A Terapia De Mello

3 A vingança é um ato praticável


Notas iniciais
Pelamor, me desculpem a demora pra atualizar a fic x.x
Shissus, desculpem mesmo, mas natal e pá... Enfim, só consegui terminar o cap. hoje.
Tinha gente esperando, no próximo cap. tem consulta no terapeuta, PROMETO x.x
O título original do capítulo era "A vingança não é um prato, é simplesmente um ato praticável", mas não coube tudo então eu dei uma alterada kk
Enfim...
Boa leitura~

–Hey vocês! – gritei para os capangas de Near – Parem de falar do Mello.

Senti uma pancada forte na cabeça, seguida de risos. Não pude entender as palavras que seguiram a ação, admito que fiquei um pouco tonto. Mesmo assim, não demorei pra voltar ao meu juízo normal. Não era fácil pra mim aquela situação. Eu não tinha calma suficiente para imaginar o que Near estava fazendo com meu loiro naquela casa.

–O que o branquelo quer com Keehl? Sabe, ele não é uma pessoa fácil. Vocês têm certeza que Near está bem lá, sozinho com alguém como Mello?

Eu tinha que sair de lá e ajudar Mello. Muitos não sabem, mas aquele maldito albino é forte. Se os capangas de Near não soubessem disso, com certeza um deles iria verificar se tudo estava correndo bem. Quanto ao outro... Eu poderia cuidar de um só.

–Humpf, o que pensa que está dizendo seu ruivo imundo? Aquele loiro franzino não conseguiria machucar uma pessoa.

Ri de maneira debochada. Ele não sabe quem é Mello. Uma pessoa completamente fria e estourada. Provavelmente não poderia machucar alguém como Near, mas nenhum dos dois sabia disso. Eu estava determinado a descobrir o quão imbecis eram.

–Levante minha camisa. – Keehl ficaria bravo se soubesse. Não pude ver a expressão de nenhum dos dois, afinal minha cabeça continuava coberta. Instantes depois senti uma brisa nas costas – vê essa cicatriz? Ela se estende até minha perna. Veja bem, já matei muitas pessoas, e quando levantei a mão contra Mello foi isso que aconteceu. Digamos que ele não gosta de ser provocado.

Senti um murro nas costas que me incomodou um pouco. Mais um murro, dessa vez na nuca. Fiquei tonto de novo. Obviamente não foi Mello que me fez aquilo, mas eu precisava fazê-los acreditar que ele era perigoso. Tiraram aquele maldito saco da minha cabeça, mas minhas mãos permaneciam algemadas. Pude finalmente ver a cara daqueles dois direito. Um estava sentado a minha frente e o outro ao meu lado. Ambos me encaravam seriamente, e eu queria um cigarro.

–Vá checar se está tudo bem com Near.

O homem que estava na minha frente deixou o carro. Eu não poderia mais perder tempo. Se tudo estiver correndo como planejei, o brutamontes deveria estar perto da cozinha, e a porta estaria trancada. O outro seria chamado pelo rádio em alguns instantes. Nesses instantes deveria me livrar das algemas. Abri o lado direito com um minúsculo estilete que sempre carrego comigo, o esquerdo não me importava muito, já era alívio suficiente estar com as mãos separadas.

A porta está trancada, temos um problema. Traga aquele ruivo imundo com você. Não podemos destruir nada, por ordens do Sr. Near.

Pessoas previsíveis... Near se esquece de que eu também estive na Wammy’s House. Não gosto de me gabar, mas esses macacos não têm inteligência para me enganar. A partir daquele momento as coisas haviam se tornado fáceis. Nocauteei o infeliz que estava no carro com um soco na mandíbula antes que ele pudesse me tocar de novo. Sai do carro e fui atrás do outro macaco. Peguei um vaso qualquer na sala e atirei no cara. -

Chave, porta, Mello... O QUE? Mello? Mas que diabos está acontecendo aqui?? Esse Near... MAS O QUE? Quero entender o que está acontecendo, mas meu cérebro não estava processando as informações direito...

–NATE RIVER, QUE PORRA É ESSA???

Irritado? Nem um pouco... Não cabe a mim ficar irritado por ver meu homem com aquele vestido cor de rosa ridículo. Odeio crianças, e River é uma criança que nunca cresceu. Eu queria rir, mas isso seria contraditório e certamente irritaria Mello. Aliás, a cara de Keehl entregava seu “bom humor”.

–Estamos brincando de cházinho, Jeevas. Eu gostaria que você tivesse se juntado a nós no começo, até trouxe uma roupa de mordomo pra você – percebi o albino corando, enquanto enrolava o cabelo com a mão – mas sua irritação foi tanta que meus homens tiveram de levá-lo daqui... Uma pena, você teria gostado de servir a princesa Mellanie. Agora se sente, estamos quase terminando.

~x~

Humpf... Esse espartilho incomoda. Por que Matt demorou tanto pra vir me ajudar? Ruivo lerdo. Esse Near consegue fazer com que meu ódio por ele aumente cada dia mais. Espartilho, vestido rosa, salto e esse chapéu brega. Por que ele pode vestir a roupa elegante de homem?

–Princesa Mellanie, a senhorita gostaria de outra xícara de chá?

Jeevas permanecia encostado no batente da porta. Estava acendendo um cigarro enquanto tentava esconder o riso. Mas que coisa, esses dois... Eu realmente deveria ir viver sozinho, assim não teria de suportar situações imbecis como esta.

–Não ouse rir Matt!

Tentei me levantar, mas esse espartilho... Mal consigo respirar. Nate tem fantasias realmente estranhas. Fui suficientemente ignorante para acreditar que Near viera até aqui se aproveitar de mim. Além disso, pensei que Jeevas sentiria um pouquinho de ciúmes, humpf, não dá esperar nada de ninguém mesmo...

–Ora Mello-kun, esse vestido ficou tão bonito pra você! Acho que devo encomendar em outras cores... Que tal um vermelho para o próximo chá?

Ah, se eu conseguisse respirar direito... Já teria acertado um murro nessa criatura. Como ele ousa falar assim comigo?? Será que ele não percebe que a situação me incomoda? Olha a hora... Não acredito que já estou nisso há mais de uma hora... Vou me atrasar para aquela irritante sessão de terapia. Matt, porque você não se lembra dessas coisas e dá um jeito de me tirar logo daqui?

–Near – Matt fez uma pausa – Já terminou sua brincadeira? Eu e Mello temos um compromisso, juntos. Não podemos faltar, e se continuarmos aqui, certamente chegaremos atrasados.

Essa com certeza é uma das coisas que mais gosto em Jeevas: seu cinismo. Aquela cara provocativa que ele fez misturada ao tom de voz que usou para falar com Near... Simplesmente perfeitos. Vi que Near ficou emburrado com a situação, afinal, todos me desejam, como vocês bem devem saber. A criatura podia até ser inocente, mas sempre teve uma queda (livre) pela minha pessoa. Fazer o que, ser a personificação da perfeição tem seu preço.

Mello-kun comentou algo sobre isso... É uma pena que tenhamos que encerrar – ele se aproximou de mim a me abraçou pelas costas, exatamente como Matt fez antes de ser levado para o carro — Foi tão divertido, não é mesmo Mello-kun? – ouvi isso como um sussurro bem longo em meu ouvido.

Nate também não deixava barato, esses dois adoram se provocar por minha causa... Ainda não entendo o porquê de Matt sentir ciúmes: eu moro com ele e até já fiz almoço de aniversário, não faço isso pra qualquer um.


~x~

–Já que eu devo me retirar, peço que guarde com carinho o vestido, Mello-kun. Caso contrário, serei obrigado a fazê-lo pagar.

Jeevas... Sempre acaba com a minha alegria. Sai da cozinha lentamente, e perto da porta estava Gevanni, tentando se levantar. Poxa vida, subestimei Matt dessa vez... Ele realmente ficou mais forte. Ah, mas que droga, terei de achar homens ainda mais fortes da próxima vez que eu quiser brincar com a princesa Mellanie... Por que ele faz isso comigo? Humpf, que injusto. A mesma cena no carro?? Maldito Jeevas, quem vai me levar pra casa agora?

– Sr. Near, desculpe a confusão, aquele ruivo conseguiu fugir, mas eu não sei como...

– Não se desculpe. Apenas me leve para casa.

– E Gevanni?

– Ele foi nocauteado pelo mordomo. Pode se virar sozinho.

Caso meu humor melhore mais tarde, mando alguém para buscá-lo. Diverti-me tanto com a princesa Mellanie esta tarde... É uma pena Jeevas não ter nos servido, e ainda ter estragado o momento. Eu sei que no fundo, ele morre de ciúmes quando estou com Mello-kun.


~x~

–MATT! Ande logo, já estou pronto. Você vai me dar uma carona ou não?

Como consegue ser tão lerdo esse homem??

–Estou aqui, vamos?

Cerca de cinco minutos depois ele desceu as escadas. Mais uma sessão de terapia... Ainda é a 2ª e mal suporto a ideia, como vai ser daqui pra frente??


Notas finais
Eu não revisei esse capítulo (falta de tempo x.x tô lotada de trabalhos pra corrigir, aí minha própria fic fica em 2º plano kk), então se acharem algum erro não deixem passar em branco, me avisem~ 2bjo~