A Terra Das Sombras
5 Capítulo 5
Acordei com Dougie berrando meu nome. Ele disse que eu iria sair com ele e com os outros. Enquanto ele se arruava eu apenas sentei no sofá e imaginei minha roupa (linkhttp://www.polyvore.com/lonely/set?id=40281433). Quando ele finalmente estava pronto saímos de casa, eu estava tão fascinada com Londres que devia parecer uma criancinha que ganhou um brinquedo. Dougie ria da minha cara o tempo inteiro. Passamos na casa de Tom e ele pareceu ficar feliz em me ver ali. Deu-me um beijo e um abraço e prometeu que passaria na frente do Big Bang pra mim poder ver. Fiquei tão feliz em poder ver tudo aquilo, pelo menos agora, que nem liguei pra Doug e Tom rindo de mim. Eu sempre tinha sonhado com Londres e conhecer a cidade ao lado do McFLY só tornava tudo melhor. Eu só quero ver como vai ser pra eu ir pro “outro lado”. Não passei nem um dia ao lado deles e já estou afeiçoada por todos. Estava tão perdida em meus próprios pensamentos que nem tinha visto que já havíamos chego e que Doug estava chamando por mim.
- Andreza, Deza. Meu deus menina no que você tava pensando?
- Nada de mais metido. – respondi saindo do carro.
Entramos no prédio onde eles teriam uma reunião para decidir as coisas da turnê e depois teriam um ensaio. Era estranho você entrar em um prédio e ninguém poder te ver, e as únicas pessoas que podem te ver não conversam com você para não parecerem loucas. Eu achei que a reunião ia ser chata, mas eu acabei dando muita risada das idéias absurdas que os guys tinham pros shows. Às vezes eu não conseguia segurar o riso e um deles me dava um olhar cúmplice.
Quando a reunião foi encerrada eles me levaram para a sala onde eles ensaiavam. Como ali só estávamos nós eu podia conversar com eles. O ensaio foi incrível e o playlist que eles escolheram estava ótima. Dougie tinha razão, passar o dia com eles era bem melhor do que ficar assistindo TV em casa. Depois do ensaio fomos à casa de Tom para assistir filmes e ficamos lá até bem tarde.
Voltamos a pé para casa e parecia estar bem frio, já que eu pude ver Doug tremendo. Chegamos rapidamente e enquanto ele tomava um banho eu fui para o quarto de hospedes e acabei dormindo.
Acordei mais tarde que de costume no dia seguinte e encontrei um bilhete de Dougie preso na geladeira:
Tive que sair. Entrevistas :/ nos vemos depois.
Fui até a sala e assisti um pouco de TV, mas o tédio me invadiu e eu resolvi ir caminhar pela casa. Acabei indo parar no estúdio, dei mais uma olhada nos instrumentos de Doug e não aguentei e acabei pegando um violão e comecei a tocar.
(link http://www.youtube.com/watch?v=QIGseGbb0io)
Think of me when you're out, when you're out there
Pense em mim quando você estiver fora, quando você estiver lá fora
I'll beg you nice from my knees
Eu irei te implorar de joelhos
When the world treats you way too fairly
Quando o mundo te trata de uma forma tão razoável
It's a shame I'm a dream
É uma vergonha, eu sou um sonho
All I wanted was you
All I wanted was you
Tudo que eu queria era você
I think I'll pace my apartment a few times
Acho que eu vou percorrer meu apartamento algumas vezes
And fall asleep on the couch
E cair no sono no sofá
And wake up early to black and white re-runs
E acordar cedo para reprises em preto e branco
That escaped from my mouth
Que escaparam da minha boca
Oh-Oh
Oh-Oh
All I wanted was you
Tudo que eu queria era você (x4)
I could follow you to the beginning
Eu poderia te seguir até o começo
And just relive the start
E apenas reviver o início
And maybe then we'll remember to slow down
E talvez depois nós nos lembremos de desacelerar
At all of our favorite parts
Todas as nossas partes favoritas
All I wanted was you
Tudo que eu queria era você (x5)
Quando terminei a música eu já sentia lagrimas descendo por meu rosto, peguei o violão e coloquei de volta no lugar. Virei para ir para a sala e me surpreendi por ver Doug ali parado na porta me olhando surpreso.
- Oi – eu disse secando as lagrimas e ficando com vergonha por ter usado o violão dele sem ter pedido.
- Por que você ta chorando?
- Ah por causa da musica, eu sou estranha. – eu disse sorrindo entre algumas lagrimas que ainda teimavam em descer.
- Mas nunca se chora só por causa da musica, a letra dela tem que te fazer lembrar algo. – ele falou se aproximando mais.
- Bom na verdade tem muitas coisas que essa música me faz lembrar.
- Tipo minha mãe, a Larissa, minha casa, poder estar viva e principalmente ... – merda, quase falei merda. Nesse momento eu percebi que já estava apaixonada por Dougie, e que quase falei isso pra ele.
- Principalmente? – ele insistiu, eu desviei meu olhar para um de seus baixos e fingi estar muito interessada nele. Dougie chegou mais perto e levantou meu queixo me obrigando a olhá-lo nos olhos.
- Você – sussurrei, mas tive certeza que ele escutou por que logo limpou uma das lagrimas que estava em minha bochecha e me beijou.
O beijo começou com um selinho e logo ele pediu permissão para aprofundar o beijo, e eu permiti. Minhas mãos foram parar em sua nuca e as suas em minha cintura. Aos poucos o beijo foi se tornando mais intenso e uma de minhas mãos estava em seu cabelo e outra em seu peito. Então só nesse momento eu parei pra pensar, por mais que eu gostasse dele e aparentemente ele de mim, o que aconteceria quando descobríssemos o que me prendia nesse mundo? Eu não poderia ficar aqui para sempre, seria contra a natureza das coisas e muito difícil, já que eu só posso conversar com 4 pessoas em todo o mundo. Juntando toda a força de vontade que eu pude eu empurrei Doug levemente e ele pareceu entender, pois ele interrompeu o beijo.
- Dougie eu sinto muito mais não tem como, eu estou morta e logo terei que ir embora. – senti as lagrimas brotando novamente em meus olhos e não tive coragem de olhar para Doug. – desculpa. – sussurrei, e sai da sala sem esperar sua resposta. Fui até o quarto de visitas e fiquei deitada chorando, até que caí no sono.
Acordei no dia seguinte com receio de ver Doug, não fazia idéia de como as coisas seriam a partir dali. Eu gostava tanto dele, e aquilo estava sendo tão difícil. Mas eu sabia que se aquilo continuasse seria mais difícil para nós dois. Pois uma hora eu teria que ir, e isso era certeza, e quanto mais prolongássemos nossa “relação” mais difícil seria se despedir depois. Então resolvi sair do quarto e encarar tudo de uma vez. Estava curiosa para saber qual seria sua reação, se ele me ignoraria ou fingiria que nada aconteceu. Não sabia qual seria pior. Fui até a sala e encontrei Doug sentado no sofá assistindo Friends. Sentei no sofá mais um pouco distante de onde ele estava e pude ver que ele me olhava pelo canto do olho.
- Bom dia. – eu finalmente tomei coragem de falar algo.
- Oi. – ele respondeu enquanto me olhava. Não conseguia identificar o que ele sentia no momento, parecia um misto de culpa, tristeza, raiva e ele parecia querer se desculpar. Por isso eu apenas fiquei quieta, esperando alguma reação de sua parte.
Ficamos alguns minutos assistindo Friends, mas nenhum de nós dois riamos. Entao finalmente Doug resolver falar algo:
- Viu Deza, hoje tenho uma entrevista, sem os outros. Daí pra não te deixar sozinha eu vou te deixar lá no Tom, tudo bem pra você?
- Aham – concordei sem nem olhar pra ele. Ele simplesmente ia fingir que nada aconteceu. Como o clima entre nós ainda estava meio tenso resolvi ir um pouco mais cedo à casa de Tom.
- Hey Doug, vou um pouco antes pra casa do Tom ta? Tchau.
- Tchau. – ele se despediu sem nem desgrudar os olhos da TV.
Andei lentamente até a enorme casa de Tom, observei tudo no caminho com a intenção de me esquecer daquela merda que estava minha vida ou morte, tanto faz. Quando finalmente cheguei à casa de Tom ele abriu a porta ainda de pijama e me olhou surpreso.
- Oi deza, chegou cedo – ele falou me dando um abraço.
- Desculpa Tom, espero não estar incomodando.
- Claro que não. – ele falou me analisando preocupado. E fechou a porta assim que eu passei por ela.
Ele pediu pra eu esperar por ele na sala enquanto ele terminava de se trocar, fiquei vendo as fotos que ele tinha em cima da mesa do centro. E uma chamou minha atenção: estavam Dougie, Danny, Tom e Harry dando risada de alguma besteira (provavelmente). Estavam todos lindos como sempre, e a foto estava tão espontânea. Fiquei tanto tempo olhando para a foto que tive uma enorme vontade de chorar. Mas eu não faria isso de novo, eu ia tentar ser forte. Continuei tão perdida em meus pensamentos que não percebi quando Tom sentou do meu lado.
- Meu deus Andreza, você bóia demais menina. – ele falou fazendo com que eu pulasse do sofá. Rapidamente coloquei a foto de volta no lugar e olhei para ele sorrindo.
- Desculpa. – mas acho que meu sorriso não o convenceu já que ele me olhou com cara de desconfiado.
- Tá pode me contar o que aconteceu. Você ta esquisita.
- Não aconteceu nada, credo. – falei desviando meus olhos para minhas unhas pintadas de preto.
- Até parece, você não sabe mentir Andreza. Não te conheço faz muito tempo mas sei que aconteceu alguma coisa e que você esta triste.
Fale com o autor