Notas iniciais
Demorou, mas saiu. PS: Relevem, tô sem internet.

– O que você quer dizer com nosso Diego? – Sussurrei através dos lábios imóveis pelo medo.

– Diego foi meu namorado. Bem... namorado não é bem a palavra certa. Ele nunca quis assumir o “relacionamento” publicamente. – Olivia revirou os olhos. – No ponto de vista dele éramos apenas amigos, apesar de eu não achar que pessoas que se beijam são apenas amigos. Mas nunca precisei muito de homens para satisfazer minhas vontades. – Ela riu como se o fato fosse extremamente engraçado. – E então Riley apareceu... – seu rosto ficou sério novamente ­– Diego foi o primeiro. A família dele ficou realmente preocupada; espalharam cartazes com seu rosto por toda a cidade. Algumas semanas depois, Riley me encontrou, achou que eu daria uma boa vampira por ser muito decidida do que queria. É óbvio que no começo pensei que ele estava brincando. Tipo, vampira? Por favor... – Olivia riu novamente. – Mas ele me prometeu que depois da transformação eu encontraria Diego de novo. Foram três dias muito ruins. Meu corpo queimava. A mudança acabou e eu me concentrei em rever Diego, mas Riley insistiu que eu ficasse invisível porque não queria que os “vampiros de olhos amarelos” me encontrassem. Ele sabia muito bem que eu não ficaria de braços cruzados depois de queimar três dias por Diego, então eu fugi. – Olivia estava tão absorta em sua narrativa que consegui dar um passo para trás sem que ela percebesse. – Soube da batalha dos recém-criados contra os Cullen e quis saber mais sobre os “vegetarianos”. Observei-os durante alguns dias e soube do que aconteceu com o meu Diego. O que nos leva a você, Bree. – Olivia deu um sorriso felino e suas próximas palavras me causaram um arrepio de pavor. – Todo esse problema foi causado por você, não é, garotinha? Então eu pensei um pouco e decidi: o que acha da morte, querida Bree? Prometo que será bem lenta e dolorosa.

Paralisei de medo. Eu iria morrer e dessa vez seria para sempre. Minha mente dava voltas como se estivesse me preparando para a morte. Fechei os olhos e me concentrei em ouvir o que diria a minha intuição.

– Faça-me o favor! Você está à beira da morte! O que pretende fazer com esse dom idiota? – Olivia berrou e meus olhos se abriram de choque. Ela realmente nos observara. – Sim, Bree, eu observei você e sua “família” muito bem.

A raiva dentro de mim começou a se agitar. Quem essa garota acha que é?

– Se você observou tão bem quanto diz, deve saber que estou disposta a morrer por Diego, mas não é só porque você é muito possessiva com relação a ele que eu vou morrer. A “querida Bree” aqui não vai desistir, porque tem alguém em outro continente que precisa dela. – A expressão de Olivia demonstrava surpresa pela minha afirmativa e eu agarrei a oportunidade. Dei três passos à frente e tive o prazer de vê-la recuar. – Sim, querida Olivia, você sabia que o nosso Diego está na Itália? Ele foi seqüestrado pelos vampiros mais poderosos da história e está precisando de mim.

– O que você está dizendo? Se ele fosse realmente seqüestrado eu saberia... – Ela estava em pânico.

– Saberia mesmo, Olivia? Por que você não parece se importar muito com o que acontece com Diego. Você só quer um rostinho bonitinho pra você exibir por aí, não é? Quer saber? Essa transformação foi até boa para ele. Pelo menos ficou livre de você. – Dei um sorriso triunfante.

– Você mexeu com a vampira errada, querida Bree. – Olivia murmurou enquanto avançava lentamente para me matar.

Um movimento no canto da minha visão periférica me chamou a atenção.

Não se mexa, sussurrou uma voz no fundo de minha mente. Que ótimo! Agora minha intuição resolve aparecer.

Deixei que meus olhos acompanhassem o movimento e Olivia continuava a avançar. Era um dos lobisomens quileutes, pequeno e cor de areia. Aos olhos humanos ele passaria facilmente por um lobo. Olivia pareceu percebê-lo também porque virou a cabeça tão bruscamente em direção ao animal que seus cabelos pareceram ter vida própria.

– Droga! Não imaginei que eles realmente existissem. – Ouvi-a sussurrar segundos antes de correr floresta adentro, seguida de perto pelo lobisomem.

Estava imaginando por que diabos ela ficou tão apavorada quando uma voz sarcástica quase me fez pular de susto.

– Sempre causando confusão, não é?

– Se eu quisesse a sua ajuda teria pedido. Eu tinha tudo sobre controle por aqui.

Me virei e encarei os olhos dourados de Edward.

– Quase morrer não é o que eu chamaria de controle. – Ele disse.

Soltei um murmúrio de frustração e comecei a andar de volta para a casa. Não iria deixar que Edward me deixasse mais irritada do que já estava depois de tudo o que Olivia jogou para cima de mim. Se o que ela disse for verdade, Diego estava omitindo algumas informações sobre o seu passado. Mas antes de descobrir o que era mentira ou não, eu precisava saber uma coisa.

– Edward... – Eu chamei enquanto me virava. Ele estava parado olhando para o ponto onde o lobo e vampira desapareceram. – Por que Olivia correu quando o quileute apareceu?

Edward virou-se e me olhou como se estivesse decidindo se me contava alguma coisa. Quando já estava me perdendo naqueles olhos dourados, ele respondeu:

– Um lobisomem consegue matar um vampiro mais rápido do que um próprio vampiro.

Para a minha surpresa, eu soltei uma gargalhada histérica.

– Fala sério! – Consegui dizer entre uma respiração e outra.

– Mas isso é sério, Bree. – Olhei para o seu rosto e concluí que era verdade, então me forcei a ficar séria.

– Tá legal! – respondi – Se precisar de mim, estarei em meu quarto.

– Bree... – Edward chamou quando me virei. – O que vai fazer com relação a Diego?

Respirei fundo duas vezes e continuei de costas para ele.

– Eu não sei, Edward. Aliás, eu não sei mais o que fazer com relação a nada. – Minha voz saiu mais profunda do que eu pretendia. Abaixei a cabeça e a minha garganta se fechou com as lágrimas que não existiam.

Não o senti, mas de repente ele estava ali me abraçando; me consolando.

– Ei, calma... – Edward sussurrou.

– Posso lhe pedir uma coisa? – Eu disse com a voz mais controlada.

– Depende do que você quer.

– Você iria para a Itália comigo? – Assim que as palavras saíram, Edward ficou tenso. Saí de seus braços, me sentindo desconfortável. – Tipo, você é o vampiro mais forte da família. Pensei que seria bom ter um reforço.

– Bem... – Ele estava cauteloso. – A resposta não depende de mim. – Ficou claro que ele estava falando de Bella. – Sim. – Ele respondeu ao meu pensamento. – Teve uma época em que a minha ausência foi... dolorosa para ela. De qualquer forma, se ela não quiser que eu vá, eu não irei. – Concluiu Edward.

– Já é alguma coisa. – Eu dei de ombros. – Me avise quando a Bella te der a resposta.

Virei as costas para ele e caminhei em direção à casa. Eu tinha uma rival que provavelmente estava morta, um suposto namorado na Itália e um lobisomem que por algum motivo sentiu a necessidade de salvar a minha vida.

É, a vida realmente vira uma bagunça quando você se torna uma vampira.

Notas finais
Espero os reviews, ok?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.