmente começaram a namorar.
Desde então, Castiel passou a fazer várias atividades humanas não só para se adaptar, mas também para agradar ao namorado. Foi aí que ele começou a tentar preparar uma torta de maçã para Dean, mas, embora ele fosse um bom cozinheiro, não conseguia fazer uma torta que prestasse. Mesmo assim, ele não desistia. Estava determinado a fazer a torta perfeita para seu caçador. Tentando acalmá-lo, o loiro enlaçou seus quadris pelas costas, beijou seu pescoço e sussurrou em seu ouvido:
–Você é capaz, anjo. O problema é que você está nervoso demais! Vamos namorar um pouco e quando você estiver com a cabeça fria, volta e tenta de novo.
–Não, Dean! Eu não vou sair daqui até conseguir!
–Então, vamos namorar aqui... — rebateu o loiro com um sorriso maroto nos lábios, virando o moreno para si e o colocando sentado na bancada ao lado da tigela da massa de torta.
Rapidamente, ele apertou a cintura do anjo e tomou seus lábios em um beijo intenso e apaixonado. Castiel não teve outra alternativa a não ser retribuir a carícia com a mesma força. Eles passaram quase uma hora trocando carinhos naquela bancada. O anjo caído até já tinha esquecido da torta quando o Winchester finalmente se afastou, sorriu e falou:
–Pronto. Acho que agora você está pronto para fazer a torta perfeita que tanto quer. Enquanto isso, eu vou tirar um cochilo.
Castiel sorriu de volta, então o loiro deu um beijo em sua testa e o colocou de volta no chão. Por fim, ele deixou a cozinha e o moreno retomou seu trabalho. Horas depois, Dean acordou ouvindo a voz empolgada do namorado perto de si e sentindo um cheiro delicioso no ar:
–Olha, Dean, eu consegui! Depois de tantas tentativas, eu finalmente fiz a torta perfeita! E tudo graças a você! Obrigado! — ele exclamava sorridente, sentado em sua frente e com uma bela torta de maçã nas mãos.
–Que bom, anjo! Eu sabia que você ia conseguir! Eu não disse que você só precisava se acalmar? — retrucou o loiro devolvendo o sorriso e já sentado na cama.
–Você estava certo. Se não fosse os seus carinhos, eu jamais teria conseguido fazer a torta. Mas agora é hora de você experimentar!
–OPA! É a melhor hora! E eu tenho certeza que está uma delícia!
O Winchester pegou o garfo que o moreno lhe oferecia e tirou um pedaço da torta. Ele mastigou a porção que engoliu lentamente, com os olhos fechados e uma expressão de prazer no rosto. Sem conseguir tirar os olhos dele, Castiel aguardava ansioso. Não aguentando mais esperar, ele perguntou:
–E então?
–Caramba! Essa é simplesmente a melhor torta que eu já comi na vida, anjo! Parabéns! — respondeu o caçador empolgado e deliciado com o sabor da comida.
Eufórico, Castiel deixou a torta no colchão, atirou-se no colo do namorado, o abraçou, beijou-lhe os lábios e falou:
–Obrigado, Dean!
–Não, anjo. Eu que agradeço. Afinal, foi para mim que você fez essa torta. — respondeu o loiro abraçando os quadris do outro.
–Não precisa agradecer, Dean. Você merece. Essa foi a forma que eu encontrei de retribuir tudo o que você fez por mim.
–Não precisa agradecer, anjo. Eu cuidei e cuido de você porque te amo.
–Eu também te amo, Dean. — devolveu o moreno voltando a beijar os lábios amados.
O loiro retribuiu as carícias e ambos ficaram assim por um bom tempo, até ele finalmente conseguir se afastar do amado e sugerir:
–Bem, acho que os outros merecem comer essa torta tão deliciosa junto com a gente, não?
–Merecem sim, Dean. Vamos procurá-los?
–Vamos! — retrucou o Winchester roubando um selinho do namorado.
Sorridentes, eles se levantaram da cama, entrelaçaram os dedos e, com a torta nas mãos de Dean, caminharam pela batcaverna à procura de sua incomum família.
FIM
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