A Thousand Years
1 I have die every day waiting for you.
Notas iniciais
Espero que gostem.
Castiel estava se sentindo diferente, não que estivesse em um estado normal antes de tudo isso. Pelo menos antes ele não pensava no demônio que o fez fazer coisas que nenhum anjo faria. Ele poderia ter matado-a se Naomi ordenasse, doeria nele, mas ele teria feito. Por obra do destino, Deus até mesmo o próprio diabo, nunca se sabe, Naomi ordenou que não o fizesse. O anjo não teria que matar Meg, um alivio instantâneo tomou conta de seu corpo, ele não compreendia muito bem os sentimentos humanos, não sabia explicar que sentia por Meg. Mas ela sabia.
O demônio por outro lado entendia os sentimentos humanos, ela os sentia toda vez que estava com o anjo. Tentava disser a si mesma que era apenas mais um clichê, demônio ama anjo, anjo ama demônio. E no fundo ela queria que fosse, queria que fosse tão simples.
“Porque está sendo tão gentil comigo, Clarence?” Meg repreendeu sua voz tóxica e deixou que um suspiro pesado e um tanto romântico entoassem sua voz.
“Eu não sei” Ele respondeu Naomi não pediu, nunca, para Castiel cuidar de Meg, isso ele fizera por conta própria, e não entendia o por que.
“Você iria morrer se lesse um livro ou visse algum filme?”
“Na verdade se eu ler certo livro, sim isso poderia me matar”
“Você é mais fofo quando está calado.” Ela mentia para si mesma, o demônio adorava ouvir a voz do anjo tão pura... Divina. Perfeita.
Nós vamos para o céu, Clarence. A voz de Meg veio a sua mente, foi o dia em que se conheceram, onde Meg queria chegar com essa conversa afinal?
“Que Castiel é você afinal, o senhor certinho ou o doidão?” Ela sorriu, o que fez com que um traço de sorriso formasse em seu rosto.
“Eu sou, eu.”
“Esclarecedor... Do que você lembra?” Meg tentava ironizar a frase, mas no fundo. Ela só queria que ele exclamasse que se lembrava de tudo e que sentia o mesmo.
Olhem para ela minha cuidadora, toda essa dor... Tão bonita. Ela apenas respondeu em seu tom sarcástico que não gostava de poemas, o que era verdade, mas cada palavra que saia da boca do anjo eram as mais belas.
“Se você se refere ao cara da pizza. Sim eu me lembro do cara da pizza... E é uma boa memória.”
“Eu sinto falta do Apocalipse” desabafou o demônio, Castiel a fitou com um olhar incrédulo.
“Sente falta do fim dos tempos?” ele disse por fim com certo tom de sarcasmo.
“Era tudo tão simples... Você era bom. Eu era má... Agora eu sou um pouco boa, o que é um saco e você é um pouco mal que te deixa mais sexy.Se sobrevivermos a isso... Eu vou pedir uma pizza e nos vamos sujar alguns moveis, você me entende?” Meg indagou dando um gole em sua garrafa de whisky, os olhos e a alma do anjo se iluminaram, ele não deixou transparecer é claro, ele ainda achava insano um anjo amar um demônio.
“Não... Sim, eu entendo” Um sorriso se formou no rosto de Meg.
...
“Vá salve seu irmão e o meu unicórnio” O demônio tomou coragem para dizer, ela estava com medo, desesperada, mas acima de tudo ela não poderia deixar de jeito nenhum que qualquer coisa machucasse o anjo.
Castiel lutou contra o controle de Naomi estava com aplaca em suas mãos, havia curado Dean, o loiro não o perdoaria por ir embora, mas ele precisava proteger a tabua.
“Eu preciso de você Castiel...”
“Me desculpe Dean” O anjo via tudo as claras, não estava no céu, não obedecia a Naomi.
“Dean, Cass.” O anjo iria voar para longe dali, se não fosse pelo o que ele viu. Sam chegou ao encontro do anjo, sozinho.
“Onde está a Meg?” Ele balbuceou, não acreditava no que via ele só fez um simples pedido a Sam cuide dela, eu deveria ter ficado com ela.
“Crowley chegou e...” o anjo não estava mais lá. Ele não se importa com anjos, placas, demônios. Na verdade com um em especial. Meg.
“Clarence?” Meg fitou Castiel por cima do ombro de Crowley.
“Olá Meg” O anjo tocou a testa de Crowley fazendo o rei cair desmaiado, Meg se apoiou no seu anjo e perguntou ainda muito fraca.
“Pensei que o alce fosse te ajudar. Por que você voltou Clarence?” A loira deixou-se vislumbrar e perdesse no mar azul dos olhos do anjo.
“Pelo mesmo motivo de eu ser gentil com você.”
“Meu unicórnio... Acho que agora podemos pedir aquela pizza.”
O anjo segurou a loira em seus braços e vou para uma cidade pouco longe dali. Eles estavam em uma colina por onde se podia ver as luzes da cidade a baixo deles.
“Essa é sua idéia de lugar romântico? Um lugar com mosquitos e cheiro de xixi de bêbados?”
“Isso não importa.” Ele a puxou para mais perto.
“Você ainda não me respondeu unicórnio. Porque está sendo tão gentil comigo, todos esses dias desde que eu cuidei de você?”
“Eu gosto de você,Meg. Gosto muito.” O anjo corou bruscamente e abaixou o olhar.
“Você fica ainda mais lindo corado” ela sorriu e levantou o queixo do anjo com as mãos. “Eu também gosto muito de você.”
Então ela o beijou diferentemente da primeira vez ele não esperou por um segundo beijo para se entregar a Meg, ele a beijou e simples toques da loira em seu corpo o fizeram intensificar o beijo. Por falta de ar nós pulmões de ambos, eles se separaram milímetros um do outro, não deixaram de trocaram caricias, não queriam deixar que se quer um segundo fosse perdido.
“Andou vendo mais filmes como o do cara da pizza?”
“Não. Eu só queria fazer isso a muito tempo...”
E os lábios se tocaram novamente intensificando cada toque, cada sentimento, cada desejo foram transmitidos do anjo para um demônio. Se isso era certo ou errado, nem Deus, nem lúcifer, poderiam responder. Isso se cabia somente... A Meg e Castiel.
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