A Thousand Miles
6 Desculpas.
Notas iniciais
Eu te peço perdão por te amar de repente Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos Das horas que passei à sombra dos teus gestos Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
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Vinícius de Moraes.
O Som da campainha invadiu a pequena casa dos Pevensie, Susana fechou seu livro e o botou na mesa. Durante a pequena viagem da sala até a porta, a campainha foi tocada mais duas vezes. ‘Já Vai’ Susana gritou. Abriu a porta.
Um homem alto, com cabelos meio bagunçados, os olhos claros e o lindo rosto infantil. Não poderia ser ninguém menos do que Rendal.
- Rendal? – Perguntou Susana estupefata. O garoto deu um pequeno sorriso torto, que fez o coração de Susana bater bem forte.
- Oi Susana, será que eu posso falar com você?- Ele perguntou meio envergonhado, e olhou para baixo.
- Ah, claro. Quer entrar? – Suas mãos começaram a suar fria, a maçaneta – que sua mão AINDA segurava – parecia estar derretendo.
- Na verdade, eu queria pedir desculpas por aquele dia... – A Voz grossa e rouca de Rendal soava como uma canção nos ouvidos de Susana. Mas a garota o interrompeu.
- Não precisa, sério.
- Precisa sim, olha, eu não deveria ter feito aquilo, me descontrolei. Por favor, me perdoe. – Susana molhou os lábios antes de qualquer coisa. Por quê diabos ela perdoaria algo que, mesmo sendo surpreendente e algo que não deveria ter sido feito, ela gostou? Mas ele estava lá, implorando pelo perdão dela.
- Está tudo bem, eu te perdôo. – Ambos sorriram. E se abraçaram. Rendal sussurrou um ‘Obrigado, agora poderei dormir mais tranqüilo’.Ela apenas um “De nada”.
-Que tal a gente, passear um pouco no parque, tomar um sorvete, sei lá? Como realmente uma desculpa? Para nos conhecermos melhor? – Susanaficou boquiaberta, adorou o convite, mas não queria parecer animada demais.
- Claro. Vamos! Só deixa-me avisar a minha irmã. LÚCIA. – E como se estivesse ouvindo a conversa, Lúcia apareceu rapidamente na porta, junto de Susana e Rendal. – Avise a mamãe que eu vou sair, e não tenho hora para voltar.
- Está bem. Oi Rendal, tudo bem? – Lúcia perguntou olhando rapidamente para os dois, com um pequeno olhar malicioso.
- Lúcia. Estou bem, você?- Disse meio envergonhado.
- Eu estou bem. E o Casper? Ele está bem? – Lúcia tentava parecer o menos desesperada o possível. Se é que fosse possível, o fato é que Lúcia estava com o coração batendo forte, muito forte, por Casper.
- Hã, ele está bem. Também perguntou para você. Direi que está bem. – Ele sorriu torto e chamou Susana. Ambos se despediram de Lúcia.
***
O Som da campainha invadiu a enorme casa dos Collins, Charlotte fechou seu livro e o botou na mesa. Durante a pequena viagem da sala até a porta, a campainha foi tocada mais duas vezes. ‘Já Vai’ Charlotte gritou. Abriu a porta.
- EDMUNDO? – Ela gritou desesperada ao vê-lo em sua porta. Realmente, se Pedro soubesse teria um AVC. Edmundo a calou e a puxou para fora. A segurou pelo braço e saíram correndo dali. Edmundo a levou até uma rua menos movimentada.
- Desculpe por ter te assustado, Charlotte. Mas preciso falar urgentemente com você. – Ele disse caminhado ao lado dela pela rua. Sem rumo.
- O que você quer? Se o Pedro souber ele... – Edmundo rapidamente se virou e pôs seu dedo indicador em cima dos lábios de Charlotte.
- Pedro só vai saber se você contar. E eu quero dizer que...Eu te amo, Charlotte. – A menina ficou boquiaberta. Depois deu um suspiro, tipo aqueles que as pessoas dão em sinal de ‘lamento’.
- Edmundo, você não me ama. Você apenas acha que me ama, você só... – Edmund repetiu o gesto novamente.
- Eu conheço os meus sentimentos, Charlotte. Eu amo você, e você me ama também. Não ama? – Sem perceber, Edmundo tinha agarrado ela, que se contorcia em seus braços.
- Edmundo, não, eu gosto muito de você, mas eu amo o Pedro. – Doía dizer aquilo. Mas a verdade era que Charlotte gostava mais do que o normal de Edmundo, só não queria vê-lo sofrer nas mãos de Pedro. Mas ela também amava Pedro, e não queria magoá-lo.
-Mas você é apaixonada por mim Charlotte, eu sei. – E sem ter noção do que estava fazendo, Edmundo a beijou. Um forte e feroz, um beijo que não deveria estar dando nela. E para piorar (ou melhorar) mais a situação, Charlotte correspondeu, unindo suas línguas.
Mas ao se dar conta do que estava fazendo, Charlotte logo interrompeu o beijo.
- Você nunca se apaixonou, Edmundo. Você mesmo me disse. Você está confundindo os seus sentimentos. – Ela disse com uma voz de decepção, que sem querer deixou Edmundo perceber.
- Eu não paro de pensar em você, Charlotte. Eu sonho com você todas as noites. Eu sinto o seu perfume em mim. Eu sei que é errado, e peço perdão por isso. Mas ninguém pode mandar no coração. Se fosse assim, Charlotte, a maioria das meninas estaria casada com grandes artistas e o mundo seria mais rico. Peço perdão, por te amar de repente. – Aquelas palavras tocaram fundo o coração da menina, que ficou sem reação, com as pernas bambas.
Fechou os olhos, pensou por alguns segundos e molhou os lábios.
- Eu realmente não posso te amar Edmundo. Desculpe. – E saiu correndo, além do horizonte. Até sumir da vista de Edmundo. O Sol se colocava naquela hora, dando uma linda cor ao céu. Edmundo ficou lá, frustrado.
***
Quando Pedro entrou no quarto, Edmundo logo percebeu que algo estava errado. Pedro não deu aquele olhar mortal que sempre dava para Edmundo. Estava com a expressão normal.
- Posso falar com você, Edmundo? – Ele perguntou, calmo, como raramente tem sido com Edmundo.
- Claro, irmão. Aconteceu alguma coisa? – Pedro puxou uma cadeira e se sentou.
- Eu queria pedir desculpas, sabe, por todo esse tempo. Eu tenho agido muito mal com você. Gritando, batendo em você. Sem motivos. Acho que o ciúmes me subiu a cabeça. Eu amo muito a Charlotte, Edmundo. E eu espero que você entenda. – Edmundo se sentiu culpado, por amar Charlotte também.
- Claro que eu te desculpo, irmão. Mas o que fez você mudar de idéia? Quer dizer, vir me pedir desculpas?
- É que, eu encontrei Charlotte perto da casa dela, chorando. Eu perguntei o que houve, e ela apenas me abraçou. E disse “Sempre te amarei Pedro, não importa o que aconteça”. Então, eu percebi que, nunca aconteceu nada entre vocês, era tudo besteira. Eu estava cego de amor, Edmundo. Eu vou ser melhor daqui para frente.
- Isso...É muito bom para você, Pedro. Eu realmente espero que vocês, sejam felizes...Juntos. – Doeu dizer esta última palavra. Mas ele conseguiu. Eles se levantaram e se abraçaram, como velhos amigos. Edmundo estava arrasado.
N/A: Oiiii genteeeeeeeeee. Desculpem a demora, mas se juntarem o servidor do Nyah com a minha internet, coisa boa é que não dá. Bom, como vocês já repararam, eu estou enfiando a Susana na história >
E QUEM ASSISTIU VPA LEVANTA A MÃO. \\O/. GEMT EU VI NA PRÉ ESTRÉIA DIA 4. Aiin, AMEI. Assim, todos sabem que o Edmundo é meu personagem preferido e o Skandar divo é o meu namorado, ele só não sabe disso ainda, mas eu sai de lá com o meu coração batendo MUITO FORTE pelo Eustáquio/Will Poulter. COMOFAZ??
E gente, ganhei mais uma recomendação. Você me matam um dia viu? Muito obrigada a todos que me mandam MP'S pedindo capítulos e elogiando. Muito obrigada leitores, VOCÊS SÃO OS MELHORES LEITORES DO MUNDO. Sério, Amo vocês. Cada dia mais, chega mais reviews. Continue com eles, e eu continuo com a história.
Beijos.
Fiquem com Aslam.
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