A Thousand Miles
2 Charlotte.
Notas iniciais
Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...
Willian Shakespeare
-
Estava tudo pronto na casa dos Pevensie. Foi feita uma pequena limpeza na casa durante todo o dia por Sra. Pevensie, Susana e Lúcia. E ficou por conta de Edmundo comprar os alimentos para o especial jantar daquela noite.
Pedro, agora com 20 anos, iria apresentar-lhes naquela noite sua namorada. Seu nome era Charlotte Louise Collins.
Lúcia estava espiando pela janela. A imensa escuridão, a rua pouco iluminada pelos postes. A noite era bela e quente, estrelada, mas o brilho era toda da Lua cheia.
Aos poucos, Lúcia conseguia ver o pequeno “carro” que Pedro ganhara no aniversário passado se aproximar. Andou rapidamente até a cozinha onde todos colocavam a mesa para o jantar.
— Eles chegaram, vamos! – Falou com uma enorme animação. O semblante da Sra. Pevensie e Susana demonstrava uma felicidade enorme. Edmundo virou os olhos e bufou alto.
— Edmundo, se não gosta da felicidade alheia, pelo menos finja que está feliz pelo seu irmão. – A Sra Pevensie disse num tom grave de voz.
— Ela é filha do Delegado, com certeza deve ser mais uma menininha ridícula, sabe, aquelas que precisam ser tratadas como rainhas. – Edmundo respondeu no mesmo tom para a mãe, logo arrependido. Que modos eram aqueles? Nem queria imaginar o que seu pai teria feito naquela situação.
— Então, Edmundo, apenas faça o que papai faria. Todos aqui sabem que papai e o Delegado eram os melhores amigos. – Num tom mais impaciente disse Susana. Edmundo apenas a olhou de um modo torto.
Ouviu-se então um pequeno barulho vindo da sala. A maçaneta girou e um pequeno rangido da porta foi ouvido. Os três correram direto para lá, onde avistaram Pedro, deslumbrante no seu paletó, seus cabelos bem penteados. Ao seu lado, Charlotte. Linda de cabelos louros, um dourado, um lindo dourado, como de ouro derretido. Seus olhos era enfeitados com um lindo tom de verde meio cinza.
Pedro, com um belo sorriso torto estampado no rosto, andou até sua família.
— Charlotte, está a minha linda mãe. – Sra; Pevensie deu um lindo sorriso em retribuição. Charlotte deu um maior ainda.
— Prazer em conhecê-la Sra Pevensie. Pedro me falou muito bem da senhora.
— Estas são minhas irmãs, Susana e Lúcia — Sorrisos e brilhos nos olhos puderam ser notados nos semblantes de Lúcia e Susana, encantadas com a beleza e a generosidade de Charlotte e a mesma deu a mesma resposta para ambas.
— E este é meu irmão...Edmundo! – Com um sorriso falso no rosto, Edmundo tomou as mãos de Charlotte e depositou um pequeno beijo nelas.
— É um prazer, Pedro andou falando muito de você essa semana. – Os sorrisos estampavam no rosto de todos. Uma enorme alegria que queriam ter compartilhado com o Sr Pevensie.
***
Todos tinham acabado de saborear o delicioso jantar, preparado pela Sra. Pevensie e Susana. Durante o jantar teve muitas e longas conversas, risos e alegria. E logo no começo Sra Pevensie deu uma enorme bronca em Edmundo, porque o mesmo não queria retirar a boina para comer.
Mesmo todos tendo devorado tudo, as conversas ainda estavam lá. Animadas.
— Então, nos conte um pouco sobre você, Charlotte! – Propôs Lúcia. Todos concordaram e ficaram dispostos a ouvir a grande história de Charlotte.
— Bom, vocês sabem, papai é o Delegado aqui de Finchley, casou-se com mamãe em 1920. Juntos tiveram 3 filhos. Rendal Collins II, o mais velho de nós, nasceu em 1924, depois veio Casper e eu, que somos gêmeos, em 1927, no mesmo ano que o Pedro. Estudamos colégio que vocês. – Ela deu uma pequena pausa e olhou para Pedro. Enquanto falava, Edmundo a olhava, com um lindo e sincero sorriso. Mas não percebera isso. – Papai era um bravo e destemido policial, e mamãe era filha de um grande dono de um banco. Conheceram-se na noite em que vovó fora assassinada e papai estava lá, para investigar o caso. Casaram-se dois anos depois. Eu e Pedro nos conhecemos perto da estação. Num momento em que eu quase fui atropelada e Pedro me salvou. Não sei porque, mas algo me chamou a atenção nele...Pode ter sido seus lindos olhos, seu rosto, cabelo...Ou seu jeito meigo de ser, não sei, mas eu o amei no primeiro momento. Foi estranho, pois eu nunca me senti assim por um garoto antes. – Os dois se olharam mais uma vez. – Acho que é só isso que interessa.
— Ah, é realmente uma linda história. – Sra. Pevensie disse encantada. Edmundo novamente dera um sorriso sincero. Sentia-se estranho. Seu coração palpitava mais rápido do que o normal e não deixava de encarar Charlotte. Algo nela chamou a atenção. A mesma as vezes retribuía os olhares. Mas nada que ninguém percebesse.
Depois da bela conversa, todos começaram a arrumar a cozinha. Pedro pediu para Edmundo fazer companhia para Charlotte na sala, enquanto ajudava as irmãs e a mãe. Ele concordou, e ficaram lá, batendo papo novamente.
— Bom, vai ser ótimo tê-la na família Charlotte. Você e Pedro são realmente...Sortudos. – Edmundo disse meio sem graça. Charlotte sorriu sem graça.
— Obrigada, Pedro é realmente tudo o que eu sempre sonhei. Mas e você..Pedro sempre me falou de você...Como um irmão meio que chato, mas legal ao mesmo tempo.
Edmundo deu um pequeno sorriso.
— É, eu só trato as pessoas do jeito que elas me tratam. Sempre pareci meio rabugento. Sempre foi assim. Pedro diz que é por isso que eu não arrumo namorada. Eu já discordo com ele.
— Discorda? Por que? – Perguntou Charlotte, realmente interessada. Seus olhares começavam a ficar cada vez mais fortes.
— Eu me considero...Imune ao amor. Sei lá, nunca pensei em casar, ter filhos. Sempre preferi curtir apenas amigos.
A Conversa continuou, mas logo Pedro achou que era tarde e foi levar Charlotte embora. Já era tarde da noite e todos foram se deitar.
Num belo sonho profundo, Edmundo via um deslumbrado lindo rosto angelical, com lindos olhos verdes. Cabelos dourados, uma pequena boca rosada. Ele a encarava com amor e pouca malícia. Sua boca se contorceu a um belo sorriso. A garota caminhou até ele, apoiando suas lindas mãos em seu torso. Suas faces foram se aproximando cada vez mais.
Quando já podiam sentir a respiração do outro, o coração de Edmundo palpitava cada vez mais. E enfim seus lábios se juntaram...Apenas por uma fração de segundos e Edmundo abriu os olhos. Conseguiu distinguir seu pequeno quarto. A luz que penetrava pela janela pouco iluminava o pequeno cômodo, ocupado apenas pelas pequenas camas e um guarda – roupa. Olhou para o lado e viu Pedro. Dormindo e roncando num sono belo.
Tardou para Edmundo adormecer novamente, apenas lembrando do maravilhoso sonho que tivera. Aquele par de olhos verdes não lhe saia as mente. Mal ele sabia o que estava acontecendo.
---
N/A: Olá Nárnianos. Ai está o primeiro capítulo eeeee!...Eu expliquei o motivo da demora.
Peço a paciência de todos, minha aulas jpa voltaram e as vezes não escrevo os capítulos do jeito que imagino, As vezes ficam muito curtos. Mas não posso fazer nada. Vou dizer, tenho fetiches por meninos de boina, por isso, na maior parte da fanfic o meu Edzinho *-* lindo vai estar de boina. óin *-*. Infelizmente a Andy não betou este cap. Mas o outro eu prometo que deixo ela betar. E thanks e todos que comentaram no Prólogo.
Quem gostou deste cap comenta :D.
Beijos,
Deeh.
Fiquem com Aslam.
Fale com o autor