Julia caminhou pela floresta e parou,vendo a loira bebendo o sangue do rapaz e esperou até ser notada.

Anebella levantou a cabeça,largando o pescoço do homem e olhou para ela.

–Ora,ora...outra vampira?Muito prazer.

–Oi Julia.

–Como sabe como eu me chamo Julia?

–Julia Morgan,nascida Julianny Petrova.-disse ela-Me chamo Anebella.

–Como sabe tanto sobre mim?-perguntou Julia,desconfiada.

–Eu apenas sei.

Anebella passou por ela e nenhuma das duas se olhou.

Julia ficou um pouco parada.

Aquele antigo nome trazia lembranças que não queria que viessem a tona.

Flashback on

Eles entraram na igreja de mãos dadas.

A menina se sentou entre os pais e olhou muito atenta para a cerimônia religiosa.

Assim que acabou,Julianny se levantou e cada um dos seus pais segurou em uma das suas mãos.

–Mamãe,a Ruth vai fazer aquele bolo de novo?

–Sim,anjinho.Desde que você seja uma menina comportada.

Ela sorriu,apertando com mais força as mãos do seu pai e da sua mãe.

Tinha tudo o que amava,tudo o que precisava,tudo o que queria e sempre queria ter:sua família junta e unida.

Flashback off

Pena que nem tudo dura para sempre.

Julia saiu da floresta e entrou em um bar da cidade.

Não demorou muito e já estava saindo com alguém.

–Não está se sentindo bem,senhorita?

–Sim,eu estou.

–Está com algum aperto no coração?

Julia, sorriu.Sabia quem seria a sua próxima vítima.

–Não posso sentir um aperto no coração.Faz tempo que eu não tenho um.

***

Nora e Stefan já tinham saído do avião e andavam pela Londres lotada de turistas.

–Me fale por que estamos aqui mesmo?

–Eu li uma coisa no diário da minha mãe.Uma coisa que preciso ver por mim mesma.Me encontre no hotel,você sabe onde fica.

***

Ela atravessou os corredores apinhados de cadeiras de rodas com pessoas de expressão extremamente vazia.

Havia algo de assustador nas faces paradas,nos olhares fixos e nos corpos que jamais se mexiam.

Como se estivessem...Mortos em vida.

–É aqui,mocinha.Olhe,não se pertube a toa,ela está bem para alguém na situaçao dela.

A enfermeira foi até a senhora sentada na cadeira de rodas.

–Senhora Butler,sua neta veio vê-la.

Mary sorriu quando Nora se ajoelhou na frente dela.

–Oi.

–Sarah,você veio!

Isso a pegou um pouco de surpresa.

–Érrr...Eu sou a Nora,filha da Sarah.

–Não se preocupa,meu bem,papai já volta para casa.-disse Mary abrindo um sorriso radiante de quem foi muito bonita na juventude-E nós três vamos ao parque!

–Vovó?

–E vamos te levar até aquele balanço vermelho que é o seu favorito, e vamos tomar sorvete de morango e...

A enfermeira pôs a mão áspera no ombro de Nora.

Ela ficou irrritada com o contato e cogitou a idéia de arrancar a mão maldita de seu ombro,mas se controlou.

–Ela ficou muito pertubada,senhorita Flemming.Melhor saírmos agora.

–Sarah,você não pode ir embora!Vai me deixar sozinha?Eu não quero ficar sozinha!Eu não quero ficar sozinha!

Mary começou a choramingar e a enfermeira a empurrou para fora do quarto sem resistência nenhuma da parte de Nora,chocada demais com o que viu.

–Sarah é a sua mãe?-perguntou enfermeira.

–É.

–Você se parece com ela?

–Um pouco.Tenho os olhos dela.

–Essa semelhança deixou muito a senhora Butler muito nervosa, acho melhor não fazer visitas desse tipo por enquanto.

–Certo.

Nora saiu de lá e andou pelas ruas de Londres.

Tem vezes em que queria poder simplesmente esquecer de tudo e limpar a mente.

Notas finais
Alexander Skargärd aceitou fazer uma participação especial na fanfic como Drácula graças a graninha extra que eu dei a ele.
E Julia,não fica brava não,mandei o seu cachê pelo correio.
KKKKKK,acabando com as piadinhas idiotas,me falem o que acharam desse capítulo.