A Terra De Deuses
13 O começo da grande busca
Notas iniciais
Eu olhei para traz, Hyuki estava boquiaberto encostado no mesmo lugar de antes e Kuya estava sentado no lado dele com a mesma expressão, assim como Mio e May. Eu me virei e rumei ao lado deles, quando eu cheguei ao lado deles eu desabei no chão, estava muito cansada e acabei desmaiando. Era como antes, eu não estava acordada, mas sentia o mundo ao meu redor, senti me puxarem até uma parte e senti minhas costas encostando na madeira da árvore. Então eu consegui abrir os olhos, Hyuki estava ajeitando o olho de Kuya de novo. Mio e May estavam em cima das minhas pernas sentados. Quando perceberam que eu tinha acordado me olharam com um olhar vidrado e impressionados.
- O que foi? Tem algo no meu rosto? — Perguntei ironicamente.
- VOCÊ É UMA DEUSA?! — Perguntou gritando de repente Hyuki parecendo meio irritado por algum motivo.
- Eu o quê? — Perguntei meio confusa.
- Uma deusa, você se transformou na verdadeira forma de uma — Explicou Mio.
Eu fiquei muito surpresa comigo mesma, então eu era uma deusa, e eu nuca soube, sentia que eu podia desmaiar na mesma hora.
Ouvimos um som ao longe da floresta que pareciam cordas de Drai sendo usadas, e estava se aproximando. Ficamos só esperando alguns outros guardiões se aproximarem.
…
- Então era por isso... Huj, seu idiota... — Resmungava Drai depois de eu ter contado todo o ocorrido para os deuses.
Nikury se dirigu a mim e me entregou um envelope.
- Isso estava na carta que nos entregou. Ele não abria então o deixamos de lado, agora apareceu seu nome nele... — Falou ele.
Eu peguei e o abri.
“Aiki,
Me desculpe nunca ter te dito isso... Mas você já deve de saber. Você é uma deusa. Mas não uma deusa comum, você tem a alma livre como os humanos. EU a criei, isso me custou minha imortalidade. Sim, eu menti sobre o fato de Kin ter me ferido gravemente havia me feito assim, mas na verdade fora sua criação que o fez. Eu tinha dado você à um casal muito bondoso para que cuidassem de você, mas a morte deles não estava em meus planos. Eu cuidei de você esses anos todos com um único propósito, para que você destrua Kin. Isso pode parecer impossível, mas eu sei que pode. Sinto por não ter contado antes, só queria que tivesse uma vida boa e normal antes de ter que seguir seu destino, ter amigos, e quem sabe até encontrar um amor, eu queria que você fosse feliz. Eu te criei como uma vida nova, não apenas como uma ferramenta para matar Kin, se o fizesse, seria pior do que ele. Espero que tenha achado amizades, e quem sabe até um pequeno romance na sua vida agora. Tudo de bom e boa sorte. Me desculpe.
Seu amigo e criador, Huj, deus da vida”.
Quando terminei de ler, estava chorando. Ele me criara para ser um ser vivo, não uma arma, eu agora tinha muito mais respeito por ele, e me sentia ainda pior por ele ter morrido. Nunca conseguiria agradecer o suficiente para ele. Entendia que todos os seus atos foram para me proteger, eu respeitava sua decisão.
Os deuses me observavam. Eu entreguei o papel para eles e então leram. Depois de fazê-lo eles pareciam muito chocados.
- Aiki... Estávamos cogitando a ideia de que você parasse de ser da tropa e viesse para o círculo dos deuses... — Começou a falar Tsu.
- Não! Eu não vou abandonar meus amigos por causa disso! — Gritei já imaginando o que falariam.
- … Mas, depois de ler essa carta mudamos de ideia. Vamos te deixar na tropa — Falou Nikury — Ah, também chame o seu amigo Hyuki aqui, tenho que conversar com ele... — Acrescentou.
Eu fiquei aliviada e confusa ao mesmo tempo. Aliviada por eles ainda me deixarem ser uma guardiã, mas confusa por eles estarem chamando Hyuki para lá.
Eu sai da sala e vi toda a tropa reunida parecendo tensos.
- Então, como foi? — Perguntaram Hyuki e Kuya, que estavam mais preocupados comigo.
- Ele me deixaram ficar na tropa! — Falei alegre. Eles se levantaram e me deram um abraço bem forte. Chegou até doer.
Depois de me desvencilhar do abraço deles eu fiquei um pouco mais séria.
- Também, descobri mais outra coisa... — Disse, então eu entreguei o papel que eu tinha guardado e dei para eles todos lerem. Mio e May ficaram menos surpresos que os dois.
- Então quer dizer que essa é a tarefa da nossa tropa agora, matar Kin? — Perguntou Kuya.
- Mais ou menos, irei fazer isso algum dia, mas não hoje — Respondi.
- Ainda estou impressionado por isso, pelo jeito não a conhecíamos tão bem quanto eu achávamos... — Falou Hyuki.
- Mas tem mais uma coisa... — Comecei. Eles me olharam com uma cara tensa, como se esperassem por uma notícia ruim — Nikury está te chamando... — Falei para Hyuki.
Ele não perguntou nada, sabia que eu não entendia o que estava acontecendo, então ele apenas entrou na sala dos deuses.
Esperamos todos tensos por uns 50 minutos para que ele saísse de lá. Quando ele saiu ele tinha uma cara de choque no rosto. Todos nós levantamos e fomos ao seu lado.
- O que aconteceu? — Perguntei preocupada.
- Nikury disse que eu sou um guardião escolhido... — Respondeu ele.
Ficamos todos muito surpresos. Ele como um guardião escolhido era incrível! Estava feliz por ele, era uma das patentes mais altas entre todas. Isso explicava o olho dele ter ficado diferente naquela hora, ele tinha a honra extrema, apenas os guardiões mais honrados conseguiam aquilo, e isso te fazia um guardião de Nikury. Se ele conseguisse uma outra patente como algum da Sabedoria, ou consciência, ele seria um guardião extremo, a patente mais alta entre todas. Mas já estava muito feliz com aquilo. EU até cheguei a dar um beijo na bochecha dele, ele ficou todo vermelho.
Mio e May estranharam, mas Kuya sabia que aquilo era bastante normal.
- Não precisava... — Falou Hyuki sem jeito.
- Ah, deixa disso. Vamos, eu ainda quero descansar — Falei.
E então fomos para o dormitório, mesmo com coisas tão ruins que aconteceram, estávamos felizes pelas coisas boas. Sentia agora que os conhecia ainda mais, e eles me conheciam...
Notas finais
Se quiserem, continuem me seguindo para mais histórias!
Me desculpem, mas não poderei botar capas nos capítulos.
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