A Terceira Guerra Dos Dragões
3 Não Acredito Nisso...
Notas iniciais
—Soluço? Cadê você? — perguntou Astrid, com um tom de voz triste.
—Tô aqui no quarto. — respondi, acabando de trocar de roupa.
—Bom dia...
Nos cumprimentamos com um beijo rápido e ela se sentou na cama.
—Tenho que te contar uma coisa... — disse ela, com uma expressão de quem acabou de perder seu dragão.
—Pode falar. — me sentei ao seu lado.
—Lembra de quando eu visitei a Ilha dos Zíper Arrepiantes semana passada?
—Claro que sim, você foi investigar o por que deles estarem migrando para o sul nessa época do ano.
—Essa mesmo. Então. Durante essa viagem, eu vi que os dragões estavam cheios de cicatrizes, com medo de tudo.
—Sim, você mencionou isso quando voltou.
—Mas eu não mencionei o por quê. Tinha um dragão lá que mandava em todos e , quem não obedecesse, sofreria.
—Tipo um alfa? — quando disse a palavra "alfa", Banguela, que estava descansando perto de nós, veio em nossa direção, com curiosidade, pois, pelo que sabemos, Banguela era o único alfa nessa região.
—Não, mais como um chefe. Ele obrigava todos os dragões a trazê-lo comida através da força bruta. O dragão, era um Catástrofe Noturno.
—Mas, eles já estão extintos! — um Catástrofe Noturno era um dragão que utilizava seus chifres como arma principal, e a maioria caçava durante a noite.
—Eu também pensava isso! Na hora que o vi, já fui me aproximando, mas ele não gostou e começou a atacar a mim e a Tempestade — Tempestade era sua Nadder. -, não estávamos conseguindo nos defender direito... Tempestade caiu no chão, e ele queria matá-la, então eu... eu...
De repente, Astrid começa a chorar como se não houvesse amanhã. Eu ia falar alguma coisa, mas ela me pediu para escutar.
—Eu tive que matá-lo, Soluço. Eu matei um dragão.
As lágrimas rolaram de novo.
—Desculpa mesmo, Soluço! Eu não queria ter que fazer aquilo! Era ele ou a Tempestade! Me desculpa, por favor!!!
—Astrid, me escuta. — disse, a abraçando. — Está tudo bem. O que você fez, pode até ser sido a ação errada agora, mas...
—Que belo jeito de consolação! — ela simplesmente levantou e saiu correndo antes que eu pudesse a impedir. Ela subiu na Tempestade e voou em direção ao horizonte.
Rapidamente, também subi no Banguela.
—Temos que ser rápidos, amigão! Siga elas!
Mas já era tarde de mais, elas já estavam longe.
Estava voltando para casa, derrotado. No caminho, encontro Heather, que estava dando um banho na Tesoura-De-Vento.
—Soluço, tá tudo bem? — perguntou ela, assim que nos viu.
—Não, não tá. Tá tudo péssimo! Eu sem querer magooei a Astrid quando ela estava me contando algo delicado e triste! Eu sou o pior noivo de toda Berk! Heather, por favor, me ajuda!
—Calma, Soluço. Respira. Ela te contou do Catástrofe Noturno, não é?
—Como é que você sabe?
—Ela veio me pedir ajuda. Ela estava nervosa de como ela ia te contar.
—Sério? Isso não parece coisa Astrid.
—Soluço, você sabe que a Astrid sempre se esforçou ao máximo para ser a melhor viking possível e, bom, ela também quer ser a melhor noiva possível.
De repente, Cabeça-Quente vem correndo até a gente e, quase sem fôlego, nos diz:
—A... A Astrid... Ela... Ela... Tá no Grande Salão... E muito machucada... Acho melhor você...
Sem nem ouvir o resto da frase, saio correndo em direção ao Grande Salão, onde uma multidão cercava uma pequena maca.
—Saiam da frente! — gritei.
Quando finalmente cheguei lá, pude ver que a pele da Astrid estava toda pálida, ela estava cheia de cortes, suas roupas ensanguentadas. A Anciã me disse (ou melhor, desenhou) que ela estava bem, só precisava de mais cuidados e de descanso. Vi a Tempestade, que estava com um corte na perna. A única coisa que eu pude fazer foi chorar. Eu sabia que ela ia melhorar, mas, tudo foi culpa minha. Ela não teria ido voar se não fosse por mim. Tudo culpa minha.
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